quinta-feira, 6 de setembro de 2012

câmaras frigoríficas como montar



Fonte: J.P.Gomes
Mecânico de Refrigeração
Pui7imw@ibest.com.br


1- Introdução

As câmaras frigoríficas são compartimentos refrigerados, fechados, isolados termicamente, no interior dos quais são mantidas as condições termohigrométricas, isto é, de temperatura e de umidade, mais adequados para a conservação dos gêneros alimentícios. 
A manutenção das condições termohigrométricas requeridas é provida por uma unidade de refrigeração, eventualmente integrada por sistemas de aquecimento e umidificação. 
Cada câmara frigorífica deve ser projetada para um determinado fim, cuja carga térmica a ser retirada pelo equipamento frigorífico e o período de tempo necessário do processo são calculados criteriosamente.

2 - Aplicação

As câmaras frigoríficas de temperatura ao redor de 0°C e umidade relativa elevada, são utilizadas para a conservação de gêneros alimentícios frescos por breves períodos de tempo. As câmaras de baixa temperatura, caracterizadas por um elevado isolamento térmico, mantêm no seu interior as baixas temperaturas necessárias para a conservação a longo prazo dos produtos congelados. 
As câmaras de atmosfera controlada, a temperatura média - alta, são caracterizadas pela absoluta estanqueidade e têm equipamentos aptos a produzir no seu interior atmosferas artificiais tais para prolongar a duração da conservação de alguns produtos hortifrutigranjeiros. As câmaras para o controle do amadurecimento dos produtos hortifrutigranjeiros são câmaras de refrigeração a temperatura alta – média, de estrutura parecida àquela das câmaras de atmosfera controlada, no interior das quais tenham as condições termohigrométricas que variam na atmosfera em função de ciclos preestabelecidos.

3 – Tipos 3.1

Câmaras em alvenaria 

As câmaras em alvenaria apóiam-se em fundações perimetrais convencionais, no interior das quais se realiza uma camada de pedras com sucessivo lançamento de concreto para a formação de um primeiro lastro. 
Nas câmaras de média e alta temperatura, as paredes perimetrais são construídas diretamente sobre a fundação e o material isolante é colocado entre a primeira e a segunda laje em concreto feita para evitar as solicitações localizadas produzidas por empilhadeiras. Nas câmaras de baixa temperatura, paredes perimetrais e camada isolante que estão por baixo do piso apóiam sobre um lastro suspenso, construídos sobre uma camada de pedras que tem a função de uma câmara de ar. 
Este lastro minimiza o risco de resfriamento do solo que está por baixo da câmara, que pode provocar deformações e rupturas do piso. 
As paredes em alvenaria tradicional, após reboco, é aplicada a barreira de vapor, que consiste numa camada impermeabilizadora realizada por espalhamento de material betuminoso, eventualmente armado com um véu de fibrade vidro. 
Na barreira de vapor, que se estende no teto, são colocadas duas ou três camadas de material isolante de forma que a espessura total seja adequada à temperatura interna da câmara e à temperatura externa. 
Para melhorar a qualidade de isolamento é bom que as junções da camada inferior sejam recobertas com placas decamada sucessiva (construção de placas defasadas).  
Em geral, os isolantes certos são aqueles que garantem impermeabilidade ao vapor, baixo coeficiente de dilatação térmica, ausência de odores desagradáveis, apodrecimento, autoextinguibilidade, resistente a compressão, baixo peso específico.

3.2 Câmaras pré-moldadas:  

As câmaras pré-moldadas, feitas em qualquer dimensão com o uso de painéis isolante modulares, permitem tempo breves de construções economia nas fundações, na ampliação e na remoção. 
Os longos tempos de construção e o alto custo das obras em alvenaria contribuíram para a difusão das câmaras pré-moldadas, construídas por painéis isolantes pré-moldados, com característica de rigidez estrutural obtida com acoplamento do isolante propriamente dito e camadas de revestimentos. 
Estes painéis são conectados entre eles por meio de junções metálicas. 
As vantagens desta solução construtiva são a rapidez da colocação e a possibilidade de sucessivas ampliações. 
Com estes tipos de painéis é possível também construir câmaras frigoríficas de grande porte. As características auto-portante dos painéis isolantes mudam segundo o tipo da construção. Ultrapassando determinadas dimensões de painéis nascem problemas de envergadura do teto que são solucionados com estruturas metálicas externas ou internas. 
A ampla disponibilidade de materiais de revestimento do painel (existem painéis revestidos nos dois lados com chapa de aço inox), permite a construção de câmaras frigoríficas que resistem às intempéries com ótimas características de isolamento e impermeabilidade.

Exemplo de câmaras pré-modulares com painéis de poliuretano (cortesia Dânica) 

3.4 Isolante Térmico para a construção da câmara 

Na escolha do material empregado como isolante térmico para a construção da câmara frigorífica, devem-se considerar vários fatores, além do econômico, tais como sua resistência a insetos e microorganismos, riscos de propagar fogo, poeira ou vapores indesejáveis, partículas que possam irritar a pele, retenção de odores, resistência à decomposição e resistência à absorção de água. 
Os isolamentos mais empregados são os de fixação de placas de isolamento em alvenaria com posterior acabamento da superfície, ou a utilização de painéis construídos de uma placa interna do isolante na espessura desejada e prensada entre placas metálicas tratadas contra corrosão, como descrito em Neves Filho (1994). 
A propriedade de um material em diminuir o fluxo de calor é indicada por sua condutividade térmica ou, de forma inversa, sua resistência térmica.
 A tabela abaixo relaciona algumas dessas propriedades, entre as quais está a densidade, que quanto maior, maior será a resistência mecânica à compressão e maior resistência térmica.

 Isolante
 Cortiça
 Fibra de Vidro
 Poliestureno expandido
 Poliuretano expandido
 Densidade (Kg/m3)
 100-150
 20-80
 10-30
 40
 Condutibilidade térmica (Kcal/mh°C)
 0,032
0,030 
0,030 
 0,020
 Resistência à passagem de água
 Regular
Nenhuma
Boa 
Boa 
 Resistência à difusão de vapor,em relação ao ar parado
 20
1,5 
70 
100 
 Segurança ao fogo
 Pobre
Boa
Pobre 
Pobre 
 Resistência à compressão  (Kgf/m2)
 5.000
Nenhuma 
2.000 
3.000 
 Custo
 Relativamente alto
Baixo 
Relativamente alto 
Alto 

Fonte: Neves Filho (1994) 

A cortiça e a fibra de vidro constam apenas como referência histórica, visto que a aplicação destes isolantes está praticamente abandonada na refrigeração. 
A tecnologia moderna oferece uma ampla escolha de materiais isolantes, o mais conhecido dos quais para isolamento em obras de alvenaria, é o poliuretano. 
Sua condutividade térmica está entre as mais baixas, enquanto sua resistência à compressão é elevada, mesmo com um peso específico reduzido. 
Sua impermeabilidade é ótima e a resistência à propagação de chama é boa, além de ser inodor e inalterável. 

3.5 Espessuras de poliuretano expandido recomendadas 

Abaixo segue como sugestão a espessura de poliuretano expandido com densidade de 25 à 30 Kg/m3 aconselhado para isolamento de câmaras frigoríficas em climas tropicais.  

 Temperatura da Câmara (o)
 Espessura do poliuretano expandido (mm)
 8 a 20
60 
3 a 8 
80 
-5 a 3 
100 - 120 
-15 a -5 
150 
-20 a -15 
180
-30 a -20
200 
-40 a -30 
240 

4 - Cálculo de carga térmica 

Quando o produto é resfriado ou congelado resultar-se-á uma carga térmica formada, basicamente, pela retirada decalor, de forma a reduzir sua temperatura até o nível desejado. 
Já na estocagem do produto, a carga térmica é função do isolamento térmico, abertura de porta, iluminação, pessoas e motores. 
No caso de frutas e hortaliças frescas deve-se também levar em consideração o calor de respiração. 
No entanto, a parcela de calor retirada durante o resfriamento ou congelamento é bem maior quando comparada com a de estocagem, exigindo um estudo mais cuidadoso da solução a adotar. 
Assim, o cálculo de sua capacidade ou carga térmica envolve basicamente quatro fontes de calor:  
Transmissão de calor através das paredes, piso e teto;  
Infiltração de calor do ar no interior da câmara pelas aberturas de portas;  

Carga representada pelo produto;  

Outras fontes de calor como motores, pessoas, iluminaço, empilhadeiras, etc.   

