domingo, 28 de abril de 2013

Controle Térmico de Ambientes


Controle Térmico de Ambientes
(Fernando França, DE – FEM Unicamp, ffranca@fem.unicamp.br) Criogenia:

Em meados do século XIX o homem descobriu a propriedade criogênica de gases: a capacidade de retirar calor de um sistema quando submetido à expansão.
E começou a fazer gelo, industrialmente, em grande escala.
A partir dessa época, então, tem início a atividade comercial de conservação de alimentos em grande escala. Não havia, sequer, os grandes entrepostos frigoríficos, mas sim as fábricas de gelo.
Nos setores comercial e residencial este gelo industrial era usado para fazer essa conservação dos alimentos em pequena escala.
Os gases refrigerantes usados neste início da história da refrigeração eram a amônia, o dióxido de enxofre e o cloreto de metil.
A refrigeração era, assim, um processo perigoso: explosivo, inflamável e tóxico!
Além do que, necessitavam de pressão elevada para atingir capacidade criogênica necessária à fabricação econômica de gelo.
Os compressores frigoríficos de então, dada a limitação tecnológica da época, eram tidos como máquinas perigosas, sujeitas a explosão. (Imagine se o compressor frigorífico do ar-condicionado do seu carro estivesse sujeito a explodir!
Poderia causar um estrago similar.
Somente em 1932 o cientista Thomas Midgely Jr inventou o Refrigerante 12, mais conhecido como Freon 12.
O Freon 12 é um cloro-flúor-carbono (CFC) que tem a característica de ser endotérmico quando expande ou quando vaporiza.
O Freon não é inflamável, não é explosivo, não é tóxico e não corroi metais.
A pressão necessária para que suas propriedades criogênicas ocorram com transferência apreciável de calor para ser aplicada praticamente, era bem inferior à requerida pelos gases refrigerantes conhecidos até então. Enfim, um “gás ideal”, “maravilhoso”.
Isto é, até descobrirem que o Freon destrói o ozônio da atmosfera, tão importante para barrar o excesso de radiação solar ultra-violeta na superfície da Terra: O3 + UV = O2 + O
O excesso de radiação UV deteriora a visão dos seres, altera a fotossíntese de vários cultivares, como a soja, o feijão, de hortaliças, como o repolho, além de intensificar o desenvolvimento de câncer de pele nos seres humanos.
E o Freon, nessas alturas, já era usado para outros fins:
Freon 11 (CFC-11) >> produção de espumas de poliestireno Freon 12 (CFC-12) >> ciclos de refrigeração Freon 13 (CFC-13) >> limpeza de circuito eletrônico Solução:
Usar outros gases refrigerantes, o hidro-cloro-fluor-carbono – HCFC – e o isobutano, por exemplo.
Banimento dos CFCs:
Regulação a nível mundial >>Protocolo de Montreal!!
O Ciclo de Refrigeração
Os ciclos de refrigeração, isto é, ciclos termodinâmicos de fluidos refrigerantes em equipamentos frigoríficos por compressão de vapor, são adequadamente representados em diagramas P x h (pressão-entalpia, diagrama de Mollier) e diagrama T x s (temperatura-entropia).
Diagrama de Mollier (P x h) para o refrigerante 22 (Freon 22)
Observe, no diagrama de Mollier, as regiões de líquido sub-resfriado, à esquerda de x = 0, de vapor úmido, 0 < x < 1, no envelope, e vapor super-aquecido, à direita de x = 1.
O ciclo de compressão de vapor é o mais utilizado em equipamentos frigoríficos para produção de frio: para conforto térmico ambiente e para resfriamento e congelamento de produtos.
Frigorífico de produtos por compressão de vapor por expansão direta
um sistema frigorífico para produtos: os ovos estão na câmara frigorífica, que é mantida à temperatura baixa pela troca de calor que ocorre no evaporador.
O evaporador é um trocador de calor (no caso, de tubos aletados) que resfria o ar que circula na câmara, movimentado pela ação do ventilador.
No evaporador ocorre a evaporação do fluido refrigerante, idealmente um processo isobárico (na realidade, com pequena variação de pressão). Ainda no interior da câmara, próximo do evaporador, está o dispositivo de expansão (a válvula termostática).
Este então é um dispositivo frigorífico de expansão direta: a expansão ocorre no ambiente a ser resfriado. No exterior da câmara estão o compressor e o condensador (e outros dispositivos auxuliares, como o vaso acumulador e o filtro).
Esse é exatamente o esquema de uma geladeira comum, por compressão de vapor.
Outras possibilidades de sistemas frigoríficos (geladeiras, condicionadores de ar, resfriadores diretos e indiretos, etc) são as de ciclo de gás (não há mudança de fase), absorção (veremos rapidamente mais à frente) e a de efeito Peltier (há alguma informação sobre o efeito Peltier no texto de temperatura 
Veja um sistema indireto: o ambiente (ou processo) será resfriado ou condicionado for um fluido secundário, isto é, um fluido de transferência que não é o refrigerante com o qual opera o ciclo.
No caso, o fluido de trabalho é resfriado pelo refrigerante no evaporador e “transporta o frio” para o ambiente adequado.
Um tal sistema é conhecido no meio técnico como “chiller”, do inglês, isto é, um resfriador.
Neste chiller , o refrigerante circula do compressor para o condensador, passa pelo vaso acumulador, expande-se na válvula de expansão termostática, evapora-se no evaporador, retirando calor de um fluxo de água.
É esta água resfriada que será utilizada no processo para resfriar um ambiente, um produto, um outro fluxo de líquido.
Assim, este é um sistema indireto.  possibilidades para a condensação: condensador resfriado a ar (trocador de tubo aletado, normalmente), ou condensador resfriado a líquido (geralmente um trocador casco-e-tubo - shell and tube).
Quando um condensador resfriado com líquido é usado, a maioria das vezes a água é o fluido de resfriamento, e uma torre de refrigeração (para resfriar a água aquecida no condensador, para que possa ser usada em um circuito fechado) é usada.
O evaporador do chiller é um casco-e-tubo.
Compressor Condensador a ar remoto Válvulas de Expansão Evaporadores
A geladeira doméstica: um exemplo de ciclo de compressão de vapor
Mas, efetivamente, o que é o ciclo frigorífico de compressão de vapor?
Ele consiste de uma série de processos executados sobre e por um fluido de trabalho, denominado de refrigerante.
A geladeira da sua casa, por exemplo, e o aparelho de ar condicionado de janela, da sala de aula, ambos devem funcionar com o Refrigerante 22, o mais comum, também conhecido por Freon 22 (em tempo, ciclos de compressão modernos já estão utilizando refrigerantes “ecológicos”, que não afetam a camada de ozônio da atmosfera pois refrigerantes cloro-fluor-carbonados destroem o ozônio O3 da atmosfera).
Assim como o ciclo de compressão de uma geladeira de boteco, o ar-condicionado de seu carro, o sistema de condicionamento central de um edifício, de um “shopping center”, e vários outros, industriais, comerciais e residenciais.
O ciclo é constituído dos seguintes processos: . compressão de vapor, isto é, um compressor realiza trabalho sobre o vapor, transfere potência a ele;  a condensação do vapor, que ocorre no condensador (o trocador de calor à direita, na figura acima); 3. a expansão do líquido após o condensador, que ocorre na válvula termostática ou em um tubo capilar; . a evaporação do líquido no evaporador.
