segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Fluidos refrigerantes da Dupont. Na Climoar Refrigeração você acha todos gases refrigerantes da linha SUVA.

 
DuPont Suva® 408A

O gás refrigerante Suva® 408A é um HCFC desenvolvido para Retrofit do R-502, para equipamentos de refrigeração comercial já existentes, de baixas e médias temperaturas de evaporação. É também uma opção ao Suva® HP80, onde são necessárias pressões de trabalho mais baixas, tais como antigos equipamentos, com capacidade de condensação limitada.

Classificação ASHRAE: R-408A
Aplicações
Refrigeração comercial.
Benefícios
Permite utilizar equipamentos existentes;
Possibilita a redução de 10 a 25% em relação à carga original com R-502;
Não é necessária a troca do óleo lubrificante e do dispositivo de expansão;
HCFC: apresenta um baixo potencial de degradação da camada de ozônio;
Baixa toxicidade, similar ao R-502;
Não é inflamável.
Performance Esperada
A utilização do óleo lubrificante alquilbenzeno é recomendada para um melhor retorno de óleo no compressor.
Uma única troca de óleo para AB possibilita remover de 50% a 80% do óleo mineral remanescente, o que satisfaz as recomendações da maioria dos compressores.

Considerações para o Uso
O Suva® 408A é compatível com lubrificantes a base de alquilbenzeno (AB) e de óleo mineral (OM).
É importante verificar se o Suva® 408A é compatível com os materiais/componentes do sistema de refrigeração.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 408A e que a carga seja feita na fase líquida.
 


DuPont Suva® MP39
O fluido refrigerante Suva® MP39 é um HCFC desenvolvido para substituir o R-12 em equipamentos de refrigeração novos ou existentes, de baixas e médias temperaturas de evaporação (acima de -26ºC). Também pode ser uma opção para Retrofit.
Classificação ASHRAE: R-401A
Aplicações
Refrigeração Doméstica e Comercial.
Benefícios
Trabalha dentro de toda a faixa de operação do R-12, apresentando melhor capacidade quando a temperatura de evaporação estiver acima de -26ºC;
Em caso de Retrofit, não é necessário trocar o óleo lubrificante e o dispositivo de expansão;
HCFC: Produto de acordo com as legislações ambientais vigentes;
Baixa toxicidade, similar ao R-12;
Não inflamável.
Performance Esperada
O Suva® MP39 apresenta uma capacidade de refrigeração ligeiramente mais alta e um coeficiente de desempenho equivalente em comparação com o CFC-12.
Muitos equipamentos têm sido convertidos para o Suva® MP39, proporcionando uma redução no consumo de energia e aumento na capacidade do equipamento.
 


Suva® 123 (R-123)
Suva® 123 é um fluido refrigerante HCFC, alternativo ao R-11 em centrífugas de baixa pressão. É indicado para realização de Retrofit, e para utilização em equipamentos novos de médias e altas temperaturas de evaporação.

Classificação ASHRAE: R-123
Aplicações
Chiller Centrífugo de Baixa Pressão.
Benefícios
Equipamentos originalmente desenvolvidos para trabalhar com o Suva® 123 proporcionam excepcional capacidade e eficiência energética, garantindo baixo custo operacional em equipamentos novos;
Pode ser utilizado em Retrofit de sistemas existentes de R-11;
Em caso de Retrofit, não é necessária a troca do óleo lubrificante e do dispositivo de expansão;
HCFC: apresenta um baixo potencial de degradação da camada de ozônio;
Baixa toxicidade, similar ao R-11;
Não é inflamável.
Performance Esperada
O Suva® 123 oferece a melhor eficiência teórica entre as várias alternativas para uso em Chillers. Produz aproximadamente as mesmas pressões e temperaturas operacionais apresentadas pelo CFC-11.
Entretanto, em caso de Retrofit, os chillers não modificados terão uma menor capacidade de refrigeração e eficiência equivalente ou menor com o HCFC-123 que com o CFC-11.
De maneira geral, as diferenças em capacidade e eficiência dependerão da seleção de componentes do sistema e condições operacionais do sistema original.
Considerações para o Uso

Operam com lubrificantes a base de óleo mineral (OM) ou alquilbenzeno (AB). Em geral, os lubrificantes utilizados com o CFC-11 apresentam um desempenho satisfatório com o HCFC-123 em sistemas operacionais.
Em equipamentos existentes é possível instalar componentes mecânicos otimizados para o HCFC-123, a fim de manter a capacidade total após o Retrofit.
Quando utilizado como substituto do R-11, principalmente em equipamentos com mais de 8 anos, modificações são normalmente necessárias para aumentar a capacidade e evitar incompatibilidade de materiais (principalmente elastômeros).
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 123.
 


