sábado, 17 de novembro de 2012

1 btus por (metro quadrado) = 1 055,05585 kg / s2


Na hora de comprar um aparelho de ar condicionado a preocupação sempre é a de tornar um determinado ambiente mais confortável para o lazer, descanso, ou trabalho.
Mas qual a capacidade do ar condicionado que poderá climatizar satisfatoriamente este ambiente?
Qual a importância da escolha da capacidade correta?
Dimensionar corretamente a capacidade do aparelho de ar condicionado de acordo com a necessidade do ambiente é essencial para se obter o melhor conforto térmico com o menor gasto de energia elétrica.
A capacidade dos aparelhos de ar condicionado é medida em BTU's (Significa Unidade Térmica Britânica por hora).
Por ser uma unidade britânica não tem nenhuma relação com nosso sistema centigrado, a quantidade de 1 BTU é definida como a quantidade de energia necessária para se elevar a temperatura de uma massa de uma libra de água em um grau fahrenheit.
Para sabermos a capacidade correta do aparelho de ar condicionado devemos saber quantas pessoas e equipamentos elétricos que emitem calor estarão presentes no ambiente, além disto devemos considerar fatores como o nível de insolação, ou seja, se o ambiente é exposto a no máximo o sol da manhã, ou se nele incide o sol da tarde ou do dia todo.
Podemos determinar a capacidade de BTU's através de uma tabela pronta, ou realizando o cálculo personalizado.
Tendo como base a presença de duas pessoas no ambiente podemos seguir a seguinte tabela: Tamanho do Ambiente Sol de Manhã Sol à Tarde ou o Dia Todo. 
Para cada pessoa ou equipamento eletrônico a mais no ambiente acrescentar 600 BTU's.
Se preferir realizar um cálculo mais personalizado pode-se utilizar a regra de 600 BTU's por m² (metro quadrado) para até duas pessoas, e mais 600 BTU's por pessoa ou equipamento que emita calor no ambiente.
Por exemplo, em um quarto de 12m² em que durmam duas pessoas e possua um aparelho de televisão que fica ligado durante boa parte da noite, o cálculo seria: 12m² x 600 = 7200 + 600 = 7800 BTU's. Caso o ambiente sofra com a exposição ao sol, o cálculo deve ser feito com 800 BTU's por metro quadrado para até duas pessoas.
Aparelhos adicionais e outras pessoas continuam acrescentando 600 BTU's ao resultado final.
No exemplo acima teríamos: 12m² x 800 = 9600 + 600 = 10200 BTU's.
A capacidade correta trará como benefício um ambiente mais agradável e economia de energia elétrica, uma vez que o aparelho de ar condicionado poderá interromper seu funcionamento durante uma maior parte do tempo se comparado a um aparelho de menor capacidade para o mesmo ambiente

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SUBSTITUIÇÃO DO R-22 Aparti de 2015


artigo técnico sobre  compressores centrífugos, rotativos e de parafuso, e até em sistemas de absorção, embora ainda em caráter experimental.
Nenhum outro refrigerante teve seu uso tão pouco  sobre  o  uso  de  substâncias  empregadas  como  intermediários  na  fabricação de outros
produtos químicos.
O próximo passo na transição para refrigerantes  não  agressivos  ao meio ambiente amplamente difundido como o R-22, tanto em termos de capacidade de refrigecidos pelo Protocolo de
Montreal para interrupção da produção do R-22, embora o  meio-ambiente consiste na substituição do  R-22,  o  fluido  refrigerante  adotado pela grande maioria dos equipamentos de refrigeração em operação.
Utilizado nos mais diversos setores econômicos, ração como de aplicação comercial.
No entanto, o R-22 pertence a uma classe de substâncias denominada de hidrocloro fluorcarbonos (HCFCs) - prejudicial ao meio-ambiente, motivo pelo qual suas metas de redução parcial ou congelamento  da  produção  possam  ter  sido  previamente  adotadas 
por  alguns  dos  países integrantes, notadamente na Europa, a fim de acelerar o processo.
As metas impostas 40, tais como residencial, comercial, industrial e de transporte, sua faixa de aplicação é a mais ampla dentre os fluidos refrigerantes  disponíveis,  tendo  sido empregado em sistemas com capacidades de refrigeração entre 2kW e 33MW (0,5  e  9.500  TRs). 
Como  nenhum  dos potenciais  substitutos  é  tão  versátil quanto  o  R-22,  sua  escolha  depende fortemente da aplicação.
INTRODUÇÃO
O uso vem sendo gradativamente reduzido de  acordo  com  as  metas  estabelecidas pelo
Protocolo de Montreal (UNEP 1987, 2003a).
Este tratado internacional firmado em 1987 regulamenta apenas o “consumo” do R-22:
definido como a soma da quantidade  produzida  e  da  importada, subtraída  das  quantidades  exportada  e destruída.
O Protocolo de Montreal não
atua sobre aplicações futuras do refrigerante em uso ou que tenha sido
estocado  antes  dos  prazos 
estipulados,  tamtas pelos govermos dos EUA e Canadá.
Mesmo após a interrupção da produção,uma ampla quantidade de equipamentosque operam com o R-22 permanecerá em funcionamento por décadas.
O fluido necessário à manutenção de tais equipamentos  será  obtido  através  da  produção  de pequenas quantidades sob licença, de reservas estocadas antes da data final deprodução e do
reaproveitamento do refrigerante de sistemas sucateados ou recém usado,
Desde seu descobrimento em 1928 e início da comercialização em 1936, o refrigerante R-22 vem sendo largamente empregado em sistemas de refrigeração dos mais  diversos  portes,  desde  aplicações de baixa capacidade  como condicionadores de ar de janela de 0,5 TR (2kW) - até  chillers  e  bombas  de  calor  usados para refrigeração distrital, com capacida- des em torno de 9.500 TRs (33MW).
Dada sua ampla faixa de aplicação, o R-22 temsido utilizado nos mais diversos equipamentos de refrigeração, tais como compressores  scroll  e  recíprocos,  compressores.
NOTAS:
São impostas reduções graduais para o consumo coletivo de HCFCs (para os países citados no artigo 5.1 apenas um congelamento em 2015), embora seja permitido que cada país determine individualmente como atingir tais metas com base na média ponderada pelo potencial de degradação da camada de ozônio (ODP) de cada substância e no seu respectivo uso. Segue  as  regras  do  CAAA  (Clean  Air  Act  Amendments)  de  1990  e  está,  atualmente, implementando o 40 CFR 82. Prazos para interrupção da produção do R-22, com início em 1º de Janeiro do ano indicado. 2015
As datas referem-se apenas à produção e importação de R-22

pu7imw@ibest.com.br

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AVISO..

AVISO..

O principal motivo para manutenção e limpeza de ar condicionado são os ambientes fechados que impedem a circulação do ar, fazendo com que a umidade permaneça sempre a mesma, pois o ar que circula no interior do ambiente não é renovado, mantendo os poluentes nele existentes, como fungos, poeira, fumo, bactérias, ácaros e bolor.
Podemos sentir os efeitos da poluição do ar logo após a exposição ou podemos senti-los anos depois. o ar condicionado consegue prevenir e reduzir estes efeitos negativos para a saúde.
Por que fazer manutenção periodicamente ???
Aumento do rendimento .
Prolongamento da vida útil do equipamento bem como do compressor.
Evita quebras, reduzindo os gastos com trocas de peças
Reduz o consumo de energia, protegendo contra quedas de tensão
Proteção contra corrosão
Manter os aparelhos limpos evita a concentração de ácaros, fungos, mofos e bactérias, mantendo o ar sempre puro.
Respeito a Legislação ( Portaria 3.523/98 – Ministério da Saúde )
É altamente recomendado que a manutenção seja feita por uma empresa autorizada, e por técnicos altamente treinados pelos fabricantes.
A manutenção com uma empresa que não cumpra as determinações acima pode acarretar na perda da garantia do equipamento, tanto sobre a manutenção como da instalação.

Telefone: 55+84-88493630
Email    : pu7imw@ibest.com.br

Gomes.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SET-POINT’ VARIÁVEL MYCOM 200LH SABROE