Como em toda análise de ciclos, vamos começar analisando um ciclo ideal de compressão de vapor.
Vale lembrar, novamente, que ciclos reais desviam-se dos ciclos idealizados, isto é, o ciclo ideal serve, para nossa análise do ciclo real, como uma referência, um objetivo a atingir (apesar de inalcançável, mas engenheiro tem um quê de alquimista, e segue em frente) , através da melhoria de cada processo que o constitui.
Veja então um ciclo ideal de compressão de vapor, representado esquematicamente e no diagrama de Mollier (P versus h):
o ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor no diagrama de Mollier Ciclo de compressão de vapor ideal no diagrama de Mollier
O equacionamento do ciclo ideal: seja a formulação simples da Equação da Energia, conforme dada abaixo, aplicável para um sistema em regime permanente, para um escoamento unidimensional com uma entrada e uma saída, isto é, ms = me = m.
Cada um dos processos que formam o ciclo devem ser analisados separadamente:
Compressão >> Modelo Ideal do Compressor
No compressor só há um fluxo de entrada e um de saída: me = ms = m.
Vamos desprezar a variação das energias cinética e potencial entre a entrada e saída do compressor; e vamos admitir que o processo de compressão é adiabático e reversível, isto é, é isoentrópico, .
Assim, se o processo ocorre em regime permanente e se W é o trabalho realizado sobre o VC,
Os estados, representados por números, 
As propriedades do refrigerante em 2 são conhecidas desde que se fixe a pressão de condensação, pois o processo é isoentrópico.
Condensador e Evaporador >> Modelo Ideal do Condensador e do Evaporador
As premissas são:  regime permanente;  só existe trabalho de escoamento (incluído na entalpia); só existe um fluxo de entrada e um fluxo de saída, me = ms = m;  variações de energia cinética e potencial são desprezíveis frente à variação da entalpia, e a pressão é constante (esta é uma aproximação!).
Assim: Condensador ideal:  Evaporador ideal:
Válvula de Expansão >> Modelo Ideal da Expansão
As premissas são: . regime permanente;  processo adiabático; . só existe um fluxo de entrada e um fluxo de saída, me = ms = m; . variação de energia potencial é desprezível . variação de energia cinética pode ser desprezível.
Assim: Expansão ideal: Isto é, Evaporador ideal: (processo isoentálpico!)
Conseqüentemente, é irreversível pois não é isoentrópico (volte ao diagrama de Mollier para verificar): isto é, um processo adiabático isoentálpico não é isoentrópico (e não é reversível)
Representação esquemática do ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor no diagrama T versus s. Ciclo ideal de compressão de vapor, diagrama T x s Ciclo real de compressão de vapor, diagrama T x s Diferenças entre os ciclos ideal e real de refrigeração por compressão de vapor no diagrama P versus h (Mollier).
Em um ciclo de refrigeração, o objetivo é a remoção de calor do ambiente a ser refrigerado.
Assim, seu COP – Coeficiente de Performance, isto é, Coeficient of Performance, é definido como sendo a razão entre o calor retirado e o trabalho realizado:\ Idealmente,
O COP depende:  da temperatura de evaporação (vaporização);  da temperatura de condensação  propriedades (funções de estado) do refrigerante na sucção do compressor, e. de todos os componentes do sistema: compressor, condensador, etc, etc.
Refrigeradores Domésticos
O refrigerador doméstico é hoje, sem dúvida, o mais importante entre os eletrodomésticos.
Refrigeradores domésticos, as populares geladeiras e “freezers” são sempre máquinas frigoríficas por compressão de vapor, e o R-12 é ainda o refrigerante mais utilizado, apesar de que, a partir do Protocolo de Montreal, de 1990, tem sido progressivamente substituído por R134a, R600 (n-butane), R600a (iso-butane) ou R600b (cyclo-pentane).
Os refrigerantes hidrocarbonetos “modernos”, butano e pentano, têm pressão de vapor mais baixa que os Freon e o R134, fazendo com que a pressão no evaporador esteja abaixo da atmosférica, vácuo, algum valor por volta de 58 kPa., Propriedades de refrigerantes de uso doméstico
Refrigerante R12 R134a R600a Nome, fórmula Dicloro-difluoro-metano, CCl2F2 1,1,1,2-tetrafluoro-etano, CF3CH2F Iso-butano, CH3)3CH Massa molar [kg/mol] 0.121 0.102 0.058
Temperatura ebulição [K] 243.2 246.6 261.5
Temperatura Crítica [K] 388 374 408
Pressão Critica [MPa] 4.01 4.07 3.65
Densidade a 25 ºC [kg/m3] 1470 1370 600 Pressão vapor a 25 ºC [kPa] 124 107 58
Enthalpia vaporização a 25 ºC [kJ/kg] 163 216 376
Exemplo de cálculo de ciclo de refrigeração: U
m sistema de refrigeração por compressão de vapor opera com Freon-12.
A vazão mássica do sistema operando em condição de regime permanente é de 6 kg/min.
O Freon entra no compressor como vapor saturado a 1,5 bar, e sai a 7 bar.
Assuma que o compressor tem rendimento isoentrópico de 70%.
O condensador é do tipo tubo aletado, resfriado com o ar ambiente.
Na saída do condensador o Freon está como líquido saturado.
A temperatura da câmara frigorífica é –10 0C e a temperatura ambiente é 22 0C.
Considere que as trocas de calor no sistema ocorram somente no evaporador e no condensador, e que evaporação e condensação ocorram sob pressão constante.
Pede-se:  a representação dos processos termodinâmicos do ciclo nos diagramas P x h e T x s; 2-
A eficiência de Carnot deste ciclo; 3- O COP do ciclo;
A capacidade de refrigeração do ciclo; 
O rendimento exergético do ciclo.
Notar que h2s é facilmente obtido se a compressão é isoentrópica.
E que h2 é calculado sabendo-se a eficiência do processo de compressão.
Assim, h2 = h1 + (h2s – h1)/0,7 = 217,88 [kJ/kg]  a representação dos processos termodinâmicos:  a eficiência de Carnot, COPc:  a eficiência do ciclo, COP:  a capacidade de reefrigeração, em kW:
Exercícios sugeridos: 
Um ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor opera com Freon 12.
As temperaturas fria e quente são, respectivamente, 20 0C e 40 0C (câmara frigorífica e ambiente, no caso, estão à temperatura de evaporação e condensação, o que é teórico, evidentemente).
O refrigerante entra no compressor como vapor saturado a 20 0C e sai do condensador como líquido saturado a 40 0C.
O fluxo mássico é 0,008 kg/s.
Calcular a potência do compressor, a capacidade de refrigeração em TR (toneladas de refrigeração), a eficiência do ciclo e sua eficiência de Carnot.
Respostas:
0,0747 kW; 0,277 TR; 13,03; 14,65. 2.
Altere as temperaturas de evaporação e condensação dadas no problema , de forma a se ter um processo que se aproxime mais de um processo real.
Considere que a temperatura de evaporação é, agora, 12 0C.
E a pressão de condensação é 1,4 Mpa.
Calcular a potência do compressor, a capacidade de refrigeração em TR e a nova eficiência do ciclo. Solução: 0,16 kW, 0,23 TR e 5. .
Recalcular o ciclo do problema  mas considerando agora que a eficiência isoentrópica do compressor é 80% e que o líquido sai do condensador a 48 0C. Solução: 0,20 kW, 0,25 TR e 4,35.


