quarta-feira, 6 de janeiro de 2016


Refrigeração eletrônica 


Principalmente em bebedouros mas também em equipamentos sofisticados como adegas climatizadas, a refrigeração deles é "eletrônica", sem o uso de compressor, gás refrigerante, etc.
Essa é uma tecnologia que veio para ficar, em determinados equipamentos, e muitas pessoas que trabalham com refrigeração não a conhecem.
O segredo da "refrigeração eletrônica" são os módulos Peltier ou pastilhas termoelétricas.
Módulos Peltier, também conhecidos como pastilhas termoelétricas, são pequenas unidades que contém uma série de semicondutores (transistores) agrupados em pares, para operarem como bombas de calor.
Uma unidade típica tem espessura de alguns milímetros e forma quadrada ( 4x40x40 mm). Esses módulos são essencialmente um sanduíche de placas cerâmicas recheado com pequenos cubos de telureto de bismuto.
Essa série de semicondutores é soldada entre duas placas cerâmicas, eletricamente em série e termicamente em paralelo.
Quando uma corrente DC passa por um ou mais pares, há uma redução na temperatura da junta ("lado frio") resultando em uma absorção do calor do ambiente.
Este calor é transferido pela pastilha pela movimentação de elétrons.
A capacidade de bombeamento de calor de uma pastilha termoelétrica é proporcional à corrente e o número de pares de elementos tipo-n e tipo-p Sua operação é baseada no “Efeito Peltier”, que foi descoberto em 1834.
Quando uma corrente é aplicada, o calor move de um lado ao outro – onde ele deve ser removido com um dissipador.
Esse ponto é importante porque o calor, como uma forma de energia que é, não desaparece, ele tem que ser movido.
Por isso todos os aparelhos que usam a refrigeração eletrônica contam com ventoinhas e não podem ser instalados confinados.
Tanto para aquecimento como resfriamento, é necessário utilizar algum tipo de dissipador para coletar calor (em modo de aquecimento) ou dissipar calor (em modo de resfriamento) para outro meio (: ar, água, etc.).
Sem isso o módulo estará sujeito a superaquecimento - com o lado quente superaquecido o lado frio também esquentará, consequentemente calor não será mais transferido.
Quando o módulo chegar à temperatura de refluxo da solda utilizada, a unidade será destruída. Frequentemente utiliza-se uma ventoinha quando dissipador estiver trocando calor com o ar, mas isto não é obrigatório,
 Pastilhas termoelétricas são utilizadas em aplicações pequenas de resfriamento como microprocessadores ou até em médias como geladeiras portáteis, adegas para vinho e bebedoruros. Atualmente, os módulos mais potentes podem transferir um máximo de 250W ( conversão de W para BTUS).
As pastilhas podem ser empilhadas para se chegar temperaturas mais baixas, embora alcançar temperaturas muito abaixo de zero e requer processos complexos e caros. Existe um limite prático do tamanho dos módulos de cerca de 60 milímetros.
Isso ocorre porque
Devido às diferenças de calor, o lado frio da pastilha contrairá enquanto o lado quente expandirá, causando estresse nos elementos e nos pontos de solda.
Quanto maior o módulo, maior o estresse.
Pode ser utilizado mais de um módulo para aumentar a transferência de calor ou empilhados uns sobre os outros para aumentar a diferença entre o lado frio e o lado quente.
Contudo, quando a temperatura entre o lado frio e o lado quente não precisa ser mais de 60°C, pastilhas simples são mais recomendadas.
Quando esta diferença tem que ser maior de 60°C, módulos múlti-estágios devem ser utilizados. Pastilhas termoelétricas operam com corrente contínua, DC.
Uma fonte chaveada pode ser utilizada, mas suas variações devem estar limitadas a +-10%. A frequência ideal é 50-60 Hz.
O efeito Peltier tende a perder sua vantagem competitiva para transferências de calor acima de 200W. Existem certas aplicaçoes militares e científicas que o utilizam para transferir centenas de kilowatts mas nesses casos o custo não é um problema ao contrá'rio do que ocorre em produtos para o mercado consumidor.
Um ar condicionado ou uma geladeira de grande porte poderá vir a ser produzida em escala industrial, mas por enquanto seus custos são proibitivos.
Módulos Peltier tem grandes vantagens como tamanho reduzido e ausência de peças móveis e ruído, mas seu custo por por watt transferido é muito superior a um compressor, seu principal concorrente tecnológico.
Como aparelhos de ar condicionados requerem uma transferência de calor muito maior para resfriar ambientes do que uma mini-geladeira portátil, por exemplo, não são economicamente viáveis.
O mesmo ocorre com geladeiras e congeladores (freezers) residenciais.
É importante também salientar que, no caso de aparelhos de ar condicionado, mesmo quando eles forem produzidos em escala industrial, um dissipador de calor terá de ser acoplado ao sistema e ao exterior do ambiente para que ele realmente seja resfriado.
Ou seja, estes aparelhos não poderão substituir resfriadores portáteis que reduzem temperatura somente com gotículas de água e sem nenhuma dissipação para o exterior
A grande vantagem de pastilhas do tipo Peltier são a ausência de peças móveis, tornando extremamente preciso o controle de temperatura, não uso de gás refrigerante, sem barulho e vibração; além do tamanho reduzido, alta durabilidade e precisão.
Elas são utilizadas hoje em inúmeros setores, principalmente os de bens de consumo, automotivo, industrial e militar.
São mais comuns em países desenvolvidos mas elas tiveram grande penetração no Brasil com os bebedouros eletrônicos, fabricados por várias empresas.
Para aplicações de transferência de calor de até 200 W as pastilhas termoelétricas tem várias vantagens sobre os compressores: são mais confiáveis que um compressor além de necessitar praticamente nenhuma manutenção.
São ideais para aplicações de resfriamento que são sensíveis a vibrações mecânicas ou têm um tamanho ou espaço limitado.
Para estimar qual pastilhas e quantas serão necessárias é preciso determinar a carga térmica de onde elas serão aplicadas.
É o mesmo processo de dimensionamento de um compressor para uma geladeira, por exemplo.
O controle de temperatura pode ser feito variando a voltagem fornecida a pastilha termoelétrica ou desligando/ ligando ela.
Certos fabricantes não recomendam o deligar/ ligar por achar que isso encurta a vida útil delas enquantos outros não tem essa restrição.
A umidade pode ser um problema se o módulo for utilizado para resfriar perto de 0o. C, uma vez que o vapor presente no ar pode condensar, molhando a pastilha.
A umidade dentro do módulo pode causar corrosão e resultar em um curto-circuito.
Costuma-se utlizar isolantes de silicone ou epoxy nas bordas.



