quinta-feira, 30 de junho de 2011

O uso de cores em cilindros contendo gás

O uso de cores em cilindros contendo gás  

Uma análise sobre a percepção visual sob diferentes iluminantes
O uso de cores em cilindros contendo gás
Uma análise sobre a percepção visual sob diferentes iluminantes

Este artigo apresenta uma análise sobre a percepção visual humana das cores adotadas na indústria. Para tanto,
foi desenvolvido um ambiente experimental no qual objetos, simulando cilindros contendo gases, com cores variadas
foram submetidos a diferentes fontes de iluminação. Um grupo de observadores foi submetido ao experimento
respondendo a um questionário. Os resultados deste experimento demonstram que a percepção de cores ambiente industrial exerce influência direta na qualidade dos serviços e na segurança dos indivíduos que freqüentam tais instalações.
A confusão observada na detecção das cores e associação das mesmas a características de periculosidade demonstra a necessidade de se analisar com cautela a adoção de determinadas cores na indústria.
Os resultados mostram que a evolução das tecnologias de iluminação e de pigmentos deve ser acompanhada por normas e leis, especialmente em ambientes industriais envolvendo riscos.
Segurança industrial, iluminação, cor, fator de risco, ergonomia.
Color use in gas cylinders
A visual perception
analysis under different lighting Abstract This article presents a methodology to study how the human being perceives and express the risk characteristic of gas cylinders colors in common conditions.
This work deals with different color hues, submitted to different lighting. We present a discussion about risk factors involving changes of color perception depending on lighting source.
It is based on empirical study of color perception in industrial environments. It influences the quality of the services and the employees’ safety. We have as main goal start a discussion about the principal concepts involving color perception and lighting.
The obtained results demonstrate the necessity of standardization concerning the color use, considering
the appropriate lighting in industrial situations involving risks. Key words
Industrial safety, color, lighting, risk factor, ergonomic.