pu7imw@ibest.com.br
O nosso futuro..???

terça-feira, 2 de abril de 2013

você está pensando em comprar um ar condicionado split

você está pensando em comprar um ar condicionado split, deve considerar seriamente em comprar um com a tecnologia inverter. Sua conta de luz pode ter uma boa economia com esses ar condicionados.

Como funciona o inverter no ar condicionado split

O funcionamento de um ar condicionado split sem inverter.
Todo ar condicionado, seja ele de janela ou split, conta com um compressor e um termostato. 
Quando ligamos o ar condicionado, o compressor começa a funcionar e vai reduzindo a temperatura do ambiente até que ela “atinja” a que foi regulada no termostato: quando elas se igualam, o termostato desliga o compressor, mantendo apenas a ventilação do ar condicionado.
Um ponto que deve ser esclarecido: o termostato mede a temperatura do ar que volta para o ar condicionado.
É possível, e na verdade sempre ocorre, que em outros pontos este ar esteja muito mais frio.
Esse é um dos motivos das frequentes brigas de pessoas que reclamam que está muito frio enquanto outras dizem que não, porque o termostato do aparelho está em 22o. C…
Mas o calor continua penetrado e sendo produzido no ambiente e por isso a temperatura vai subindo pois apenas a ventilação do ar condicionado está funcionado.
Quando a temperatura do ar que volta para o ar condicionado atinge a que o termostato está regulado, o compressor volta a funcionar e começa novamente a refrigerar o ambiente.
Esse é um ciclo que se repete nos ar condicionados , com os seguintes problemas:
o compressor do ar condicionado liga e desliga gerando picos de voltagem, o que faz, por exemplo, que algumas lâmpadas oscilem e pode até mesmo queimar alguns aparelhos elétricos
o compressor sempre funciona na sua rotação máxima e com o consumo máximo.
Um ar condicionado não-inverter pode ser comparado ao ligar e desligar duma lâmpada.
Ligar um aparelho deste tipo significa que funcionará no máximo de sua capacidade.
a temperatura oscila acima e abaixo do termostato
O funcionamento de um ar condicionado com inverter
De modo a resolver os problemas que um ar condicionado apresenta no seu funcionamento, pesquisadores japoneses chegarem a conclusão que se eles conseguissem alterar a velocidade de rotação do compressor (cerca de 3.000 RPM na capacidade máxima) eles superariam todos os problemas.
Daí nasceu o inverter, que na prática é colocar um inversor de frequência para controlar a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado.
O inverter controla a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado conforme a necessidade de refrigerar mais ou menos um ambiente.
Quando compramos um ar condicionado, a carga térmica é feita para a maior quantidade de calor (medido em BTU/h) que pode ser necessária retirar de um ambiente.
No dia a dia essa quantidade de BTU/h costuma ser menor (muitas vezes bem menor) do que a capacidade máxima do ar condicionado. A realidade é que pagamos mais BTUS do que geralmente usamos…
Quando uma menor quantidade de calor, BTU/h, precisa ser retirada do ambiente o inverter reduz a velocidade de rotação do compressor.
Quando é necessário retirar mais calor, o inverter aumenta a velocidade e assim sucessivamente
Com isso um ar condicionado split com inverter tem as seguintes vantagens:
o compressor nunca desliga evitando os picos de voltagem;
a velocidade de rotação do compressor é varável economizando energia
a temperatura praticamente não oscila no ambiente
Na prática, e no seu bolso, um ar condicionado split com inverter pode economizar entre 30 a 40% de energia que um modelo com a mesma capacidade mas sem inverter.
Inverter no ar condicionado janela?
Nada impede que seja feito um ar condicionado janela com inverter – ele tem o mesmo princípio de funcionamento (ciclo de refrigeração) que um ar condicionado split.
No entanto por motivos de marketing é improvável que venha a ser feito um.
As empresas fabricantes de ar condicionado apostam no split, seguindo uma tendência mundial (na China, por exemplo quase todos os ar condicionados vendidos são split).
Ou seja, o split vai conquistar uma fatia cada vez maior do mercado de ar condicionado e é provável que pouco avanço tecnológico ocorra com os aparelhos do tipo janela.
Comprar um ar condicionado split com inverter barato?
O inverter é uma tecnologia nova e nem todos os fabricantes de ar condicionado contam com aparelhos com ela.
Por isso o aparelho com inverter ainda tem uma diferença grande de preço (30 a 50%, dependendo do fabricante) do modelo sem ele. Felizmente essa diferença vai diminuir rápido com mais e mais fabricantes utilizando-a.
Assim, aconselhamos a calcular o consumo do ar condicionado, antes de comprar um.
Pode ser que você pague a diferença de preço do ar condicionado split com inverter em poucos meses…
Inverter, um inversor de frequência no ar condicionado
Mais e mais pessoas estão procurando comprar ar condicionado split com inverter pois isso representa uma economia de 30 a 40% no consumo de energia.
O interessante é que o inverter do ar condicionado na da mais é do que um inversor de frequência que controla a velocidade de rotação do compressor conforme a necessidade de retirar mais ou menos calor do ambiente.
O inversor de frequência não é uma tecnologia nova mas o seu uso em ar condicionado sim.
Cada vez mais o ar condicionado e a refrigeração como um todo irão incorporar conhecimento e tecnologia de comandos elétricos, eletrônica, CLP, etc em seu funcionamento.
Um técnico não pode pensar em parar de estudar nunca pois rapidamente se verá fora do mercado de trabalho.

O funcionamento de um inversor de frequência
Para você, que não conhece o funcionamento de um inversor de frequência e o funcionamento do inverter em ar condicionados do tipo split, colocamos o vídeo abaixo para você ter uma ideia e ver o que é possível se fazer com um inversor de frequência na refrigeração.

Vídeo de um invesor em funcionamento.
Fonte Senai.

J.P.Gomes

sábado, 17 de novembro de 2012

1 btus por (metro quadrado) = 1 055,05585 kg / s2


Na hora de comprar um aparelho de ar condicionado a preocupação sempre é a de tornar um determinado ambiente mais confortável para o lazer, descanso, ou trabalho.
Mas qual a capacidade do ar condicionado que poderá climatizar satisfatoriamente este ambiente?
Qual a importância da escolha da capacidade correta?
Dimensionar corretamente a capacidade do aparelho de ar condicionado de acordo com a necessidade do ambiente é essencial para se obter o melhor conforto térmico com o menor gasto de energia elétrica.
A capacidade dos aparelhos de ar condicionado é medida em BTU's (Significa Unidade Térmica Britânica por hora).
Por ser uma unidade britânica não tem nenhuma relação com nosso sistema centigrado, a quantidade de 1 BTU é definida como a quantidade de energia necessária para se elevar a temperatura de uma massa de uma libra de água em um grau fahrenheit.
Para sabermos a capacidade correta do aparelho de ar condicionado devemos saber quantas pessoas e equipamentos elétricos que emitem calor estarão presentes no ambiente, além disto devemos considerar fatores como o nível de insolação, ou seja, se o ambiente é exposto a no máximo o sol da manhã, ou se nele incide o sol da tarde ou do dia todo.
Podemos determinar a capacidade de BTU's através de uma tabela pronta, ou realizando o cálculo personalizado.
Tendo como base a presença de duas pessoas no ambiente podemos seguir a seguinte tabela: Tamanho do Ambiente Sol de Manhã Sol à Tarde ou o Dia Todo. 
Para cada pessoa ou equipamento eletrônico a mais no ambiente acrescentar 600 BTU's.
Se preferir realizar um cálculo mais personalizado pode-se utilizar a regra de 600 BTU's por m² (metro quadrado) para até duas pessoas, e mais 600 BTU's por pessoa ou equipamento que emita calor no ambiente.
Por exemplo, em um quarto de 12m² em que durmam duas pessoas e possua um aparelho de televisão que fica ligado durante boa parte da noite, o cálculo seria: 12m² x 600 = 7200 + 600 = 7800 BTU's. Caso o ambiente sofra com a exposição ao sol, o cálculo deve ser feito com 800 BTU's por metro quadrado para até duas pessoas.
Aparelhos adicionais e outras pessoas continuam acrescentando 600 BTU's ao resultado final.
No exemplo acima teríamos: 12m² x 800 = 9600 + 600 = 10200 BTU's.
A capacidade correta trará como benefício um ambiente mais agradável e economia de energia elétrica, uma vez que o aparelho de ar condicionado poderá interromper seu funcionamento durante uma maior parte do tempo se comparado a um aparelho de menor capacidade para o mesmo ambiente

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SUBSTITUIÇÃO DO R-22 Aparti de 2015


artigo técnico sobre  compressores centrífugos, rotativos e de parafuso, e até em sistemas de absorção, embora ainda em caráter experimental.
Nenhum outro refrigerante teve seu uso tão pouco  sobre  o  uso  de  substâncias  empregadas  como  intermediários  na  fabricação de outros
produtos químicos.
O próximo passo na transição para refrigerantes  não  agressivos  ao meio ambiente amplamente difundido como o R-22, tanto em termos de capacidade de refrigecidos pelo Protocolo de
Montreal para interrupção da produção do R-22, embora o  meio-ambiente consiste na substituição do  R-22,  o  fluido  refrigerante  adotado pela grande maioria dos equipamentos de refrigeração em operação.
Utilizado nos mais diversos setores econômicos, ração como de aplicação comercial.
No entanto, o R-22 pertence a uma classe de substâncias denominada de hidrocloro fluorcarbonos (HCFCs) - prejudicial ao meio-ambiente, motivo pelo qual suas metas de redução parcial ou congelamento  da  produção  possam  ter  sido  previamente  adotadas 
por  alguns  dos  países integrantes, notadamente na Europa, a fim de acelerar o processo.
As metas impostas 40, tais como residencial, comercial, industrial e de transporte, sua faixa de aplicação é a mais ampla dentre os fluidos refrigerantes  disponíveis,  tendo  sido empregado em sistemas com capacidades de refrigeração entre 2kW e 33MW (0,5  e  9.500  TRs). 
Como  nenhum  dos potenciais  substitutos  é  tão  versátil quanto  o  R-22,  sua  escolha  depende fortemente da aplicação.
INTRODUÇÃO
O uso vem sendo gradativamente reduzido de  acordo  com  as  metas  estabelecidas pelo
Protocolo de Montreal (UNEP 1987, 2003a).
Este tratado internacional firmado em 1987 regulamenta apenas o “consumo” do R-22:
definido como a soma da quantidade  produzida  e  da  importada, subtraída  das  quantidades  exportada  e destruída.
O Protocolo de Montreal não
atua sobre aplicações futuras do refrigerante em uso ou que tenha sido
estocado  antes  dos  prazos 
estipulados,  tamtas pelos govermos dos EUA e Canadá.
Mesmo após a interrupção da produção,uma ampla quantidade de equipamentosque operam com o R-22 permanecerá em funcionamento por décadas.
O fluido necessário à manutenção de tais equipamentos  será  obtido  através  da  produção  de pequenas quantidades sob licença, de reservas estocadas antes da data final deprodução e do
reaproveitamento do refrigerante de sistemas sucateados ou recém usado,
Desde seu descobrimento em 1928 e início da comercialização em 1936, o refrigerante R-22 vem sendo largamente empregado em sistemas de refrigeração dos mais  diversos  portes,  desde  aplicações de baixa capacidade  como condicionadores de ar de janela de 0,5 TR (2kW) - até  chillers  e  bombas  de  calor  usados para refrigeração distrital, com capacida- des em torno de 9.500 TRs (33MW).
Dada sua ampla faixa de aplicação, o R-22 temsido utilizado nos mais diversos equipamentos de refrigeração, tais como compressores  scroll  e  recíprocos,  compressores.
NOTAS:
São impostas reduções graduais para o consumo coletivo de HCFCs (para os países citados no artigo 5.1 apenas um congelamento em 2015), embora seja permitido que cada país determine individualmente como atingir tais metas com base na média ponderada pelo potencial de degradação da camada de ozônio (ODP) de cada substância e no seu respectivo uso. Segue  as  regras  do  CAAA  (Clean  Air  Act  Amendments)  de  1990  e  está,  atualmente, implementando o 40 CFR 82. Prazos para interrupção da produção do R-22, com início em 1º de Janeiro do ano indicado. 2015
As datas referem-se apenas à produção e importação de R-22