pu7imw@ibest.com.br

A substituição do R-22

A substituição do R-22 pode ser feita utilizando ISCEON™ MO99™. Este produto é uma alternativa para a substituição do R-22 em sistemas de condicionamento de ar e de refrigeração com expansão direta, por se tratar de um fluido refrigerante HFC, de fácil utilização e que não degrada a camada de ozônio.

Classificação ASHRAE: R-438A
Aplicações:
·                                 Ar-condicionado comercial, incluindo:
- Roof Tops;
- Condicionadores de ar de Janela;
- Chillers de expansão direta;
- Splits.
·                                 Ar-condicionado residencial.
·                                 Refrigeração (Baixa e Média Temperatura), incluindo:
- Self Contained;
- Unidades Condensadoras;
- Racks.
Benefícios
·                                 Proporciona Retrofit fácil, rápido e de baixo custo, uma vez que não exige troca de válvulas de expansão ou outros componentes mecânicos;
·                                 HCF: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio. Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
·                                 Compatível com os lubrificantes a base de Óleo Mineral (OM), Alquilbenzeno (AB) ou Poliol Éster (POE): Na maioria dos casos, não é necessário substituir o tipo de lubrificante do sistema;
·                                 Potencial de Aquecimento Global (GWP) 42% inferior ao R-404A;
·                                 Temperatura de descarga reduzida: Possível prolongamento da vida útil do equipamento;
·                                 Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema já esteja com ISCEON™ MO99™ e que a carga seja feita na fase líquida;
·                                 Mantém, na maioria dos casos, o desempenho similar ao do R-22 em termos de capacidade de refrigeração e eficiência energética;
·                                 Permite continuar o uso de equipamentos projetados para HCFCs.

Performance Esperada após o Retrofit
(Com base em experiências de campo, testes de calorímetro e dados de propriedades termodinâmicas)
O ISCEON™ MO99™ apresenta capacidade de refrigeração e eficiência enegética similares ao R-22 e proporciona redução das temperaturas de descarga. Não é necessário alterar o set point durante o Retrofit e em caso de vazamento de ISCEON™ MO99™, pode-se completar a carga com o mesmo fluido refrigerante. Para otimizar a performance após o retrofit, é necessário realizar alguns ajustes minoritários no sistema, dependendo das condições operacionais e do projeto do equipamento.

Considerações para Retrofit

O ISCEON™ MO99™ é compatível com lubrificantes a base de OM, AB e POE, e na maioria dos casos, não é necessário substituir o tipo de lubrificante utilizado atualmente. Entretanto, em sistemas com configuração de tubulação complexa, o retorno do óleo mineral pode ser prejudicado. Nesses casos, recomendamos adicionar POE. Menores modificações no equipamento (substituição de selos e ajustes na válvula de expansão) podem ser requeridas. Não é necessário trocar as vávulas de expansão desde que o sitema tenha sido projetado corretamente para o R-22. Consulte as Diretrizes de Retrofit para ISCEON™ MO99™ para obter mais detalhes.

Segurança


Este fluido refrigerante pode ser utilizado com segurança sob condições normais de uso. O ISCEON™ MO99™ recebeu a classificação de segurança ASHRAE A1, similar ao R-22, R-502, R-404A e R-407C. Este fluido não é inflamável e não é tóxico. Consulte a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) 
para outras informações.