Suva® 95 (R-508B)
O Suva® 95 é um fluido refrigerante PFC, que não degrada a camada de ozônio. Foi desenvolvido para substituir o R-13, R-23 e R-503 para aplicações de baixíssima temperatura (abaixo de - 40°C). É indicado para realização de Retrofit, e para utilização em equipamentos novos.
Classificação ASHRAE: R-508B
Aplicações
Sistemas em cascata:
Câmaras de teste ambiental;
Freezer de temperatura constante muito baixa;
Refrigeração de processo.
Benefícios
É um excelente fluido refrigerante para aplicações em refrigeração com temperaturas muito baixas (abaixo de - 40°C) onde segurança e consistência de desempenho são necessárias;
Pode ser utilizado para Retrofit em sistemas projetados para o R-503 e na maioria dos sistemas existentes com R-13 se os procedimentos apropriados forem seguidos;
Proporciona uma capacidade de resfriamento 30% maior do que o R-13, sendo um substituto perfeito ao R-23, uma vez que oferece capacidade e eficiência mais altas que o mesmo;
A temperatura de descarga do compressor é significativamente mais baixa do que a temperatura de compressores que utilizam o R-23;
PFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-13, R-23 e R-503;
Não é inflamável.
Performance Esperada
O Suva® 95 oferece excelentes características de operação quando comparado com o R-503 e R-13. Seus valores de eficiência e capacidade são quase equivalentes aos R-503 e superiores aos do R-13. Possui temperaturas de descarga inferiores às do R-23, o que pode prolongar a vida útil do compressor e melhorará estabilidade do lubrificante.
Considerações para o Uso
O Suva® 95 é compatível apenas com os lubrificantes a base de poliól éster (POE). Em caso de Retrofit, o óleo mineral deverá ser substituído, e seus resíduos não poderão ultrapassar a 5%, o que pode exigir três ou mais trocas do lubrificante poliól éster (POE).
 


Suva® 134a (R-134a)
gás refrigerante Suva® 134a é um HFC, que não degrada a camada de ozônio, desenvolvido para substituir o R-12 em sistemas de refrigeração de médias e altas temperaturas de evaporação  (acima de – 7º C).
Sua utilização é indicada preferencialmente para equipamentos novos; porém, pode ser uma opção para Retrofit*.
Classificação ASHRAE: R-134a
Aplicações
Equipamentos de Refrigeração Doméstica, Comercial e Industrial;
Condicionador de ar automotivo;
Chiller.
Benefícios
É indicado para aplicação em condicionador de ar automotivo;
A temperatura de descarga do compressor é significativamente mais baixa quando comparada à do R-12;
HFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: 
Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-12;
Não é inflamável.
Considerações para o Uso
Todos os sistemas que trabalham com HFC-134a podem utilizar lubrificantes a base de poliól éster (POE). 
Em sistemas de condicionadores de ar automotivos também é possível a utilização de lubrificantes a base de polialquileno glicol (PAG).
Em determinados casos são necessárias mudanças no projeto dos equipamentos para otimizar o desempenho do fluido.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 134a.
Exige troca do tipo de lubrificante e do dispositivo de expansão.
 