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AVISO..

AVISO..

O principal motivo para manutenção e limpeza de ar condicionado são os ambientes fechados que impedem a circulação do ar, fazendo com que a umidade permaneça sempre a mesma, pois o ar que circula no interior do ambiente não é renovado, mantendo os poluentes nele existentes, como fungos, poeira, fumo, bactérias, ácaros e bolor.
Podemos sentir os efeitos da poluição do ar logo após a exposição ou podemos senti-los anos depois. o ar condicionado consegue prevenir e reduzir estes efeitos negativos para a saúde.
Por que fazer manutenção periodicamente ???
Aumento do rendimento .
Prolongamento da vida útil do equipamento bem como do compressor.
Evita quebras, reduzindo os gastos com trocas de peças
Reduz o consumo de energia, protegendo contra quedas de tensão
Proteção contra corrosão
Manter os aparelhos limpos evita a concentração de ácaros, fungos, mofos e bactérias, mantendo o ar sempre puro.
Respeito a Legislação ( Portaria 3.523/98 – Ministério da Saúde )
É altamente recomendado que a manutenção seja feita por uma empresa autorizada, e por técnicos altamente treinados pelos fabricantes.
A manutenção com uma empresa que não cumpra as determinações acima pode acarretar na perda da garantia do equipamento, tanto sobre a manutenção como da instalação.

Telefone: 55+84-88493630
Email    : pu7imw@ibest.com.br

Gomes.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SET-POINT’ VARIÁVEL MYCOM 200LH SABROE

 Os sistemas térmicos operam na maior parte do tempo fora de suas condições nominais de projeto. Nos sistemas de refrigeração industrial, a operação com carga térmica parcial ocorre em função de diversos fatores e o consumo de energia apresenta grande variação em função do ciclo de operação. Neste trabalho é proposta a otimização energética dos sistemas frigoríficos por compressão a vapor através da operação co m regime variável para o ciclo frigorífico, especificamente através da operação com ‘set-point’ de temperatura de evaporação variável.
É discutida ainda a determinação da carga térmica e as características dos diversos sistemas de congelamento a crescente importância dos alimentos refrigerados no mundo e cita como tendências futuras o desenvolvimento de aditivos e a reformulação dos alimentos para controlar os processo de congelamento e o aprimoramento dos processos e equipamentos atuais através de grupos de projeto interdisciplinares.
A grande maioria dos trabalhos sobre simulação de sistemas de refrigeração trata de sistemas por compressão a vapor compostos de compressores alternativos, condensador, válvula de expansão e evaporadores que operam com expansão seca.
Isso se deve provavelmente à larga aplicação desses dispositivos na refrigeração comercial e residencial.
Os sistemas de refrigeração industriais apresentam configurações diferentes dessas, incluindo compressão em duplo estágio, reservatórios a baixa pressão e evaporadores com circulação de líquido.
Para os sistemas com expansão seca a introdução de sistemas de controle com válvulas controladas e conversores de frequência parece ser a solução predominante a fim de se obter a melhoria de eficiência desejada.
Nas instalações industrias, entretanto, isso nem sempre é possível ou desejável, dadas as diferenças entre as configurações dos sistemas.
A potencialidade de redução do consumo de energia, no entanto, existe da mesma maneira,
Nesse sentido, a variação dos ‘set-points’ de operação das instalações industriais como resposta às variações da carga térmica pode oferecer vantagens devidas à operação em condições mais favoráveis.
Paralelamente, têm sido feitos esforços crescentes no sentido de melhorar a eficiência dos equipamentos do ciclo frigorífico como trocadores de calor, compressores e válvulas de expansão, o que contribui para uma maior flexibilidade de operação das instalações industriais.
No ciclo de compressão a vapor, o trabalho fornecido ao compressor é utilizado para elevar a pressão e a temperatura do vapor de fluído refrigerante que chega ao compressor.
Esse vapor a alta pressão e temperatura vai para o condensador onde rejeita calor para o meio, condensando o fluído refrigerante.
O líquido condensado segue em direção a um dispositivo de expansão onde o fluído passa do estado líquido a alta pressão para uma mistura líquido-vapor a baixa pressão e temperatura.
O fluído refrigerante então retira calor do ambiente ou sistema a ser refrigerado, utilizando esse calor para se vaporizar, seguindo em direção ao compressor, onde completa o ciclo.
Um sistema frigorífico visa fornecer as temperaturas necessárias ao processamento e estocagem dos produtos.
A determinação das temperaturas e pressões ideais de operação do ciclo é feita pelo conhecimento das características do produto e do processo e também do ciclo frigo rífico e seus componentes.
Por ser formado somente por processos reversíveis, o ciclo de Carnot é o que apresenta máximo coeficiente de eficiência.
Ciclo de Compressão a Vapor
A obtenção de um COP elevado está relacionada à redução do trabalho necessário para um dado efeito de refrigeração.
A redução da temperatura de condensação ou a elevação da temperatura de evaporação implicam num aumento do COP.
Pode-se dizer ainda que o COP do ciclo está relacionado às diferenças de temperatura entre o ambiente refrigerado e o evaporado e entre o condensador e a atmosfera.
Para um ciclo de compressão a vapor básico, temos : h - h COP =  1 4 h - h 2 1 onde os índices referem-se aos estado h - entalpia (kJ/kg).
Existem fatores de ordem técnica e econômica que impedem a reprodução prática do ciclo ideal de refrigeração.
Podemos citar a inviabilidade da utilização de turbinas para expansão do fluído refrigerante e o fato de que a compressão da mistura líquido-vapor pode causar danos aos compressores.
Ciclo Padrão de Compressão a Vapor.
A modificação do ciclo de Carnot, compressão isoentrópica até a pressão de condensação, resfriamento e condensação do vapor até líquido saturado a pressão constante expansão isoentálpica até a pressão de evaporação e  evaporação a pressão constante até o estado de vapor saturado.
Por questões como perda de pressão na linha, operação do compressor livre de líquido, tipo de operação dos evaporadores e outras, é comum nas instalações que o refrigerante no início da compressão esteja no estado superaquecido.
Por outro lado, é comum também a operação com o refrigerante no estado de líquido subresfriado na saída dos condensadores, o que fornece um aumento do efeito frigorífico
A compressão em múltiplos estágios é utilizada a fim de minimizar os problemas decorrentes da elevada diferença entre as temperaturas de evaporação e condensação normalmente encontrada na refrigeração e reduzir a potência de compressão necessária.
No ciclo padrão de compressão, temos ao final da expansão a presença simultânea de líquido e vapor.
Processo no dispositivo de expansão
Se imaginarmos que o processo de expansão seja interrompido a uma pressão intermediária no estado correspondente a uma mistura em equilíbrio de vapor saturado  de líquido saturado  o processo de expansão  pode ser considerado uma combinação dos processos
O vapor gerado não tem efeito frigorífico e ainda é necessário comprimi-lo até a pressão de condensação.
A fim de reduzir o trabalho de compressão, pode ser feita a eliminação desse vapor no chamado 'tanque de flash' 
No tanque de 'flash' o líquido proveniente do condensador é expandido até uma pressão intermediária.
O vapor gerado nesse processo é comprimido até a pressão de condensação.
O líquido, por sua vez, é dirigido para um dispositivo de expansão onde sua pressão será reduzida até aquela de evaporação.
Duplo Estágio de Compressão
Ciclo frigorífico com remoção de gás ‘flash’.
Diagrama p-h do sistema.
Outro processo ger almente utilizado é o resfriamento do refrigerante até uma pressão intermediária a fim de reduzir o superaquecimento do mesmo na saída do estágio de baixa pressão.
Isso normalmente é feito borbulhando-se o vapor de descarga do compressor do estágio de baixa pressão no líquido saturado à pressão intermediária
O resfriamento intermediário não implica necessariamente numa redução da potência de compressão, podendo até aumentá-la.
Entretanto, permite temperaturas do refrigerante muito menores na descarga do compressor.
A operação em elevadas temperaturas de descarga com compressores do tipo alternativo pode comprometer a lubrificação do compressor e a vida útil das válvulas de descarga.
O tempo de congelamento é o tempo necessário para a completa mudança de temperatura, da temperatura inicial do produto até –18ºC.
As temperaturas de entrada dos produtos nos congeladores variam tipicamente entre 80 a –3ºC e as de saída entre 0 a –40ºC.
A curva de resfriamento e congelamento do produto depende do coeficiente de condutibilidade térmica, forma, tamanho e embalagem do produto e da temperatura do ar.
Para a determinação dessa curva normalmente são realizados diversos testes em laboratório e na indústria.
Existe uma importante relação entre a capacidade do sistema de congelamento e o tempo de congelamento do produto.
Cada produto tem um tempo de congelamento associado que depende da composição e dimensão do mesmo e da eficiência do sistema de congelamento.
O ponto inicial na escolha do processo de congelamento é a previsão do tempo de congelamento, o qual influencia diretamente o custo total do sistema projetado.
Desde que as propriedades termofísicas do produto estejam definidas, o tempo de congelamento depender á principalmente das dimensões do produto, do meio de resfriamento, da temperatura do meio de resfriamento e do coeficiente efetivo de transferência de calor.
A dificuldade do cálculo está geralmente associada à determinação das propriedades termofísicas do produto e do coeficiente convectivo de tranferência de calor, incluindo a embalagem.
A forma e tamanho do produto influenciam significativamente o tempo de congelamento do produto. Uma vez que o calor deve deixar o produto por sua superfície, a relação entre a superfície e o peso (superfície específica) é de grande importância.
O tempo de congelamento é inversamente proporcional à essa relação para pequenas partículas com pequeno gradiente de temperatura interno.
Entretanto, para um produto embalado, o gradiente de temperatura é crítico e o tempo de congelamento é aproximadamente proporcional à espessura da embalagem.
Carga Térmica do Produto
Na indústria é comum a realização de vários testes de congelamento com esses produtos a fim de se determinar a curva de congelamento ideal, levando-se em conta as diversas opções de tamanho, composição, embalagem, etc. são discutidos vários métodos de estimativa do tempo de congelamento de produtos.
Recentemente, com o uso de sistemas de computação, têm sido desenvolvidas soluções mais exatas para o problema da transferência de calor.
Para a simulação do sistema foi considerada a operação do túnel de congelamento partindo-se de uma condição inicial com o túnel vazio e com carregamento nominal de 4.500 kg/h do produto.
É feito o carregamento do túnel até sua capacidade máxima, permanecendo então em regime de operação constante igual ao nominal e, finalmente, é feito o descarregamento do túnel.
Partindo-se do início de operação com o túnel vazio, inicialmente tem-se no túnel apenas produtos na fase de remoção de calor sensível até a fase de início de congelamento.
Após determinado tempo característico do produto e do processo (curva de congelamento), passa-se a ter também produtos na fase de remoção de calor latente.
Finalmente, após outro período, temos também produtos na fase de remoção de calor sensível após o congelamento.
Dessa forma, a simulação dos sistemas térmicos pode fornecer recursos para a adaptação ou otimização de instalações existentes frente às constantes modificações, para uma abordagem complementar no desenvolvimento de novos projetos e para ajustar ou projetar sistemas de controle.