sábado, 2 de janeiro de 2016

História Francis Bacon


História Francis Bacon, em 1626, foi o primeiro a pensar em refrigeração para conservar alimentos. Ele realizou uma experiência com uma galinha enterrada na neve para ver se isto a preservava. Mas apenas com a invenção do MICROSCÓPIO em 1863 que resultados satisfatórios foram obtidos. Com o microscópio os cientistas estudaram as bactérias, enzimas e fungos. Eles descobriram que estes organismos microscópios se multiplicam com o calor, porém, pareciam hibernar em temperaturas abaixo de 10°C negativos. Temperaturas mais baixas não eliminam microrganismos, mas sim controlam o seu crescimento. Então pela primeira vez o alimento pôde ser mantido em seu estado natural pelo uso do frio. A primeira descrição detalhada de um equipamento para produção de gelo foi patenteada por Jacob Perkins em 1834. O primeiro equipamento real foi construído por James Harrison (escocês) entre 1856 e 1857. Em 1862 em uma exibição internacional em Londres, Daniel Siebe apresentou este equipamento à sociedade da época. Somente em 1913, tivemos algo mais concreto com a aparição dos primeiros refrigeradores manuais e em 1918 os elétricos. A partir de 1926 tivemos a concepção do compressor hermético e desde então a refrigeração está presente na maioria dos lares do mundo inteiro. Com a descoberta do ciclo de refrigeração e desenvolvimento da máquina frigorífica abriu o caminho para o uso prático do ar condicionado. O que pode ser considerado como o primeiro equipamento de ar condicionado foi criado e patenteado em 1897 pôr Joseph McCreaty (U.S.A.). Seu sistema foi denominado lavador de ar (um sistema de resfriamento baseado no borrifamento de água).
Em 1906, o jovem engenheiro norte-americano Willys Haviland Carrier inventou um processo mecânico para condicionar o ar, tornando realidade o controle do clima. Sua invenção viria a ajudar a indústria. Uma empresa de Nova York estava tendo problemas com trabalhos de impressão durante os quentes meses de verão. O papel absorvia a umidade do ar e se dilatava. As cores impressas em dias úmidos não se alinhavam, gerando imagens borradas e obscuras. Carrier acreditava que poderia retirar a umidade da fábrica através do resfriamento do ar. Para isto, desenhou uma máquina que fazia circular o ar por dutos resfriados artificialmente. Este processo, que controlava a temperatura e umidade, foi o primeiro exemplo de condicionamento de ar por um processo mecânico. Porém, foi à indústria têxtil o primeiro grande mercado para o condicionador de ar, que logo passou a usado em diversos prédios e instalações de indústrias de papel, produtos farmacêuticos, tabaco e estabelecimentos comerciais. A primeira aplicação residencial foi em uma mansão de Minneapolis, em 1914. Carrier desenhou um equipamento especial para residências, maior e mais simples do que os condicionadores de hoje em dia. No mesmo ano, Carrier instalou o primeiro condicionador de ar hospitalar, no Allegheny General Hospital de Pittsburgh. O sistema introduzia umidade extra em um berçário de partos prematuros, ajudando a reduzir a mortalidade causada pela desidratação. Nos anos 20, o ar condicionado tornou-se mais acessível ao público em muitos prédios públicos. O aparelho teve seu "debut" em público em 1922, no Grauman's Metropolitan Theatre em Los Angeles. Na verdade, o condicionador ajudou a indústria cinematográfica, pois, nos meses de verão, a freqüência dos cinemas caía muito e várias salas fechavam nesse período. Carrier equipou a Câmara dos Deputados dos EUA em 1928, o Senado Americano em 1929 e os escritórios executivos da Casa Branca em 1930, tornando mais agradável o trabalho no verão quente e úmido de Washington. Os vagões da ferrovia B&O foram os primeiros veículos de passageiros a possuírem condicionadores de ar, em 1930.
Willis Carrier


Também nos anos 30, Willis Carrier desenvolveu um sistema que viabilizou o ar condicionado em arranha-céus. A distribuição do ar em alta velocidade através de dutos "Weathermaster", criada em 1939, economizava mais espaço do que os sistemas utilizados na época. Nos anos 50, os modelos residenciais de ar condicionado começaram a ser produzidos em massa. Nesta época, em 1950, Willis Carrier morreu. Em 1952, a Empresa Carrier desenvolveu a primeira produção em série de unidades centrais de condicionadores de ar para residências. O estoque foi vendido em duas semanas. Dez anos depois, estas centrais não eram mais novidade, e ainda hoje trazem soluções em todas as partes do mundo. O uso do ar-condicionado em automóveis, que hoje é bem comum, está completando 70 anos. O primeiro carro a oferecer o equipamento como opcional foi o Packard 1939, fabricado nos Estados Unidos. O primeiro veículo de montadora com ar condicionado foi um Pontiac em 1954.

O primeiro ar-condicionado não era muito prático, ocupava todo o portamalas do carro e não tinha regulagem de temperatura. Se esfriasse demais, a única coisa que o motorista podia fazer era desligá-lo. Outra curiosidade era o alto preço, equivalente a um quarto do valor que custava o carro. Se isso acontecesse hoje um carro no valor de R$ 57 mil, custaria mais de R$ 71 mil. Graças ao desenvolvimento da tecnologia e o aumento circunstancial do consumo hoje o valor gira em torno de 6 a 8% no país. Meio Ambiente O Buraco na Camada de Ozônio A camada de ozônio é uma capa desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a utilizar produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos a Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer. Nos últimos anos tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFCs e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFCs, devido à dificuldade de se substituir esse gás, principalmente nos refrigeradores, provavelmente vêm fazendo com que o buraco continue aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFCs foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aero sóis, 470 mil toneladas de CFCs, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFCs em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema.
A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.
Raios ultravioletas são ondas luminosas as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível que chega a terra. De acordo com o comprimento de onda seja ela curta ou longa, a mais prejudicial são as ondas curtas. Os raios ultravioletas (raios UV) são classificados em raios UV-A, UV-B e em raios UV-C. A reação química causada na atmosfera As moléculas de clorofluorcarbono ou freon passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de (CFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia. Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFCs, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área,

iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo. No Brasil ainda há pouco com que se preocupar No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFCs no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFCs, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono. Efeitos negativos ao meio ambiente A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, prejuízos ao sistema imunológico, maior incidência de cegueira e queimaduras, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, a hipótese da destruição da camada de ozônio causa o desequilíbrio no clima, resultando no "efeito estufa", o que causa o descongelamento das geleiras polares, consequentemente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação, redução da fotossíntese e do crescimento das plantas, destruição dos fitos plânctons, base da cadeia alimentar marinha, com consequente aumento da emissão de gás carbônico. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais se aconselha a evitar
o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, são as únicas maneiras de se prevenir e proteger a pele.