 Os sistemas térmicos operam na maior parte do tempo fora de suas condições nominais de projeto. Nos sistemas de refrigeração industrial, a operação com carga térmica parcial ocorre em função de diversos fatores e o consumo de energia apresenta grande variação em função do ciclo de operação. Neste trabalho é proposta a otimização energética dos sistemas frigoríficos por compressão a vapor através da operação co m regime variável para o ciclo frigorífico, especificamente através da operação com ‘set-point’ de temperatura de evaporação variável.
É discutida ainda a determinação da carga térmica e as características dos diversos sistemas de congelamento a crescente importância dos alimentos refrigerados no mundo e cita como tendências futuras o desenvolvimento de aditivos e a reformulação dos alimentos para controlar os processo de congelamento e o aprimoramento dos processos e equipamentos atuais através de grupos de projeto interdisciplinares.
A grande maioria dos trabalhos sobre simulação de sistemas de refrigeração trata de sistemas por compressão a vapor compostos de compressores alternativos, condensador, válvula de expansão e evaporadores que operam com expansão seca.
Isso se deve provavelmente à larga aplicação desses dispositivos na refrigeração comercial e residencial.
Os sistemas de refrigeração industriais apresentam configurações diferentes dessas, incluindo compressão em duplo estágio, reservatórios a baixa pressão e evaporadores com circulação de líquido.
Para os sistemas com expansão seca a introdução de sistemas de controle com válvulas controladas e conversores de frequência parece ser a solução predominante a fim de se obter a melhoria de eficiência desejada.
Nas instalações industrias, entretanto, isso nem sempre é possível ou desejável, dadas as diferenças entre as configurações dos sistemas.
A potencialidade de redução do consumo de energia, no entanto, existe da mesma maneira,
Nesse sentido, a variação dos ‘set-points’ de operação das instalações industriais como resposta às variações da carga térmica pode oferecer vantagens devidas à operação em condições mais favoráveis.
Paralelamente, têm sido feitos esforços crescentes no sentido de melhorar a eficiência dos equipamentos do ciclo frigorífico como trocadores de calor, compressores e válvulas de expansão, o que contribui para uma maior flexibilidade de operação das instalações industriais.
No ciclo de compressão a vapor, o trabalho fornecido ao compressor é utilizado para elevar a pressão e a temperatura do vapor de fluído refrigerante que chega ao compressor.
Esse vapor a alta pressão e temperatura vai para o condensador onde rejeita calor para o meio, condensando o fluído refrigerante.
O líquido condensado segue em direção a um dispositivo de expansão onde o fluído passa do estado líquido a alta pressão para uma mistura líquido-vapor a baixa pressão e temperatura.
O fluído refrigerante então retira calor do ambiente ou sistema a ser refrigerado, utilizando esse calor para se vaporizar, seguindo em direção ao compressor, onde completa o ciclo.
Um sistema frigorífico visa fornecer as temperaturas necessárias ao processamento e estocagem dos produtos.
A determinação das temperaturas e pressões ideais de operação do ciclo é feita pelo conhecimento das características do produto e do processo e também do ciclo frigo rífico e seus componentes.
Por ser formado somente por processos reversíveis, o ciclo de Carnot é o que apresenta máximo coeficiente de eficiência.
Ciclo de Compressão a Vapor
A obtenção de um COP elevado está relacionada à redução do trabalho necessário para um dado efeito de refrigeração.
A redução da temperatura de condensação ou a elevação da temperatura de evaporação implicam num aumento do COP.
Pode-se dizer ainda que o COP do ciclo está relacionado às diferenças de temperatura entre o ambiente refrigerado e o evaporado e entre o condensador e a atmosfera.
Para um ciclo de compressão a vapor básico, temos : h - h COP =  1 4 h - h 2 1 onde os índices referem-se aos estado h - entalpia (kJ/kg).
Existem fatores de ordem técnica e econômica que impedem a reprodução prática do ciclo ideal de refrigeração.
Podemos citar a inviabilidade da utilização de turbinas para expansão do fluído refrigerante e o fato de que a compressão da mistura líquido-vapor pode causar danos aos compressores.
Ciclo Padrão de Compressão a Vapor.
A modificação do ciclo de Carnot, compressão isoentrópica até a pressão de condensação, resfriamento e condensação do vapor até líquido saturado a pressão constante expansão isoentálpica até a pressão de evaporação e  evaporação a pressão constante até o estado de vapor saturado.
Por questões como perda de pressão na linha, operação do compressor livre de líquido, tipo de operação dos evaporadores e outras, é comum nas instalações que o refrigerante no início da compressão esteja no estado superaquecido.
Por outro lado, é comum também a operação com o refrigerante no estado de líquido subresfriado na saída dos condensadores, o que fornece um aumento do efeito frigorífico
A compressão em múltiplos estágios é utilizada a fim de minimizar os problemas decorrentes da elevada diferença entre as temperaturas de evaporação e condensação normalmente encontrada na refrigeração e reduzir a potência de compressão necessária.
No ciclo padrão de compressão, temos ao final da expansão a presença simultânea de líquido e vapor.
Processo no dispositivo de expansão
Se imaginarmos que o processo de expansão seja interrompido a uma pressão intermediária no estado correspondente a uma mistura em equilíbrio de vapor saturado  de líquido saturado  o processo de expansão  pode ser considerado uma combinação dos processos
O vapor gerado não tem efeito frigorífico e ainda é necessário comprimi-lo até a pressão de condensação.
A fim de reduzir o trabalho de compressão, pode ser feita a eliminação desse vapor no chamado 'tanque de flash' 
No tanque de 'flash' o líquido proveniente do condensador é expandido até uma pressão intermediária.
O vapor gerado nesse processo é comprimido até a pressão de condensação.
O líquido, por sua vez, é dirigido para um dispositivo de expansão onde sua pressão será reduzida até aquela de evaporação.
Duplo Estágio de Compressão
Ciclo frigorífico com remoção de gás ‘flash’.
Diagrama p-h do sistema.
Outro processo ger almente utilizado é o resfriamento do refrigerante até uma pressão intermediária a fim de reduzir o superaquecimento do mesmo na saída do estágio de baixa pressão.
Isso normalmente é feito borbulhando-se o vapor de descarga do compressor do estágio de baixa pressão no líquido saturado à pressão intermediária
O resfriamento intermediário não implica necessariamente numa redução da potência de compressão, podendo até aumentá-la.
Entretanto, permite temperaturas do refrigerante muito menores na descarga do compressor.
A operação em elevadas temperaturas de descarga com compressores do tipo alternativo pode comprometer a lubrificação do compressor e a vida útil das válvulas de descarga.
O tempo de congelamento é o tempo necessário para a completa mudança de temperatura, da temperatura inicial do produto até –18ºC.
As temperaturas de entrada dos produtos nos congeladores variam tipicamente entre 80 a –3ºC e as de saída entre 0 a –40ºC.
A curva de resfriamento e congelamento do produto depende do coeficiente de condutibilidade térmica, forma, tamanho e embalagem do produto e da temperatura do ar.
Para a determinação dessa curva normalmente são realizados diversos testes em laboratório e na indústria.
Existe uma importante relação entre a capacidade do sistema de congelamento e o tempo de congelamento do produto.
Cada produto tem um tempo de congelamento associado que depende da composição e dimensão do mesmo e da eficiência do sistema de congelamento.
O ponto inicial na escolha do processo de congelamento é a previsão do tempo de congelamento, o qual influencia diretamente o custo total do sistema projetado.
Desde que as propriedades termofísicas do produto estejam definidas, o tempo de congelamento depender á principalmente das dimensões do produto, do meio de resfriamento, da temperatura do meio de resfriamento e do coeficiente efetivo de transferência de calor.
A dificuldade do cálculo está geralmente associada à determinação das propriedades termofísicas do produto e do coeficiente convectivo de tranferência de calor, incluindo a embalagem.
A forma e tamanho do produto influenciam significativamente o tempo de congelamento do produto. Uma vez que o calor deve deixar o produto por sua superfície, a relação entre a superfície e o peso (superfície específica) é de grande importância.
O tempo de congelamento é inversamente proporcional à essa relação para pequenas partículas com pequeno gradiente de temperatura interno.
Entretanto, para um produto embalado, o gradiente de temperatura é crítico e o tempo de congelamento é aproximadamente proporcional à espessura da embalagem.
Carga Térmica do Produto
Na indústria é comum a realização de vários testes de congelamento com esses produtos a fim de se determinar a curva de congelamento ideal, levando-se em conta as diversas opções de tamanho, composição, embalagem, etc. são discutidos vários métodos de estimativa do tempo de congelamento de produtos.
Recentemente, com o uso de sistemas de computação, têm sido desenvolvidas soluções mais exatas para o problema da transferência de calor.
Para a simulação do sistema foi considerada a operação do túnel de congelamento partindo-se de uma condição inicial com o túnel vazio e com carregamento nominal de 4.500 kg/h do produto.
É feito o carregamento do túnel até sua capacidade máxima, permanecendo então em regime de operação constante igual ao nominal e, finalmente, é feito o descarregamento do túnel.
Partindo-se do início de operação com o túnel vazio, inicialmente tem-se no túnel apenas produtos na fase de remoção de calor sensível até a fase de início de congelamento.
Após determinado tempo característico do produto e do processo (curva de congelamento), passa-se a ter também produtos na fase de remoção de calor latente.
Finalmente, após outro período, temos também produtos na fase de remoção de calor sensível após o congelamento.
Dessa forma, a simulação dos sistemas térmicos pode fornecer recursos para a adaptação ou otimização de instalações existentes frente às constantes modificações, para uma abordagem complementar no desenvolvimento de novos projetos e para ajustar ou projetar sistemas de controle.