Suva® 404A (R-404A)
O Suva® 404A é um fluido refrigerante a base de hidrofluorcarboneto (HFC), fluido que não degrada a camada de ozônio. É indicado para a substituição do R-502 em equipamentos novos que possuam baixa temperatura de evaporação.
Classificação ASHRAE: R-404ª
Aplicações

Refrigeração Comercial e Industrial.
Benefícios
Oferece as melhores propriedades quando comparado com o R-502.
Sua temperatura de descarga possibilita o prolongamento da vida útil do compressor;
HFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-502;
Não inflamável.
Performance Esperada
O Suva® 404A oferece as melhores propriedades quando comparado com o R-502. Os valores de capacidade de refrigeração e eficiência energética devem ser equivalentes aos do R-502, e as temperaturas de descarga do compressor podem ser até 9°C mais baixas que o R-502, o que pode propiciar a uma vida mais longa do compressor e uma melhor estabilidade do lubrificante.
As características de transferência de calor do Suva® 404A são melhores que as do R-502, de modo que qualquer perda na eficiência do compressor pode ser compensada pelas melhorias na transferência de calor.
Considerações para o Uso

O Suva® 404A é compatível apenas com os lubrificantes a base de poliól éster (POE).
Além de ser uma alternativa para todas as aplicações do R-502, o Suva® 404A também pode ser utilizado para realização de Retrofit* quando os HFCs forem desejados.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 404A e que a carga seja feita na fase líquida.
Exige troca de lubrificante e do dispositivo de expansão.
 


Suva® 407C (R-407C)
gás refrigerante Suva® 407C é uma mistura de três fluidos refrigerantes à base de hidrofluorcarbono (HFC), que não degrada a camada de ozônio. Foi desenvolvido para a substituição do R-22, em equipamentos novos de média e alta temperatura de expansão. Também pode ser uma opção para Retrofit*.
Classificação ASHRAE: R-407C
Aplicações

Condicionador de Ar Doméstico e Comercial;
Bomba de calor;
Chiller recíproco.
Benefícios

É indicado para aplicação de baixa temperatura onde é necessário uma maior capacidade;
HFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: 
Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-22;
Não é inflamável.
Performance Esperada

Considerando a capacidade e a eficiência energética, o fluido refrigerante Suva® 407C tem um desempenho similar ao do R-22 sob temperaturas de evaporação na faixa de -7 a 10°C.
Considerações para o Uso

O Suva® 407C é compatível apenas com os lubrificantes a base de Poliól éster (POE).
É recomendável verificar as orientações dos fabricantes do equipamento quanto ao tipo de óleo e carga ideal.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 407C e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® 409A (R-409A)
O gás refrigerante Suva® 409A é um HCFC desenvolvido para substituir o R-12 em equipamentos de refrigeração novos ou existentes, de baixas e médias temperaturas de evaporação (acima de – 26ºC). Também pode ser uma opção para Retrofit*.
Classificação ASHRAE: R-409A
Aplicações

Refrigeração Doméstica e Comercial:
Refrigeradores domésticos;
Balcões frigoríficos;
Bebedouros.
Benefícios

Trabalha dentro de toda a faixa de operação do R-12, apresentando melhor capacidade quando a temperatura do evaporador estiver acima de – 26°C;
Permite utilizar equipamentos existentes;
Em caso de Retrofit, não é necessária a troca do óleo lubrificante e do dispositivo de expansão.
HCFC: apresenta um baixo potencial de degradação da camada de ozônio;
Baixa toxicidade, similar ao R-12;
Não é inflamável.
Performance Esperada
Em comparação com o CFC-12 o Suva® 409A apresenta uma capacidade de refrigeração ligeiramente mais alta e um coeficiente de desempenho equivalente.
Considerações para o Uso

O Suva® 409A é compatível com lubrificantes a base de alquilbenzeno (AB) e de óleo mineral (OM).
É importante verificar se o Suva® 409A é compatível com os materiais/componentes do sistema de refrigeração.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 409A e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® 410A (R-410A)
O gás refrigerante Suva® 410A, disponível  em embalagens de 11,34 e 5kg, é uma mistura de dois fluidos refrigerantes a base de hidrofluorcarbono (HFC), que não degrada a camada de ozônio. 
Foi desenvolvido para substituir o R-22 em equipamentos novos, de médias e altas temperaturas de evaporação, projetados exclusivamente para trabalhar com o R-410A.
Classificação ASHRAE: R-410A
Aplicações
Condicionador de Ar Doméstico;
Bomba de Calor;
Refrigeração Comercial.
Benefícios
Equipamentos desenvolvidos para trabalhar com o Suva® 410A possuem capacidade superior a equipamentos projetados para trabalhar com o R-22;
HFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-22;
Não é inflamável.
Performance Esperada