Você está morrendo de calor no carro por causa de um ar-condicionado quebrado? Aqui está um pequeno guia de como um ar condicionado (AC) funciona, por que ele pode não estar funcionando, e o que você pode fazer.

  1. Entenda que um AC de carro é basicamente um refrigerador esquisito. Ele foi feito para tirar calor de um lugar (o interior do carro) para outro (o exterior). Este artigo não dará uma discussão completa sobre cada modelo e componente, mas você poderá entender qual pode ser o problema e tentar consertar por conta própria, ou levar para alguém consertar já dizendo a provável causa do defeito.
    Imagem intitulada Fix Your Car's Air Conditioner Step 2
  2. Se familiarize com os componentes principais do ar condicionado:
    • O compressor, que comprime e circula o gás refrigerante no sistema
    • O gás refrigerante (em carros modernos, normalmente é uma substância chamada R-134a; carros antigos usam gás fréon R-12, que é cada vez mais caro e raro, e precisa de uma licença específica) que carrega o calor
    • O condensador, que muda a fase do gás refrigerante de gás para líquido e expele o calor removido do carro
    • A válvula de expansão (ou tubo de orifício em alguns veículos), que é um tipo de bocal e serve para diminuir a pressão do refrigerante líquido e controlar seu fluxo
    • O evaporador, que transfere o calor do ar que passa por ele para o refrigerante, resfriando o carro
    • O filtro secador, que funciona como um filtro para o refrigerante/óleo, removendo umidade e outros contaminantes
  3. Imagem intitulada Fix Your Car's Air Conditioner Step 3
    Entenda o processo de resfriamento do ar: O compressor põe o gás refrigerante sob pressão e envia-o para as serpentinas condensadoras. No carro, essas serpentinas ficam, geralmente, na frente do radiador. Comprimir o gás as deixa muito quentes. No condensador, esse calor extra, somado ao calor que o refrigerante recebeu no evaporador, é expelido para o ar que passa por ele vindo de fora do carro. Quando o refrigerante é resfriado até sua temperatura de saturação, ele irá passar de gás para líquido (isso libera uma quantidade de calor conhecida como "calor latente da vaporização"). O líquido, então, passa pela válvula de expansão para o evaporador e as bobinas de dentro do seu carro, onde ele perde a pressão que foi aplicada pelo compressor. Isso faz com que parte do líquido mude para um gás de baixa pressão, que resfria o líquido restante. Essa mistura bifásica entra no evaporador, e a porção líquida do refrigerante absorve o calor do ar que passa pela serpentina e evapora. O ventilador do carro circula o ar através do evaporador frio para o interior do veículo. O refrigerante volta e faz o ciclo novamente.
  4. Imagem intitulada Fix Your Car's Air Conditioner Step 4
    Confira se todo o R-134a vazou (ou seja, não há nada no sistema para conduzir o calor). Vazamentos são fáceis de achar, mas não são fáceis de consertar sem desmontar tudo. A maioria das lojas de peças para carro tem uma tinta fluorescente que pode ser adicionada no sistema para procurar vazamentos, com instruções de uso na embalagem. Se houver um vazamento muito grande, o sistema não terá pressão nenhuma. Encontre a válvula ?5 e, com um manômetro, confira o nível de PSI. Não use nada para abrir a válvula e acabar deixando o ar evaporar, isso é ilegal. Esse gás é tóxico e atinge a camada de ozônio.
  5. Imagem intitulada Fix Your Car's Air Conditioner Step 5
    Certifique-se de que o compressor está girando. Dê partida no carro, ligue o AC e olhe em baixo do capô. O compressor do AC é geralmente uma espécie de bomba que fica em um dos lados com uma correia grande e mangueiras de ferro entrando nele. Ele não tem uma tampa de reservatório, mas normalmente tem uma ou duas formas que parecem válvulas de pneu de bicicleta. A polia na frente do compressor funciona como uma polia externa com uma parte interna que gira quando uma carga elétrica está conectada. Se o AC e o ventilador estiverem ligados, mas o centro da polia não estiver girando, então a embreagem elétrica do compressor não está ligando. Isso pode acontecer por um fusível queimado, um problema na fiação, um interruptor quebrado no seu painel, ou o sistema pode estar com pouco gás refrigerante (a maioria dos sistemas tem uma trava de segurança de baixa pressão, que desativa o compressor se não houver gás refrigerante suficiente no sistema).

  6. Procure por outras coisas que podem estar com defeito: interruptores quebrados, fusíveis queimados, fios partidos, correias de ventilador partidas (evitando que a bomba gire), ou falha no selamento interno do compressor.
  7. Imagem intitulada Fix Your Car's Air Conditioner Step 7
    Veja se o AC está resfriando, mesmo que pouco. Se ele resfria, mas não muito, pode ser apenas baixa pressão e você pode adicionar mais gás refrigerante. A maioria das lojas de peças para carros tem um kit completo para encher o sistema, completo com instruções. Não encha demais! Adicionar mais que a quantidade recomendada de refrigerante NÃO melhora a performance, pelo contrário. Os equipamentos para carro mais caros, encontrados em boas lojas, monitoram a performance do AC em tempo real, à medida que adiciona refrigerante. Quando a performance começa a diminuir eles removem o refrigerante até que a performance fique no máximo novamente.