Principais fontes de calor que se deve levar em consideração no cálculo de carga térmica de uma câmara frigorífica.

4.1 - 

Dados iniciais para o Projeto de uma câmara frigorífica 

O primeiro passo para o dimensionamento de uma instalação vem a ser o desenvolvimento do processamento com as respectivas implicações técnicas. 
A carga potencial da câmara determina-se conhecendo seu volume total, expresso em m3 e as densidades emKg/m3 dos produtos. 
As densidades de estocagem bruta, fornecidas pelas tabelas experimentais, são pré-calculadas de forma a deixar livres os espaços  para a movimentação do produto e aqueles necessários à distribuição e circulação do ar. 
Para a câmara frigorífica ou respectivo equipamento frigorífico são apresentados os itens abaixo, que deverão ser preenchidos da forma mais correta possível:  
Dimensionamento da câmara (m) 
Tubulação (distância e desnível) 
Tipo de isolamento térmico 
Espessura do isolamento 
Temperatura interna da câmara 
Temperatura ambiente do local de instalação 
Fator de utilização (abertura de portas - normal, intenso) 
Número de pessoas (operação) 
tempo de permanência (horas) 
Iluminação - tempo de utilização 
Motores (potência em cv) 
tempo de utilização (horas) 

Dados sobre o produto: 

tipo de produto, temperatura de entrada, carga do produto (kg) , rotatividade, tempo de processo (horas) 

4.2- Calculando as fontes de calor

Transmissão de calor (Q1):

O calor atravessa as paredes, o teto e o piso dos ambientes refrigerados, ocasionando diferença entre a temperatura da câmara e o arexterno mais quente. 
A quantidade de calor depende da diferença de temperatura, do tipo de isolamento, da superfície externa dasparedes e do efeito de irradiação solar. 

O cálculo sempre deverá ser feito levando-se emconsideração todas as paredes, teto e piso, conforme abaixo:  
Paredes =            2 x ( A x B )  
Paredes =            2 x ( C x B)  
Piso + Teto =      2 x ( A x C ) 

Equação da Transmissão de Calor nas paredes, teto e piso:

Q= A x Fator Tabela 11 
Onde: 
CQ= Quantidade de calor transferido 
A = Área da superfície externa da parede (m²) 
Fator Tabela 1 = Coeficiente total de transmissão de calor (kcal/m²24h) 

Determinando o Fator Tabela 1  

D.T. = Diferença de temperatura através da parede  
Tipo de isolamento (Isopor, poliuretano...)  
Espessura do isolamento (mm) 

Exemplo de cálculo:

parede (largura) x (altura) x fator tabela 1 (isopor 100mm/D.T. 35°C) = 8 x 3 x 251 = 6024 kcal/24h
É importante considerar a possível proteção do local onde será instalada a câmara frigorífica contra a incidência dos raios solares. 
Por exemplo, se for instalada no interior de um estabelecimento, sem receber raios solares diretamente, a temperatura será a de bulbo secoda região. 
Caso contrário, deverá ser adicionado um valor, para compensar o efeito. Tal valor depende do tipo, cor e orientação da parede. 

Infiltração de Calor (Q2): 

Cada vez que a porta da câmara frigorífica é aberta, o ar externo mais quente se infiltra na câmara e deve ser resfriado nas condições internas, aumentando por conseqüência a carga térmica total. 

Equação da Carga de infiltração (abertura de portas)

Q2 = V x N(Fator Tabela 2) x Fator Tabela 3 
Onde: 
Q2 = Quantidade de calor infiltrado 
V = Volume da câmara (m³) 
N = número de abertura de portas (Fator Tabela 2) 
Fator Tabela 3 = ganho de energia por m³ de câmara, em função de temperaturas e umidade relativa interna e externa (kcal/m³) 

Exemplo de cálculo:

volume x Fator Tabela 2 x Fator Tabela 3 120 x 8 x 25,2 = 24192 kcal/24h

É fundamental a importância de uma anti-câmara ou emprego de uma cortina de ar apropriada ou de portas tipo impacto que possam reduzir a carga de infiltração. 
Essa proteção seria da ordem de 80% para o tipo impacto e de 60% a 80% para cortinas de ar verticais.(Neves Filho – Resfriamento de frutas e Hortaliças - 2002) 

Calor dos Produtos (Q3):

Produto submetido à temperatura maior do que aquela interna (temp. do mesmo), numa câmara frigorífica cede calor até sua temperatura baixar ao calor de conservação. 
A carga térmica total, conforme o produto, é variável por uma ou mais das seguintes causas:
Equação para Carga do produto
Q3 = m x c x D.T. 
Onde: 
Q3 = Quantidade de calor do produto 
m = massa do produto (kg) 
c = calor específico 
D.T. = temperatura de entrada - temperatura interna 
Quando o produto tiver que ser congelado a alguma temperatura abaixo do ponto de congelamento, a carga é calculada em três partes:
calor cedido antes do congelamento (Calor Sensível)
calor cedido pelo produto em congelamento (Calor Latente)
calor cedido pelo produto após congelamento (Calor Sensível)  

a)Calor sensível do produto

a carga térmica sensível é função do peso do produto ao qual se submete o tratamento, da variação de temperatura do produto e do seu calor específico (que é a quantidade de calor relativa ao resfriamento de 1ºC de 1Kg doproduto), equação: Qs = m . C (T2 - T1) 

b)Calor latente do produto

a carga térmica latente é a quantidade de calor relativa ao congelamento do produto, e é função do peso do produto a congelar e do seu calor latente de congelamento, equação: QL = m . L 

c)Calor de respiração do produto

alguns produtos, como a fruta fresca e as verduras, permanecem vivos durante a conservação na câmara, e estão sujeitos a continuarem com reações químicas que produzem calor de respiração.  
Exemplo de cálculo do calor de respiração  Resfriar a verdura a partir de sua temperatura natural
Produto  = alface
Quantidade (q) = 1000 kg
Temperatura inicial (t0) = 25ºC
Temperatura final (tf)= 4ºCf)=0,96 kcal/kg ºC 

Calor específico da alface antes do ponto de congelamento (cAC)=0,96 kcal/kg 0C
Calor de respiração da alface (cResp.)= 0,65 kcal/kg 

Cálculo:

Redução da Temperatura de 25ºC para 4ºC  (Calor Sensível)
Calor Sensível= q X (totf) x cAC= 1000 x (25 – 4) x 0,96 = 20.160 k cal Calor de Respiração
Calor Respiração= q X cResp.= 1000 x 0,65= 650 kcal
Total real = 20.160 + 650 = 20.810 kcal 


Outras Fontes de Calor que devem ser levadas em consideração no projeto da câmara frigorífica:

A energia dissipada no espaço refrigerado, como a proveniente das pessoas (ocupação), da iluminação, das embalagens, dos motores dos ventiladores ou empilhadeiras deverá ser criteriosamente calculada. Tais valores exigem um cuidado  especial em função da forma de utilização ou avanços tecnológicos alcançados. 
   
Carga de ocupação (Q4) 

As pessoas, em especial os camaristas, também dissipam calor para o ambiente, dependendo do tipo de movimentação, temperatura, roupa, etc. A tabela 5 apresenta alguns valores do calor equivalente por pessoa em função da temperatura da câmara. 