Equipamentos desenvolvidos para trabalhar com o Suva® 410A possuem um desempenho 60% superior a equipamentos similares, os quais utilizam o R-22.
O Suva® 410A apresenta pressão e capacidade de refrigeração significativamente mais altas que o HCFC-22.
Considerações para o Uso
O Suva® 410A é compatível apenas com lubrificantes a base de Poliól éster (POE).
É recomendável verificar as orientações dos fabricantes do equipamento quanto ao tipo de óleo e carga ideal.
Devido às pressões significativamente mais altas do Suva® 410A em comparação com o HCFC-22, um compressor típico projetado para o HCFC-22 não pode ser utilizado com o Suva® 410A.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 410A e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® 507 (R-507)
O gás refrigerante Suva® 507 é a mistura dos hidrofluorcarbonetos HFC-125 e HFC-143a, fluidos que não degradam a camada de ozônio.
Indicado para substituir o R-502 em sistemas de refrigeração, deve ser utilizado preferencialmente em equipamentos novos que apresentem baixa temperatura de evaporação.
Classificação ASHRAE: R-507
Aplicações
Refrigeração Comercial e Industrial.
Benefícios
Possui uma menor temperatura de descarga, o que pode prolongar a vida útil do compressor;
HFC: não apresenta potencial de degradação da camada de ozônio: 
Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal;
Baixa toxicidade, similar ao R-502;
Não é inflamável.
Performance Esperada

O R-507 manterá sua composição consistente se ocorrer vazamento em sistema de refrigeração, o que significa que o desempenho operacional permanecerá constante e estável após ciclos de vazamento/recarga.
O Suva®  507 trabalha dentro de toda faixa de operação do R-502. 
Apresenta temperatura de descarga do compressor até 7,4K mais baixa do que com o R-502.
Considerações para o Uso
O Suva® 507 deve ser utilizado apenas com lubrificantes a base de poliól éster (POE).
Misturas R-507/lubrificante POE apresentam miscibilidade melhor do que as R-502/óleo mineral em temperaturas baixas, o que ajuda no retorno de óleo em aplicações de baixa temperatura.
Para efetuar carregamento, a fase líquida deve ser removida do cilindro de armazenamento a fim de minimizar alterações de composição.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® 507 e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® HP80 (R-402A)
O gás refrigerante Suva® HP80 é um fluido refrigerante a base de HCFC desenvolvido pela DuPont, indicado para a substituição do R-502, em equipamentos novos ou existentes de baixas e médias temperaturas de evaporação (acima de – 26°C). Pode ser uma opção para Retrofit*.
Classificação ASHRAE: R-402A
Aplicações
Refrigeração Comercial e Industrial.
Benefícios
O Suva® HP80 oferece temperaturas de descarga do compressor equivalentes ao R-502, com capacidade aprimorada em comparação com o R-502, e uma eficiência energética teórica ligeiramente menor;
É alternativo a todas as aplicações do R-502;
Sua menor temperatura de descarga possibilita o prolongamento da vida útil do compressor;
Em caso de Retrofit, não é necessária a troca do óleo lubrificante e do dispositivo de expansão;
HCFC: apresenta um baixo potencial de degradação da camada de ozônio;
Baixa toxicidade, similar ao R-502;
Não é inflamável.
Performance Esperada
Os fluidos refrigerantes Suva® HP oferecem uma excelente capacidade de refrigeração e eficiência energética.
O Suva® HP80 oferece temperaturas de descarga equivalentes ao R-502, com desempenho de refrigeração aprimorado em comparação com o 
R-502, e uma eficiência energética teórica ligeiramente menor.
Considerações para o Uso
O Suva® HP80 pode ser utilizado com lubrificantes a base de óleo mineral (OM) ou alquilbenzeno (AB).
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® HP80 e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® HP81 (R-402B)

O Suva® HP81 é um Fluido Refrigerante a base de HCFC desenvolvido pela DuPont, indicado para a substituição do R-502, em equipamentos existentes de baixas e médias temperaturas de evaporação (temperaturas acima de –26°C). Pode ser uma opção para Retrofit*.
Classificação ASHRAE: R-402B
Aplicações
Refrigeração Comercial e Industrial.
Benefícios