A simulação de sistemas térmicos presume o conhecimento do desempenho característico de todos os componentes do sistema e das propriedades termodinâmicas das substâncias de trabalho.
Como simulação do sistema entende-se aqui o cálculo das variáveis operacionais que constituem o modelo do sistema através da solução simultânea do conjunto de equações formado pelas equações de desempenho dos equipamentos, das propriedades termodinâmicas das substâncias e dos balanços de massa e energia.
A simulação dos sistemas térmicos é interessante principalmente para as condições de operação diferentes das de projeto como, por exemplo, as condições de carga parcial pois os sistemas térmicos operam a maior parte do tempo fora das condições de projeto.
A simulação pode ainda ser aplicada na resolução de problemas operacionais e na análise das alternativas de melhorias possíveis. a simulação de sistemas térmicos tem tido crescente aplicação na determinação do comportamento em operações com cargas parciais, na identificação de potenciais problemas e na determinação dos requisitos anuais de energia do sistema.
Através da simulação do modelo da planta, serão estudadas alternativas ao controle dos sistemas industriais de compressão a vapor atuais com a finalidade de melhorar o coeficiente de eficiência da planta, frente às operações em carga parcial.
A operação em carga parcial do sistema em questão, como já foi falado, pode acontecer em função de diversos fatores relacionados ao produto e à velocidade de produção.
Os arquivos CP.M e POTENCIA.M (apêndice A) são rotinas em MATLAB para os dados dos compressores e para a determinação da potência no eixo, respectivamente Implementação em SIMULINK do modelo do Reservatório de Líquido.
Modelo do Sistema Frigorífico
A rotina CURVAQ.M calcula a carga térmica para um ciclo de carregamento, regime e descarregamento do túnel de congelamento.
As rotinas POTENCIA.M e CURVAQ.M são escritas como funções do MATLAB para que possam ser utilizadas durante a simulação.
O modelo da planta deve incluir ainda o controle de pressão (ou temperatura) de sucção do compressor a fim de realizar o chamado ‘controle de capacidade’  onde a vazão de refrigerante é a variável manipulada e a pressão de sucção é a variável controlada.
O controlador é do tipo PI.
Foi inserido também um sistema de primeira ordem com constante de tempo T igual a 3 segundos para representar a dinâmica do compressor.
Por um cuidado extra, a saída desse sistema foi limitada à máxima vazão permitida pelo compressor em função da pressão de sucção de operação um aumento na temperatura de evaporação produz o aumento da capacidade frigorífica do compressor e da potência consumida, sendo porém o aumento de capacidade superior ao de potência (aumento do COP).
Se aumentarmos a temperatura de evaporação de operação mantendo, porém, a mesma necessidade de ‘frio’ ou carga térmica, o controle de capacidade do compressor irá reduzir a capacidade (%) do mesmo a fim de controlar a nova temperatura de evaporação.
Teremos, então, o compressor trabalhando com menor capacidade e, conforme o com menor rendimento se comparado ao funcionamento com capacidade total (com mesma temperatura de evaporação).
O rendimento do compressor será tanto pior quando menor a capacidade de trabalho.
De maneira geral, para a operação com capacidades abaixo de 60% o consumo de energia elétrica apresenta variação muito pequena.
Assim, a redução da temperatura de evaporação implicará num menor consumo de energia elétrica enquanto a redução no rendimento devido à redução na capacidade de trabalho do compressor seja suficientemente pequena.
Para compressores com melhor relação de rendimento em função da capacidade, a redução da temperatura de evaporação trará maiores benefícios.
Numa instalação com dois ou mais compressores operando no mesmo regime, a redução de capacidade pode atingir valores em que possa ser desligado um ou mais 
Modelo do Sistema Frigorífico compressores.
Esse caso é extremamente vantajoso, pois propicia uma grande redução na potência absorvida.
A diminuição da temperatura de condensação também produz efeito semelhante ao aumento da temperatura de evaporação, porém em proporções menores.
Deve-se levar em conta também que os condensadores apresentam significativa perda de eficiência ao longo do tempo e que deve ser considerada a potência absorvida pelos ventiladores e bombas d’água. Iremos analisar a condição de variação da temperatura de evaporação com temperatura de condensação fixa.
Podemos imaginar, entretanto, um sistema onde a pressão de condensação varie livremente conforme as condições ambientais e de operação, respeitando sempre a mínima pressão permitida.
Foi considerado o compressor MYCOM 200LH e a rotina CP.M que ajusta a função do mesmo.
Nos dois casos, a potência consumida é determinada pela rotina POTENCIA.M e a carga térmica pela rotina CURVAQ.M.
O início e final do carregamento do túnel onde o compressor opera abaixo de 50% de sua capacidade não serão considerados nas simulações.
Entende-se que nesses curtos períodos, o sistema opere da mesma maneira sempre.
Para a car ga térmica nominal de projeto (460 kW) e um ciclo de operação do túnel incluindo carregamento (4 horas), operação em regime (8 horas) e descarregamento (4 horas), o sistema com ‘set-point’ de temperatura de evaporação variável em função da temperatura ambiente do túnel apresenta consumo total de energia 2,77% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo. com a curva de carga térmica, ‘set-point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, vazão de refrigerante, potência no eixo e consumo de energia elétrica para carga térmica nominal.
É interessante observar no potência consumida os instantes onde temos um ou dois compressores operando.
Para operação com 80% da carga térmica total nominal, o sistema com ‘set- point’ variável em fun ção da temperatura ambiente do túnel apresenta consumo total de energia para o ciclo completo de carregamento, operação em regime e descarregamento 6,08% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo. A ‘set-point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável em função da temperatura ambiente com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC (compressor MYCOM 200LH).
Foi considerado o caso de um ciclo de carregamento, regime e descarregamento do túnel de congelamento para 100% e 80% da carga térmica a fim de analisamos a operação em cargas térmicas parciais.
É importante lembrarmos que a operação em carga térmica parcial ocorre de diversas maneiras e por motivos também diversos ao longo da operação da planta e, dessa forma, o ciclo simulado serve apenas como referência para a análise do sistema.
O real consumo de energia irá variar conforme as características de operação e dimensionamento de cada planta.
Observa-se que para uma carga térmica de produto aproximadamente na faixa de 50% (183 kW) a 59 % (213 kW) da nominal, ou seja, para uma carga térmica total na faixa de 61% a 67%, o sistema com ‘set-point’ variável de pressão de sucção em função da temperatura ambiente opera com apenas um compressor, ao passo que o sistema com ‘set-point’ fixo opera co m dois.
Neste caso a diferença de consumo de energia é de cerca de 30%.
Se considerarmos que as instalações industriais normalmente possuem vários túneis de congelamento operando com temperatu ras de ev aporação iguais e com vários compressores no mesmo regime, conclui-se que o desligamento de compressores poderia ser feito para valores de carga térmica pouco abaixo da no minal, o que possibilitaria reduções no consumo de energia maiores do que no caso simulado.
