quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016


P.M.O.C

   O Plano de Manutenção, Operação e Controle - P.M.O.C é obrigatório para todas as empresas onde o sistema de climatização possui capacidade acima de 5TR (60.000btu/h). Mesmo que esta capacidade seja atingida pela soma de pequenos sistemas.
   Exemplo: 2 split's de 30.000btu/h capacidade total 60.000btu/h, ou seja, 5TR, é obrigatório a implantação do PMOC.
   Abaixo temos a Portaria 3.523 de 28 agosto 1998, referente a implantação do PMOC na íntegra:

Portaria nº 3.523/GM Em, 28 de agosto de 1998 

O Ministro de Estado da Saúde, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 87, Parágrafo único, item II, da Constituição Federal e tendo em vista o disposto nos artigos 6º , I, "a", "c", V, VII, IX, §1º, I e II, §3º, I a VI, da Lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990; considerando a preocupação mundial com a Qualidade do Ar de Interiores em ambientes climatizados e a ampla e crescente utilização de sistemas de ar condicionado no país, em função das condições climáticas;
considerando a preocupação com a saúde, o bem-estar, o conforto, a produtividade e o absenteísmo ao trabalho, dos ocupantes dos ambientes climatizados e a sua inter-relação com a variável qualidade de vida;
considerando a qualidade do ar de interiores em ambientes climatizados e sua correlação com a Síndrome dos Edifícios Doentes relativa à ocorrência de agravos a saúde;
considerando que o projeto e a execução da instalação, inadequados, a operação e a manutenção precárias dos sistemas de climatização, favorecem a ocorrência e o agravamento de problemas de saúde;
considerando a necessidade de serem aprovados procedimentos que visem minimizar o risco potencial à saúde dos ocupantes, em face da permanência prolongada em ambientes climatizados, resolve:
Art. 1º Aprovar Regulamento Técnico contendo medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a Qualidade do Ar de Interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados.
Art. 2º Determinar que serão objetos de Regulamento Técnico a ser elaborado por este Ministério, medidas específicas referentes a padrões de qualidade do ar em ambientes climatizados, no que diz respeito a definição de parâmetros físicos e composição química do ar de interiores, a identificação dos poluentes de natureza física, química e biológica, suas tolerâncias e métodos de controle, bem como pré-requisitos de projetos de instalação e de execução de sistemas de climatização.
Art. 3º As medidas aprovadas por este Regulamento Técnico aplicam-se aos ambientes climatizados de uso coletivos já existentes e aqueles a serem executados e, de forma complementar, aos regidos por normas e regulamentos específicos.
Parágrafo Único. Para os ambientes climatizados com exigências de filtros absolutos ou instalações especiais, tais como aquelas que atendem a processos produtivos, instalações hospitalares e outros, aplicam-se as normas e regulamentos específicos, sem prejuízo do disposto neste Regulamento Técnico, no que couber.


Art. 4º Adotar para fins deste Regulamento Técnico as seguintes definições:

- ambientes climatizados: ambientes submetidos ao processo de climatização.

- ar de renovação: ar externo que é introduzido no ambiente climatizado.

- ar de retorno: ar que recircula no ambiente climatizado.

- boa qualidade do ar interno: conjunto de propriedades físicas, químicas e biológicas do ar que não apresentem agravos a saúde humana;

- climatização: conjunto de processos empregados para se obter por meio de equipamentos em recintos fechados, condições específicas de conforto e boa qualidade do ar, adequados ao bem estar dos ocupantes.

- filtro absoluto: filtro de classe A1 até A3, conforme especificações do anexo II.

- limpeza: procedimento de manutenção preventiva que consiste na remoção de sujidades dos componentes do sistema de climatização, para evitar a sua dispersão no ambiente interno.

- manutenção: atividades técnicas e administrativas destinadas a preservar as características de desempenho técnico dos componentes ou sistema de climatização, garantindo as condições previstas neste Regulamento Técnico.


Síndrome dos Edifícios Doentes: consiste no surgimento de sintomas que são comuns à população em geral, mas que, numa situação temporal, pode ser relacionado a um edifício em particular. Um incremento substancial na prevalência dos níveis dos sintomas, antes relacionados, proporciona a relação entre o edifício e seus ocupantes.

Art. 5º Todos os sistemas de climatização devem estar em condições adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle, observadas as determinações, abaixo relacionadas, visando a prevenção de riscos a saúde dos ocupantes:

- manter limpos os componentes do sistema de climatização, tais como: bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos, de forma a evitar a difusão ou multiplicação de agentes nocivos à saúde humana e manter a boa qualidade do ar interno.