A simulação de sistemas térmicos presume o conhecimento do desempenho característico de todos os componentes do sistema e das propriedades termodinâmicas das substâncias de trabalho.
Como simulação do sistema entende-se aqui o cálculo das variáveis operacionais que constituem o modelo do sistema através da solução simultânea do conjunto de equações formado pelas equações de desempenho dos equipamentos, das propriedades termodinâmicas das substâncias e dos balanços de massa e energia.
A simulação dos sistemas térmicos é interessante principalmente para as condições de operação diferentes das de projeto como, por exemplo, as condições de carga parcial pois os sistemas térmicos operam a maior parte do tempo fora das condições de projeto.
A simulação pode ainda ser aplicada na resolução de problemas operacionais e na análise das alternativas de melhorias possíveis. a simulação de sistemas térmicos tem tido crescente aplicação na determinação do comportamento em operações com cargas parciais, na identificação de potenciais problemas e na determinação dos requisitos anuais de energia do sistema.
Através da simulação do modelo da planta, serão estudadas alternativas ao controle dos sistemas industriais de compressão a vapor atuais com a finalidade de melhorar o coeficiente de eficiência da planta, frente às operações em carga parcial.
A operação em carga parcial do sistema em questão, como já foi falado, pode acontecer em função de diversos fatores relacionados ao produto e à velocidade de produção.
Os arquivos CP.M e POTENCIA.M (apêndice A) são rotinas em MATLAB para os dados dos compressores e para a determinação da potência no eixo, respectivamente Implementação em SIMULINK do modelo do Reservatório de Líquido.
Modelo do Sistema Frigorífico
A rotina CURVAQ.M calcula a carga térmica para um ciclo de carregamento, regime e descarregamento do túnel de congelamento.
As rotinas POTENCIA.M e CURVAQ.M são escritas como funções do MATLAB para que possam ser utilizadas durante a simulação.
O modelo da planta deve incluir ainda o controle de pressão (ou temperatura) de sucção do compressor a fim de realizar o chamado ‘controle de capacidade’  onde a vazão de refrigerante é a variável manipulada e a pressão de sucção é a variável controlada.
O controlador é do tipo PI.
Foi inserido também um sistema de primeira ordem com constante de tempo T igual a 3 segundos para representar a dinâmica do compressor.
Por um cuidado extra, a saída desse sistema foi limitada à máxima vazão permitida pelo compressor em função da pressão de sucção de operação um aumento na temperatura de evaporação produz o aumento da capacidade frigorífica do compressor e da potência consumida, sendo porém o aumento de capacidade superior ao de potência (aumento do COP).
Se aumentarmos a temperatura de evaporação de operação mantendo, porém, a mesma necessidade de ‘frio’ ou carga térmica, o controle de capacidade do compressor irá reduzir a capacidade (%) do mesmo a fim de controlar a nova temperatura de evaporação.
Teremos, então, o compressor trabalhando com menor capacidade e, conforme o com menor rendimento se comparado ao funcionamento com capacidade total (com mesma temperatura de evaporação).
O rendimento do compressor será tanto pior quando menor a capacidade de trabalho.
De maneira geral, para a operação com capacidades abaixo de 60% o consumo de energia elétrica apresenta variação muito pequena.
Assim, a redução da temperatura de evaporação implicará num menor consumo de energia elétrica enquanto a redução no rendimento devido à redução na capacidade de trabalho do compressor seja suficientemente pequena.
Para compressores com melhor relação de rendimento em função da capacidade, a redução da temperatura de evaporação trará maiores benefícios.
Numa instalação com dois ou mais compressores operando no mesmo regime, a redução de capacidade pode atingir valores em que possa ser desligado um ou mais 
Modelo do Sistema Frigorífico compressores.
Esse caso é extremamente vantajoso, pois propicia uma grande redução na potência absorvida.
A diminuição da temperatura de condensação também produz efeito semelhante ao aumento da temperatura de evaporação, porém em proporções menores.
Deve-se levar em conta também que os condensadores apresentam significativa perda de eficiência ao longo do tempo e que deve ser considerada a potência absorvida pelos ventiladores e bombas d’água. Iremos analisar a condição de variação da temperatura de evaporação com temperatura de condensação fixa.
Podemos imaginar, entretanto, um sistema onde a pressão de condensação varie livremente conforme as condições ambientais e de operação, respeitando sempre a mínima pressão permitida.
Foi considerado o compressor MYCOM 200LH e a rotina CP.M que ajusta a função do mesmo.
Nos dois casos, a potência consumida é determinada pela rotina POTENCIA.M e a carga térmica pela rotina CURVAQ.M.
O início e final do carregamento do túnel onde o compressor opera abaixo de 50% de sua capacidade não serão considerados nas simulações.
Entende-se que nesses curtos períodos, o sistema opere da mesma maneira sempre.
Para a car ga térmica nominal de projeto (460 kW) e um ciclo de operação do túnel incluindo carregamento (4 horas), operação em regime (8 horas) e descarregamento (4 horas), o sistema com ‘set-point’ de temperatura de evaporação variável em função da temperatura ambiente do túnel apresenta consumo total de energia 2,77% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo. com a curva de carga térmica, ‘set-point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, vazão de refrigerante, potência no eixo e consumo de energia elétrica para carga térmica nominal.
É interessante observar no potência consumida os instantes onde temos um ou dois compressores operando.
Para operação com 80% da carga térmica total nominal, o sistema com ‘set- point’ variável em fun ção da temperatura ambiente do túnel apresenta consumo total de energia para o ciclo completo de carregamento, operação em regime e descarregamento 6,08% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo. A ‘set-point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável em função da temperatura ambiente com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC (compressor MYCOM 200LH).
Foi considerado o caso de um ciclo de carregamento, regime e descarregamento do túnel de congelamento para 100% e 80% da carga térmica a fim de analisamos a operação em cargas térmicas parciais.
É importante lembrarmos que a operação em carga térmica parcial ocorre de diversas maneiras e por motivos também diversos ao longo da operação da planta e, dessa forma, o ciclo simulado serve apenas como referência para a análise do sistema.
O real consumo de energia irá variar conforme as características de operação e dimensionamento de cada planta.
Observa-se que para uma carga térmica de produto aproximadamente na faixa de 50% (183 kW) a 59 % (213 kW) da nominal, ou seja, para uma carga térmica total na faixa de 61% a 67%, o sistema com ‘set-point’ variável de pressão de sucção em função da temperatura ambiente opera com apenas um compressor, ao passo que o sistema com ‘set-point’ fixo opera co m dois.
Neste caso a diferença de consumo de energia é de cerca de 30%.
Se considerarmos que as instalações industriais normalmente possuem vários túneis de congelamento operando com temperatu ras de ev aporação iguais e com vários compressores no mesmo regime, conclui-se que o desligamento de compressores poderia ser feito para valores de carga térmica pouco abaixo da no minal, o que possibilitaria reduções no consumo de energia maiores do que no caso simulado.
Isso se aplica às instalações existentes e, principalmente, às novas instalações onde o projeto do sistema frigorífico e a seleção de seus componentes poderiam ser conduzidos de forma a obter-se resultados ainda melhores.
As mesmas simulações foram realizadas para o modelo de compressor MYCOM 200 LH com resfriamen to por termo-sifão que apresenta melhor rendimento em capacidades parciais na faixa de 100% a 60%.
Foram considerados os mesmos pontos de operação do diagrama pressão- entalpia e a rotina CP2.M (apêndice A) faz o ajuste da função da potência do compressor.
O máximo erro absoluto encontrado é de 4,61 ou 2,27%.
Para esse caso e simulação nas mesmas condições anteriores, temos uma redução no consumo de ener gia de 4,09% para carga térmica total nominal e de 7,18 % para 80% da mesma.
Portanto, para compressores com maior eficiência em regime de cargas parciais os resultados são superiores.
Carga Térmica Redução no Consumo para um ciclo de Total carregamento, regime e descarregamento 100% 4,09% 80% 7,18%
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável em função da temperatura ambiente com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão).com a curva de carga térmica, ‘set- point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para 100% e 80% da carga térmica nominal, respectivamente.
O erro máximo absoluto encontrado para a função da potência do compressor se deve ao fato de que o coeficiente de eficiência apresenta uma queda acentuada para valores abaixo de 60%.
Assim, a operação po deria ser limitada à faixa de melhor rendimento (100% a 60 %) como ocorre em alguns controladores atuais de controle de capacidade.
Na faixa de 100 a 60%, o erro máximo absoluto é de 1,41 ou 0,75%.
Carga Térmica (kW) x tempo (h)
Temp. Ambiente Túnel (º C) x tempo (h) 600 -25 400 -30 200 -35 0 -40 0 SP Temp. Evaporação (º C) x tempo (h) Vazã o Sucção Total (m³ /s) x tempo (h) -30 -35 0.5 -40 -45 
Potência Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 5000 4000 300 3000 200 2000 carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão)sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação.
Carga Térmica (kW) x tempo (h)
Temp. Ambiente Túnel (º C) térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão)sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação. verifica-se que as variáveis controladas em cada caso, isto é, a temperatura ambiente e a temperatura de evaporação apresentam desempenho satisfatório. as instalações de refrigeração industrial apresentam tipicamente uma distribuição de carga térmica no tempo.
Curva de distribuição de carga típica para uma instalação de refrigeração industrial (ABB REFRIGERATION, 1998).
Dessa forma, e consider ando a simulação para o compressor MYCOM 200LH com termo-sifão para as capacidades, temos uma redução do consumo de energia de 7,84% para o sistema com ‘set-point’ variável de temperatura de evaporação quando comparado ao sistema com ‘set-point’ fixo.
Por fim, é importante considerar que os controladores eletrônicos de pressão de sucção atualmente utilizados dispõem dos recursos necessários para a operação suave do compressor, controlando a velocidade de resposta, os limites para partida e parada, os tempos mínimos de partida e parada, alarmes, proteções e outros. 
Como vimos, a redução da temperatura de evaporação implica num aumento do coeficiente de eficiência do compressor.
Para uma mesma temperatur a de evaporação, o rendimento do compressor é tanto pior quanto menor a capacidade (%) de operação.