Isso se aplica às instalações existentes e, principalmente, às novas instalações onde o projeto do sistema frigorífico e a seleção de seus componentes poderiam ser conduzidos de forma a obter-se resultados ainda melhores.
As mesmas simulações foram realizadas para o modelo de compressor MYCOM 200 LH com resfriamen to por termo-sifão que apresenta melhor rendimento em capacidades parciais na faixa de 100% a 60%.
Foram considerados os mesmos pontos de operação do diagrama pressão- entalpia e a rotina CP2.M (apêndice A) faz o ajuste da função da potência do compressor.
O máximo erro absoluto encontrado é de 4,61 ou 2,27%.
Para esse caso e simulação nas mesmas condições anteriores, temos uma redução no consumo de ener gia de 4,09% para carga térmica total nominal e de 7,18 % para 80% da mesma.
Portanto, para compressores com maior eficiência em regime de cargas parciais os resultados são superiores.
Carga Térmica Redução no Consumo para um ciclo de Total carregamento, regime e descarregamento 100% 4,09% 80% 7,18%
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável em função da temperatura ambiente com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão).com a curva de carga térmica, ‘set- point’ de temperatura de sucção, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para 100% e 80% da carga térmica nominal, respectivamente.
O erro máximo absoluto encontrado para a função da potência do compressor se deve ao fato de que o coeficiente de eficiência apresenta uma queda acentuada para valores abaixo de 60%.
Assim, a operação po deria ser limitada à faixa de melhor rendimento (100% a 60 %) como ocorre em alguns controladores atuais de controle de capacidade.
Na faixa de 100 a 60%, o erro máximo absoluto é de 1,41 ou 0,75%.
Carga Térmica (kW) x tempo (h)
Temp. Ambiente Túnel (º C) x tempo (h) 600 -25 400 -30 200 -35 0 -40 0 SP Temp. Evaporação (º C) x tempo (h) Vazã o Sucção Total (m³ /s) x tempo (h) -30 -35 0.5 -40 -45 
Potência Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 5000 4000 300 3000 200 2000 carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão)sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação.
Carga Térmica (kW) x tempo (h)
Temp. Ambiente Túnel (º C) térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão)sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação. verifica-se que as variáveis controladas em cada caso, isto é, a temperatura ambiente e a temperatura de evaporação apresentam desempenho satisfatório. as instalações de refrigeração industrial apresentam tipicamente uma distribuição de carga térmica no tempo.
Curva de distribuição de carga típica para uma instalação de refrigeração industrial (ABB REFRIGERATION, 1998).
Dessa forma, e consider ando a simulação para o compressor MYCOM 200LH com termo-sifão para as capacidades, temos uma redução do consumo de energia de 7,84% para o sistema com ‘set-point’ variável de temperatura de evaporação quando comparado ao sistema com ‘set-point’ fixo.
Por fim, é importante considerar que os controladores eletrônicos de pressão de sucção atualmente utilizados dispõem dos recursos necessários para a operação suave do compressor, controlando a velocidade de resposta, os limites para partida e parada, os tempos mínimos de partida e parada, alarmes, proteções e outros. 
Como vimos, a redução da temperatura de evaporação implica num aumento do coeficiente de eficiência do compressor.
Para uma mesma temperatur a de evaporação, o rendimento do compressor é tanto pior quanto menor a capacidade (%) de operação.
Dessa forma, eventualmente o ponto de menor temperatur a de evaporação poderá não corresponder ao de menor potência absorvida.
Será estudada aqui a otimização do sistema correspondente à determinação da temperatura de evaporação que produza a menor potência absorvida no eixo do compressor para determinada capacidade de refrigeração.
Da mesma forma como foi feito anteriormente, o controle será baseado no controle de capacidade (vazão do refrigerante).
A máxima temperatura de evaporação em função da temperatura ambiente conforme definida no item será tratada como uma restrição.
Serão também definidas como restrições a vazão de refrigerante nos compressores, as vazões máximas e mínimas de refrigerante nos compressores em função da temperatura de evaporação e a mínima temperatura de evaporação permitida.
A temperatura de evaporação deve ser menor ou igual à máxima temperatura de evaporação em função da temperatura ambiente.
A vazão de refrigerante nos compressores é determinada pelo controle de capacidade.
A vazão de refrigerante no compressor é limitada pelas vazões máximas e mínimas em função da temperatura de evaporação.
As vazões máximas e mínimas serão determinadas através de funções ajustadas a partir dos dados de catálogo do fabricante para cada temperatura de evaporação.
O ajuste dessas funções é feito através da função POLYFIT do MATLAB, que calcula os coeficientes de um polinômio p(x) de ordem n que ajusta os dados p(x(i)) para y(i) dados utilizando o método dos mínimos quadrados.
Foram utilizados polinômios de terceira ordem, conforme:
m & (5.1) v = p + p Te + p Te + p Te 2 3 mi n 0 1 2 3 5.3
Ajuste de 'Set-Point' 
m v = q + q Te + q Te + q Te 2 3 max 0 1 2 3 & m v & - vazão onde - vazão mínima de refrigerante no compressor (kg/s), mv min max máxima de refrigerante no compressor (kg/s), Te – temperatura de evaporação (ºC), p e q são os parâmetros ajustados.
As vazões máximas e mínimas de refrigerante no compressor são definidas na rotina CP.M para o compressor MYCOM 200LH.
A mínima temperatura de evaporação permitida será a de projeto, isto é, -40ºC.
A potência absorvida pelo compressor é minimizada através da fun ção CONSTR do MATLAB.
A função CONSTR determina o mínimo de uma função escalar de várias variáveis, sujeita a restrições e a partir de uma estimativa inicial.
A minimização é feita utilizando-se a rotina PMIN.M desenvolvida em MATLAB.
A função PMIN tem como entradas a vazão de refrigerante no compressor e a máxima temperatur a de evaporação em função da temperatura ambiente e tem como saídas a potência total absorvida, as vazões de refrigerante para os compressores e a temperatura de evaporação que minimiza a potência absorvida.
As rotinas FCP1.M e FCP2.M contêm a função a ser minimizada e suas restrições para o caso em que somente um compressor opere e para o caso em que dois compressores operem, respectivamente.
Deve ser observado que a rotina de minimização utilizada pode encontrar mínimos locais, foram utilizadas diferentes condições iniciais a fim de verificar o comportamento da rotina e determinar as condições iniciais mais favoráveis.
Durante as simulações, verificou-se que existem condições iniciais que tendem a produzir mínimos locais.  a implementação em SIMULINK do sistema onde o ‘set- point’ de temperatura de evaporação do compressor é obtido através da minimização da função da potência absorvida no eixo do compressor (função PMIN.M).
Como nos casos anteriores, a carga térmica é determinada pela rotina CURVAQ.M.
Foram feitas simulações considerando-se a carga térmica nominal e a operação com 75% da carga térmica do produto, isto é, 80% da carga térmica total nominal.
Foi considerado o compressor MYCOM 200LH e a rotina CP.M que ajusta a função do mesmo.