- utilizar , na limpeza dos componentes do sistema de climatização, produtos biodegradáveis devidamente registrados no Ministério da Saúde para esse fim.

- verificar periodicamente as condições físicas dos filtros e mantê-los em condições de operação. Promover a sua substituição quando necessária.

- restringir a utilização do compartimento onde está instalada a caixa de mistura do ar de retorno e ar de renovação, ao uso exclusivo do sistema de climatização. É proibido manter no mesmo compartimento materiais, produtos ou utensílios.

- preservar a captação de ar externo livre de possíveis fontes poluentes externas que apresentem riscos à saúde humana e dotá-la no mínimo de classe G1(um), conforme as especificações do Anexo II.

- garantir a adequada renovação do ar de interior de ambientes climatizados, ou seja no mínimo de 27m³ /h / pessoa.

- descartar as sujidades sólidas, retiradas do sistema de climatização após a limpeza, acondicionadas em sacos de material resistente e porosidade adequada, para evitar o espalhamento de partículas inaláveis.

Art. 6º Os proprietários, locatários e prepostos, responsáveis por sistema de climatização com capacidade acima de 5 TR (15.000 kcal/h = 60.000 btu/h), deverão manter um responsável técnico habilitado, com as seguintes atribuições:

- implantar e manter disponível no imóvel um Plano de Manutenção, Operação e Controle - PMOC, adotado para o sistema de climatização. Este Plano deve conter a identificação do estabelecimento que possui ambientes climatizados, a descrição das atividades a serem desenvolvidas, a periodicidade das mesmas, as recomendações a serem adotadas em situações de falha do equipamento e de emergência, para garantia de segurança do sistema de climatização e outras de interesse, conforme especificações contidas no Anexo I deste Regulamento Técnico e NBR 13971/97 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

- garantir a aplicação do PMOC por intermédio da execução contínua direta ou indireta deste serviço.

- manter disponível o registro da execução dos procedimentos estabelecidos no PMOC.

- divulgar os procedimentos e resultados das atividades de manutenção, operação e controle aos ocupantes.

Parágrafo Único. O PMOC deverá ser implantado no prazo máximo de 180 dias, a partir da vigência deste Regulamento Técnico.

Art. 7º O PMOC do sistema de climatização deve estar coerente com a legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. Os procedimentos de manutenção, operação e controle dos sistemas de climatização e limpeza dos ambientes climatizados, não devem trazer riscos a saúde dos trabalhadores que os executam, nem aos ocupantes dos ambientes climatizados.

Art. 8º Os órgão competentes de Vigilância Sanitária farão cumprir este Regulamento Técnico, mediante a realização de inspeções e de outras ações pertinentes, com o apoio de órgãos governamentais, organismo representativos da comunidade e ocupantes dos ambientes climatizados.

Art. 9º O não cumprimento deste Regulamento Técnico configura infração sanitária, sujeitando o proprietário ou locatário do imóvel ou preposto, bem como o responsável técnico, quando exigido, às penalidades previstas na Lei n.º 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo de outras penalidades previstas em legislação específica.

Art. 10º Este Regulamento Técnico entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Você sabe qual é a qualidade do Ar que você respira


Por dia um ser humano se alimenta de +/- 1Kg de alimentos.
Esse alimento você pega, sente o cheiro e muitos deles possuem etiquetas indicando sua composição.

Por dia um ser humano bebe +/- 2Kg de água.
Essa água você pode avaliar antes de beber sua qualidade, límpida, cristalina, mineral, possuindo também sua etiqueta indicando sua qualidade.

Você sabe quantos quilos de AR nosso corpo absorve por dia?
A cada respiração, é inalado meio litro de ar. Calculando-se um ritmo médio de 12 inspirações por minuto (quando se está tranqüilo), entram para os pulmões 17 000 litros de ar por dia.
Ou seja aproximadamente 17Kg por dia de Ar.

Fique atento:
Você sabe a qualidade do ar que está respirando? Pois o ar não tem etiqueta, diversos ambientes que somos obrigados a utilizar em nosso dia a dia, não conhecemos o que estamos absorvendo para nosso corpo.

A qualidade do ar em ambientes é influenciada pela:

Temperatura
Umidade relativa
Grau de Filtragem
Renovação

Nosso Ar que respiramos é composto por: Bactérias, Fungos, Fumaça, material particulado(poeira), dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC) e ozônio (O3).