    Dicas
  • Se você suspeitar de problemas de fiação, a maioria dos compressores tem um fio ligado à embreagem elétrica. Encontre o conector no meio desse fio e o desligue. Pegue um pedaço de fio e conecte-o do fio do compressor ao lado positivo (+) da sua bateria. Se você ouvir um estalo alto, a embreagem do compressor está funcionando, e você deve olhar os fios e fusíveis do carro. Se não acontecer nada, a embreagem elétrica do compressor está com defeito, e ele precisará ser trocado. O ideal seria fazer este teste com o carro ligado para ver se o meio da polia gira. Cuidado para manter os dedos e roupas longe das polias e correias que estão se mexendo. Isso mostraria uma embreagem funcionando, mas que está deslizando tanto que não gera pressão.
  • Às vezes, o problema nem sempre é o refrigerante. Pode ser um problema com emissão de calor do motor próximo, que é muito quente e diminui a eficiência e performance do AC. Você pode tentar enrolar / isolar o duto frio do AC próximo do motor para evitar que a radiação de calor afete o cano e melhorar a performance geral do AC.
  • Seu sistema terá um óleo leve nele.
Avisos
  • Conferir se há refrigerante colocando algo na válvula e vendo se sai algum ar é ilegal, pois isso lança o refrigerante na atmosfera. (Não faça isso, especialmente com R-12!) Em segundo, também é ilegal colocar mais refrigerante em um sistema que notadamente está vazando (pois, novamente, você está deixando o gás ir para a atmosfera, mesmo que mais lentamente).
  • HC12 e R-134a não são inflamáveis em temperatura e pressão normais, mas ambos podem entrar em combustão em alta pressão e temperatura sob certas condições (em contato com certos metais reativos). Ambos também deslocam oxigênio, então não libere muito deles em uma área pequena e não ventilada, ou você pode sofrer asfixia.
  • Cuidado com pás de ventilador e correias em movimento!
  • Nunca conecte latas de gás refrigerante, óleo ou detectores de vazamento no lado de alta pressão do sistema. Essa entrada normalmente está marcada com um H, ou uma tampa conectora vermelha. Caso você faça isso, a lata pode explodir, e isso não seria bom.
  • Mantenha distância de grandes vazamentos de refrigerante. Ao vazar ele ficará frio o suficiente para congelar sua pele, resultando em queimaduras de frio.
  • Por isso, você não encontrará uma oficina que simplesmente complete o refrigerante sem antes verem se é necessário reparar algum vazamento. Se você tiver reparado os vazamentos e componentes com defeito por conta própria, você pode reabastecer você mesmo, mas é necessário ter muito cuidado.
  • Soltar refrigerantes - até mesmo R-134a - na atmosfera é ilegal, então não faça isso.
  • Tenha cuidado extremo ao converter seu sistema antigo de R-12 para R-134a. Os kits de conversão vendidos em lojas de peças para carros e até em lojas de conveniência são chamados "kits da morte" por alguns mecânicos de AC. Com frequência, o refrigerante novo não irá funcionar com o óleo do R-12 e você acabará fritando seu compressor. O óleo mineral do R-12 tem contaminantes de cloro que irão destruir o óleo especial do R-134a. A única maneira de converter com segurança de R-12 para R-134a é remover o compressor e lavar totalmente o óleo antigo usando o novo; substituir o filtro secador ou filtro acumulador por um novo; depois lavar todas as linhas, o evaporador e o condensador com um produto especial e retirar todo o produto; e finalmente carregar 70-80% do peso do refrigerante original com R-134a. É bem mais fácil manter o sistema antigo usando R-12, que não é tão difícil de encontrar.
    • Tenha em mente que o conselho acima é controverso. Alguns mecânicos dizem ter conseguido converter centenas de veículos de R-12 para R134a sem problemas ou falhas depois da conversão.
  • Se você tiver alguma razão para suspeitar que seu refrigerante vazou completamente (o manômetro que você usou no sistema marcou 0 psi; o compressor não arma pois não sente pressão no sistema; você conferiu o manômetro do carro e não há marcação alguma) é melhor levar o carro para um profissional, a não ser que você saiba o que está fazendo. Como regra geral, você provavelmente não está familiarizado com isso, ou não estaria lendo este artigo. A razão para isso é que um sistema completamente vazio não tem pressão para evitar que ar e umidade entrem por onde o refrigerante vazou. Ar e umidade são, talvez, os dois maiores inimigos de um sistema de AC. As maneiras que eles causam dano estão além do objetivo desse artigo, mas basta dizer que NÃO é bom ter qualquer quantidade deles no sistema. O filtro secador PRECISA ser trocado num caso assim, pois é quase certo que ele absorveu umidade suficiente para ficar inutilizado, e antes de reabastecer o sistema ele DEVE ser evacuado (usando uma bomba, removendo praticamente todo o ar e umidade de dentro) usando equipamento apropriado, que poucas pessoas têm acesso e conhecimento para usar. Deixe um profissional lidar com isso, e você irá pagar por um vazamento consertado e um reabastecimento de refrigerante. Tente consertar por conta própria, e alguns meses depois você pode acabar tendo que pagar pelo mesmo serviço de reabastecimento, além da troca de um compressor quebrado, assim como um novo condensador, evaporador e válvula de expansão porque o compressor lançou pedaços de metal pelo sistema 
  •  inteiro quando morreu

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Alerta sobre Compressor  Automotivo


Bem amigos do forum,
Hoje vou mostrar oque acontece com um compressor que travou. 