ERGONOMIA: SEGURANÇA E EFICIÊNCIA
INTRODUÇÃO
A ergonomia contribui para melhorar a e ciência,
Poder-se-ia supor que a industrialização automatizada abilidade e a qualidade das operações industriais.
Isso pode ser feito basicamente por três vias: aperfeiçoamento do sistema homem–máquina, organização do trabalho e melhoria das condições de trabalho (LIDA, 1995).simplificaria as tarefas visuais.
Na verdade, tal feito não acontece.
A vida moderna cada vez mais sobrecarrega os olhos, fazendo-os controladores constantes no discernimen-
to de detalhes, no julgamento de diferenças e na leitura de telas de vídeo.
Pelo sistema de visão humano passam oitenta por cento das informações concernentes ao mundo externo
(GRIFFITH; LEONARD, 1997).
A ergonomia tem sido a base para muitas readaptações nos últimos anos.
Algumas pessoas podem ter a impressão de que os projetos de carros, mesas ou teclados de compu-
tador com design ergonômico são baseados em descobertas recentes para solução de problemas diários. Mas, muito do trabalho ergonômico envolvido nesses produtos consiste na utilização de medidas antropométricas que produtores desenvolveram.
O aspecto mais importante da prática ergonômica é freqüentemente ignorado, este consiste em utilização e ciente e segura desses produtos.
Uma das principais regras da ergonomia tem sido tirar proveito do estereótipo da população para determinar os locais e modos de operação de controles.
Esse princípio também é aplicado no desenvolvimento de procedimentos de segurança de operação de todos os tipos de equipamentos (LIDA, 1995).
Sendo a cor o atributo mais evidente de um produto, a qualidade deste retrata-se inicialmente na delidade da cor.
As tolerâncias admissíveis na diferença de cor obrigam a cuidados na formulação da cor, com implicações nos aspectos de reprodutibilidade, estabilidade e longo período de envelhecimento.
E se a cor é componente do produto industrial, também é importante na organização do ambiente da produção industrial.
A cor afeta a atividade humana, ao nível psicológico e siológico, com re exos na atividade do córtex, do sistema nervoso re exivo e atividade hormonal.
A cor in uencia o estado emocional, as impressões objetivas, subjetivas e o próprio estado de espírito. A cor afeta a percepção que se tem de volume, peso, temperatura, tempo, odores e ruídos (LETA et al., 2002).
Uma segunda categoria de atuação da ergonomia está relacionada com os aspectos organizacionais do trabalho, procurando reduzir a fadiga e a monotonia, principalmente pela eliminação do trabalho altamente repetitivo, dos ritmos mecânicos impostos ao trabalhador e da falta de motivação provocada pela pouca participação do mesmo nas decisões sobre o seu próprio trabalho.
Seria vantajoso que apenas a cor fosse um sinal de que algum tipo de perigo está presente.
Em terceiro lugar, a melhoria das condições de trabalho é feita pela análise das condições físicas do trabalho, como temperatura, ruídos, vibrações, gases tóxicos e iluminação.
Por exemplo, uma iluminação de ciente sobre uma tarefa que exige precisão pode ser muito fatigante.
Por outro lado, focos de luz brilhantes colocados dentro do campo visual podem provocar ofuscamentos extremamente desconfortáveis (LIDA, 1995).
Por isso, a cor deve ser considerada, em termos ergonômicos e de segurança, no quadro da arquitetura e
desenho de ambientes industriais
Além do nível de iluminação correto, a cor deve proporcionar um ambiente
que reduza a fadiga prematura (nesse caso, o controle de contrastes de luminância e complementaridade de cores e a redução de pós-imagem são fundamentais), reduza o estresse, minimize erros e contribua para a orientação, equilíbrio e segurança. Cada caso deve ser objeto de estudo particular, levando-se em consideração as operações e equipamentos empregados, as características dos produtos, o tipo de iluminação e as dimensões da planta industrial (KWALLEK; LEWIS, 1990; SOARES, 1993).
Seria vantajoso que apenas a cor fosse um sinal de que algum tipo de perigo está presente.
Como, por exemplo, nos cilindros armazenadores de gases.
Acredita-se que as cores mais utilizadas são sugeridas como as que são melhor associadas com o nível de risco de um perigo.
É exatamente a existência ou não desta correlação que se procura investigar nesta pesquisa.
O aperfeiçoamento do sistema homem–máquina pode ocorrer tanto na fase de projeto de máquinas, equipamentos e postos de trabalho, como na introdução de modi cações em sistemas já existentes, adaptando-os às capacidades e limitações humanas.
Ou seja, em alguns casos, para se aumentar a segurança de utilização de um produto é necessário
refazer seu projeto para que se eliminem os perigos.
Em outros casos, materiais de proteção mantêm o usuário fora de contato com o perigo.
Entretanto, quando nenhuma dessas alternativas é viável, avisos sobre os riscos são necessários
(CHAPANIS, 1994). Como este aviso será apresentado é relevante para sua utilização e ciente.
Ele deve estar localisado de forma que o usuário tenha acesso fácil, deve ser claro e entendido por todos os usuários em potencial,
O uso de cores em cilindros contendo gás – Uma análise sobre a percepção visual sob diferentes iluminantes
importando seu nível de instrução, e, claro, deve chamar a atenção.
Se um aviso dessa natureza não chamar a atenção, é equivalente a não existir aviso nenhum.
(a) os não-in amáveis/tóxicos/corrosivos (como cloro e amônia);
(b) os in amáveis/baixa toxicidade/não-corrosivos 
Um aspecto do processo de captação de atenção é a utilimetano, hidrogênio e etileno)cores nos avisos
A ABNT especifica as cores que devem ser utilizadas para segurança (ABNT, 1995).
As cores são utilizadas em várias circunstâncias em que a atenção é importante (HOFFMAN, 2001). Então, o modo como elas devem ser utilizadas em avisos de advertência é realmente fundamental.
(c) os não-inflamáveis/baixa toxicidade/não-corrosivos (como oxigênio, hélio, argônio e nitrogênio).
A lista destes gases e as respectivas cores de seus cilindros, segundo classi cação do Sistema Munsell (JACKSON., 1994; ABNT, 1992), encontram-se nas Tabelas 1, 2 e 3.
O Sistema Munsell é caracterizado por um espaço tridimensional constituído por cor, saturação e brilho (JACKSON etal., 1994; LOZANO, 1978).