Uma vez que a rotina PMIN.M é chamada a cada passo de simulação e a própria execução da rotina de minimização apresenta tempo de execução bastante longo, a simulação do sistema é lenta, levando praticamente o triplo do que seria o tempo real de operação (trabalhando-se com um computador com velocidade relativa 8 no teste de ‘benchmark’ do MATLAB , função BENCH.M.
O uso das derivadas parciais permite a solução do problema de maneira mais eficiente foi testado com o intuito de diminuir o tempo de simulação , entretanto, sem apresentar melhora significativa.
A rotina DPFCP.M.
Ajuste de 'Set-Point' contém as derivadas parciais da função a ser minimizada e suas restrições.
A rotina DPFMIN  realiza a minimização utilizando as derivadas parciais.
Dessa forma, optou-se pela redução do tempo de simulação através do uso de uma escala de tempo de 1/10 da escala real e da simulação apenas do ciclo de carregamento e metade do ciclo de regime do túnel de congelamento, uma vez que o ciclo completo é relativamente simétrico.
A fim de que a variação no ‘set-point’ da pressão de evaporação seja feita de forma suave foi inserido um sistema de primeira ordem com constante de tempo T igual a 5 segundos.  mostram os gráficos com a curva de carga térmica, ‘set-point’ de temperatura de evaporação, temperatura ambiente do túnel, potência no eixo, consumo de energia elétrica e vazão de refrigerante para carga térmica nominal e a 80%.
O sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor apresenta consumo total de energia para o ciclo simulado 3,40% inferior ao sistema com ‘set-point’ fixo para carga térmica total nominal e de 8,37% para 80% da mesma.
Carga Térmica Redução no Consumo SP Redução no Consumo SP Total variável pela máxima variável pela rotina de temperatura de evaporação otimização 100% 2,26% 3,40% 80% 5,69% 8,37%
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável conforme máxima temperatura de evaporação e rotina de otimização com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC para ciclo parcial de operação (compressor MYCOM 200LH).
Observa-se que a rotina de otimização nem sempre produz como resultado a máxima temperatura de evaporação possível (em função d a temperatura ambiente do túnel).
Existe uma tendência à operação somente com um compressor enquanto a vazão de refrigerante necessária esteja dentro da faixa do mesmo.
Ajuste de 'Set-Point' 90 Carga Té rmica (kW) x tempo (h)
Temperatura Ambiente (º C) x tempo (h) 600 -25 400 -30 200 -350 -400
SP de Temperatura de Evaporação (º C) x tempo (h) Vazã o Sucç ã o Total (kg/s) x tempo (h) -20 0.8 -25 0.6 -30 0.4 -35 0.2 -40 -45
Potê ncia Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 3000 300 2000 200 1000 10000
Carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH); sistema com controle de capacidade atual; sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Ajuste de 'Set-Point'
Carga Térmica (kW ) x tempo (h)
Temperatura Ambiente (º C) x tempo (h) 400 -25 300 -30 200 -35 100 0 -40 
SP de Temperatura de Evaporaç ã o (º C) x tempo (h)
Vazão Sucção Total (kg/s) x tempo (h) -20 -25 0.5 -30 -35 -40 -45
Potência Total (kW) x tempo (h) Consumo (kWh) x tempo (h) 400 2000
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH); sistema com controle de capacidade atual;sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Dessa forma, ao contrário do observado para a operação com ‘set-point’ igual à máxima temperatura de evaporação, temos a variação da temper atura ambiente para valores abaixo do ‘set-point’ de –30ºC.
Essa variação, entretanto, é menor do que as observadas nos sistemas com ‘set-point’ fixo.
Devido ao período em que o sistema opera com ‘set-point’ inferior ao máximo possível, o controlador PI provocou a operação pouco acima da temperatura de –30ºC durante um pequeno intervalo.
Caso necessário, pode-se modificar essa malha de controle para atender às especificações desejadas. Para o ciclo parcial de operação a redução de consumo para o sistema com ‘set- point’ de máxima temperatura de evaporação é pouco menor do que para o ciclo completo.
É interessante observar que para a operação com dois compressores a rotina de minimização fornece como resultado a operação dos compressores com capacidades iguais.
Alguns controladores eletrônicos de capacidade disponíveis no mercado operam dessa forma, mantendo os compressores funcionando em paralelo e com a mesma capacidade.
Quando há diminuição da carga térmica os compressores têm sua capacidade reduzida até que se atinja o ponto onde um compressor possa ser desligado.
Os compressores restantes passam a operar em um novo valor de capacidade adequado à carga térmica.
Para o caso de aumento da carga térmica, segue-se o mesmo princípio.
Da mesma forma que no caso anterior, foram realizadas simulações para o modelo de compressor MYCOM 200LH com resfriamento por termo-sifão.
Foram considerados os mesmos pontos de operação do diagrama pressão-entalpia, a rotina CP2.M e as rotinas FCP21.M e FCP22.M para minimização.
Para esse caso, temos uma redução de 5,54% para carga térmica total nominal e de 9,19% para 80% da mesma .
Utilizando a distribuição de carga térmica segundo e considerando a simulação para o compressor MYCOM 200LH com termo-sifão, temos uma redução do consumo de energia de 10,1% para o sistema com ‘set-p oint’ variável de temperatura de evaporação quando comparado ao sistema com ‘set-point’ fixo.
Carga Térmica Redução no Consumo SP Redução no Consumo SP Total variável pela máxima variável pela rotina de temperatura de evaporação otimização 100% 3,41% 5,54% 80% 6,64% 9,19% 
Redução no consumo para operação com ‘set-point’ variável conforme máxima temperatura de evaporação e rotina de otimização com relação à operação com ‘set-point’ fixo de –40ºC para ciclo parcial de operação (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão).
Na formulação do problema de controle ótimo deve-se escrever as equações matemáticas que rep resentam o sistema, definir as restrições a serem obedecid as e escolher o critério de desempenho. Neste caso, as equações de desempenho do compressor foram baseadas em dados de catálogo do fabricante.
Esses dados são obtidos em laboratório para os equipamentos operando em condições específicas (SABROE, 1989) que nem sempre irão corresponder às instalações reais.
A despeito da maior ou menor precisão desses d ados, podemos dizer que eles representam o comportamento qualitativo do compressor e, assim sendo, a otimização da temperatura de evaporação e a operação com máxima temperatura de evaporação possível mostraram produzir redução no consumo de energia.
Assim, seria interessante considerar a possibilidade de utilizar-se técnicas de identificação de sistemas a fim de inferirmos a operação e o desempenho do compressor na instalação.
Quanto à questão do tempo de processamento da rotina de otimização podem ser analisadas possibilidades como a compilação dos algoritmos e o pro cessamento ‘off- line’.
Evidentemente, a rotina utilizada teve como função a investigação da alternativa de controle, sendo necessário o desenvolvimento específico caso se deseje implementar um controlador.
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão); sistema com controle de capacidade atual;  sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.
Gráficos de carga térmica, potência no eixo, consumo e vazão de refrigerante para 80% da carga térmica nominal para sistema com otimização da potência absorvida no eixo do compressor (compressor MYCOM 200LH com termo-sifão); sistema com controle de capacidade atual;  sistema com controle pela máxima temperatura de evaporação; sistema com controle com rotina de otimização.