O Suva® HP81 proporciona uma maior eficiência e capacidade energética em sistemas, onde temperaturas de descarga mais altas não criem dificuldades operacionais;
Mais apropriado para sistemas de temperatura média com máquinas de gelo.
Possui temperatura de descarga mais baixa que a do R-502, o que pode prolongar a vida útil do compressor;
HCFC: apresenta um baixo potencial de degradação da camada de ozônio;
Baixa toxicidade, similar ao R-502;
Não é inflamável.
Performance Esperada
O Suva® HP81 oferece a maior eficiência energética em comparação com o R-502, com uma capacidade de refrigeração ligeiramente melhor. No entanto, a maior quantidade de HCFC-22 na composição do Suva® HP81, resulta em uma maior temperatura de descarga do compressor até 14K mais alta. 
Isto torna o Suva® HP81 mais apropriado para sistemas de temperatura média, como máquinas de gelo.
É utilizado preferencialmente em situações em que uma maior eficiência e capacidade energética forem necessárias e onde temperaturas de descarga mais altas não criem dificuldades operacionais.
Considerações para o Uso

O Suva® HP81 é compatível com os lubrificantes a base de óleo mineral (OM) ou alquibenzeno (AB).
A experiência em campo demonstrou que o Suva® HP81 funciona de maneira bem-sucedida com óleo mineral em muitos sistemas nos quais o retorno do óleo não é um problema.
É recomendável verificar as orientações dos fabricantes do equipamento quanto ao tipo de óleo e carga ideal.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® HP81 e que a carga seja feita na fase líquida.

 


Suva® MP66 (R-401B)
O Suva® MP66 é um fluido refrigerante HCFC, alternativo ao R-500 em equipamentos de baixa temperatura de evaporação (abaixo de –26°C).
Pode ser utilizado em equipamentos novos ou existentes, além de ser uma opção para Retrofit do R-12 em equipamentos que foram projetados para o R-500.
Classificação ASHRAE: R-401B
Aplicações

Freezers de Alta Capacidade;
Transporte de Refrigeração;
Substitui o R-12 em baixa temperatura.
Benefícios
É o fluido refrigerante indicado para aplicação de baixa temperatura onde é necessário uma maior capacidade;
Trabalha dentro de toda a faixa de operação do R-500, apresentando um melhor desempenho quando a temperatura do evaporador estiver acima de -26°C;
Em caso de Retrofit, não é necessária a troca do óleo lubrificante e do dispositivo de expansão;
Baixa toxicidade, similar ao R-500;
Não é inflamável.
Performance Esperada

Apesar de sua aplicação ser mais indicada para equipamentos novos, o Suva® MP66 proporciona um rendimento comparável a do CFC-12 no Retrofit de sistemas que contenham este produto, e que operam com baixas temperaturas de evaporação, tornando-o apropriado para uso em transporte refrigerado e congeladores domésticos/comerciais.
Considerações para o Uso

O Suva® MP66 é compatível com os lubrificantes a base de óleo mineral (OM) e alquilbenzeno (AB). 
É importante verificar se o Suva® MP66 é compatível com os materiais/componentes do sistema de refrigeração.
Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com Suva® MP66 e que a carga seja feita na fase líquida.