Equação  da carga de ocupação 

Q4 = N° de pessoas x Fator Tabela 5 x Tempo de permanência 

Exemplo de cálculo:

N° de pessoas x Fator Tabela 5 x Tempo de permanência
3 x 233 x 2 = 1398 kcal/24h 

  
Carga de iluminação (Q5):

O tipo de lâmpada e o tipo de luz podem resultar em cargas térmicas apreciáveis. De acordo com o tipo a ser empregada, a cargatérmica no interior da câmara será menor para os de sódio, pouco menor quando se trata de vapor de mercúrio ou fluorescente, sendopraticamente o dobro no caso de incandescente. 

Equação para a carga de Iluminação:

Q5 = P x 860 (kcal/h) x Tempo de utilização
Onde:
Q5 = Quantidade de calor devido a iluminação
P = Potência (KW)
860 kcal/h = Fator de conversão KW/kcal 


Exemplo de cálculo:

P x 860 x Tempo de utilização
0,1 x 860 x 2 = 172 kcal/24h


Carga devido aos Motores (Q6)

Esta é a carga produzida pelos ventiladores dos evaporadores com convecção forçada, somente não é levada em consideração quando setrata de um evaporador estático.

Equação para a carga devido aos motores:

Q6 = N x 632,41 (kcal/h) x Tempo de utilização
Onde:
N = potência dos motores (CV)632,41 kcal/h = Fator de conversão CV/kcal 


Carga de embalagem (Q7)

Pela experiência, esta carga é aplicada apenas quando a quantidade de material utilizado na embalagem representar um valor maior que 10% do peso bruto que entra na câmara. Abaixo temos os calores específicos de alguns materiais de embalagens:

 Tipo de Embalagem
 Calor Específico (Kcal / kg ºC)
 Alumínio
 0,2
 Vidro
 0,2
 Ferro ou Aço
 0,1
 Madeira
 0,6
 Papel Cartão
 0,35
 Caixa de Plástico
 0,4 (peoxe ou cerveja

Equação para a carga de embalagem: 
Q7 = m x c x D.T.
Onde:
m = massa do produto
c = calor específico da embalagem
D.T. = Temperatura de entrada - interna 


Carga Térmica Total

Somando-se o calor calculado em cada item, será obtida a carga total requerida, ou seja, o calor que deverá ser removido diariamente da câmara frigorífica para manter nela a temperatura de projeto. 
Qt= Q1+ Q2+ Q3+ Q4+ Q5+ Q6+Q7 
Exemplo: 
Qt= 150.000 kcal/24ht
Fator de Segurança (10%)
Qt= 150.000 kcal/24h x 1,10
Qt= 165.000 kcal/24ht 


Cálculo da carga térmica horária:

Tendo em vista o tempo usado pelas indispensáveis operações de degelo e para consentir ao compressor as oportunas pausas de funcionamento, a unidade de refrigeração deverá ter condições de absorver o Qt num número de horas não superior às 20h. 

Capacidade de equipamento requerido

(supondo 20 horas de funcionamento do sistema em função de paradas para degelo por exemplo...) 

Qr= Qt (Kcal/24) / 20 (h/24h) = (Kcal/h) 
Então do exemplo acima teremos:
Qr= 165.000 kcal/20hr
Qr= 8.250 kcal/hr 

Lembrando sempre que a carga térmica para resfriamento e congelamento dos gêneros alimentícios é muito elevada quando comparada à carga térmica para conservação de produtos “pré- resfriados ou pré-congelados”. Lamentavelmente em muitas instalações frigoríficas de supermercados, muitos produtos são colocados ainda “quentes” em câmaras de conservação de produtos resfriados ou congelados, neste caso o produto quente aumentará a temperatura da câmara, resultando-se em dois efeitos indesejáveis: o produto já estocado será afetado pela maior temperatura, sendo que o resfriamento ou congelamento do produto que entra será muito lento. 

4.3 - 

Exemplo de cálculo de carga térmica para uma câmara de conservação de produtos resfriados: 

Dados Preliminares 

Temperatura externa: 35ºC
Temperatura interna: -1ºC
Umidade relativa: 60%
Dimensões internas: larg. 3m; comp. 2m; alt. 2m
Tensão disponível: 220V, 1 fase
Material da câmara: painel pré-fabricado,
Isolamento: poliuretano painel 100mmou seja:
Produto: carne bovina magra fresca
Embalagem: sim (papelão, plástico, etc)
Movimentação diária: 600 kg/24h
Ocupação Total: 3.000 kg
Presença de motor ou fonte de calor: sim (motor do evaporador)
Temperatura de entrada do produto: 10ºC
Número de pessoas: 1 permanecendo 3 horas


Transmissão de Calor

DeltaT = 360C
Piso: (larg.) x (comp.) x (fator tabela 1)3x2x150 = 900 kcal/24h
Parede: (larg.) x (alt.) x (fator tabela 1) x 23x2x150x2 = 1.800 kcal/24h
Parede: (comp.) x (alt.) x (fator tabela 1) x 22x2x150x2 = 1.200 kcal/24h
Teto:  (larg.) x (comp.) x (fator tabela 1)3x2x150 = 900 kcal/24h 


Infiltração de Calor

Volume:  (larg.) x (comp.) x (alt.) x (fator tabela 2b) x (fator tabela 3)3x2x2x22x25,6 = 6758,4 kcal/24h 


Carga  térmica do produto(temperatura conservação = -1ºC)

(Moviment. Diária) x (Redução de temp.) x (calor esp. AC–tab.4, col.3)600 kg/24h x 4ºC x 0,77 kcal/kgºC = 1.848 kcal/24h 


Pessoas (Calor de ocupação)

(nº de pessoas) x (fator tabela 5) x (horas reais)1 x 233 kcal x 3 = 699 kcal/24h 


Iluminação ( 10 Wa tts por m²)

(larg.) x (comp.) x (10) x (horas reais) x (fator de conversão)3 x 2 x 10 x 3 x 0,86 = 154,8 kcal/24h 

Dimensionamento

Total diário=carga térmica diária + carga térmica do produto + pessoas + iluminação
Total diário = 1 4.260 kcal/24h
Total diário : 20h = 713 kcal/hFator de segurança (10%) = 71 kcal/h
Total Final = 784 kcal/h 


4.4-

 Exemplo de cálculo de carga térmica para uma câmara de conservação de produtos congelados: 

Dados Preliminares

Temperatura externa: 35ºC
Temperatura interna: -18ºC
Umidade relativa: 60%
Dimensões internas: larg. 3m; comp. 4m; alt. 2,5m
Tensão disponível: 220V, 3 fases
Material da câmara: painel pré-fabricado
Isolamento: painéis de EPS (isopor) 200mm
Produto: peixe já congelado
Embalagem: sim
Movimentação Diária: 3.000 kg/24h
Ocupação Total: 7.500 kg
Presença de motor ou fonte de calor: sim
Temperatura de entrada do produto: -8ºC
Número de pessoas: 2 permanecendo 3 horas 


Transmissão de Calor

Delta T = 53ºC
Piso: (larg.) x (comp.) x (fator tabela 1)4x3x190 = 2.280 kcal/24h
Parede: (larg.) x (alt.) x (fator tabela 1) x 24x2,5x190x2 = 3.800 kcal/24h
Parede: (comp.) x (alt.) x (fator tabela 1) x 23x2,5x190x2 = 2.850 kcal/24h
Teto:  (larg.) x (comp.) x (fator tabela 1)4x3x190 = 2.280 kcal/24h Infiltração de Calor
Volume:  (larg.) x (comp.) x (alt.) x (fator tabela 2b) x (fator tabela 3)4x3x2,5x13x35,3 = 13.767 kcal/24h 


Carga  térmica do produto (temperatura conservação = -1ºC)

(Moviment. Diária) x (Redução de temp.) x (calor esp. AB –tab.4, col.4)3.000 kg/24h x 8ºC x 0,45 kcal/kgºC = 10.800 kcal/24h 


Pessoas (Calor de ocupação)

(nº de pessoas) x (fator tabela 5) x (horas reais)2 x 338 kcal x 3 = 2.028 kcal/24h 