Por outro lado, o sistema de controle operando com ‘set-point’ de máxima temperatura de evaporação apresenta boas perspectivas de redução de consumo e facilidade de implementação o que o torna bastante atraente.
Em muitas instalações industriais, existem os sistemas de controle e a instrumentação necessários, o que reduz o investimento necessário ao projeto do sistema de controle e a sua implementação em campo (engenharia, instalação e testes).
O presente trabalho elaborou um modelo para simulação dinâmica de um sistema de refrigeração industrial por compressão a vapor com refrigerante amônia (R- 717) para o congelamento de alimentos, composto basicamente de túnel de congelamento por circulação forçada de ar, evaporador com recirculação de líquido, reservatório de líquido a baixa pressão, compressores parafuso e condensador evaporativo atmosférico.
A motivação da pesquisa foi a otimização energética dos sistemas frigoríficos por compressão a vapor através da operação com regime variável para o ciclo frigorífico, uma vez que esses sistemas operam na maior parte do tempo fora das condições nominais de projeto e seu consumo de energia apresenta grande variação em função do regime de trabalho.
Em especial, o estudo propôs-se a investigar a operação com ‘set-point’ de temperatura de evaporação (ou sucção) variável em função da variação da carga térmica das instalações. Pretendeu-se ainda desenvolver um modelo para simulação que auxilie na adaptação da operação em face de novos parâmetros e custos, no projeto e na otimização de sistemas frigoríficos por compressão a vapor.
Foram desenvolvidas rotinas específicas para a simulação de cada componente do ciclo, para o controle de capacidade dos compressores e para dois sistemas de ‘set- point’ variável: através da máxima temperatura de evaporação e através da otimização da função de consumo de energia do compressor.
O modelo para a potência no eixo do compressor foi desenvolvido através do ajuste de uma função a dados de catálogo.
Foram utilizados dois modelos de compressores parafuso com variação diferenciada de rendimento em função da temperatura de evaporação.
Apesar de tratarmos especificamente de compressores parafuso operando em sistema com aspiração a pressão intermediária (‘economizer’), o comportamento da potência absorvida é o mesmo para outros casos como sistemas em simples ou duplo estágio e também para o caso de compressores alternativos.
Os modelos para o evaporador e túnel de congelamento foram desenvolvidos a partir do balanço de massa e energia e de relações constitutivas.
Da mesma forma, foi obtido o modelo para o separador de líquido.
Foram encontradas poucas referências na literatura sobre a simulação dinâmica de sistemas de refrigeração industrial ou que utilizem reservatórios de líquido a baixa pressão e recirculação de líquido no evaporador.
Esse tipo de sistema, entretanto, é um dos mais comuns na refrigeração industrial.
A literatura concentra-se em sistemas com expansão seca e refrigerantes halogenados, que são lar gamente aplicados na refrigeração comercial e residencial.
Isso talvez se deva à superioridade numérica de equipamentos produzidos e à maior padronização entre eles.
Em muitos trabalhos, a simulação dos sistemas é utilizada para a análise de diferentes mecanismos de controle como a variação de frequência de rotação dos compressores, válvulas de controle de expansão e outros.
Os sistemas industrias, por outro lado, diferem desses sistemas pois dispõem de vários mecanismos de controle estabelecidos, como o controle de capacidad e e a operação com reservatórios de baixa pressão.
A partir desses modelos foram escritas rotinas para a simulação do sistema em função da carga térmica para três casos: a operação com controle de capacidade e ‘set- point’ de evaporação fixo como operam as instalações automáticas atuais, a operação com controle de capacid ade e ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível e, finalmente, a operação com controle de capacidade e ‘set-point’ ajustado por uma rotina para a otimização do consumo de energia dos compressores.
Para as duas soluções propostas, a simulação mostrou uma redução no consumo de energia frente a condições de carga térmica parcial.
Sabe-se que as instalações operam grande parte do tempo em condições de carga térmica parcial, porém elas ocorrem por inúmeras razões e ainda em função de cada projeto frigorífico (ciclo de operação, quantidade e capacidade dos compressores, etc).
Dessa forma, foi utilizado como exemplo para a variação de carga térmica um ciclo de operação de um túnel de congelamento e uma curva típica dos sistemas industriais.
A determinação da curva de operação em carga térmica parcial só pode ser feita em média e para cada in stalação, dessa forma só é possível a previsão de uma redução média no consumo para cada instalação.
Deve-se levar em conta ainda o fato de as instalações apresentarem normalmente um sobre-dimensionamento a fim de acomodar variações na produção.
Considerando-se o acima mencionado, para a operação com ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível obteve- se uma redução de 3 a 4% para operação com 100% da carga térmica de produto e de 6 a 7% para operação com 80% da carga térmica de produto.
Utilizando-se a distribuição de carga térmica típica no tempo conforme, a redução obtida foi de cerca de 8%.
Para a operação com ‘ set-point’ ajustado pela rotina para a otimização do consumo de energia dos compressores obteve-se uma redução de 3 a 5% para operação com 100% da carga térmica de produto e de 8 a 9% para operação com 80% da carga térmica de produto.
Utilizando-se a distribuição de carga térmica típica no tempo conforme, a redução obtida foi de cerca de 10%.
A otimização da função de consumo de energia do compressor baseada em dados de catálogo mostrou a possibilidade de redução no consumo.
Entretanto, para uma implementação do sistema é necessário que os dados utilizados estejam próx imos ao real ou ainda que se realize a identificação do sistema.
Por outro lado, a operação com ‘set-point’ de temperatura variável em função da máxima temperatura de evaporação possível é de fácil implementação e apresenta boas perspectivas de redução de consumo. 6.1
Conclusões 
Apesar de termos tratado especificamente da oper ação com túnel de congelamento contínuo, as mesmas características de operação do ciclo frigorífico são encontradas em outras aplicações, como por exemplo no resfriamento de emulsões (fabricação de mar garinas), líquidos e no caso dos túneis de congelamento com retenção variável, ond e pode-se operar com uma composição variável entre produto s congelados e resfriados ou ainda somente com produtos resfriados ou somente congelados. Recentemente, têm sido introduzidos compressores parafuso especificamente projetados para operação com motores de maior velocidade de operação, alto rendimento e acionamento por conversores de frequência.
Esses compressores possuem desempenho superior aos tradicionais para operação em capacidades parciais.
A utilização desses equipamentos em conjunto com a operação com ‘set-point’ variável poderá proporcionar reduções no consumo ainda maiores.
Por fim, conclui-se que a operação com ‘set-point’ variável pode proporcionar a redução no consumo de ener gia das instalações frigoríficas industriais por compressão a vapor.
Recomendações para Continuação do Trabalho
Dentre os estudos que poderiam ser realizados como continuidade do presente trabalho, pode-se destacar os seguintes:
Simulação a partir de dados reais de operação para as cargas parciais e de operação dos compressores a fim de realizar a identificação de um modelo para o consumo de energia dos mesmos.
Dessa forma, pode-se obter resultados mais precisos para a redução no consumo de energia.
Implementação do controle com ‘set-point’ variável para um sistema de refrigeração industrial por compressão a vapor.
Adaptação do modelo para outros objetivos de controle, como o aumento da capacidade de refrigeração ou obtenção de melhor resposta a picos de produção, que são problemas comuns nas instalações industriais.
Recomendações para Continuação do Trabalho investigadas modificações nos sistemas de controle (nível, capacidade, etc), inclusive com a medição de variáveis adicio nais como velocidade de produção (kg/h) e temperatura de entrada dos produtos.
Incorporação do modelo do sistema frigorífico a um modelo de congelamento do produto, ou produtos, a fim de se obter um modelo para simulação e projeto de um sistema de congelamento industrial por túnel de circulação forçada de ar.
A modelagem do co mportamento térmico dos alimentos tem recebido crescente atenção por parte dos pesquisadores na área de alimentos.
Um modelo do sistema de congelamento seria uma ferramenta útil a engenheiros de alimentos e de refrigeração, pois permitiria o aprimoramento de projetos a custos menores e prazos reduzidos. Aperfeiçoamento do modelo, considerando-se outras características do comportamento do refrigerante nos equipamentos, umidade relativa, controle de nível, etc. uma vez que existe um crescente interesse pela modelagem de sistemas térmicos.
Aperfeiçoamento do modelo para a inclusão do motor elétrico para o compressor e o respectivo acionamento, pois a operação em transitórios é um fator fundamental na seleção do motor. Desenvolvimento do modelo para os ciclos de refrigeração de simples e duplo estágio.
Realizar análise comparativa do consumo de energia de cada ciclo em operação normal e com ‘set-point’ variável.

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