Dessa forma, eventualmente o ponto de menor temperatur a de evaporação poderá não corresponder ao de menor potência absorvida.
Será estudada aqui a otimização do sistema correspondente à determinação da temperatura de evaporação que produza a menor potência absorvida no eixo do compressor para determinada capacidade de refrigeração.
Da mesma forma como foi feito anteriormente, o controle será baseado no controle de capacidade (vazão do refrigerante).
A máxima temperatura de evaporação em função da temperatura ambiente conforme definida no item será tratada como uma restrição.
Serão também definidas como restrições a vazão de refrigerante nos compressores, as vazões máximas e mínimas de refrigerante nos compressores em função da temperatura de evaporação e a mínima temperatura de evaporação permitida.
A temperatura de evaporação deve ser menor ou igual à máxima temperatura de evaporação em função da temperatura ambiente.
A vazão de refrigerante nos compressores é determinada pelo controle de capacidade.
A vazão de refrigerante no compressor é limitada pelas vazões máximas e mínimas em função da temperatura de evaporação.
As vazões máximas e mínimas serão determinadas através de funções ajustadas a partir dos dados de catálogo do fabricante para cada temperatura de evaporação.
O ajuste dessas funções é feito através da função POLYFIT do MATLAB, que calcula os coeficientes de um polinômio p(x) de ordem n que ajusta os dados p(x(i)) para y(i) dados utilizando o método dos mínimos quadrados.
Foram utilizados polinômios de terceira ordem, conforme:
m & (5.1) v = p + p Te + p Te + p Te 2 3 mi n 0 1 2 3 5.3
Ajuste de 'Set-Point' 
m v = q + q Te + q Te + q Te 2 3 max 0 1 2 3 & m v & - vazão onde - vazão mínima de refrigerante no compressor (kg/s), mv min max máxima de refrigerante no compressor (kg/s), Te – temperatura de evaporação (ºC), p e q são os parâmetros ajustados.
As vazões máximas e mínimas de refrigerante no compressor são definidas na rotina CP.M para o compressor MYCOM 200LH.
A mínima temperatura de evaporação permitida será a de projeto, isto é, -40ºC.
A potência absorvida pelo compressor é minimizada através da fun ção CONSTR do MATLAB.
A função CONSTR determina o mínimo de uma função escalar de várias variáveis, sujeita a restrições e a partir de uma estimativa inicial.
A minimização é feita utilizando-se a rotina PMIN.M desenvolvida em MATLAB.
A função PMIN tem como entradas a vazão de refrigerante no compressor e a máxima temperatur a de evaporação em função da temperatura ambiente e tem como saídas a potência total absorvida, as vazões de refrigerante para os compressores e a temperatura de evaporação que minimiza a potência absorvida.
As rotinas FCP1.M e FCP2.M contêm a função a ser minimizada e suas restrições para o caso em que somente um compressor opere e para o caso em que dois compressores operem, respectivamente.
Deve ser observado que a rotina de minimização utilizada pode encontrar mínimos locais, foram utilizadas diferentes condições iniciais a fim de verificar o comportamento da rotina e determinar as condições iniciais mais favoráveis.
Durante as simulações, verificou-se que existem condições iniciais que tendem a produzir mínimos locais.  a implementação em SIMULINK do sistema onde o ‘set- point’ de temperatura de evaporação do compressor é obtido através da minimização da função da potência absorvida no eixo do compressor (função PMIN.M).
Como nos casos anteriores, a carga térmica é determinada pela rotina CURVAQ.M.
Foram feitas simulações considerando-se a carga térmica nominal e a operação com 75% da carga térmica do produto, isto é, 80% da carga térmica total nominal.
Foi considerado o compressor MYCOM 200LH e a rotina CP.M que ajusta a função do mesmo.
Uma vez que a rotina PMIN.M é chamada a cada passo de simulação e a própria execução da rotina de minimização apresenta tempo de execução bastante longo, a simulação do sistema é lenta, levando praticamente o triplo do que seria o tempo real de operação (trabalhando-se com um computador com velocidade relativa 8 no teste de ‘benchmark’ do MATLAB , função BENCH.M.
O uso das derivadas parciais permite a solução do problema de maneira mais eficiente foi testado com o intuito de diminuir o tempo de simulação , entretanto, sem apresentar melhora significativa.
A rotina DPFCP.M.
Ajuste de 'Set-Point' contém as derivadas parciais da função a ser minimizada e suas restrições.
A rotina DPFMIN  realiza a minimização utilizando as derivadas parciais.
Dessa forma, optou-se pela redução do tempo de simulação através do uso de uma escala de tempo de 1/10 da escala real e da simulação apenas do ciclo de carregamento e metade do ciclo de regime do túnel de congelamento, uma vez que o ciclo completo é relativamente simétrico.
A fim de que a variação no ‘set-point’ da pressão de evaporação seja feita de forma suave foi inserido um sistema de primeira ordem com constante de tempo T igual a 5 segundos.  mostram os gráficos com a curva de carga térmica, ‘set-point’ de temperatura de evaporação, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para carga térmica nominal e a 80%.
O sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor apresenta consumo total de energia para o ciclo simulado 3,40% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo para carga térmica total nominal e de 8,37% para 80% da mesma.
Carga Térmica Redução no Consumo SP Redução no Consumo SP Total variável pela máxima variável pela rotina de temperatura de evaporação otimização 100% 2,26% 3,40% 80% 5,69% 8,37%
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável conforme máxima temperatura de evaporação e rotina de otimização com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC para ciclo parcial de operação (compressor MYCOM 200LH).
Observa-se que a rotina de otimização nem sempre produz como resultado a máxima temperatura de evaporação possível (em função d a temperatura ambiente do túnel).
Existe uma tendência à operação somente com um compressor enquanto a vazão de refrigerante necessária esteja dentro da faixa do mesmo.
Ajuste de 'Set-Point' 90 Carga Té rmica (kW) x tempo (h)
Temperatura Ambiente (º C) x tempo (h) 600 -25 400 -30 200 -350 -400
SP de Temperatura de Evaporação (º C) x tempo (h) Vazã o Sucç ã o Total (kg/s) x tempo (h) -20 0.8 -25 0.6 -30 0.4 -35 0.2 -40 -45
Potê ncia Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 3000 300 2000 200 1000 10000
Carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH); sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Ajuste de 'Set-Point'
Carga Térmica (kW ) x tempo (h)
Temperatura Ambiente (º C) x tempo (h) 400 -25 300 -30 200 -35 100 0 -40 
SP de Temperatura de Evaporaç ã o (º C) x tempo (h)
Vazão Sucção Total (kg/s) x tempo (h) -20 -25 0.5 -30 -35 -40 -45
Potência Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 2000
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH); sistema com controle de capacidade atual;sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Dessa forma, ao contrário do observado para a operação com ‘set-point’ igual à máxima temperatura de evaporação, temos a variação da temper atura ambiente para valores abaixo do ‘set-point’ de –30ºC.
Essa variação, entretanto, é menor do que as observadas nos sistemas com ‘set-point’ fixo.
Devido ao período em que o sistema opera com ‘set-point’ inferior ao máximo possível, o controlador PI provocou a operação pouco acima da temperatura de –30ºC durante um pequeno intervalo.
Caso necessário, pode-se modificar essa malha de controle para atender às especificações desejadas. Para o ciclo parcial de operação a redução de consumo para o sistema com ‘set- point’ de máxima temperatura de evaporação é pouco menor do que para o ciclo completo.
É interessante observar que para a operação com dois compressores a rotina de minimização fornece como resultado a operação dos compressores com capacidades iguais.
Alguns controladores eletrônicos de capacidade disponíveis no mercado operam dessa forma, mantendo os compressores funcionando em paralelo e com a mesma capacidade.
Quando há diminuição da carga térmica os compressores têm sua capacidade reduzida até que se atinja o ponto onde um compressor possa ser desligado.
Os compressores restantes passam a operar em um novo valor de capacidade adequado à carga térmica.
Para o caso de aumento da carga térmica, segue-se o mesmo princípio.
Da mesma forma que no caso anterior, foram realizadas simulações para o modelo de compressor MYCOM 200LH com resfriamento por termo-sifão.
Foram considerados os mesmos pontos de operação do diagrama pressão-entalpia, a rotina CP2.M e as rotinas FCP21.M e FCP22.M para minimização.
Para esse caso, temos uma redução de 5,54% para carga térmica total nominal e de 9,19% para 80% da mesma .
Utilizando a distribuição de carga térmica segundo e considerando a simulação para o compressor MYCOM 200LH com termo-sifão, temos uma redução do consumo de energia de 10,1% para o sistema com ‘set-p oint’ variável de temperatura de evaporação quando comparado ao sistema com ‘set-point’ fixo.
Carga Térmica Redução no Consumo SP Redução no Consumo SP Total variável pela máxima variável pela rotina de temperatura de evaporação otimização 100% 3,41% 5,54% 80% 6,64% 9,19% 
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável conforme máxima temperatura de evaporação e rotina de otimização com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC para ciclo parcial de operação (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão).
Na formulação do problema de controle ótimo deve-se escrever as equações matemáticas que rep resentam o sistema, definir as restrições a serem obedecid as e escolher o critério de desempenho. Neste caso, as equações de desempenho do compressor foram baseadas em dados de catálogo do fabricante.
Esses dados são obtidos em laboratório para os equipamentos operando em condições específicas (SABROE, 1989) que nem sempre irão corresponder às instalações reais.
A despeito da maior ou menor precisão desses d ados, podemos dizer que eles representam o comportamento qualitativo do compressor e, assim sendo, a otimização da temperatura de evaporação e a operação com máxima temperatura de evaporação possível mostraram produzir redução no consumo de energia.
Assim, seria interessante considerar a possibilidade de utilizar-se técnicas de identificação de sistemas a fim de inferirmos a operação e o desempenho do compressor na instalação.
Quanto à questão do tempo de processamento da rotina de otimização podem ser analisadas possibilidades como a compilação dos algoritmos e o pro cessamento ‘off- line’.
Evidentemente, a rotina utilizada teve como função a investigação da alternativa de controle, sendo necessário o desenvolvimento específico caso se deseje implementar um controlador.
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão); sistema com controle de capacidade atual;  sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão); sistema com controle de capacidade atual;  sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.