Gomes

Tipos de compressores utilizados em ar-condicionado

compressor de ar-condicionadoO compressor é a principal peça do ar-condicionado (e também a mais cara), é o equipamento responsável pela alteração da temperatura do ar, promovendo o aquecimento ou a refrigeração do ambiente. Sua função é receber e comprimir o fluido refrigerante vindo da evaporadora, elevando a pressão do gás e a temperatura nesse processo. Após deixar o compressor, o gás passa novamente pelo condensador onde então é feita a troca de calor com o ambiente.
Existem vários tipos de compressores, mas somente cinco deles são utilizados na climatização, sendo o alternativo e o rotativo os tipos mais usados nos aparelhos de ar-condicionado residenciais. Confira:
Compressor Rotativo
O rotativo é o mais econômico e silencioso dos compressores. Sua grande eficiência em energia ocorre pelo ar que é comprimido nas espirais internas do equipamento, onde mesmo que seu funcionamento aconteça em altíssima rotação, o trabalho é realizado com “menos esforço” e consequentemente consumindo menos energia. Ele é usado nos modelos janela e split. A tendência é que os fabricantes adotem o compressor rotativo em seus aparelhos.
Quando é usado: Aparelhos até 30.000 BTUs.
Preço médio: R$300 a R$800
Rotativo Inverter
tecnologia inverter pode ser aplicada no compressor rotativo, que controla a velocidade da rotação, fazendo com que trabalhe em baixa freqüência, evitando picos de energia, sem perder a eficiência. Só em comparação ao rotativo convencional (que já gasta menos que os outros) a diferença inverter pode chegar a 40% menos de consumo. O sistema inverter é exclusivo para os aparelhos split.
Compressor Alternativo
Ele atua com um sistema parecido com um pistão de carro e o ar é comprimido. Por conta disso, o nível de ruído é elevado, ele consome mais energia e possui menor vida útil. Gradativamente ele está sendo substituído pelo sistema rotativo. É usado nos modelos janela e split.
Quando é usado: Aparelhos até 30.000 BTUs.
Preço médio: R$260 a R$1.100
Compressor Scroll
Este compressor tem duas partes separadas de forma espiral, onde uma permanece fixa, enquanto a outra gira contra ela. Os compressores do tipo Scroll (caracol excêntrico) possuem alta eficiência energética aliado ao baixo nível de ruído, garantindo baixo custo de operação e funcionamento suave e progressivo.
Eles funcionam silenciosamente e são menos propensos a ter vazamentos quando comparados a outros tipos de compressores. O compressor scroll é mais utilizado em chillers.
Quando é usado: Equipamentos a partir de 24.000 BTUs.
Preço médio: R$700 a R$2.000
Compressores Parafuso
Neste modelo são usados dois eixos em formato de parafuso interligados que giram em direções opostas. O gás refrigerante entra na câmara e é comprimido entre os parafusos. O gás é absorvido para dentro da câmara e levado até a condensadora.
É mais comum vê-los sendo usados ??para fornecer ar comprimido em estabelecimentos industriais em geral. Umadas vantagens desse compressor é que ele oferece um fluxo contínuo de ar.
Quando é usado: Sistemas entre 100 e 750 TRs.
Preço médio: R$12.000 a R$50.000
Compressor Centrífugo
Este modelo é adequado quando o objetivo é trabalhar numa faixa mais ampla de fluxo de ar, sem que mude a rotação. Este compressor contém um propulsor de alta velocidade, com muitas pás, que giram para alcançar o objetivo do equipamento. Ele ainda age como coletor acumulando o ar pressurizado.
Quando é usado: Sistemas entre 100 e 1.000 TRs.
Preço médio: R$40.000 a R$80.000
O setor está em desenvolvimento
O compressor alternativo está com os dias contados. A criação do rotativo e principalmente da tecnologia inverter, fez com que a diferença de consumo e de trabalho de ambos seja significativa.
A tecnologia continua evoluindo nesse sentido, até em refrigeração óptica se fala, que poderia eliminar o uso de compressores no futuro. Um microcompressor também foi desenvolvido pela empresa Embraco, com o objetivo de refrigerar pequenos objetos portáteis, como roupas especiais e caixas no transplante de órgãos.
Atuação no mercado
Existem profissionais, palestras e cursos específicos na área para conserto e selecionamento de compressores. Sempre que ficamos sabendo de algum evento publicamos em nossa seção “cursos e eventos”.
Rede de energia fraca
Os compressores recomendados para locais onde a energia elétrica é fraca ou tem variações, são os de alto torque de partida (força que tende a rodar algo), contidos na maioria dos compressores usados nos condicionadores de ar.  Estabilizador de tensões também é indicado para rede vulneráveis, já que mantém a tensão dentro da faixa projetada.
Como sei que o compressor está danificado?
Basicamente os testes necessários são:
– Examinar se alguma bobina está interrompida ou queimada;
– Verificar se os componentes elétricos estão em boas condições;
– Observar se as peças relacionadas ao trabalho de compressão estão em boas condições e se o compressor atinge o índice de compressibilidade projetado.
Existem outros modelos
É comum ouvirmos outros tipos de compressores como Axiais, hemérticos, semi-herméticos, abertos, dinâmicos radiais, de palheta, de lóbulos, entre outros que vão além de aparelhos de ar-condicionado, servindo para aumentar a pressão de fluido em estado gasoso de outros aparelhos como geladeira, máquinas industriais, automóveis, entre outros.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016