A qualidade do ar que respiramos é o mais importante para sua Saúde e de toda sua Família 

Gomes

Posso colocar ar condicionados de janela e splits em UTIS e salas de cirurgia


Salas de cirurgia e UTIs são consideradas áreas críticas e como tal requerem sistemas de climatização sofisticados. Equipamentos de janela ou mesmo split, não atendem aos requisitos exigidos pelas normas (RDC n° 50/2002 e NBR 7256)
A norma que regulamenta o planejamento físico de todos os estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS), inclusive seus sistemas de climatização, é a RDC n° 50/2002, de 21 de fevereiro de 2002. Segundo o item 7.5.1 da RDC n° 50/2002
Ar Condicionado: "Os setores com condicionamento para fins de conforto, como salas administrativas, quartos de internação, etc., devem ser atendidos pelos parâmetros definidos na norma da ABNT NBR 6401 (Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto - Parâmetros Básicos de Projeto). Os setores destinados à assepsia e conforto, tais como salas de cirurgia, UTI, berçário, nutrição parenteral, etc., devem atender às exigências da norma ABNT NBR 7256 (Tratamento de Ar em Unidades Médico-Assistenciais)."
Conforme preconizam na Portaria MS nº 3523/98 e na Resolução RE nº 9, "os equipamentos de ar condicionado de janela e minisplits não podem ser instalados em centros cirúrgicos, pois estes equipamentos não possibilitam a renovação de ar e a manutenção dos níveis de pressão necessários para uma boa qualidade do ar interior. Nestes locais o sistema de climatização deve fornecer condições de controle da temperatura entre 18ºC a 22ºC e umidade relativa entre 45% e 55%, além de possibilitar insuflamento de ar exterior (5 renovações/hora) e 25 trocas totais de ar (25 renovações/hora), além disso, devem possuir fluxo unidirecional de ar". 

Obs a maioria dos hospitais tem....Gomes

domingo, 14 de fevereiro de 2016

sistema de climatização comercial

Hoje em dia é difícil imaginarmos um prédio comercial sem climatização. Em dias de calor extremo, entrar nestes estabelecimentos de trabalho como hospitais ou mercados é uma das melhores coisas. Mas você já se perguntou quais são os tipo de aparelhos para os prédios comerciais?
A implementação de um sistema de climatização comercial não é uma coisa assim tão simples. Afinal, se for para resfriar um ambiente como um hospital, por exemplo, o aparelho precisa ser devidamente estudado, pois leva-se em consideração quantos andares possui o local, quais os materiais que ficam dentro do prédio, climatização ideal para os pacientes, espessura das paredes de cada leito, etc. O ideal é que o sistema de refrigeração seja desenvolvido ainda quando o projeto esteja na planta. Os prédios comerciais vão exigir sistemas mais integrados, com controles de climatização por andar e soluções de automação. Por mais que todos os aparelhos possuam a mesma finalidade (resfriar ou aquecer o ambiente) há algumas diferenças entre eles no momento de distribuir este ar. Por isso, relacionamos os principais tipos mais usados atualmente.
Sistema de Ar Condicionado Central

Esse sistema é indicado para grandes projetos por causa do seu alto custo sendo que em longo prazo são mais eficientes no uso de energia. É muito fácil identificar estes aparelhos, pois utilizam um conjunto de máquinas de grande porte. Geralmente as torres de refrigeração ficam localizadas no topo ou ao lado de edifícios. O condensador fica integrado à torre de arrefecimento, recebendo água à temperatura ambiente ao gás refrigerante, o que faz diminuir a temperatura do mesmo antes de passar pelo compressor. Sem o condensador, o compressor teria de trabalhar muito para comprimir gás refrigerante quente, gerando maior consumo de energia e, por sua vez, mais gastos. Esse sistema se assemelha bastante ao ar dutado, visto que a distribuição do ar é feita da mesma forma. O sistema, juntamente com a rede de dutos deve ser feita previamente, caso contrário as obras serão extensas.
sistema de água gelada com fan coilÁgua gelada com fan-coil: A água gelada que sai do sistema é distribuída pelo edifício dentro de tubulações. Em cada andar existe uma ou mais máquinas, chamadas de fan-coil. Por dentro do fan-coil, além de tubos em forma de serpentina, há um ventilador que joga o ar por entre essas tubulações. Este ar perde calor, fica frio e é conduzido à rede de dutos espalhada pelo escritório. Entre as vantagens do sistema central está a concentração da grande carga elétrica junto ao chiller, o que dispensa tomadas especiais em outros pontos da edificação. Ele é o mais adequado para projetos que preveem o insuflamento de ar pelo piso ou o chamado “teto frio”, geralmente é utilizado em Shoppings Centers.
sistema de termoacumulaçãoTermoacumulação: Esta tecnologia utiliza de uma forma de “acumular frio” em horários estratégicos o qual o consumo de eletricidade fica mais barato (geralmente a noite). Isso possibilita que o uso de compressores durante o dia seja reduzido. Este sistema necessita ser projetado através de softwares para acumular água gelada além de seus equipamentos terem que trabalhar com duas temperaturas. Uma para fazer gelo e outra para refrigeração normal. Para que a água não congele, usa-se um aditivo especial. A eficiência dependerá da quantidade de gelo utilizada no processo.
vavVAV: A sigla significa Volume de Ar Variável. O uso ideal para este sistema é quando o projeto em questão abriga salas fechadas. O VAV é um mecanismo composto por válvulas de vazão que possuem um termostato individual. Quando ligadas eletronicamente a um computador central para controle do fluxo de ar, as válvulas conseguem dirigir a temperatura de cada ambiente. O sistema VAV é usado em uma variedade de locais, incluindo lojas de varejo, auditórios, espaços de escritórios e algumas casas maiores.
multisplitSistema tipo Splis