Por outro lado, o sistema de controle operando com ‘set-point’ de máxima temperatura de evaporação apresenta boas perspectivas de redução de consumo e facilidade de implementação o que o torna bastante atraente.
Em muitas instalações industriais, existem os sistemas de controle e a instrumentação necessários, o que reduz o investimento necessário ao projeto do sistema de controle e a sua implementação em campo (engenharia, instalação e testes).
O presente trabalho elaborou um modelo para simulação dinâmica de um sistema de refrigeração industrial por compressão a vapor com refrigerante amônia (R- 717) para o congelamento de alimentos, composto basicamente de túnel de congelamento por circulação forçada de ar, evaporador com recirculação de líquido, reservatório de líquido a baixa pressão, compressores parafuso e condensador evaporativo atmosférico.
A motivação da pesquisa foi a otimização energética dos sistemas frigoríficos por compressão a vapor através da operação com regime variável para o ciclo frigorífico, uma vez que esses sistemas operam na maior parte do tempo fora das condições nominais de projeto e seu consumo de energia apresenta grande variação em função do regime de trabalho.
Em especial, o estudo propôs-se a investigar a operação com ‘set-point’ de temperatura de evaporação (ou sucção) variável em função da variação da carga térmica das instalações. Pretendeu-se ainda desenvolver um modelo para simulação que auxilie na adaptação da operação em face de novos parâmetros e custos, no projeto e na otimização de sistemas frigoríficos por compressão a vapor.
Foram desenvolvidas rotinas específicas para a simulação de cada componente do ciclo, para o controle de capacidade dos compressores e para dois sistemas de ‘set- point’ variável: através da máxima temperatura de evaporação e através da otimização da função de consumo de energia do compressor.
O modelo para a potência no eixo do compressor foi desenvolvido através do ajuste de uma função a dados de catálogo.
Foram utilizados dois modelos de compressores parafuso com variação diferenciada de rendimento em função da temperatura de evaporação.
Apesar de tratarmos especificamente de compressores parafuso operando em sistema com aspiração a pressão intermediária (‘economizer’), o comportamento da potência absorvida é o mesmo para outros casos como sistemas em simples ou duplo estágio e também para o caso de compressores alternativos.
Os modelos para o evaporador e túnel de congelamento foram desenvolvidos a partir do balanço de massa e energia e de relações constitutivas.
Da mesma forma, foi obtido o modelo para o separador de líquido.
Foram encontradas poucas referências na literatura sobre a simulação dinâmica de sistemas de refrigeração industrial ou que utilizem reservatórios de líquido a baixa pressão e recirculação de líquido no evaporador.
Esse tipo de sistema, entretanto, é um dos mais comuns na refrigeração industrial.
A literatura concentra-se em sistemas com expansão seca e refrigerantes halogenados, que são lar gamente aplicados na refrigeração comercial e residencial.
Isso talvez se deva à superioridade numérica de equipamentos produzidos e à maior padronização entre eles.
Em muitos trabalhos, a simulação dos sistemas é utilizada para a análise de diferentes mecanismos de controle como a variação de frequência de rotação dos compressores, válvulas de controle de expansão e outros.
Os sistemas industrias, por outro lado, diferem desses sistemas pois dispõem de vários mecanismos de controle estabelecidos, como o controle de capacidad e e a operação com reservatórios de baixa pressão.
A partir desses modelos foram escritas rotinas para a simulação do sistema em função da carga térmica para três casos: a operação com controle de capacidade e ‘set- point’ de evaporação fixo como operam as instalações automáticas atuais, a operação com controle de capacid ade e ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível e, finalmente, a operação com controle de capacidade e ‘set-point’ ajustado por uma rotina para a otimização do consumo de energia dos compressores.
Para as duas soluções propostas, a simulação mostrou uma redução no consumo de energia frente a condições de carga térmica parcial.
Sabe-se que as instalações operam grande parte do tempo em condições de carga térmica parcial, porém elas ocorrem por inúmeras razões e ainda em função de cada projeto frigorífico (ciclo de operação, quantidade e capacidade dos compressores, etc).
Dessa forma, foi utilizado como exemplo para a variação de carga térmica um ciclo de operação de um túnel de congelamento e uma curva típica dos sistemas industriais.
A determinação da curva de operação em carga térmica parcial só pode ser feita em média e para cada in stalação, dessa forma só é possível a previsão de uma redução média no consumo para cada instalação.
Deve-se levar em conta ainda o fato de as instalações apresentarem normalmente um sobre-dimensionamento a fim de acomodar variações na produção.
Considerando-se o acima mencionado, para a operação com ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível obteve- se uma redução de 3 a 4% para operação com 100% da carga térmica de produto e de 6 a 7% para operação com 80% da carga térmica de produto.
Utilizando-se a distribuição de carga térmica típica no tempo conforme, a redução obtida foi de cerca de 8%.
Para a operação com ‘ set-point’ ajustado pela rotina para a otimização do consumo de energia dos compressores obteve-se uma redução de 3 a 5% para operação com 100% da carga térmica de produto e de 8 a 9% para operação com 80% da carga térmica de produto.
Utilizando-se a distribuição de carga térmica típica no tempo conforme, a redução obtida foi de cerca de 10%.
A otimização da função de consumo de energia do compressor baseada em dados de catálogo mostrou a possibilidade de redução no consumo.
Entretanto, para uma implementação do sistema é necessário que os dados utilizados estejam próx imos ao real ou ainda que se realize a identificação do sistema.
Por outro lado, a operação com ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível é de fácil implementação e apresenta boas perspectivas de redução de consumo. 6.1
Conclusões 
Apesar de termos tratado especificamente da oper ação com túnel de congelamento contínuo, as mesmas características de operação do ciclo frigorífico são encontradas em outras aplicações, como por exemplo no resfriamento de emulsões (fabricação de mar garinas), líquidos e no caso dos túneis de congelamento com retenção variável, ond e pode-se operar com uma composição variável entre produto s congelados e resfriados ou ainda somente com produtos resfriados ou somente congelados. Recentemente, têm sido introduzidos compressores parafuso especificamente projetados para operação com motores de maior velocidade de operação, alto rendimento e acionamento por conversores de frequência.
Esses compressores possuem desempenho superior aos tradicionais para operação em capacidades parciais.
A utilização desses equipamentos em conjunto com a operação com ‘set-point’ variável poderá proporcionar reduções no consumo ainda maiores.
Por fim, conclui-se que a operação com ‘set-point’ variável pode proporcionar a redução no consumo de ener gia das instalações frigoríficas industriais por compressão a vapor.
Recomendações para Continuação do Trabalho
Dentre os estudos que poderiam ser realizados como continuidade do presente trabalho, pode-se destacar os seguintes:
Simulação a partir de dados reais de operação para as cargas parciais e de operação dos compressores a fim de realizar a identificação de um modelo para o consumo de energia dos mesmos.
Dessa forma, pode-se obter resultados mais precisos para a redução no consumo de energia.
Implementação do controle com ‘set-point’ variável para um sistema de refrigeração industrial por compressão a vapor.
Adaptação do modelo para outros objetivos de controle, como o aumento da capacidade de refrigeração ou obtenção de melhor resposta a picos de produção, que são problemas comuns nas instalações industriais.
Recomendações para Continuação do Trabalho investigadas modificações nos sistemas de controle (nível, capacidade, etc), inclusive com a medição de variáveis adicio nais como velocidade de produção (kg/h) e temperatura de entrada dos produtos.
Incorporação do modelo do sistema frigorífico a um modelo de congelamento do produto, ou produtos, a fim de se obter um modelo para simulação e projeto de um sistema de congelamento industrial por túnel de circulação forçada de ar.
A modelagem do co mportamento térmico dos alimentos tem recebido crescente atenção por parte dos pesquisadores na área de alimentos.
Um modelo do sistema de congelamento seria uma ferramenta útil a engenheiros de alimentos e de refrigeração, pois permitiria o aprimoramento de projetos a custos menores e prazos reduzidos. Aperfeiçoamento do modelo, considerando-se outras características do comportamento do refrigerante nos equipamentos, umidade relativa, controle de nível, etc. uma vez que existe um crescente interesse pela modelagem de sistemas térmicos.
Aperfeiçoamento do modelo para a inclusão do motor elétrico para o compressor e o respectivo acionamento, pois a operação em transitórios é um fator fundamental na seleção do motor. Desenvolvimento do modelo para os ciclos de refrigeração de simples e duplo estágio.
Realizar análise comparativa do consumo de energia de cada ciclo em operação normal e com ‘set-point’ variável.