Iluminação (10 Watts por m²)

(larg.) x (comp.) x (10) x (horas reais) x (fator de conversão)3 x 4 x 10 x 3 x 0,86 = 309,6 kcal/24h 


Dimensionamento

Total diário = 3 8.114,6  kcal/24h
Total diário : 20h = 1.905 kcal/h
Fator de segurança (10%) = 190 kcal/h
Total Final = 2.095 kcal/h 


5 - Boas práticas para utilização das câmaras frigoríficas visando a racionalização de energia elétrica

 Assim como nos balcões frigoríficos, deve-se evitar a entrada de produtos “quentes” nas câmaras frigoríficas, a grande maioria dos projetos de câmaras frigoríficas para supermercados é para produtos “pré –resfriados” e “pré – congelados”, sendo assim, as câmaras terão apenas que conservar os produtos que necessariamente terão que entrar com a temperatura próxima àquela que deve ser mantida; 
Evitar ultrapassar a capacidade máxima de armazenagem dos produtos ao qual a câmara foi dimensionada;  
Evitar misturar os produtos a serem conservados no interior das câmaras; cada produto possui uma temperatura de conservação diferente do outro; 
Luzes internas deverão ser apagadas quando as câmaras não estivarem sendo utilizadas;  
As portas das câmaras devem estar fechadas o máximo possível, uma prática errada é a de deixar a porta de uma câmara frigorífica aberta por períodos longos. 
Esta prática não só cria problemas para o conteúdo da câmara pela entrada de ar quente e úmido, mas também provoca o acúmulo de gelo no evaporador. 
Por outro lado, esse gelo excessivo impede o sistema de refrigeração de funcionar com 100% de eficiência até o próximo período de degelo. 
Em situações onde as portas das câmaras não podem ficar fechadas, uma boa saída é a instalação de cortinas de PVC que excluirá a necessidade constante da reposição do frio, reduzindo o consumo de energia já que a perda é mínima;  
Evitar obstruir a circulação do ar na saída dos evaporadores, além de não garantir a uniformidade da temperatura no interior da câmara, provocará também um maior acúmulo de gelo no evaporador;  
Ajustar corretamente a duração e os intervalos de degelo;  
Sempre observar se não há acúmulo de gelo no evaporador, havendo resistência elétrica queimada, a mesma deverá ser substituída com urgência, caso contrário poderá haver retorno de líquido na sucção do compressor;  
Evitar que a água do degelo fique no interior da câmara, pois além de ocupar área útil no interior da câmara com o acúmulo do gelo no piso, o mesmo fica escorregadio podendo provocar acidentes e também o sucessivo bloqueio de gelo no evaporador ocorrerá facilmente, etc.  











sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CONSUMO DE ENERGIA


CONSUMO DE ENERGIA
Diante da crise energética anunciada pelo governo, passamos a ter interesse em conhecer como é feito o cálculo do consumo de energia elétrica dos diversos eletrodomésticos que possuímos em casa.

O cálculo do consumo de energia elétrica não é uma tarefa tão complicada quanto você pode estar imaginando. Este procedimento requer a aplicação de uma fórmula básica, definida pela seguinte expressão:
W=P.T, onde:

W - energia consumida;

P - potência do eletrodoméstico considerado;

T - tempo de utilização do eletrodoméstico.


Com a fórmula acima mencionada, fica claro que a energia consumida é diretamente proporcional à potência do aparelho e ao respectivo tempo em que o mesmo fica ligado. Resumindo: Quanto maior a potência e o tempo de utilização, maior será a energia consumida e, conseqüentemente, a conta para pagar no final do mês.
Quando você compra um eletrodoméstico, por exemplo, um telefone sem-fio, este aparelho traz uma etiqueta que informa a energia necessária para o funcionamento do mesmo. Esta energia é expressa pelo termo potência, cuja unidade é o Watt. Portanto, a potência é o valor que você precisa conhecer para calcular a energia consumida por um determinado aparelho que fica ligado em um período de tempo conhecido. Vamos ver dois exemplos para aplicar os conceitos vistos, considerando que a emissão da conta de luz ocorra a cada trintas dias.

Eletrodoméstico:     Telefone sem-fio

Potência do aparelho:    P=3,0 watts;
Observa sempre no aparelho o consumo em Watts.

Tempo de utilização do aparelho:

Como o telefone sem-fio fica ligado 24 horas por dia, o tempo em horas para trinta dias será: T=(24h/dia x 30dias) :: T=720 horas
Aplicando os valores encontrados em W=P.T, temos:
W=(3,0W x 720,0h) :: W=2.160,00Wh. Dividindo este valor por 1000, vamos obter W em kWh (quilo.watt.hora). Então, a energia consumida pelo telefone sem-fio no período considerado será de 2,16kWh.

Para saber o preço que você pagaria por este consumo, basta multiplicar pelo custo do kWh fornecido pela concessionária local. Para obter este valor pegue a sua conta de luz e divida o valor a ser pago pelo consumo de energia em kWh. Supondo que o preço do kWh seja de R$0,27 centavos de reais, o custo da energia consumida pelo telefone sem-fio será de: C=(2,16 x 0,27) :: C=R$0,58 centavos de reais.

É um valor bem pequeno, chegando mesmo a ser desprezível. No entanto, diante do pacote energético anunciado pelo governo, devemos nos esforçar em reduzir o consumo de energia. Logo, não é bom pensar somente no valor a ser pago, mas sim na redução em kWh.

Eletrodoméstico:   Ex.. Chuveiro elétrico

Potência do chuveiro:   P=5.400 watts

Tempo de utilização do chuveiro:

Vamos considerar que você gaste 10 minutos por dia.
Neste caso, o tempo em minutos acumulado no mês será: T=(10min/dia x 30 dias) :: T=300 minutos.
Convertendo este valor para horas, teremos: T=(300/60) :: T=5 horas

Aplicando os valores encontrados na fórmula   W=P.T,
Temos:
W=(5.400W x 5h) :: W=27.000Wh.
Dividindo este valor por 1000, encontramos 27 kWh, que é a energia consumida pelo chuveiro no período considerado.
Conforme você percebeu nos dois exemplos citados, o cálculo do consumo de energia elétrica é bem simples.
Você pode fazer isto para todos os eletrodomésticos (máquina de lavar, geladeira, forno de micro-ondas, aspirador de pó, etc.) que possuir em casa, ou seja, qualquer aparelho que precise de energia elétrica para funcionar.


Alguns eletrodomésticos apresentam ciclos automáticos de liga-desliga, mesmo estando o cabo de força conectado na tomada.
A geladeira é um exemplo, e neste caso, você não pode considerar 24 horas por dia no cálculo do consumo de energia.

Quando for comprar uma geladeira ou um outro eletrodoméstico, verifique se o mesmo possui o selo de aprovação do PROCEL (Programa de Combate ao Desperdício de Energia).
Este selo traz o consumo de energia em kWh e, além disso, você tem a certeza de estar comprando um produto que prima pelo baixo consumo de energia.

Para finalizar este assunto, é bom frisar que a utilização de eletrodomésticos de baixo consumo de energia, aliados a uma instalação elétrica bem projetada e executada, constituem um sistema eficiente no combate ao desperdício de energia.

"Economize energia! O seu bolso agradece, o Brasil também."

J.P.Gomes      Pu7imw@ibest.com.br

domingo, 19 de agosto de 2012

Economisando energia do Ar Condicionado

Aprendendo a calcular o consumo do Ar Condicionado


Consumo de ar condicionado é uma questão que podemos considerar uma lenda, uns dizem que consomem bastante outros dizem que consomem pouco, mas a questão é:
Você sabe como calcular quanto gasta de luz por mês?
Pode parecer difícil ou confuso, mas é um calculo simples.