Esse sistema leva este nome pois possui mais de uma unidade. Ele é o mais adotado em residências, por serem silencioso e econômicos. Em prédios comerciais, o sistema split é utilizado em prédios antigos que querem ser climatizados. Alguns empreendimentos também adotam o uso de multi splits, podendo ter duas ou mais evaporadoras com apenas um condensador.
vrvSistema VRV

Muito semelhante ao multisplit, porém possui maior capacidade (com até 64 máquinas). Versáteis e flexíveis, possuem um sistema inteligente de comandos eletrônicos que permite que o gás refrigerado seja direcionado para os locais onde a demanda é maior. Escritórios de pequeno e médio porte onde não há sistema central optam por esse tipo de aparelho já que é de fácil expansão e com grande facilidade de adaptação.
self-containedSistemas Self

O sistema Self ou Self- Contained (tudo contido numa máquina só) é o mais eficaz, segundo alguns técnicos, pois reúne condensadora e evaporadora num gabinete que pode resfriar um andar inteiro.
janeleiroJaneleiros ACJ

São os mais tradicionais. Ele concentra todos os “componentes” em um só aparelho: condensação, compressão, evaporação e ventilação. Esse aparelho, pela sua limitação, normalmente é usado em escritórios menores. E também em prédios antigos que não possuem sistema de ar-condicionado central.
Por fim, independentemente de qual seria a opção desejada, o bom ar-condicionado é aquele que atinge a eficiência térmica promovendo conforto. Por mais que sejam alvo de reclamações, hoje em dia um aparelho de refrigeração é produto indispensável nos escritórios e prédios comerciais. A temperatura ideal para ambientes de trabalho fica na casa dos 20 e 24ºC. A parte de instalações em edifícios comerciais teve grande evolução nos desenvolvimentos dos últimos anos.
Gomes.

Refrigeração por água gelada
Sistemas de água gelada são usualmente os mais recomendados para instalações de médio e grande porte, como shopping centers, aeroportos e estádios, onde as casas de máquinas estão localizadas longe das unidades condicionadoras de ar. O sistema de água gelada torna-se mais eficiente, pois as tubulações hidráulicas podem percorrem grandes distâncias enquanto as tubulações frigoríficas dos sistemas VRF possuem limites de comprimento e há uma perda de capacidade do sistema conforme o aumento da distância das linhas. 
Segundo Coelho, da Hitachi, além disso, a capacidade térmica das centrais de água gelada é grande e podem ser adotados chillers do tipo centrífugo com alta eficiência energética.
"Transportar a energia térmica pela água é melhor que utilizar o ar. Isso já é largamente apresentado em artigos sobre sistemas ar/água como vigas frias, tetos frios. Outra vantagem de se utilizar a água quando comparamos ao sistema que usa gases refrigerantes, como o VRF e os splits, é que a tubulação é mais simples, não operando sob pressão, não há a necessidade de vácuo, e, em casos de vazamentos, a fuga é de água e não de gases danosos ao meio ambiente. Os sistemas VRF têm limitações de comprimentos de linhas de gás entre as condensadoras e as evaporadoras, o que não ocorre nas linhas de água. São linhas com gás sob pressão, e com os recentes estudos realizados pela ASHRAE e órgãos de proteção ao meio ambiente, há uma limitação à quantidade de fluido refrigerante que pode ser utilizado nas edificações. A eficiência não pode ser analisada apenas como redução de consumo de energia, deve ser feita uma análise global da instalação, incorporando nesta análise a qualidade do ar, conforto dos usuários, e manutenibilidade da instalação", esclarece Adolph, da Trox Brasil.
Geralmente, sistemas de água gelada são mais eficientes em aplicações a partir de 200 toneladas de refrigeração (+/- 5.000 m² de área de piso). "Sistemas de água gelada podem ser mais eficientes na evolução do prédio, adaptando melhor as variações em carga térmica e expansões. Para aplicações com altas demandas de desumidificação, como, por exemplo, espaços com alta ocupação ou processos industriais, a água gelada, talvez, seja o único tipo de sistema que pode ser usado",
Em geral, os sistemas de água gelada com compressor centrífugo apresentam desempenhos excepcionais em 100% de sua capacidade, sendo ótimos para projetos onde há pouca variação de carga térmica ao longo do dia e ano, como, por exemplo, os data centers. 
"Esses produtos nem sempre apresentam o mesmo ganho de eficiência em cargas parciais que outras tecnologias. Embora seja costume se associar esses sistemas como mais eficientes somente em carga máxima, este fato não pode ser tomado como regra. Esses produtos possuem projetos muito flexíveis, como opções de dois chillers em série, diversos tipos de compressores, tanques de termo acumulação, vazão variável ou fixa de água entre outras. 
Aplicando a melhor solução para aquele projeto, é possível que o sistema de água seja mais eficiente", 