JPGomes

pu7imw@ibest.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO


 SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO

 INTRODUÇÃO

O interesse pela utilização de sistemas de refrigeração por absorção vem aumentando devido às possibilidades de emprego de rejeitos térmicos de processos industriais e sistemas de potência (como os gases efluentes de turbinas a gás) como insumo energético, além de apresentar uma alternativa tecnológica aos ciclos de refrigeração que empregam CFC’s.
O sistema de absorção foi patenteado nos Estados Unidos em 1860 pelo francês Ferdinand Carré (Stoecker & Jones, 1985).
Desde esta primeira máquina, a popularidade de sistemas de absorção aumentou e diminuiu devido a condições econômicas e de desenvolvimento tecnológico.
As vantagens de sistemas de absorção, contudo, permanecem as mesmas ao longo do tempo e incluem as seguintes (Dorgan et al. (1995)):
Sistemas de absorção necessitam de menor consumo de energia elétrica quando comparados com os sistemas de compressão de vapor;
Plantas de absorção são silenciosas e livres de vibração;
Calor recuperado pode ser utilizado como insumo energético (em substituição ao trabalho mecânico) em ciclos de refrigeração por absorção;
Plantas de absorção não causam dano à camada de ozônio e podem ter menor impacto no aquecimento global do que outras opções;
Plantas de absorção são economicamente atrativas quando os custos dos combustíveis são substancialmente menores que os de energia elétrica, com o custo do combustível de 12 a 20 % do custo da energia elétrica.
As temperaturas de evaporação obtidas com sistemas de refrigeração podem variar de 10ºC a -59ºC, com vários ciclos e fluidos.
Para bombas de calor as temperaturas de entrada no evaporador podem atingir facilmente 100ºC (ASHRAE Refrigeration Handbook, 1994).
Neste texto são apresentados os princípios de operação dos sistemas a absorção e os principais tipos de sistemas existentes, com ênfase nos sistemas que empregam o par H O- 2 LiBr, devido ao interesse que estes sistemas tem despertado no Brasil.
O ciclo de refrigeração por absorção transfere calor da região de baixa temperatura para a região de alta temperatura através de processos de absorção e dessorção do fluido refrigerante na fase vapor por/de uma solução liquida (que é normalmente uma mistura binária composta pelo refrigerante e uma outra substância, por exemplo, um sal como o brometo de lítio).
Durante o processo de absorção há transferência de calor para a região de temperatura intermediária (meio ambiente para um ciclo de refrigeração) e durante o processo de dessorção há fornecimento de calor para o ciclo a partir de uma fonte de calor a alta temperatura, além de uma nova transferência de calor para a região de temperatura intermediária.
O ciclo de absorção é composto por, basicamente, quatro processos, sendo dois deles caracterizados por trocas de calor e os dois outros caracterizados por trocas simultâneas de calor e massa.
Estes processos são os seguintes:
vaporização do refrigerante no evaporador; absorção do refrigerante pela solução no absorvedor;  separação (dessorção) do refrigerante no gerador;  condensação do refrigerante no condensador
Processos de (a) absorção produzindo o efeito de refrigeração e  dessorção de refrigerante necessitando de uma fonte de calor. o princípio geral de um sistema de refrigeração por absorção. Nela pode-se constatar que os processos de conversão de energia existentes neste sistema  ocasionam uma degradação de parte do calor fornecido ao ciclo no gerador, do nível de temperatura dessa fonte de calor até a temperatura do meio ambiente, para “valorizar” o calor transferido no evaporador da temperatura da região que se quer refrigerar até a temperatura do meio ambiente. Insumo Energético Gerador Condensador Meio Ambiente Absorvedor Evaporador Região.
Princípio geral de um sistema de refrigeração por absorção.
Este tipo de sistema de refrigeração também pode ser considerado como um duplo conversor de exergia:
o conjunto gerador-condensador é um conversor de exergia térmica em exergia química (a degradação de parte do calor fornecido ao ciclo no gerador, do nível de temperatura dessa fonte de calor até a temperatura do meio ambiente, provoca a separação do refrigerante da solução);
o conjunto evaporador-absorvedor é um conversor de exergia química em exergia térmica (a absorção do refrigerante pela solução acarreta a “valorização” do calor transferido no evaporador da temperatura da região que se quer refrigerar até a temperatura do meio ambiente).
Uma mistura homogênea tem composição uniforme e não pode ser separada em seus componentes por métodos puramente mecânicos.
Seu estado termodinâmico não pode ser determinado apenas por duas propriedades independentes, como no caso de uma substância pura.
A composição da mistura, descrita pela concentração (relação entre a massa de um dado componente da mistura e a massa total da mistura) é necessária como informação complementar às duas propriedades independentes (por exemplo, pressão e temperatura) para definir seu estado termodinâmico.
A miscibilidade de uma mistura é uma característica importante para definir seu potencial de aplicação em sistemas de absorção.
A misturas é miscível se ela não se separar após o processo de mistura.
Uma mistura miscível é homogênea.
Algumas misturas podem não ser miscíveis em todas as condições, sendo a temperatura n principal propriedade a influenciar a miscibilidade.
As misturas binárias destinadas a sistemas de absorção devem ser completamente miscíveis nas fases líquida e vapor, em todos os estados do ciclo refrigeração.
O conhecimento do comportamento de uma mistura binária em condições próximas à .região de saturação é importante nos sistemas de refrigeração por absorção.
Este comportamento pode ser analisado a partir da descrição da seguinte experiência.  mostra um dispositivo formado por um pistão e um cilindro que contém uma mistura binária na fase líquida, sendo x a concentração da substância B, definida por: 1 massa da substância B x = (1) massa da mistura (a) (b) (c)
Continuando-se o aquecimento da mistura será atingido o ponto, onde toda a mistura estará na fase vapor e, para aquecimentos adicionais, ter-se-á vapor superaquecido
Caso a pressão total seja alterada e o experimento descrito anteriormente seja repetido para várias concentrações, as linhas de vaporização e condensação serão deslocadas como.
Diagrama temperatura – concentração apresentando três isobáricas.
Uma representação mais completa das propriedades de uma mistura binária é feita através do diagrama entalpia-concentração,
Este diagrama inclui, para uma mistura binária homogênea, as regiões de líquido subresfriado, de mudança de fase e vapor superaquecido.
As linhas de vaporização e condensação estão separadas, para uma  mesma pressão, por uma distância proporcional à entalpia de vaporização de cada constituinte da mistura.
As linhas de temperatura constante são apresentadas nas regiões de líquido e vapor, mas não o são na região de saturação, apresenta a composição de um sistema de refrigeração por absorção simplificado.
Os componentes são:  gerador, onde há separação (dessorção) do refrigerante da substância absorvente; condensador, onde o refrigerante é condensado e há transferência de calor para o meio; válvula de expansão, destinada a reduzir a pressão do fluxo de refrigerante do nível do condensador para o nível do evaporador; evaporador, onde o refrigerante passa da fase líquida para a fase vapor, devido ao calor transferido da região a ser refrigerada; absorvedor, onde o refrigerante é absorvido pela substância absorvente, com transferência de calor para o meio;  bomba de solução, responsável pela transferência da mistura pobre em absorvente do absorvedor para o gerador.
Neste ciclo simplificado admite-se que apenas o refrigerante é vaporizado no gerador, e desta forma somente o refrigerante percorre o condensador, válvula de expansão e evaporador. Q Q ge cd Vapor de alta pressão Gerador Condensador ce ge cs Bomba Vá lvula Redutora Válvula de Expansão ee W Vapor de baixa b pressão Absorvedor Evaporador es Q Q as ab ev 
Pode-se observar  que o sistema de absorção tem essencialmente calor como insumo energético, uma vez que a energia consumida pela bomba de solução (trabalho de bombeamento) é muito menor que as quantidades de calor envolvidas nos trocadores de calor e massa, sendo desprezada em análises simplificadas.
Desta forma podem ser identificadas duas entradas de calor no sistema (no gerador e no evaporador) e dois rejeitos térmicos (no condensador e no absorvedor).
Uma análise comparativa do ciclo por absorção com o ciclo por compressão de vapor, como ilustrado  evidencia que os componentes evaporador, condensador e válvula de expansão são comuns aos dois ciclos.  o lado esquerdo representa o ciclo de compressão e o lado direito o ciclo de absorção, sendo que o evaporador e o condensador são comuns para os dois ciclos.
Entretanto, a função executada pelo compressor no ciclo de compressão, isto é o aumento dos níveis de pressão e temperatura do estado de saída do evaporador até o estado de entrada no condensador, é realizada no ciclo de absorção pelo conjunto absorvedor-bomba-gerador, que são os equipamentos onde ocorrem os processos de separação e mistura dos componentes da mistura binária empregada no sistema.
Estes processos são desencadeados pelas transferências de calor existentes no gerador e absorvedor.
Desta forma tem-se que o ciclo de absorção pode ser considerado como um ciclo que consome essencialmente calor, enquanto que o ciclo de compressão é um ciclo que consome trabalho.
Ciclo de absorção Ciclo de compressão Q Q ge cd Gerador Condensador Compressor Bomba Válvula de Expansão W W Válvula Redutora b cp Absorvedor Evaporador Q Q ab ev
Comparação entre os ciclos por compressão e por absorção. mostra uma representação simplificada para os dois ciclos, a partir dos níveis de temperatura entre os quais os ciclos operam.
Para o ciclo por compressão pode-se ter um sistema de refrigeração que transfere calor da região a T para T .
Para o ciclo de ev 0 absorção pode-se considerar um dispositivo que opera entre três níveis de temperatura ( T , T ev 0 e T ), composto por um motor térmico que opera entre T e T , acoplado a um ciclo de ge ge 0 refrigeração que transfere calor de T para T . ev 0 Compressão Absorção T ge Q ge Motor Térmico Q T cd 0 W Q Q cd ab W Refrigerador Refrigerador Q Q T ev ev ev .
Comparação entre os ciclos por compressão e por absorção. As representações permitem determinar as expressões dos valores máximos do coeficiente de eficácia dos ciclos de compressão e absorção, dados os níveis de temperatura entre os quais os ciclos operam, considerando que todos os processos sejam reversíveis.
Estas expressões são as seguintes:  para o ciclo de compressão T (2) = - ev COP TT () max 0 ev  para o ciclo de absorção ( ) - TT T ev ge 0 COP TTT = - (3) () max geev 0  A D C A .
NÁLISE E ESEMPENHO DO ICLO DE BSORÇÃO
O desempenho do ciclo de absorção é normalmente quantificado através do emprego do coeficiente de performance, definido para um ciclo de refrigeração como a relação entre a capacidade de refrigeração e a potência térmica consumida no gerador: & Q = ev COP Q & ge
O desempenho exergético do ciclo de absorção é dado pela relação entre o fluxo de exergia transferido à água gelada e o fluxo de exergia fornecido ao gerador do ciclo (Oliveira Júnior et al., 1990), como apresentado pela Eq. & Q (5) = ev ev & ex Q gege
A Equação evidencia que o rendimento exergético pode ser dado como uma função do coeficiente de eficácia e dos fatores de Carnot do evaporador e condensador: =  ev COP ex ge & e & A determinação dos valores de Q é feita a partir da realização dos balanços Q ev ge de massa e energia para o misturador e separador do ciclo de absorção.
Considerando um ciclo que opera com o par água-brometo de lítio, pode-se introduzir o parâmetro f , definido pela Eq.7, que permite a representação dos balanços de entalpia por unidade de vazão mássica do refrigerante evaporado (no caso em estudo água):  vazão mássica de solução diluída f vazão mássica de água evaporada.
É possível demonstrar que f pode ser expresso em termos das concentrações das soluções concentrada (em brometo de lítio) e diluída: x = - (8) c f x x cd Desta forma os balanços de entalpia por unidade de vazão mássica de água evaporada, para o separador (gerador e condensador), mostrado anteriormente , são dados por:
() =+- - qhfhfh 1 (9) gece gs ge = - (10) qhh cd cs ce Para o misturador (composto pelo absorvedor e evaporador) os balanços ficam: ( ) qfhh fh =-+- 1  ab as es ae qhh = -  ev es ee A Equação  pode então ser reescrita como: qhh - ==+- -  ev es ee COP qh f hfh () 1 gece gs ge e a vazão mássica de água evaporada é calculada a partir do balanço de entalpia no evaporador, considerando-se a carga térmica de resfriamento suprida pelo ciclo: Q &  ev m q = & ev ev
A compreensão dos processos que ocorrem no ciclo de absorção fica facilitada quando eles são representados nos diagramas temperatura-concentração-pressão, entalpia- concentração, temperatura de refrigerante-temperatura de solução-concentração, para soluções aquosas de brometo de lítio e no diagrama temperatura-entropia da água, mostrados, respectivamente,
O segmento ae-as representa o processo de absorção do vapor d’água pela solução de água-brometo de lítio.
O segmento ge-gs representa o processo de dessorção do vapor d’água da solução de água-brometo de lítio.
As duas substâncias que compõem o par refrigerante-absorvente devem atender um número de requisitos para serem adequadas para emprego em sistemas por absorção.
Os principais requisitos, segundo a ASHRAE (ASHRAE Handbook of FundamentaIs, 1981) são: Afinidade :
o absorvente deve ter grande afinidade química pelo refrigerante nas condições em que o processo de absorção ocorre.
Esta afinidade acarreta um desvio negativo do comportamento previsto pela lei de Raoult e resulta em um coeficiente de atividade menor que um para o refrigerante.
Isto reduz a quantidade de absorvente que circula e, conseqüentemente, o desperdício de energia devido aos efeitos de variação de temperatura.
Além disto o tamanho do trocador de calor que transfere calor do absorvente para a solução refrigerante-absorvente (existente em sistemas reais) pode ser reduzido.
Por outro lado , uma elevada afinidade está associada com uma elevada entalpia de diluição, tendo como conseqüência um consumo adicional de energia (na forma de calor) no gerador para separar o refrigerante do absorvente.