Desmontando a embreagem:
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Enrolamento e polia, notem o enrolamento derretido:
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Capa do compressor e parafusos:
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Dentro do Compressor:
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Esfera solta dentro do compressor:
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Pistoes Danificados:
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Lembrem-se qualquer ruído no compressor pare imediatamente de usar e leve para inspeçao, se quiser continuar acontece isso aí que o dono anterior deve ter feito, simplesmente ignorando o ruído. Agora já era, PT no compressor.
Todo ar condicionado, seja ele de janela ou split, conta com um compressor e um termostato. Quando ligamos o ar condicionado, o compressor começa a funcionar e vai reduzindo a temperatura do ambiente até que ela “atinja” a que foi regulada no termostato: quando elas se igualam, o termostato desliga o compressor, mantendo apenas a ventilação do ar condicionado.
Um ponto que deve ser esclarecido: o termostato mede a temperatura do ar que volta para o ar condicionado. É possível, e na verdade sempre ocorre, que em outros pontos este ar esteja muito mais frio. Esse é um dos motivos das frequentes brigas de pessoas que reclamam que está muito frio enquanto outras dizem que não, porque o termostato do aparelho está em 22o. C…
Mas o calor continua penetrado e sendo produzido no ambiente e por isso a temperatura vai subindo pois apenas a ventilação do ar condicionado está funcionado. Quando a temperatura do ar que volta para o ar condicionado atinge a que o termostato está regulado, o compressor volta a funcionar e começa novamente a refrigerar o ambiente.
Esse é um ciclo que se repete nos ar condicionados , com os seguintes problemas:
  • o compressor do ar condicionado liga e desliga gerando picos de voltagem, o que faz, por exemplo, que algumas lâmpadas oscilem e pode até mesmo queimar alguns aparelhos elétricos
  • o compressor sempre funciona na sua rotação máxima e com o consumo máximo. Um ar condicionado não-inverter pode ser comparado ao ligar e desligar duma lâmpada. Ligar um aparelho deste tipo significa que funcionará no máximo de sua capacidade.
  • a temperatura oscila acima e abaixo do termostato

O funcionamento de um ar condicionado com inverter

De modo a resolver os problemas que um ar condicionado apresenta no seu funcionamento, pesquisadores japoneses chegarem a conclusão que se eles conseguissem alterar a velocidade de rotação do compressor (cerca de 3.000 RPM na capacidade máxima) eles superariam todos os problemas. 


O inverter controla a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado conforme a necessidade de refrigerar mais ou menos um ambiente.
Quando compramos um ar condicionado, a carga térmica é feita para a maior quantidade de calor (medido em BTU/h) que pode ser necessária retirar de um ambiente. No dia a dia essa quantidade de BTU/h costuma ser menor (muitas vezes bem menor) do que a capacidade máxima do ar condicionado. A realidade é que pagamos mais BTUS do que geralmente usamos…
Quando uma menor quantidade de calor, BTU/h, precisa ser retirada do ambiente o inverter reduz a velocidade de rotação do compressor. Quando é necessário retirar mais calor, o inverter aumenta a velocidade e assim sucessivamente
Com isso um ar condicionado split com inverter tem as seguintes vantagens:
  • o compressor nunca desliga evitando os picos de voltagem;
  • a velocidade de rotação do compressor é varável economizando energia
  • a temperatura praticamente não oscila no ambiente
Na prática, e no seu bolso, um ar condicionado split com inverter pode economizar entre 30 a 40% de energia que um modelo com a mesma capacidade mas sem inverter.

Inverter no ar condicionado janela?

Nada impede que seja feito um ar condicionado janela com inverter – ele tem o mesmo princípio de funcionamento (ciclo de refrigeração) que um ar condicionado split.
No entanto por motivos de marketing é improvável que venha a ser feito um.
As empresas fabricantes de ar condicionado apostam no split, seguindo uma tendência mundial (na China, por exemplo quase todos os ar condicionados vendidos são split). Ou seja, o split vai conquistar uma fatia cada vez maior do mercado de ar condicionado e é provável que pouco avanço tecnológico ocorra com os aparelhos do tipo janela.

Comprar um ar condicionado split com inverter barato?

O inverter é uma tecnologia nova e nem todos os fabricantes de ar condicionado contam com aparelhos com ela.
Por isso o aparelho com inverter ainda tem uma diferença grande de preço (30 a 50%, dependendo do fabricante) do modelo sem ele. Felizmente essa diferença vai diminuir rápido com mais e mais fabricantes utilizando-a.