Para saber quanto você gastará por mês com a utilização do seu ar condicionado é necessário:
Saber qual o consumo mensal de energia (KWh/mês) do seu condicionador de ar;
Esta informação você encontra em uma etiqueta adesiva no produto, no manual ou na tabela de eficiência energética PROCEL.COSERNE. ETC>>

O tempo que ficará ligado; 

Para calcular o tempo devemos ter o número de horas e dias que será utilizado por mês.
Ex: 1 hora por dia durante 30 dias.
O valor em reais de kW/h cobrado pela empresa de energia elétrica:  Ex. 0,40 a 0,43
Pode variar de acordo com o lugar que você estiver.
Para saber qual é o valor por kW/h, consulte a sua conta de luz ou entre em contato com a empresa.
Após, ter esses informações acompanhe nosso cálculo, alterando para os seus dados:

Qual o consumo de energia em kwh/mês do seu aparelho?

Exemplo: 17kw/h/mês.
Quantas horas você deixa ligado por dia?
Exemplo: 8 horas.
Quantos dias do mês você utiliza o ar condicionado?
Exemplo: 18 dias.

Faça as contas:

1) Quantidade de dias que ligará o ar X Quantidade de horas em funcionamento por dia
18 dias X 8 horas = 144horas mensais.
2) Resultado 1 dividido pelo total de dias do mês (30 dias)
144 horas mês / 30 dias = 4,8hrs/por dia.
3) Resultado 2 X o consumo de energia do produto
4,8h/dia X 17kwh/mês = 81,6 kwh/mês.
4) Resultado 3 X o valor do kWh
81,6kw/mês x R$0,40 = 32 reais.

Esse será o valor que o ar condicionado acrescentará na sua conta de luz:   R$32 reais.
Obs: Esse resultado é baseado nos exemplos citados, altere o consumo, as horas e dias de utilização pelas suas informações para obter o seu valor real.
Entenda a unidade kWh/mês: informação de quanto o seu aparelho consome no total de um mês, ligado durante uma hora por dia.

Outro Exemplo: 

Ar Condicionado 9000btus da GREE:
A tabela de eficiência energética deste modelo informa que o consumo é de 17kW h/mês.
Sendo assim, esse aparelho ligado 1 hora por dia, totalizando 30 horas em um mês, consumirá um total de 17kwh/mês.
O valor em reais que o aparelho de ar condicionado 9000 btus GREE acrescentará na sua conta de luz mensalmente (ligado 30 horas mensais) é o consumo total (kW) multiplicado pelo valor que a empresa cobra por kWh. Exemplo:
C =17,0kw/mês x R$0,40
C = 6,8 reais

Para chegar ao seu resultado, acompanhe o calculo realizado no inicio desta postagem

J.P.Gomes     pu7imw@ibest.com.br

Como instalar um ar condicionado split

Como instalar um ar condicionado split passo a passo

Instalar um ar condicionado split pode parecer difícil mas compreendendo os passos torna se muito mais simples e fácil para qualquer pessoa.
Normalmente, a parte mais difícil da instalação é perfurar o orifício que liga a unidade interior à unidade exterior.
Observado segundo este ponto de vista não parece ser assim tão difícil.
Uma unidade normal deverá incluir as seguintes peças:
Unidades interiores
Controlo remoto
Tubo para o escoamento da água
Cabos elétricos ligados à unidade interior
Unidade exterior
Dois canos
Um rolo de fita térmica
A cobertura de acabamento
Um saco de massa Phillip, ( Massa de Calafeta )
Um rolo de fita preta
Uma bica para o escoamento da água
A seguir apresentamos-lhe, passo a passo, as instruções para instalar o ar condicionado split.
Instalar um ar condicionado split.


Desempacote a caixa das peças e procure saber para que serve cada uma.
Isto permite-lhe um acesso mais fácil ao instalar o ar condicionado.
De momento procure apenas familiarizar-se com a unidade interior.
Encontre o local onde pretende instalar o ar condicionado split.
É aí que vai montar o suporte de parede.
Tire as medidas da unidade interior e marque-as na parede.
Deve incluir a medida da saída do cano e a distância entre o centro da unidade interior e o centro do cano. Estas sinalizações vão ajudá-lo a saber onde deve perfurar o orifício na parede, de modo a ligar a unidade interior à unidade exterior.
Depois de sinalizar os pontos corretos é tempo de perfurar o orifício no exterior.
Naõ deixe de medir 15 cm do teto a placa de fixação.
É importante que se lembre de fazer a perfuração num ângulo de trinta e cinco graus.
Agora é altura de passar todos os cabos através do orifício na parede, para o exterior.
Quando estiverem todos passados deve fixar a unidade interior ao suporte previamente montado na parede.
Quando a unidade interior estiver fixa ao suporte na parede deve atravessar os tubos, através do orifício, para o exterior.
Agora desempacote a caixa da unidade exterior e familiarize-se com esta parte do ar condicionado.
Instale os suportes de parede exteriores, necessários para esta unidade.
É importante assegurar-se que estes suportes se encontram alinhados, para que a unidade se encontre perfeitamente nivelada.
Utilize as buchas metálicas fornecidas para montar os suportes de parede exteriores.
Desenrole cuidadosamente os tubos do gás, unindo a parte que não desenrolou com a fita térmica, que deve estar incluída no conjunto.
Agora ligue os tubos de gás às saídas da unidade interior.
Coloque a unidade exterior nos suportes e fixe-a.
Depois de fixar a unidade exterior deve montar a bica para o escoamento da água na unidade exterior.
Deve agora ligar a unidade interior à unidade exterior.
O primeiro passo é desenroscar as tampas em cada extremidade dos tubos do aparelho e das saídas de gás. Quando isso estiver feito deve remover a porca de proteção e soltar a válvula superior, pressionando de forma rápida quatro vezes.
Isto permite-lhe fixar os tubos nos locais corretos.
Desaperte os parafusos da unidade elétrica e ligue os fios aos terminais com as cores correspondentes. Quanto terminar, envolva os fios e os tubos em fita térmica. ( PVC )
Encha o orifício entre os fios com a massa e fixe a cobertura.
O último passo é verificar se está tudo instalado de forma correta e segura.
Verifique se existem fugas vertendo água ensaboada sobre as válvulas.
Se existir uma fuga vão formar-se bolhas de sabão.
Depois desta verificação ligue a unidade.
Acione com o controlo remoto e disfrute de um trabalho bem feito.
Quando falamos em melhoramentos à casa, parecem existir várias tarefas que são difíceis de executar só por uma pessoa.
As pessoas acabam frequentemente por contratar quem faça estes trabalhos, mas não tem de ser assim. Instalar um ar condicionado split,  parece ser uma dessas tarefas intimidantes, mas  verá que é simples e fácil de fazer. o processo por trás da instalação do ar condicionado, passo por passo, de forma fácil para que toda a gente o possa seguir e fazer.
Seja num apartamento ou numa casa, estas instruções são muito fáceis de seguir.
Para muitas pessoas a instalação do ar condicionado split,  parece uma tarefa difícil, e elas sentem que devem contratar alguém para a fazer. esta tarefa pode ser feita por quase toda a gente,
Estas instruções são fáceis de compreender e de seguir, quando comparadas com as instruções fornecidas no manual de utilização.  todo o processo da instalação do ar condicionado split, e explica o que está a ser feito. Qualquer pessoa que queira aprender a instalar um ar condicionado split vai gostar de visualizar .
O espectador vai sentir que compreendeu a tarefa e ganhar confiança para a fazer.
Esta opção permite-lhe aprender a instalar de forma correta e eficiente o ar condicionado, e permite-lhe mesmo poupar dinheiro porque não tem de contratar ninguém para o fazer.
Transcrição.

Apresentação do produto.

Na primeira caixa vai encontrar a unidade interior do sistema de ar condicionado, bem como um controlo remoto, e um cano de escoamento para a água; todos os cabos elétricos já se encontram ligados à unidade interior.

Descrição da Unidade Interior

Deve desmontar o suporte para que o possa posicionar na parede.
Marque cinco centímetros entre a unidade interior e o teto da sua divisão.
Quando tiver decidido onde vai colocar a unidade interior, marque os pontos a perfurar. O sistema vai ficar perfeitamente nivelado.