Relação de Volatilidades : o refrigerante deve ser muito mais volátil que o absorvente, de forma a permitir a separação das duas substâncias facilmente.
Entalpia de Vaporização/Condensação : as entalpias de vaporização e condensação do refrigerante devem ser elevadas para que as vazões de refrigerante e absorvente possam ser reduzidas ao mínimo possível.
Pressão :
é desejável que as pressões de operação sejam moderadas.
Pressões elevadas requerem o emprego de equipamentos com paredes espessas e pressões muito baixas (vácuo) demandam equipamentos volumosos e dispositivos especiais para reduzir a perda de carga nos escoamentos de refrigerante na fase vapor.
Viscosidade :
os fluidos devem ter baixa viscosidade para promover os processos de transferência de calor e massa, bem como reduzir problemas com bombeamento dos fluidos.
Ausência de Fase Sólida :
o par refrigerante-absorvente não deve formar uma fase sólida na faixa de composições e temperaturas existente nas condições de operação do sistema de absorção, pois isto poderia ocasionar uma parada do equipamento.
Estabilidade :
A estabilidade química deve ser praticamente absoluta, pois os fluidos são submetidos a condições severas durante os vários anos de operação do sistema.
Eventuais instabilidades podem resultar na formação de substâncias danosas como gases, sólidos ou uma substância corrosiva.
Corrosão :
é particularmente importante que os fluidos de trabalho ou qualquer substância resultante de instabilidade química não ataquem os materiais empregados no sistema de absorção. Inibidores de corrosão são geralmente empregados.
Segurança :
os fluidos de trabalho não devem ser tóxicos e nem substancialmente inflamáveis caso o sistema seja operado em ambientes ocupados por pessoas. Para aplicações industriais este requisito é menos crítico.
Representação dos processos que ocorrem no misturador absorvedor e no separador de um ciclo de absorção.
Os pares de fluidos de trabalho água-amônia e água-brometo de lítio são, atualmente, os únicos pares que têm largo emprego comercial e que satisfazem vários dos critérios listados anteriormente. Entretanto, estes pares também apresentam alguns inconvenientes.
Assim, a relação de volatilidades para o par água-amônia é menor que o desejado, apresenta pressões de trabalho levemente elevadas, e tem restrições para emprego em residências, devido à toxicidade da amônia.
Por outro lado o par água-brometo de lítio pode apresentar formação de fase sólida, uma vez que a água congela a 0°C, o que inviabiliza seu emprego para fins de refrigeração, caracterizando-o como adequado para sistemas destinados ao condicionamento ambiental.
Além deste aspecto o brometo de lítio pode cristalizar a valores moderados de concentração (por exemplo, há cristalização na concentração de 67% de brometo de lítio na solução para uma temperatura de saturação da água pura de 20ºC e temperatura da solução de 75ºC).
Outras desvantagens do par água-brometo de lítio estão associadas com os baixos valores de pressão de trabalho e altos valores de viscosidade da solução de brometo de lítio.
Os principais aspectos positivos deste par são alta relação de volatilidades e afinidade química, alta estabilidade, elevado valor da entalpia de vaporização/condensação, e alto padrão de segurança. Sistemas de Simples mostra um esquema de um “chiller” a absorção comercial de simples efeito do tipo fogo-indireto, onde pode ser observada uma das configurações dos principais componentes.
Durante a operação vapor é enviado para os tubos do gerador provocando a ebulição da solução absorvente que está em contato com a parte externa desses tubos.
O vapor de refrigerante (vapor d'água) liberado escoa para o condensador passando através dos eliminadores de gotas existentes entre estes dois componentes.
No condensador o vapor é condensado na parte externa de tubos resfriados por água que normalmente é a seguir enviada para uma torre de resfriamento.
Os dois processos, ebulição e condensação, ocorrem num vaso com mesmo valor de pressão, que é de cerca de 6,0 kPa. .
“Chiller” a Absorção de Simples Efeito (cortesia Trane Co.).
O refrigerante condensado passa através de um orifício ou purgador de líquido localizado no fundo do condensador sendo assim enviado para o evaporador.
No evaporador o refrigerante é borrifado sobre tubos por onde circula o fluxo de água que deve ser resfriado (proveniente da região que demanda efeito de refrigeração).
O resfriamento da água que circula no interior dos tubos é conseguido pela transferência de calor para o refrigerante (água líquida) provocando assim sua vaporização.
O refrigerante que não é vaporizado é coletado no fundo do evaporador, enviado para a bomba de refrigerante, passa no sistema de distribuição localizado acima no banco de tubos do evaporador, e finalmente é novamente borrifado sobre os tubos por onde circula a água gelada.
O refrigerante vaporizado é enviado para o absorvedor onde será absorvido pela solução proveniente do gerador.
A solução concentrada (por ter liberado vapor de refrigerante) que deixa o gerador escoa por um dos lados do recuperador de calor de solução onde é resfriada pelo fluxo de solução diluída que provém do absorvedor e se dirige para o gerador.
Consegue-se desta forma reduzir a quantidade de energia (na forma de calor) necessária para aquecer a solução no gerador.
Após passar pelo recuperador de calor a solução é enviada para o sistema de distribuição localizado acima dos tubos do absorvedor, sendo então borrifada sobre a superficie externa dos tubos do absorvedor.
Durante este processo a solução concentrada absorve o vapor de refrigerante que sai do evaporador.
Ao longo do processo de absorção é necessário transferir energia da solução devido aos processos de condensação e diluição do vapor de refrigerante na solução (“entalpia de condensação e diluição”). Para que isto ocorra há um fluxo de água de resfriamento que passa no interior dos tubos do absorvedor.
A pressão no vaso que contém o evaporador e absorvedor é de cerca de 0,7 kPa.
A solução diluída que deixa o absorvedor é bombeada pela bomba de solução para o recuperador de calor de solução e, posteriormente, para o gerador. apresenta algumas características típicas destes sistemas de absorção.
Os valores típicos de coeficiente de eficácia para unidades de grande porte, em condições estabelecidas pelas normas ARI (American Refrigeration Institute) situam-se entre 0,7 e 0,8 (ASHRAE, 1994)
Sistemas de Duplo Efeito Uma forma de melhorar o desempenho do sistema de simples efeito consiste em empregar o princípio de evaporação de múltiplo efeito tradicionalmente utilizado em indústrias químicas.
Para o sistema de absorção este tipo de concepção traduz-se em um sistema com gerador de duplo efeito.  mostra o esquema de um sistema de refrigeração a absorção existente no mercado, de duplo efeito e do tipo fogo-indireto.
Os principais componentes são análogos ao sistema de simples efeito, excetuando-se o gerador primário, condensador, trocador de calor e trocador de calor de subresfriamento de condensado.
A operação deste sistema é similar àquela do sistema a simples efeito.
O gerador primário é aquecido com vapor a cerca de 9 bar, havendo então a liberação do refrigerante. Este vapor é enviado para os tubos do gerador secundário onde se condensa, provocando a concentração da solução que escoa pela parte externa dos tubos, com a conseqüente liberação Sistema adicional de vapor de refrigerante (sem consumir uma qualltidade extra de insumo energético externo).
A pressão interna na região do gerador primário é de cerca de 1,02 bar.
(ASHRAE Refrigeration Handbook, 1994). CARACTERÍSTICA VALORES TÍPICOS
Pressão de entrada de vapor (bar) 1,6 - 1,8 Consumo de vapor (kg/h/TR) 8,3 - 8,5 Temperatura do fluido de aquecimento 115ºC a 132ºC, e 90ºC para sistemas de pequena capacidade Potência térmica fornecida (kW/TR) 5,3 a 5,4, podendo chegar a 5,0 para sistemas de pequena capacidade Temperatura de entrada da água de resfriamento 29,0 (ºC)
Vazão de água de resfriamento (l/min/TR) 13,6 até 24,2 para sistemas de pequena capacidade Temperatura de saída da água gelada (ºC) 6,0
Vazão de água gelada (l/min/TR) 0,15 (podendo chegar a 0,164 para sistemas de pequena capacidade) Potência elétrica consumida (kW/TR) 0,01 a 0,04 (com um mínimo de 0,04 para sistemas de pequena capacidade) Capacidade nominal (TR) 50 a 1660 (de 5 a 10 para sistemas de pequena capacidade) Comprimento (m) 3 a 10 (1,0 para sistemas de pequena capacidade) Largura (m) 1,5 a 3,0 (1,0 para sistemas de pequena capacidade) Altura (m) 3 a 10 (2,0 para sistemas de pequena capacidade)
Peso em operação (kgf) 5000 a 52000 (300 para sistemas de pequena capacidade)
O trocador de calor de solução adicional (trocador de calor de alta temperatura) opera com as soluções intermediária (que sai do gerador primário) e diluída (que vai para o gerador) e tem como objetivo pré-aquecer a solução diluída.
Devido à relativamente grande diferença de pressão entre os dois geradores, há um dispositivo mecânico de controle de vazão na saída deste trocador de calor para manter um selo líquido entre os dois geradores.
Uma válvula, colocada na saída do trocador de calor e controlada pelo nível de líquido do gerador primário, pode manter este selo.“Chiller” a Absorção de Duplo Efeito.
Um ou mais trocadores de calor podem ser empregados para sub-resfriar o condensado, pré-aquecendo as soluções diluída e/ou intermediária. Isto resulta na redução da quantidade de vapor requerida para produzir um dado efeito de refrigeração.
A solução concentrada que se dirige para o absorvedor pode ser misturada com a solução diluída e bombeada para ser borrifada sobre os tubos do absorvedor, ou então pode ser enviada diretamente do trocador de calor de baixa temperatura para o absorvedor.
Os “chiller” de duplo efeito podem ser classificados em função do fluxo que a solução absorvedora percorre no equipamento.
Existem três configurações atualmente em uso.
Configurações de fluxo para “chillers” duplo efeito (cortesia Trane Co.): (a) em série, (b) série-reverso e (c) em paralelo.
fluxo em série: toda a solução que deixa o absorvedor é enviada para uma bomba e em seguida passa, seqüencialmente, pelo trocador de calor de baixa temperatura, tocador de calor de alta temperatura, gerador do primeiro estágio, gerador do segundo estágio, trocador de calor de baixa temperatura e absorvedor  fluxo série-reverso : a solução que deixa o absorvedor é bombeada através do trocador de calor de baixa temperatura e em seguida enviada para o gerador do segundo estágio.
Neste ponto a solução é dividida em dois fluxos, sendo um deles dirigido para o trocador de calor de baixa temperatura e depois para o absorvedor.
O outro fluxo passa seqüencialmente por uma bomba, trocador de calor de alta temperatura, gerador do primeiro estágio e trocador de calor de alta temperatura.
Este fluxo reencontra a solução que sai do gerador de segundo estágio e ambos os fluxos passam pelo trocador de baixa temperatura, indo para o absorvedor o fluxo em paralelo : a solução que deixa o absorvedor é bombeada através de partes adequadas do trocador de calor combinado de alta e baixa temperatura, sendo em seguida dividida em dois fluxos, um que vai para o gerador do primeiro estágio e outro que vai para o segundo estágio.
Os dois fluxos retomam para as partes apropriadas do trocador de calor combinado, são misturadas e enviadas para o absorvedor.
Os sistemas de duplo efeito consomem vapor a pressões moderadas, de 6,5 a 10 bar, ou então líquidos com temperaturas de150 a 200ºC.
Os coeficientes de eficácia típicos vão de 1,1 a 1,2.
Um sistema de duplo eleito produz uma capacidade de resfriamento de cerca de 50 a 80% superior à de um sistema de simples efeito, para um mesmo consumo de energia. apresenta algumas características típicas de sistemas de duplo efeito encontrados no mercado. mostra um esquema de um chiller a absorção de duplo efeito do tipo fogo direto.
As principais diferenças com relação ao tipo fogo indireto consistem na não existência do trocador de calor para subresfriar o condensado (oriundo do vapor de alimentação do gerador do primeiro estágio) e no fato do gerador de primeiro estágio operar com gases de combustão.
A operação deste sistema é idêntica à descrita para o sistema de fogo indireto.
Os combustíveis normalmente empregados nos sistemas fogo direto são o gás natural ou óleo combustível, sendo que a maioria dos modelos pode utilizar os dois combustíveis.
São descritos a seguir os principais componentes de sistema de refrigeração a absorção que empregam o par água-brometo de lítio.
Gerador (dessorvedor)
O gerador pode ser do tipo fogo-direto e fogo-indireto.
O gerador do tipo fogo-indireto é um trocador de calor e massa do tipo casco e tubo, sendo que o fluido de aquecimento (vapor ou um fluido a temperatura moderada) escoa pelo interior dos tubos e a solução absorvente é mantida do lado do casco ou lançada na forma de “spray” por sobre os tubos.
O vapor de refrigerante liberado da solução passa por um separador líquido-vapor composto por chicanas e eliminadores de gotas, sendo posteriormente enviado para o condensador.
Materiais ferrosos são usados para o compartimento do absorvente.
Os materiais empregados para o banco de tubos podem ser cobre, ligas cobre- níquel, aço inoxidável ou titânio.
O gerador do tipo fogo direto é formado por três regiões: uma onde fica o queimador (“tubo de fogo”), outra por onde escoam os gases de combustão e finalmente a região onde é feita a separação das gotículas de líquido arrastadas pelo vapor de água.
O tubo de fogo é um vaso com parede dupla que contém em seu interior um queimador de gás natural ou óleo combustível.
A solução diluída escoa pela região anular (entre as duas paredes do vaso), sendo aquecida pela parede interna.
A região por onde circulam os gases de combustão é normalmente um trocador de calor do tipo tubular ou de placas, conectado diretamente ao tubo de fogo.
A solução aquecida proveniente do tubo de fogo é posteriormente aquecida no trocador por onde passam os gases de combustão, entrando em condições de ebulição.
Os gases de combustão deixam o gerador, enquanto que a solução absorvente e o vapor do refrigerante passam para a câmara de separação líquido-vapor.
Nesta câmara ocorre a separação entre o vapor e solução.
Os materiais de construção empregados são aço carbono para as partes que contém o absorvente e aço inoxidável para o trocador de calor que opera com os gases de combustão.