Assim, aconselhamos a calcular o consumo do ar condicionado, antes de comprar um. Pode ser que você pague a diferença de preço do ar condicionado split com inverter em poucos meses…

Tipos de compressores utilizados em ar-condicionado

compressor de ar-condicionadoO compressor é a principal peça do ar-condicionado (e também a mais cara), é o equipamento responsável pela alteração da temperatura do ar, promovendo o aquecimento ou a refrigeração do ambiente. Sua função é receber e comprimir o fluido refrigerante vindo da evaporadora, elevando a pressão do gás e a temperatura nesse processo. Após deixar o compressor, o gás passa novamente pelo condensador onde então é feita a troca de calor com o ambiente.
Existem vários tipos de compressores, mas somente cinco deles são utilizados na climatização, sendo o alternativo e o rotativo os tipos mais usados nos aparelhos de ar-condicionado residenciais. Confira:
Compressor Rotativo
Compressor RotativoO rotativo é o mais econômico e silencioso dos compressores. Sua grande eficiência em energia ocorre pelo ar que é comprimido nas espirais internas do equipamento, onde mesmo que seu funcionamento aconteça em altíssima rotação, o trabalho é realizado com “menos esforço” e consequentemente consumindo menos energia. Ele é usado nos modelos janela e split. A tendência é que os fabricantes adotem o compressor rotativo em seus aparelhos.
Quando é usado: Aparelhos até 30.000 BTUs.
Preço médio: R$300 a R$800
Rotativo Inverter
A tecnologia inverter pode ser aplicada no compressor rotativo, que controla a velocidade da rotação, fazendo com que trabalhe em baixa freqüência, evitando picos de energia, sem perder a eficiência. Só em comparação ao rotativo convencional (que já gasta menos que os outros) a diferença inverter pode chegar a 40% menos de consumo. O sistema inverter é exclusivo para os aparelhos split.
Compressor Alternativo
Compressor AlternativoEle atua com um sistema parecido com um pistão de carro e o ar é comprimido. Por conta disso, o nível de ruído é elevado, ele consome mais energia e possui menor vida útil. Gradativamente ele está sendo substituído pelo sistema rotativo. É usado nos modelos janela e split.
Quando é usado: Aparelhos até 30.000 BTUs.
Preço médio: R$260 a R$1.100
Compressor Scroll
Compressor ScrollEste compressor tem duas partes separadas de forma espiral, onde uma permanece fixa, enquanto a outra gira contra ela. Os compressores do tipo Scroll (caracol excêntrico) possuem alta eficiência energética aliado ao baixo nível de ruído, garantindo baixo custo de operação e funcionamento suave e progressivo.
Eles funcionam silenciosamente e são menos propensos a ter vazamentos quando comparados a outros tipos de compressores. O compressor scroll é mais utilizado em chillers.
Quando é usado: Equipamentos a partir de 24.000 BTUs.
Preço médio: R$700 a R$2.000
Compressores Parafuso
Compressor ParafusoNeste modelo são usados dois eixos em formato de parafuso interligados que giram em direções opostas. O gás refrigerante entra na câmara e é comprimido entre os parafusos. O gás é absorvido para dentro da câmara e levado até a condensadora.
É mais comum vê-los sendo usados ??para fornecer ar comprimido em estabelecimentos industriais em geral. Umadas vantagens desse compressor é que ele oferece um fluxo contínuo de ar.
Quando é usado: Sistemas entre 100 e 750 TRs.
Preço médio: R$12.000 a R$50.000
Compressor Centrífugo
Compressor CentrífugoEste modelo é adequado quando o objetivo é trabalhar numa faixa mais ampla de fluxo de ar, sem que mude a rotação. Este compressor contém um propulsor de alta velocidade, com muitas pás, que giram para alcançar o objetivo do equipamento. Ele ainda age como coletor acumulando o ar pressurizado.
Quando é usado: Sistemas entre 100 e 1.000 TRs.
Preço médio: R$40.000 a R$80.000
O setor está em desenvolvimento
O compressor alternativo está com os dias contados. A criação do rotativo e principalmente da tecnologia inverter, fez com que a diferença de consumo e de trabalho de ambos seja significativa.
A tecnologia continua evoluindo nesse sentido, até em refrigeração óptica se fala, que poderia eliminar o uso de compressores no futuro. Um microcompressor também foi desenvolvido pela empresa Embraco, com o objetivo de refrigerar pequenos objetos portáteis, como roupas especiais e caixas no transplante de órgãos.
Atuação no mercado
Existem profissionais, palestras e cursos específicos na área para conserto e selecionamento de compressores. Sempre que ficamos sabendo de algum evento publicamos em nossa seção “cursos e eventos”.
Rede de energia fraca
Os compressores recomendados para locais onde a energia elétrica é fraca ou tem variações, são os de alto torque de partida (força que tende a rodar algo), contidos na maioria dos compressores usados nos condicionadores de ar.  Estabilizador de tensões também é indicado para rede vulneráveis, já que mantém a tensão dentro da faixa projetada.
Como sei que o compressor está danificado?
Basicamente os testes necessários são:
- Examinar se alguma bobina está interrompida ou queimada;
- Verificar se os componentes elétricos estão em boas condições;
- Observar se as peças relacionadas ao trabalho de compressão estão em boas condições e se o compressor atinge o índice de compressibilidade projetado.
Existem outros modelos
É comum ouvirmos outros tipos de compressores como Axiais, hemérticos, semi-herméticos, abertos, dinâmicos radiais, de palheta, de lóbulos, entre outros que vão além de aparelhos de ar-condicionado, servindo para aumentar a pressão de fluido em estado gasoso de outros aparelhos como geladeira, máquinas industriais, automóveis, entre outros...