Gomes

domingo, 31 de janeiro de 2016

Avião Interno
Estamos próximos das férias de verão. Para muitos, será o momento de fazer uma boa viagem e curtir a folga. Em alguns casos o transporte usado será o aéreo, é aí que entra nosso assunto: 
Você já pensou como funciona o ar condicionado dos aviões? O processo de climatização nas aeronaves não é tão simples como o sistema residencial, pois conta com diversas peculiaridades. Nesta postagem você encontrará:
- Ar que vem do motor;
- Hora de refrigerar o ar (Ciclo de Ar – Ciclo de Vapor a Fluido Refrigerante);
- Fluxo de ar em um Boeing;
- Sistema controlado pela cabine;
- Como o ar chega à cabine;
- Tipos de ar-condicionado e os fluídos refrigerantes;
- Fiscalização da ANAC;
- AC tem feito parte da economia de empresas nacionais.
Ar que vem do motor
O ar que respiramos dentro de aviões vem do motor. Claro, o ar é tratado, passando por dutos e outras condições. Ele encontra-se há uma pressão altíssima, com temperatura superior a 100ºC, por isso a necessidade de um cuidado especial.
Conforme a Boeing, empresa norte-americana líder mundial na fabricação de aviões comerciais, em suas aeronaves fabricadas nos últimos anos, o ar da cabine é uma mistura de cerca de 50% do ar que vem de fora e 50% filtrado/ar reciclado do motor. “Entre os benefícios deste projeto está uma exposição menor à camada de ozônio e redução do consumo de combustível e às emissões dos motores associados”, diz a companhia. A multinacional norte-americana ainda conclui, dizendo que “o ar ambiente fora do avião em níveis de altitude é muito limpo, frio (abaixo de -37º) e de baixa pressão parcial de oxigênio. Consequentemente, o ar deve ser comprimido a uma densidade que é saudável para os passageiros e tripulantes”.
Hora de refrigerar o ar
Existem dois tipos, mais usados, de sistemas para refrigerar o ar. O “Ciclo de Ar” e o “Ciclo de Vapor a Fluido Refrigerante”.
O Ciclo de Ar parte de uma turbina de expansão (turbina de resfriamento), um ou mais trocadores de calor ar-para-ar e válvulas que controlam o fluxo de ar através do sistema. A turbina de expansão conta com um compressor. O ar sob alta pressão do compressor da cabine é direcionado para a seção da turbina. À medida que o ar passa, ele gira a turbina e o compressor.
Quando o ar comprimido desenvolve o trabalho de girar a turbina, ele sofre uma queda de pressão e de temperatura. É essa queda pode ser reduzida para até 2ºC.
O ajuste final é feito com adição de um pouco de ar quente, mantendo a temperatura dentro da aeronave entre 18ºC e 30ºC.
Os sistemas de resfriamento por Ciclo de Vapor a Fluido Refrigerante têm uma capacidade maior que um sistema de Ciclo de Ar, citado anteriormente. Para aeronave é basicamente similar, em princípio, a um refrigerador ou condicionador de ar residencial/comercial. Ele faz uso do fato científico de que um líquido pode ser vaporizado a qualquer temperatura, com a mudança da pressão atuando sobre ele. O sistema é composto por compressor, condensador, reservatório, evaporador, filtro secativo, linhas para o fluído refrigerante circular e dutos de ar para alimentar as unidades.
Fluxo de ar em um Boeing