METODOLOGIA
 Ambiente Experimental e Definição das Cores um cilindro pode armazenar vários tipos de
O enfoque principal desta pesquisa foi a percepção de cor de cilindros de gases.
Para auxiliar a identi cação do conteúdo de cada um deles, a ABNT padronizou cores para os cilindros relacionando-as a cada tipo de gás.
Como ponto de partida para a pesquisa em relação à percepção dessas cores nas indústrias,
toma-se como base o catálogo utilizado pela empresa White Martins.
Como a variedade de gases, não apenas industriais, mas medicinais, especiais e outros, é muito grande, foram selecionados inicialmente trinta deles, levando-se em consideração seu nível de periculosidade e suas cores correspondentes.
Entretanto, o aspecto ligado às cores teve prioridade, pois estas, além de não serem facilmente reconhecíveis, são confundidas umas com as outras e mudam constantemente com pequenas alterações na iluminação, devido a todos os fatores destacados ao longo deste artigo. gases industriais.
O grupo de cilindros de gases industriais foi escolhido por ter as cores muito bem caracterizadas, com poucos detalhes.
Pode-se observar que os gases especiais e medicinais, na sua maioria, são representados por duas cores (uma referente ao corpo e outra referente à parte superior do cilindro).
Além disso, o enfoque principal desta pesquisa foi a percepção de cor de cilindros de gases industriais.
É importante observar, através das fotos apresentadas que o estado de conservação dos cilindros
também afeta a percepção de suas cores, pois, muitas vezes, encontram-se arranhados, oxidados, amassados e/ou empoeirados.
Os gases escolhidos podem ser agrupados em três classes distintas: Gases industriais.

GASES INDUSTRIAIS COR NOTAÇÃO MUNSELL
Ar Comprimido Azul claro 10B 5/10
Argônio Marrom 5YR 2/4
Dióxido de Carbono Sistema Incêndio Vermelho 5R 4/14Etil 5
Violeta e Cinza 5P 7/6 e N7
Hélio Alaranjado 2,5YR 5/14
Gases Refrigerantes 
Branco N9,5 Hidrogênio Amarelo 1,2Y 7,5/14
Metano ou GNV Rosa seco 2,5YR 8/4
Mistura Conservante Bege com detalhe marrom 10YR 7/4 e 5YR 2/4
Nitrogênio Cinza N7
Nitrogênio Sistema de Incêndio Cinza e vermelho N7 e 5R 4/14
Oxigênio Preto N1

GASES ESPECIAIS COR NOTAÇÃO MUNSELL
Amônia Turquesa claro e Bordô 7,5BG 8/2 e 7,5R 3/8
Ar Sintético Preto, Cinza e Bordô N1 ; N7 e 7,5R3/8
Argônio Marrom e Bordô 5YR 2/4 e 7,5R 3/8
Nitrogênio Cinza e Bordô N7 e 7,5R 3/8
Etileno Violeta e Bordô 5P 7/6 e 7,5R 3/8
Halocarbono Branco e Bordô N9,5 e 7,5R 3/8
Hélio Alaranjado e Bordô 2,5YR 5/14 e 7,5R 3/8
Hidrogênio Amarelo e Bordô 1,2Y 7,5/14 e 7,5R 3/8
Metano Rosa seco e Bordô 2,5YR 8/4 e 7,5R 3/8
Óxido Nitroso A Branco, Azulão e Bordô N9,5 ; 5PB 2/6 e 7,5R 3/8
Oxigênio Preto e Bordô N1 e 7,5R 3/8

GASES MEDICINAIS COR NOTAÇÃO MUNSELL
Ar Comprimido Medicinal Cinza e Verde N7 e 10GY
Dióxido de Carbono USP Cinza, Verde e Bordô N7 ; 10GY e 7,5R 3/8
Mistura Carbogênica Cinza, Verde e Bordô N7 ; 10GY e 7,5R 3/8
Mistura Especial Medicinal Bege, verde e Bordô 10YR 7/4; 10GY e 7,5R 3/8
Mistura Odontare Bege e Verde 10YR 7/4 e 10GY
Óxido Nitroso Azulão 5PB 2/6
Oxigênio Verde 10GY
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