Chiller Scroll

Scroll hitachiO Chiller que opera com compressor Scroll, também conhecido como Caracol Excêntrico, possui uma alta eficiência energética e trabalha sobre diversas variações de temperaturas e relações de compressão.
Além disso, ele possui uma vantagem que chega até 10% de rendimento comparado aos compressores rotativos de pistão. Por isso são menos propensos a ter vazamento de gás e perdas de fluxo. A perda de gás é quase zero se comparado com um compressor rotativo com folga fixa. Devido a isso, o custo de operação é baixo.
Scroll CarrierO motor do Chiller Scroll é refrigerado por gás de sucção, permitindo até 12 partidas por hora. Ele possui controle microprocessado de fácil operação que permite um melhor aproveitamento da performance. Trabalhando juntos eles podem utilizar diversos terminais de água gelada, como unidades de tratamento de ar do tipo Air Handler e terminais fan coil.
Utilizando os compressores Scroll simultaneamente, pode-se reduzir a corrente de partida e garantir uma excelente eficiência em cargas parciais.
Scroll TraneSeu objetivo é garantir soluções otimizadas aos projetos de ar condicionado. Todas as unidades vêm de fábrica com carga completa de refrigerante, entrada para ligação de energia elétrica e flanges para conexão dos bocais de saída e entrada de água.
Módulo Inverter: Possui partida suave, mesmo operando junto com o módulo fixo, a corrente de partida é reduzida. Ele ajusta o sistema às necessidades de capacidades intermediárias impossíveis de se atingir com compressores fixos.
Chiller Parafuso de Condensação a Ar
Parafuso a ar HitachiO Chiller que utiliza compressores Parafuso de condensação são mais utilizados em estabelecimentos industriais. Ele apresenta operação silenciosa e várias opções de tratamento acústico, garantindo maior flexibilidade para atender às necessidades específicas dos prédios.
Esse tipo de equipamento fornece água gelada tanto para sistemas de ar condicionado de conforto quanto para os de resfriamento de processos. E uma das principais vantagens é que ele oferece um fluxo contínuo de ar.
Parafuso a ar CarrierEles são desenvolvidos especificamente para reduzir os custos do ciclo de vida e para maior confiabilidade, por conta da simplicidade do seu desenho. Além disso, eles fornecem uma combinação em eficiências com carga parcial assim como eficiências com carga total.
Para amortecer as pulsações de descarga e reduzir ainda mais o nível de ruído, alguns modelos contam também com compressores livres de vibrações e equipados com dois silenciadores, além de chave padronizada com uma única entrada de energia trifásica. Esse sistema facilita os processos de instalação e manutenção.
Chiller Parafuso de Condensação a Água
Parafuso a água CarrierO Chiller que utiliza compressor parafuso com condensação à água é projetado tanto para o mercado industrial quanto para o comercial. É uma boa alternativa para o controle preciso de temperatura em diversas aplicações.
Ele possui compressor com dois eixos em formato de parafusos interligados que giram em direções opostas. O gás refrigerante que entra na câmara é comprimido entre os parafusos.
Parafuso a água TraneEstes equipamentos podem fornecer água gelada tanto para sistemas de conforto quanto para resfriamento de processos. Ele oferece alta confiabilidade e facilidade na instalação, além de aplicação flexível e eficiência energética aprimorada. E para alguns modelos é exigido apenas uma verificação do óleo por ano. Ele não possui selo mecânico, problemas de alinhamento de eixo e nem caixas de engrenagens.
Alguns modelos dispõem de possibilidades de controle, monitoramento, e diagnóstico remoto múltiplo. Características como armazenamento térmico e produção de gelo, recuperação de calor, operação em ciclo reverso com arrefecimento a seco, são relacionadas a ele.
Chiller Centrífugo de Condensação a Água
Chiller Centrífugo HitachiOs modelos de chiller que utilizam compressor centrífugo são os mais silenciosos encontrados na indústria. Alguns possuem inversor de frequência, proporcionando uma partida ainda mais suave com baixa corrente, além de permitir que o motor-compressor varie sua velocidade e obtenha muito mais eficiência em cargas parciais.
Existem alguns modelos que possuem ainda uma tecnologia que proporciona um aumento no desempenho em cargas parciais, quando a água de condensação está com baixa temperatura ou fora das estações de Centrifugo a água Tranepico.
O compressor é adequado para operar em uma faixa mais ampla de fluxo de ar, sem que mude a rotação. Além disso, ele possui um propulsor de alta velocidade, com várias pás, que giram para alcançar o objetivo do equipamento, e age como coletor, acumulando o ar pressurizado.
Chiller de Absorção
O Chiller de Absorção é alimentado por calor, ou seja, a queima direta de Chiller Absoção Yorkcombustível, vapor de água, água quente ou gases de exaustão. Seu princípio básico é trabalhar com vácuo, onde o refrigerante evapora a cerca de 4ºC. Seu refrigerante é a água, 100% ecológico.
Ele foi desenvolvido para garantir a eliminação ou redução dos riscos com cristalização, perda de vácuo e congelamento de tubos de cobre.
Esse tipo de equipamento se dividem em dois tipos: Chiller de absorção de chiller absorção Yorkqueima direta e Chiller de absorção de queima indireta.
O Chiller de absorção de queima direta obtém o calor através de um processo de queima de combustível, normalmente o gás natural. No Chiller de absorção de queima indireta, o calor necessário é fornecido na forma de vapor de baixa pressão, água quente ou de um processo de purga quente.

A principal vantagem desse tipo de equipamento é o custo benefício, pois seu consumo elétrico é cerca de 10% do consumo dos chillers de compressão elétricos.

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