Instalar a unidade interior

Perfure cuidadosamente os orifícios com um berbequim adequado.
Para montar o suporte vai precisar de buchas para a parede, parafusos e de uma chave de fendas.
Quando o suporte estiver fixado à parede retire os tubos com cuidado.
Tire as dimensões da saída do tubo e sinalize na parede o ponto onde os cabos elétricos, o tubo de escoamento da água e o tubo de circulação de gás vão passar.
Tire as medidas do centro da sua unidade interior e meça a distância entre o centro do tubo e o centro da unidade interior.
Meça o cento do suporte na parede e sinalize as medidas que acabou de tirar.
Agora, meça a distância entre o centro to tubo e o fundo do sistema e sinalize  é aqui que os orifícios dos tubos devem ser perfurados.

Fixar a unidade interior

Com um berbequim ou uma furadeira de baixa rotação, uma broca para campainhas, faça um buraco no ponto que mediu com antecedência.
É importante que faça a perfuração com um ângulo de trinta e cinco graus.
Fixe o tubo de escoamento da unidade interior no tubo branco de maiores dimensões e situado do lado direito da unidade, o lado oposto às entradas de gás.
De seguida, prepare-se para atravessar todos os cabos através do orifício que perfurou.
Recomendamos que una todos os cabos com uma fita colante para que seja mais fácil passá-los pelo buraco na parede.
De seguida, monte a unidade interior ao suporte da parede.
Passe os tubos para o exterior
.
Descrição da unidade exterior

Na segunda caixa vai encontrar a unidade exterior e dois canos, um rolo de fita térmica, uma cobertura de acabamento, um saco de massa Phillip, um rolo de fita preta e uma bica para o esvaziamento da água.

Instalar a unidade exterior

Antes de instalar a unidade em si, deve montar o suporte fornecido.
Depois deve montar o suporte na parede exterior, assegurando-se que se encontra nivelado.
Para assegurar o nivelamento é importante que verifique estes dois pontos: em primeiro lugar, que os suportes se encontram alinhados de forma precisa com o pé da unidade exterior; em segundo lugar, que eles se encontram alinhados entre si.
Se a parede for sólida utilize as buchas de metal, fornecidas.
Se a sua parede for oca, deve utilizar buchas quimicamente vedadas.
Depois, desenrole lenta e cuidadosamente os tubos de gás, com cuidado para não os apertar.
Segure com a fita térmica a parte que não vai desenrolar.
Por último, ligue estes tubos às saídas da unidade interior.
Assegure-se que os tubos se encontram bem apertados, recomendamos que os aperte o mais possível.
É importante que se lembre de colocar a cobertura antes de efetuar as ligações.
Quando a unidade exterior se encontrar montada, pode fixar a unidade e os suportes com os parafusos.
De seguida, monte a bica de drenagem ao depósito de recuperação de água.

Ligar a unidade interior à unidade exterior

Desenrosque as tampas em cada extremidade dos tubos do aparelho e das saídas de gás.
Retire as porcas de proteção, utilizando uma chave Alan.
Solte a válvula superior pressionando de forma rápida quatro vezes.
Solte a válvula inferior e coloque as porcas de proteção, apertadas com firmeza.
De seguida, desaparte a cobertura da cabine elétrica e ligue os fios de acordo com as cores.
Por exemplo, ligue o fio castanho ao terminal castanho.
Com a fita térmica envolva a restante secção dos tubos de gás e de água.
Utilize a massa para encher os orifícios em torno dos tubos.
Feche a área com a cobertura de acabamento, fornecida no conjunto.
Verifique a existência de fugas com água ensaboada, se existir uma fuga formar-se-ão bolas no ponto em questão.

Testar a unidade interior

A instalação está terminada.
Ligue a unidade interior à ficha elétrica e pressione o botão vermelho que diz “ON”.

 J.P.Gomes   Pu7imw@ibest.com.br

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As doenças respiratórias

As doenças respiratórias.

Que costumam receber atenção durante o inverno, mas a Secretaria de Saúde alerta que no verão, a população está propensa a sofrer com os efeitos da temperatura e umidade relativa do ar elevada, características dessa época do ano.
A maioria das pessoas quando entra em ambientes com climatização por meio de ar condicionado sente algum tipo de irritação, como tosse, crise de espirro e dor de cabeça.
Aqueles que têm rinite são os que mais se queixam, sofrendo de inflamação nas mucosas nasais e até nos olhos.
A residente de pneumologia do Hospital de Clínicas da Unicamp,  destaca, “o mofo causado pela temporada das chuvas faz piorar crises de tosse e chiado em quem tem predisposição”.
Nos ambientes climatizados, o ar frio paralisa os cílios (pêlos) que revestem as paredes do sistema respiratório e são encarregados de jogar para fora as impurezas que entram junto com o ar que respiramos. É o momento, diz, em que fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

Outro fator preocupante é o uso do ar condicionado, que causa o ressecamento do muco protetor nasal e pode contribuir para proliferação de doenças.
“O grande vilão realmente é o ar condicionado quando não há limpeza dos filtros”,.
A higienização dos aparelhos é fundamental, pois evita o acumulo de resíduos no filtro, que causa a proliferação de ácaros, fungos, mofo e bactérias, trazendo problemas a quem possui doenças respiratórias. Nesses casos, quem possui asma ou rinite pode ter crises alérgicas.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada pela dificuldade de respirar.
Já a rinite é uma inflamação da mucosa nasal com sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz.
A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) recomenda para quem tem asma, a limitação máxima do contato com poeira, animais e perfumes muito fortes. “Lembrando que os asmáticos principalmente tendem a ter crises de broncoespasmo por pararem de fazer uso da medicação diária.
 E há desencadeamento das crises com as mudanças bruscas de temperatura”,

Sobre a variação de temperatura, especialistas recomendam: “se em ambiente externo a temperatura estiver em torno de 38 ºC, o ideal é que a temperatura do ar condicionado seja regulada em torno de 24 ºC.
Além de agradável, evitará um contraste ainda maior em relação ao ambiente externo”.
As doenças do aparelho respiratório são, principalmente: sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados. Gripes, por exemplo, comprometem as defesas e favorecem infecções mais graves, como a pneumonia.

Além dos cuidados com o uso dos aparelhos de ar condicionado, para prevenir crises respiratórias, recomenda-se lavar diariamente as narinas com soro fisiológico, combatendo o ressecamento do muco nasal. E para pacientes que já fazem uso de medicação, é importante não interromper o tratamento e sempre viajar com a medicação de manutenção e os paliativos de crises alérgicas.

Para obter mais informações sobre doenças respiratórias, sintomas e tratamentos, a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) mantêm o site .. Pulmonar.. destinado à população.

J.P.Gomes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como funciona o inverter split

Se você está pensando em comprar um ar condicionado split, deve considerar seriamente em comprar um com a tecnologia inverter. Sua conta de luz pode ter uma boa economia com esses ar condicionados.