De acordo com a Boeing, “dentro da cabine o ar flui em padrões circulares e sai por grades localizadas no chão dos dois lados da cabine e, em aviões com circulação suspensa (dutos aéreos), o ar sai pela parte de cima. Então ele vai para a seção inferior da fuselagem, em baixo do piso da cabine. O fluxo de ar é contínuo e usado para manter uma temperatura, pressurização e qualidade geral do ar confortáveis na cabine.”
O sistema também tem seu filtro e o usado pela Boeing é o HEPA. “Os filtros HEPA são muito eficazes para capturar partículas microscópicas, como bactérias e vírus e podem fornecer ar essencialmente livre de partículas no sistema de recirculação”, diz a empresa.
Sistema controlado pela cabine
Painel controlador de ar-condicionadoO controle do ar-condicionado parte dos comandos ordenados pelo piloto, a partir do painel da aeronave. 
Esse sistema é o responsável por controlar as válvulas e, através delas, regular a temperatura desejada. Ele é composto por sensores, cabos elétricos e acionadores das válvulas que fazem parte do sistema de condicionamento.
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Como o ar chega à cabine?
Na parte superior da cabine de passageiros ficam localizados os tubos. É por eles que o ar condicionado é lançado e o recolhimento ocorre na parte de baixo, junto aos pés dos passageiros. O próximo passo é filtrar metade desse ar recolhido, misturar com ar fresco e lançar novamente dentro da cabine o que auxilia na economia de combustível, já que o ar para o sistema de AC é “roubado” dos motores. O mesmo processo ocorre para as demais áreas da aeronave, como banheiros, as cabines do comandando e da tripulação e o local onde ficam as bagagens.
Fluido refrigerante R-134a – Também conhecido como tetrafluoroetano, o R-134a é o gás mais utilizado em nossos exemplos acima e vem sendo usado para substituir o Freon. Hoje, ele também compõe o sistema de alguns refrigeradores, condicionadores de ar de automóveis, entre outros sistemas de refrigeração. O R-134ª é um refrigerante menos prejudicial ao meio-ambiente, causando menos degradação à camada de ozônio.
Fluído Freon – O Freon tem como base os clorofluorcarbonos, os famosos CFCs, que já citamos no blog. Antigamente, na época do Electra (modelo de aeronave lançado em 1954 pela American Airlines e utilizado no Brasil a partir de 1962 pela Varig), era comum o uso de Freon em sistemas de Ciclo de Vapor que a Fluido Refrigerante, que é extremamente eficiente, mas pelo fato de agredir o meio ambiente vem sendo eliminado gradativamente do mercado.
Fiscalização da ANAC
Entramos em contato com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) quanto à fiscalização e fomos informados que “a ANAC fiscaliza a instalação do aparelho em aviões (segurança das fixações, local apropriado, resistência ao fogo, peso, balanceamento, etc.), mas não entra em detalhes da certificação do equipamento em si”.
AC tem feito parte da economia de empresas nacionais
As empresas de aviação brasileiras passaram nos últimos meses a economizar em seus serviços. Para quem pensa que a crise afeta apenas os lanches, que andam bem menos generosos e alguns passaram até a serem cobrados, errou. A economia chegou ao ar-condicionado.
A TAM, por exemplo, passou a desligar os aparelhos da cabine dos passageiros quando o avião está em solo durante as escalas. A Azul, por sua vez, também passou a desligar o ar-condicionado quando o avião está no gate e com a porta aberta para a ventilação.
ACU-802 Foto: Aerospecialties
Gomes