Os geradores de sistemas com duplo efeito ou sistemas com vários estágios de separação são usualmente do tipo casco e tubos, semelhantes àqueles de sistemas de um único efeito, sendo que o meio de aquecimento é o vapor de rcfrigerante que escoa no interior dos tubos do gerador primário.
Os materiais de construção são aço carbono para as regiões em contato com o absorvente e cobre ou ligas cobre-níquel para os tubos.
Os eliminadores de gotas são de aço inoxidável.
Sistemas de Refrigeração por Absorção
Condensador
Os condensadores são compostos por bancos de tubos localizados na região ocupada pelo vapor do refrigerante.
Estes tubos são resfriados por água que escoa pelo interior dos tubos, provocando a condensação do vapor na superfície externa dos tubos.
 O compartimento do condensador é construído em aço carbono e o material do banco de tubos é cobre ou cobre- níquel.
Os condensadores do estágio de alta pressão de sistemas de duplo efeito são a parte interna dos tubos do gerador do segundo estágio.
O refrigerante na fase vapor proveniente do gerador do primeiro estágio condensa no interior dos tubos, provocando a concentração da solução absorvente do gerador do segundo estágio.
Evaporador
Este trocador de calor é usualmente do tipo casco e tubo, sendo que o refrigerante é borrifado sobre a superfície externa dos tubos.
O líquido a ser resfriado passa pela parte interna dos tubos.
Os bancos de tubos do evaporador são construídos em cobre ou numa liga cobre-níquel.
O compartimento do evaporador é construído em aço carbono e os eliminadores de gotas em aço inoxidável.
Absorvedor
O absorvedor é composto por um banco de tubos sobre os quais a solução forte é borrifada na presença do vapor de refrigerante. Durante o processo de absorção há transferência de calor (entalpia de diluição e condensação) para a água de resfriamento que escoa através dos tubos.
A solução diluída é removida pela parte inferior do banco de tubos do absorvedor.
Os materiais empregados são aço carbono para o compartimento do absorvedor e cobre ou ligas de cobre-níquel para o banco de tubos.
Recuperador de calor da solução
Este trocador de calor é do tipo casco e tubo ou de placas e tem como objetivo transferir calor entre os dois fluxos de solução: o que deixa o gerador e o que deixa o absorvedor.
O material de construção é o aço carbono ou aço inoxidável. Sub-resfriador de condensado
Este trocador é empregado em sistemas de duplo efeito e destina-se a pré-aquecer a solução que entra no gerador, a partir do sub-resfriamento do condensado que deixa o estágio de alta pressão.
Trata-se de uma variante do recuperador de calor da solução.
Sistemas de Refrigeração por Absorção  Bombas
As bombas movimentam a solução absorvente e o refrigerante na fase líquida nos sistemas a absorção.
As bombas podem ser do tipo individual (um motor, um impulsor e um fluxo de fluido) ou combinado (um motor, múltiplos impulsores e múltiplos fluxos de fluido).
Os motores e bombas são herméticos ou semi-herméticos.
Os motores são resfriados e os mancais lubrificados pelo fluido que está sendo bombeado ou por um suprimento filtrado de refrigerante líquido.
Os impulsores são normalmente fabricados em latão, aço fundido ou aço inoxidável; as volutas são fabricadas em aço ou aço fundido impregnado.
Sistema de purga
Estes dispositivos são necessários nos sistemas de absorção que operam com o par água-brometo de lítio para remover incondensáveis (ar) que se infiltram no sistema ou hidrogênio (que é produto de processos de corrosão).
Os gases incondensáveis, mesmo em pequenas quantidades, podem acarretar redução na capacidade de resfriamento e até mesmo conduzir à cristalização da solução.
Células de paládio Estas células são encontradas em grandes Unidades do tipo fogo-direto e pequenas Unidades do tipo fogo-indireto.
Elas são destinadas à remoção de pequenas quantidades de hidrogênio gerado num processo de corrosão.
Estes dispositivos operam segundo o princípio de que membranas de paládio aquecidas são permeáveis apenas ao hidrogênio. Inibidores de corrosão
São empregados para proteger as partes internas do sistema de refrigeração de efeitos corrosivos provocados pela solução absorvente na presença de ar.
Os compostos típicos empregados são o cromato de lítio, nitrato de lítio ou molibdato de lítio.
Para que estes inibidores sejam eficazes os contaminantes e a faixa de pH da solução devem estar dentro de valores aceitáveis.
O controle do pH da solução é conseguido pela adição de hidróxido de lítio e ácido hidrobrômico. Aditivos para incrementar a transferência de calor e massa
Estes aditivos, como o álcool octílico, destinam-se a melhorar os coeficientes de transferência de calor e massa dos processos de absorção do vapor de água e resfriamento da solução de brometo de lítio.
Com estes aditivos reduz-se a tensão superficial e aumenta-se- a convecção na interface entre o vapor de refrigerante e a solução (efeito Marangoni), incrementando a taxa de absorção do vapor de água pela solução.
Controle do fluxo de refrigerante
O controle do fluxo de refrigerante entre o condensador e o evaporador é, normalmente obtido com orifícios (adequados para os estágios de alta ou baixa pressão) ou por purgadores de liquido (adequados apenas para condensadores de estágio de baixa pressão).
Controle do fluxo de solução
O controle do fluxo de solução entre o gerador e absorvedor é realizado através do emprego de válvulas de controle de vazão (para o gerador primário de sistemas de duplo efeito), bombas de solução de velocidade variável ou purgadores de líquido.
Controles Operacionais
A função primordial do sistema do controle é de operar com segurança o sistema de absorção, modulando sua capacidade para satisfazer as demandas de refrigeração.
Os sistemas modernos são equipados com sistemas eletrônicos de controle.
A temperatura da água que deixa o evaporador é fixada num valor desejado (set point).
Desvios deste valor indicam que a capacidade do sistema e a carga de refrigeração são diferentes.
A capacidade do sistema de refrigeração é ajustada através da modulação do sistema de controle da energia consumida (vapor, combustível).
A modulação da energia consumida implica numa mudança da concentração da solução absorvente que entra no absorvedor, caso a vazão da solução permaneça constante.
Alguns equipamentos empregam sistemas de controle da vazão de solução que é enviada para o gerador combinado com o controle de capacidade.
A vazão de solução pode ser reduzida através de válvulas reguladoras ou por alteração na rotação da bomba de solução, à medida que a carga de refrigeração diminui (diminuindo a carga térmica no gerador), possibilitando o aumento do coeficiente de eficácia em condições de carga parcial.
Quando há um abaixamento da temperatura da água de resfriamento (que alimenta o absorvedor e o condensador) pode ocorrer transporte de líquido do gerador para o condensador, com ocorrência de cristalização da solução absorvente no trocador de calor de baixa temperatura.
Devido a este fato, muitos sistemas de absorção dispõem de um controle que limita a entrada de energia baseado na temperatura de entrada da água de resfriamento.
Como o desempenho energético do sistema de absorção aumenta com a redução da temperatura do meio externo, a capacidade do sistema para operar com menores temperaturas de água de resfriamento é um aspecto importante, e deve ser analisado quando da especificação de suas condições de operação.
O uso de controles eletrônicos com algoritmos avançados de controle melhora significativamente o desempenho dos sistemas a absorção operando em cargas parciais, relativamente aos antigos sistemas de controle elétricos e pneumáticos.
Além disso, os controles eletrônicos tornam mais simples e confiáveis a operação e o estabelecimento das condições de operação (set up) dos “chillers” a absorção.
A seqüência de um procedimento típico de partida-operação-parada de um “chiller” a absorção, uma vez estabelecidos os fluxos de água gelada e água de resfriamento, é: um sinal de demanda de resfriamento é inicializado com, por exemplo, um súbito aumento na temperatura da água de resfriamento; . são verificados todos os sistemas de segurança do “chiller”; . as bombas de solução e do refrigerante entram em operação; . o queimador entra em operação (ou a válvula que controla o fluxo de vapor ou água quente é aberta);
O “chiller” começa a atender a carga de resfriamento e controla a temperatura da água gelada através da modulação da entrada de energia; . durante a operação todos os limites e requisitos de segurança são continuamente verificados e eventualmente ações corretivas são desencadeadas para assegurar condições seguras de operação; . quando a carga de refrigeração cai abaixo do valor mínimo suportado pelo “chiller”, o sistema de alimentação de energia é desativado; . as bombas de solução e refrigerante continuam a operar por alguns minutos para diluir a solução absorvente; . as bombas de solução e refrigerante são desativadas. o comportamento do coeficiente de eficácia, em condições de carga parcial, para sistemas de simples efeito e de duplo efeito (Stoecker e Jones, 1985).
Desempenho de sistemas a absorção de simples e duplo efeito em cargas parciais (Stoecker & Jones, 1985
Limites Operacionais  
A temperatura da água gelada que deixa o evaporador deve estar normalmente entre 4,4ºC e 15,6ºC. O limite superior é fixado pelo lubriricante da bomba de refrigerante e é relativamente flexível.
O limite inferior deve-se ao risco do refrigerante (água) congelar.
A temperatura da água de resfriamento fornecida aos tubos do absorvedor está, normalmente, limitada entre 7,2ºC e 43,3ºC (alguns sistemas limitam esta temperatura entre 21ºC e 35ºC).
O limite superior existe devido aos valores de pressão e diferença de pressão passíveis de ocorrer entre o gerador-absorvedor, condensador-evaporador, ou ambos, além de reduzir as concentrações da solução absorvente e efeitos corrosivos.
O limite inferior de temperatura existe porque, a valores excessivamente baixos de temperatura de água de resfriamento, a pressão de condensação cai muito e quantidades elevadas do vapor de refrigerante arrastam a solução para o condensador.
Abaixamentos bruscos da temperatura da água de resfriamento, para altas cargas de refrigeração, também podem ocasionar cristalização da solução.
Assim, alguns fabricantes diluem a solução com uma quantidade limitada de refrigerante líquido, para evitar a ocorência de cristalização.
Esta diluição é feita em etapas
O sistema de absorção que opera com o par NH -H 0 é um dos mais antigos sistemas 3 2 de refrigeração por absorção.
Neste para a amônia é o refrigerante e a água o absorvente.
Como a água e a amônia são voláteis o gerador de um sistema convencional é substituído pela combinação de um gerador e uma coluna de retificação.
Estes componentes são necessários para separar o vapor de água do vapor de amônia.
Um esquema de um sistema água-amônia está mostrada.
Água-Amônia.
Os níveis de pressão existentes no sistema são consideravelmente maiores que aqueles reinantes nos sistemas que operam com o par H 0-LiBr, devido ao emprego da amônia como 2 refrigerante.
As pressões de condensação situam-se em torno de 20 bar e as de evaporação em torno de 5 bar.
Para sistemas resfriados a ar, como o mostrado, os processos de condensação e absorção ocorrem no interior de tubos, para que a parte externa dos tubos possa ser aletada para melhorar a transferência de calor para o ar.
Para sistemas deste tipo obtém-se coeficientes de eficácia de cerca de 0,5.
Os principais componentes do sistema mostrado são:
Gerador :
o vaso vertical tem superficie externa aletada para melhorar a transferência de calor dos gases de combustão.
Na parte interna há um conjunto de pratos que permitem um contato íntimo entre o fluxo descendente de vapor e o fluxo ascendente de absorvente.
O ar de resfriamento do absorvedor e condensador Sistemas de Refrigeração por Absorção 30 é misturado com os gases de combustão efluentes do queimador, que depende do ventilador do condensador para manter o fluxo adequado de ar de combustão.
Trocadores de Calor :
a transferência de calor entre as soluções diluída e concentrada ocorre parcialmente no gerador-analisador.
A região contendo a solução concentrada escoa por um tubo, em forma de espiral, colocado na região dos pratos do analisador e no trecho do absorvedor resfriado pela solução.
Nesta região há a entrada da solução concentrada proveniente do gerador que vai absorver parte do vapor proveniente do evaporador.
Este processo ocorre na parte externa da serpentina por onde circula a solução diluída.
O processo de absorção continua no trecho do absorvedor resfriado a ar.
O retificador é um trocador de calor que consiste de uma serpentina em espiral através da qual escoa a solução diluída proveniente da bomba de solução.
Material dc enchimento é incluído no analisador para incrementar o contato entre o fluxo de condensado da serpentina (que é enviado para o gerador), e o vapor (que se dirige ao condensador resfriado a ar).
A função do retificador é concentrar a fase vapor (que vem do gerador) em amônia através do resfriamento e separação de parte do vapor de água.
Absorvedor e Condensador : estes trocadores são tubos aletados dispostos de forma que a maior parte do fluxo do ar de entrada passa pelos tubos do condensador e a maior parte do fluxo de ar de saída escoa pelos tubos do absorvedor.
Evaporador :
o líquido a ser resfriado é borrifado sobre uma serpentina por onde escoa amônia.
Durante este processo há transferência de calor para a amônia, com o conseqüente resfriamento da água.
A água gelada é coletada na parte inferior do evaporador e enviada para a bomba de água gelada.
Bombas de Solução :
o movimento alternativo de um diafragma flexível movimenta a solução através das seções de sucção e descarga.
Este movimento é conseguido através da geração de pulsos hidráulicos por uma bomba de pistão com pressão atmosférica na sucção.
Controle de Capacidade :
normalmente é empregado um termostato para ciclar a operação do sistema.
Um controle de temperatura de água gelada desliga os queimadores se a temperatura atingir valores próximos da condição de congelamento.
Sistemas de Refrigeração por Absorção apresenta algumas características de sistemas a absorção com o par NH -H 0 destinados ao resfriamento de ar.


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