Como funciona o inverter no ar condicionado split

O funcionamento de um ar condicionado split sem inverter.
Todo ar condicionado, seja ele de janela ou split, conta com um compressor e um termostato. Quando ligamos o ar condicionado, o compressor começa a funcionar e vai reduzindo a temperatura do ambiente até que ela “atinja” a que foi regulada no termostato: quando elas se igualam, o termostato desliga o compressor, mantendo apenas a ventilação do ar condicionado.
Um ponto que deve ser esclarecido: o termostato mede a temperatura do ar que volta para o ar condicionado.
É possível, e na verdade sempre ocorre, que em outros pontos este ar esteja muito mais frio. Esse é um dos motivos das frequentes brigas de pessoas que reclamam que está muito frio enquanto outras dizem que não, porque o termostato do aparelho está em 22o. C…
Mas o calor continua penetrado e sendo produzido no ambiente e por isso a temperatura vai subindo pois apenas a ventilação do ar condicionado está funcionado.
Quando a temperatura do ar que volta para o ar condicionado atinge a que o termostato está regulado, o compressor volta a funcionar e começa novamente a refrigerar o ambiente.
Esse é um ciclo que se repete nos ar condicionados , com os seguintes problemas:
o compressor do ar condicionado liga e desliga gerando picos de voltagem, o que faz, por exemplo, que algumas lâmpadas oscilem e pode até mesmo queimar alguns aparelhos elétricos
o compressor sempre funciona na sua rotação máxima e com o consumo máximo.
Um ar condicionado não-inverter pode ser comparado ao ligar e desligar duma lâmpada.
Ligar um aparelho deste tipo significa que funcionará no máximo de sua capacidade.
a temperatura oscila acima e abaixo do termostato
O funcionamento de um ar condicionado com inverter
De modo a resolver os problemas que um ar condicionado apresenta no seu funcionamento, pesquisadores japoneses chegarem a conclusão que se eles conseguissem alterar a velocidade de rotação do compressor (cerca de 3.000 RPM na capacidade máxima) eles superariam todos os problemas.
Daí nasceu o inverter, que na prática é colocar um inversor de frequência para controlar a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado.
O inverter controla a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado conforme a necessidade de refrigerar mais ou menos um ambiente.
Quando compramos um ar condicionado, a carga térmica é feita para a maior quantidade de calor (medido em BTU/h) que pode ser necessária retirar de um ambiente.
No dia a dia essa quantidade de BTU/h costuma ser menor (muitas vezes bem menor) do que a capacidade máxima do ar condicionado. A realidade é que pagamos mais BTUS do que geralmente usamos…
Quando uma menor quantidade de calor, BTU/h, precisa ser retirada do ambiente o inverter reduz a velocidade de rotação do compressor.
Quando é necessário retirar mais calor, o inverter aumenta a velocidade e assim sucessivamente
Com isso um ar condicionado split com inverter tem as seguintes vantagens:
o compressor nunca desliga evitando os picos de voltagem;
a velocidade de rotação do compressor é varável economizando energia
a temperatura praticamente não oscila no ambiente
Na prática, e no seu bolso, um ar condicionado split com inverter pode economizar entre 30 a 40% de energia que um modelo com a mesma capacidade mas sem inverter.
Inverter no ar condicionado janela?
Nada impede que seja feito um ar condicionado janela com inverter – ele tem o mesmo princípio de funcionamento (ciclo de refrigeração) que um ar condicionado split.
No entanto por motivos de marketing é improvável que venha a ser feito um.
As empresas fabricantes de ar condicionado apostam no split, seguindo uma tendência mundial (na China, por exemplo quase todos os ar condicionados vendidos são split).
Ou seja, o split vai conquistar uma fatia cada vez maior do mercado de ar condicionado e é provável que pouco avanço tecnológico ocorra com os aparelhos do tipo janela.
Comprar um ar condicionado split com inverter barato?
O inverter é uma tecnologia nova e nem todos os fabricantes de ar condicionado contam com aparelhos com ela.
Por isso o aparelho com inverter ainda tem uma diferença grande de preço (30 a 50%, dependendo do fabricante) do modelo sem ele. Felizmente essa diferença vai diminuir rápido com mais e mais fabricantes utilizando-a.
Assim, aconselhamos a calcular o consumo do ar condicionado, antes de comprar um.
Pode ser que você pague a diferença de preço do ar condicionado split com inverter em poucos meses…
Inverter, um inversor de frequência no ar condicionado
Mais e mais pessoas estão procurando comprar ar condicionado split com inverter pois isso representa uma economia de 30 a 40% no consumo de energia.
O interessante é que o inverter do ar condicionado na da mais é do que um inversor de frequência que controla a velocidade de rotação do compressor conforme a necessidade de retirar mais ou menos calor do ambiente.
O inversor de frequência não é uma tecnologia nova mas o seu uso em ar condicionado sim.
Cada vez mais o ar condicionado e a refrigeração como um todo irão incorporar conhecimento e tecnologia de comandos elétricos, eletrônica, CLP, etc em seu funcionamento.
Um técnico não pode pensar em parar de estudar nunca pois rapidamente se verá fora do mercado de trabalho.

O funcionamento de um inversor de frequência
Para você, que não conhece o funcionamento de um inversor de frequência e o funcionamento do inverter em ar condicionados do tipo split, colocamos o vídeo abaixo para você ter uma ideia e ver o que é possível se fazer com um inversor de frequência na refrigeração.

Vídeo de um invesor em funcionamento.
Fonte Senai.

J.P.Gomes

Você sabe o que ê Refrigeração



Refrigeração é a ação de resfriar determinado ambiente de forma controlada, tanto para viabilizar processos, processar e conservar produtos (refrigeração comercial e industrial) ou efetuar climatização para conforto térmico (veja ar-condicionado e ventilação).

Ciclos de refrigeração.

Para diminuir a temperatura é necessário retirar energia térmica de determinado corpo ou meio. Através de um ciclo termodinâmico, calor é extraído do ambiente a ser refrigerado e é enviado para o ambiente externo.
A refrigeração não destrói o calor, que é uma forma de energia.
Ela apenas o move de um lugar não desejado para outro que não faz diferença.
Entre os ciclos de refrigeração, os principais são o ciclo de refrigeração padrão por compressão, o ciclo de refrigeração por absorção e o ciclo de refrigeração por magnetismo.
Ciclo de refrigeração padrão por compressão.

Princípios.

Esquema básico de um sistema de refrigeração.
Em um ciclo de refrigeração padrão por compressão (refrigerador, ar-condicionado), existem basicamente quatro componentes:
Compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador.
O fluido refrigerante na forma de líquido saturado passa pelo dispositivo de expansão (restrição), onde é submetido a uma queda de pressão brusca, onde passa a ter dois estados, o líquido e o gasoso.
O fluido refrigerante, nesse ponto, é denominado de flash gás.
Então o fluido é conduzido pelo evaporador, onde absorverá calor do ar do ambiente a ser refrigerado, vaporizando-se.
Na saída do evaporador, na forma de gás ele é succionado pelo compressor, que eleva sua pressão (e temperatura) para que possa ser conduzido através do condensador, que cederá calor ao ambiente externo, condensando o fluido e completando o ciclo.
O ventilador ou fan, efetua a circulação de ar, fazendo com que o ar a ser resfriado entre em contato com a serpentina do evaporador.
Para determinar as condições de trabalho do ciclo, aplica-se a primeira lei da termodinâmica em cada volume de controle. Representa-se o ciclo no diagrama pressão-entalpia, aonde se indica o estado do refrigerante em cada etapa.
Etapas de um Ciclo Ideal de Refrigeração.

Evaporação

Representação no diagrama pxh.
A evaporação é a etapa aonde o fluido refrigerante entra na serpentina como uma mistura predominantemente líquida, e absorverá calor do ar forçado pelo ventilador que passa entre os tubos.
Ao receber calor, o fluido saturado vaporiza-se, utilizando-se do calor latente para poder maximizar a troca de calor.
A capacidade de refrigeração, em W, pode ser expressada através da equação:

Compressão.

Representação no diagrama pxh.
A função do compressor é comprimir o fluido refigerante, elevando a pressão do fluido.
Em um ciclo ideal, a compressão é considerada adiabática reversível (isoentrópica), ou seja, desprezam-se as perdas.
Na prática perde-se calor ao ambiente nessa etapa, porém não é significativo em relação à potência de compressão necessária.
A potência de compressão, em W, pode ser expressada pela seguinte equação:

Condensação.

Representação no diagrama pxh.
A condensação é a etapa aonde ocorre a rejeição de calor do ciclo.
No condensador, o fluido na forma de gás saturado é condensado ao longo do trocador de calor, que em contato com o ar cede calor ao meio ambiente.
O calor rejeitado pelo condensador, em W, pode ser expresso pela equação:

Expansão.