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Futuro curioso


No futuro, sua geladeira pode manter a sua comida fria, usando um ímã. 
Não só  usa menos energia e funciona mais silencioso do que o seu frigorífico atual, mas também não contém qualquer hidrofluorcarbonos, gases que pode acrescentar tremenda para o efeito estufa se não forem devidamente eliminados. 
Tudo se resume a algo chamado efeito magnetocalórico, no qual um campo magnético variável dentro de um material faz com que ele fique mais frio. 
Ele definitivamente é uma promessa, embora os cientistas primeiro tem que descobrir exatamente como a coisa funciona.
Sujoy Roy, um físico com Lawrence Berkeley National Laboratory, na Califórnia, está estudando o fenômeno. 
O truque, diz ele, é encontrar uma liga que apresenta o efeito na temperatura ambiente, sem entrada de energia em demasia, e que é acessível.
Para o efeito, vários pesquisadores tornaram-se particularmente interessado em ligas que exibem um gigante efeito magnetocalórico, que é exatamente o que parece - uma enorme mudança de temperatura quando os campos magnéticos são manipulados. 
Em 2008, Roy leu sobre uma equipe da Southern Illinois University, que estavam usando uma liga de níquel-manganês de gálio com o cobre adicionado, e obteve um grande efeito magnetocalórico em temperatura ambiente.
Ele agora está usando Fonte Berkeley Lab luminosa avançada, o que gera uma luz mais brilhante do que a do sol, para examinar como os elementos da liga mudança, uma vez que sofre o efeito.
Até agora, Roy e sua equipe determinaram que a adição de cobre provoca o magnetismo da liga para enfraquecer e, simultaneamente, fazendo com que seu vínculo de níquel-gálio para se tornar mais forte. 
Ainda há muito o que aprender, mas é um passo na direção certa. "Se você sabe o que realmente está acontecendo em uma liga, uma vez que sofre o efeito magnetocalórico, então podemos começar a pensar sobre a adição de outros elementos para obter um efeito ainda maior - que é o que estamos procurando", disse ele.
Planos de Roy próxima na análise ligas com lantanídeos acrescentou, ferro e silício.Uma vez entendido e aproveitado, o efeito magnetocalórico gigante poderia ser usado não só em frigoríficos, mas também em aplicações tais como laptops e unidades de ar condicionado do veículo.

Gomes

O Futuro curioso


No futuro, sua geladeira pode manter a sua comida fria, usando um ímã. 
Não só  usa menos energia e funciona mais silencioso do que o seu frigorífico atual, mas também não contém qualquer hidrofluorcarbonos, gases que pode acrescentar tremenda para o efeito estufa se não forem devidamente eliminados. 
Tudo se resume a algo chamado efeito magnetocalórico, no qual um campo magnético variável dentro de um material faz com que ele fique mais frio. 
Ele definitivamente é uma promessa, embora os cientistas primeiro tem que descobrir exatamente como a coisa funciona.
Sujoy Roy, um físico com Lawrence Berkeley National Laboratory, na Califórnia, está estudando o fenômeno. 
O truque, diz ele, é encontrar uma liga que apresenta o efeito na temperatura ambiente, sem entrada de energia em demasia, e que é acessível.
Para o efeito, vários pesquisadores tornaram-se particularmente interessado em ligas que exibem um gigante efeito magnetocalórico, que é exatamente o que parece - uma enorme mudança de temperatura quando os campos magnéticos são manipulados. 
Em 2008, Roy leu sobre uma equipe da Southern Illinois University, que estavam usando uma liga de níquel-manganês de gálio com o cobre adicionado, e obteve um grande efeito magnetocalórico em temperatura ambiente.
Ele agora está usando Fonte Berkeley Lab luminosa avançada, o que gera uma luz mais brilhante do que a do sol, para examinar como os elementos da liga mudança, uma vez que sofre o efeito.
Até agora, Roy e sua equipe determinaram que a adição de cobre provoca o magnetismo da liga para enfraquecer e, simultaneamente, fazendo com que seu vínculo de níquel-gálio para se tornar mais forte. 
Ainda há muito o que aprender, mas é um passo na direção certa. "Se você sabe o que realmente está acontecendo em uma liga, uma vez que sofre o efeito magnetocalórico, então podemos começar a pensar sobre a adição de outros elementos para obter um efeito ainda maior - que é o que estamos procurando", disse ele.
Planos de Roy próxima na análise ligas com lantanídeos acrescentou, ferro e silício.Uma vez entendido e aproveitado, o efeito magnetocalórico gigante poderia ser usado não só em frigoríficos, mas também em aplicações tais como laptops e unidades de ar condicionado do veículo.

Gomes

A refrigeração magnética utiliza propriedades especiais dos metais como a entropia e o efeito magnetocalórico.

Um dos maiores sonhos da ciência aplicada a usos domésticos é a substituição dos produtos químicos refrigerantes usados em geladeiras e freezers. Isso certamente diminuiria a quantidade de poluentes emitidos na atmosfera. Uma das possíveis alternativas que vem sendo estudada e desenvolvida para o uso em aparelhos domésticos é a refrigeração magnética, que utiliza propriedades especiais dos metais como a entropia e o efeito magnetocalórico.
Para entendermos um pouco melhor como isso funciona, devemos lembrar de como os ímãs funcionam. Quase todo mundo já manipulou um ímã em alguma situação na vida, seja por brincadeira ou aplicado em algum trabalho, mas uma coisa que pode ter passado despercebida é que campos magnéticos geram calor. Esse é o efeito magnetocalórico que vamos explicar um pouco melhor.

O calor dos ímãs

Quando um pedaço de metal está em repouso, sem nenhuma influência sobre ele, seus elétrons se movimentam sem um padrão definido. 
Quando um ímã se aproxima e o metal fica sob a influência de um campo magnético, os elétrons alinham seus movimentos de modo que fiquem todos na mesma direção. Isso é uma perda de entropia, ou seja, uma limitação colocada na movimentação livre dos elétrons.
A limitação não é completa, pois os elétrons, apesar de não poderem mudar de direção, podem se mover de outras formas. 
Nesse caso, a entropia aumenta ao permitir que os próprios átomos vibrem um pouco mais violentamente. Essa vibração de átomos é mais popularmente conhecida por nós todos como... calor! Basta aplicar um campo magnético a um pedaço de metal e ele vai aquecer. O efeito é moderado na maioria dos metais, mas alguns deles podem esquentar bastante.
Se um pedaço de metal estiver sob a influência de um campo magnético e repentinamente ele é removido, o metal esfria.
É o caso do gadolínio, um metal artificial que também é usado como supercondutor. Sob o efeito de um campo magnético, ele sofre um aquecimento bastante considerável. Agora você deve estar se questionando: o que o aquecimento de um metal tem a ver com geladeiras e freezers? 
Pois a resposta é simples: sempre que algo é aquecido, outra coisa precisa esfriar, basta criar o método correto para isso ser bem aproveitado.

Esquentando para esfriar

Se um pedaço de metal estiver sob a influência de um campo magnético e repentinamente ele é removido, o metal esfria. Já existem alguns pequenos refrigeradores de laboratório que usam essa ideia: uma substância, geralmente o hélio, é aplicada ao metal enquanto ele está inserido em um campo magnético estável. A substância leva embora o calor extra, o metal esfria e o campo magnético é desligado. O metal fica tão frio que pode ser utilizado como uma unidade de resfriamento.
Apesar de geladeiras domésticas que utilizem esse efeito de resfriamento magnetocalórico estarem longe de poderem ser fabricadas e comercializadas em ampla escala, o fato desse sistema parecer eficaz e ainda poder ser amplamente aprimorado dá esperanças de um dia podermos abrir mão de produtos químicos para resfriar os nossos alimentos.

Gomes

Refrigeração a gás e refrigeração magnética


Recentemente, pesquisadores anunciaram uma tecnologia microfluídica passiva que promete resfriar os processadores de computador com grande eficiência.
O pesquisador espanhol Luis Hueso acredita ter encontrado uma solução ainda mais promissora.
A equipe de Hueso desenvolveu uma nova tecnologia de refrigeração magnética para chips que retira o calor explorando a tensão a que os materiais dos circuitos integrados são submetidos.
Os aparelhos de refrigeração tradicionais, seja uma geladeira, um freezer ou um aparelho de ar condicionado, funcionam com base na compressão e na expansão de um gás.
Quando o gás é comprimido, ele passa para o estado líquido e, quando se expande, evapora-se novamente. Para evaporar, ele precisa de calor, que extrai do material com o qual está em contato, resfriando-o.
Já a refrigeração magnética utiliza um material magnético em vez de um gás, com ciclos de magnetização e desmagnetização substituindo os ciclos de compressão e expansão do gás.
O princípio básico é o efeito magnetocalórico, uma propriedade apresentada por certos materiais que alteram a sua temperatura quando são submetidos a um campo magnético.
O problema é que aplicar um campo magnético dentro dos equipamentos eletrônicos ultra miniaturizados atuais pode gerar uma série de efeitos colaterais, com o campo interagindo com o processador, a memória etc.
Magnetismo sem campos magnéticos
Hueso então teve uma ideia inusitada: substituir a aplicação de um campo magnético pela deformação dos materiais magnetocalóricos.
"Ao esticar o material e, em seguida relaxá-lo, tem-se um efeito semelhante ao de um campo magnético, induzindo assim o efeito magnetocalórico responsável pelo arrefecimento", explica Hueso.
"Esta nova tecnologia nos dá uma técnica de resfriamento mais local e mais controlada, sem interferir com os outros componentes do aparelho, e em linha com a tendência de miniaturização dos dispositivos tecnológicos," acrescentou.
O material utilizado é uma fina lâmina, com 20 milímetros de espessura, fabricada com lantânio, cálcio, manganês e oxigênio (La0.7Ca0.3MnO3).
"Tecnologicamente, não há qualquer obstáculo para usá-lo em geladeiras, freezers etc, mas economicamente não vale a pena por causa do tamanho," ressalta Hueso, referindo-se ao preço de fabricação do novo material.
Gomes

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