Representação no diagrama pxh.
A expansão é a etapa onde ocorre uma perda de pressão brusca, porém controlada que vai reduzir a pressão do fluido da pressão de condensação para a pressão de evaporação.
Em um ciclo ideal ela é considerada isoentálpica, despreza-se as variações de energia cinética e potencial.

Coeficiente de performance.

O coeficiente de performance, COP, é um parâmetro fundamental na análise de sistemas de refrigeração.
Mesmo sendo de um ciclo teórico, pode-se verificar os parâmetros que influenciam o desempenho do sistema.
A capacidade de retirar calor sobre a potência consumida pelo compressor deve ser a maior possível.

Define-se COP com a seguinte relação:

Variáveis
Vazão mássica de refrigerante em kg/s
Calor retirado pelo evaporador em W.
Calor cedido pelo condensador em W.
Trabalho realizado pelo compressor em W.
e Entalpia de estado J/kg.
Coeficiente de performance.
Refrigeração por absorção.

Os sistemas de refrigeração por absorção de vapores são ciclos de refrigeração operados a calor, onde um fluido secundário ou absorvente na fase líquida é responsável por absorver o fluido primário ou refrigerante, na forma de vapor.
Ciclos de refrigeração operados a calor são assim definidos, porque a energia responsável por operar o ciclo é majoritariamente térmica.
Descoberta pelo escocês Nairn em 1777, a refrigeração por absorção tem por "pai" o francês Ferdinand Carré (1824-1900), que em 1859 patenteou a primeira máquina de absorção de funcionamento contínuo, usando o par amônia-água.
Água quente, vapor (baixa pressão e alta presssão) e gases de combustão, são algumas das fontes de calor utilizadas para operar equipamentos de absorção, cuja energia térmica pode ser obtida a partir dos seguintes meios:
Aproveitamento de rejeitos de calor de processos industriais e comerciais;
Cogeração;
Energia solar; e
Queima direta (biomassa, biodiesel, gás natural, biogás).

Ciclo básico de refrigeração por absorção.

Ciclo básico de refrigeração por absorção e seus componentes principais.
O ciclo básico de refrigeração por absorção opera com dois níveis de pressão, estabelecidos pelas temperaturas de evaporação e condensação , respectivamente. pode observar que o ciclo contém dois circuitos, o circuito da solução e o circuito de refrigerante.
O sentido de escoamento do refrigerante e da solução, e também o sentido do fluxo de calor entrando ou saindo do ciclo.
No gerador, calor de uma fonte a alta de temperatura é adicionado ao ciclo a uma taxa , fazendo com que parte do refrigerante vaporize à temperatura de geração , e se separe da solução.
Esse vapor de refrigerante segue para o condensador, onde o calor de condensação é removido do ciclo, por meio de água ou ar, a uma taxa , fazendo com que o refrigerante retorne para a fase líquida à temperatura de condensação .
O refrigerante líquido, à alta pressão, passa por uma válvula de expansão - VEX, onde ocorre uma brusca queda de pressão associada com a evaporação de uma pequena parcela do refrigerante.
Esse fenômeno, conhecido como expansão, faz cair a temperatura do refrigerante, que segue então para o evaporador.
No evaporador, o refrigerante líquido, a uma baixa pressão e a uma baixa temperatura, retira calor do meio que se deseja resfriar a uma taxa , retornando novamente para a fase de vapor à temperatura de evaporação .
No gerador, após a separação de parte do refrigerante, a solução remanescente torna-se uma solução fraca ou pobre em refrigerante.
Essa solução pobre, a uma alta temperatura e a uma alta pressão, passa por uma válvula redutora de pressão - VRP, tem sua pressão reduzida ao nível da pressão de evaporação e segue para o absorvedor.
No absorvedor, a solução absorve vapor de refrigerante oriundo do evaporador, tornando-se uma solução forte ou rica em refrigerante.
O processo de absorção é exotérmico, e para que esse processo não sofra interrupção, o calor de absorção precisa ser removido do ciclo a uma taxa , de forma a manter constante a temperatura de absorção .
Uma bomba de recirculação de solução - BSC é responsável por, simultaneamente, elevar a pressão e retornar a solução rica para o gerador, garantindo assim a continuidade do ciclo.
Vale destacar que o condensador e gerador estão submetidos à uma mesma pressão, pressão de alta do sistema, e por isso, em alguns equipamentos comerciais, são abrigados em um mesmo vaso.
Da mesma forma, o evaporador e o absorvedor estão submetidos à mesma pressão, pressão de baixa do sistema, e eventualmente abrigados em um mesmo vaso.
Coeficiente de performance - COP
O coeficiente de performance - COP, também conhecido como coeficiente de eficácia, caracteriza o desempenho de um ciclo de refrigeração, relacionando o efeito desejado - refrigeração, com o que se paga por isso - energia consumida.
No caso de um ciclo de refrigeração por absorção, o COP é definido como a relação entre a taxa de refrigeração e a taxa de calor adicionada ao gerador:

A termodinâmica nos diz que um ciclo ideal é aquele em que todos os processo são reversíveis, ou seja, após terem ocorrido podem ser invertidos sem deixar vestígios no sistema e no meio. Também, define o ciclo de Carnot como sendo um ciclo ideal, de maior rendimento possível, operando entre dois reservatórios de temperatura constante.
Tendo como base o conceito do ciclo de Carnot, o COP do ciclo ideal de absorção pode ser representado pelas temperaturas em jogo no sistema, sendo usual desconsiderar-se o trabalho de bombeamento.

Onde.

Temperatura de absorção, ou temperatura da solução no absorvedor;
Temperatura de evaporação, ou temperatura do refrigerante no evaporador;
Temperatura de geração, ou temperatura da solução no gerador.
Considera-se que a temperatura da solução no absorvedor é aproximadamente igual à temperatura do refrigerante no condensador ou temperatura de condensação .

Classificação.

Os sistemas de refrigeração por absorção podem ser classificados segundo os fluidos de trabalho empregados.
São três as tecnologias comercialmente consagradas:
Amônia-água;
Amônia-água-hidrogênio; e
Água-brometo de lítio.

Os sistemas de refrigeração por absorção, utilizando a solução binária amônia-água, passaram a ser empregados comercialmente, a partir de 1859, com o intuito de produzir gêlo.
Nesses sistemas, a água faz o papel do fluido secundário, ou seja, é responsável por absorver os vapores de amônia.
Por utilizarem amônia como refrigerante, cuja temperatura de congelamento é de -77°C, tais sistemas são hoje normalmente empregados no campo da refrigeração, em grandes instalações industriais, que requeiram temperaturas inferiores a 0°C.
Contudo, o uso da solução amônia-água se estendeu, a partir das décadas de 1960 e 1970, para equipamentos de ar condicionado de pequeno a médio porte (10 a 90 kW), com condensação a ar, no resfriamento e na calefação de instalações residenciais e comerciais.
O sistema de refrigeração por absorção utilizando amônia-água-hidrogênio, também conhecido como sistema por difusão, foi desenvolvido em 1920 pelos suecos Baltazar von Platen e Carl Munters.
Tem como base o ciclo amônia-água, com a adição de hidrogênio para equalizar a pressão em todo o sistema. Empregado em refrigeradores residenciais e veiculares, o ciclo não possui bomba de recirculação de solução, fazendo com que esses equipamentos sejam extremamente silenciosos.
A utilização da absorção com solução de água-brometo de lítio, se deu a partir de 1946 com a disseminação do uso do condicionamento do ar para resfriamento e calefação de ambientes. Nesse sistema, a água desempenha o papel do refrigerante, enquanto uma solução de água-brometo de lítio é o agente absorvente.
Por utilizar água como refrigerante, cuja temperatura de congelamento é 0°C, sua utilização é restrita a aplicações com alta temperatura de evaporação, ar condicionado por exemplo. Atualmente, instalações centrais de ar condicionado em grandes edifícios, utilizam equipamentos de absorção, com condensação a água, fabricados nas capacidades de 352 a 5.275 kW.


J.P.Gomes

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