CICLOS DE REFRIGERAÇÃO





Em meados do século XIX o homem descobriu a propriedade criogênica de gases: a capacidade de retirar calor de um sistema quando submetido à expansão e começou a fazer gelo industrialmente em grande escala.
A partir dessa época, então, tem início a atividade comercial de conservação de alimentos em grande escala. Não havia, sequer, os grandes entrepostos frigoríficos, mas sim as fábricas de gelo.
Nos setores comercial e residencial este gelo industrial era usado para fazer essa conservação dos alimentos em pequena escala.
Assim a utilização dos sistemas de refrigeração virou indispensável nos dias de hoje. Geladeiras, ar condicionado, refrigeração industrial são os maiores exemplos que podem ser tomados para utilização do sistema de refrigeração.
Como conseqüência, também é indispensável o uso da energia elétrica para o acionamento dos motores e outros equipamentos associados a esses sistemas.
Com objetivo de cada vez mais aprimorar a utilização, melhorar a economia de energia, aumentar o poder de resfriamento e conservação de baixas temperaturas, vários estudos são realizados nessa área com o intuito de evoluir cada vez mais os sistemas de refrigeração.
Nesse trabalho será apresentado e descritos os tipos existentes de válvulas de expansão ou expansores, bem como a operação e modo de trabalho de cada um e mostrando a aplicação mais eficiente das válvulas.
CONCEITOS BÁSICOS
Resfriamento: Tudo aquilo que conseguimos resfriar até a temperatura ambiente. Ex: Uma xícara de café quente em cima da mesa.
Refrigeração: Tudo aquilo que conseguimos resfriar abaixo da temperatura ambiente. Ex: Uma geladeira residencial.

CICLOS DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE
VAPOR
Se um líquido for introduzido num vaso onde existe, inicialmente, um grau de vácuo e cujas paredes são mantidas a temperatura constante, ele se evaporará imediatamente.
No processo, o calor latente de vaporização, ou seja, o calor necessário para a mudança do estado líquido para o estado vapor, é fornecido pelas paredes do vaso.
O efeito de resfriamento resultante é o ponto de partida do ciclo de refrigeração.
À medida que o líquido se evapora, a pressão dentro do vaso aumenta, até atingir, eventualmente, a pressão de saturação para a temperatura considerada.
Depois disso, nenhuma quantidade de líquido evaporará, e, naturalmente, o efeito de resfriamento cessará. Qualquer quantidade adicional de líquido introduzido permanecerá neste estado, isto é, como líquido, no fundo do vaso.
Se for removida parte do vapor do recipiente, conectando-o ao lado de sucção de uma bomba, a pressão tenderá a cair.
O que provocará evaporação adicional do líquido.
Neste aspecto, o processo de resfriamento pode ser considerado contínuo.
E, para tal, necessitasse: de um fluido adequado, o refrigerante; um recipiente onde a vaporização e o resfriamento sejam realizados, chamado de “evaporador”; e um elemento para remoção do vapor, chamado de “compressor”.
O sistema apresentado até agora não é prático, pois envolve um consumo contínuo de refrigerante.
Para evitar este problema, é necessário converter o processo num ciclo. Para fazer o vapor retornar ao estado líquido, o mesmo deve ser resfriado e condensado.
Usualmente, utiliza-se a água ou o ar como meio de resfriamento, os quais se encontram a uma temperatura substancialmente mais elevada do que a temperatura reinante no evaporador.
A pressão de vapor correspondente à temperatura de condensação deve, portanto, ser bem mais elevada do que a pressão no evaporador.
O aumento desejado de pressão é promovido pelo compressor.
A liquefação do refrigerante é realizada num condensador, que é, essencialmente, um recipiente resfriado externamente pelo ar ou água.
O gás refrigerante quente (superaquecido), com alta pressão, é conduzido do compressor para o condensador, onde é condensado.
Resta agora completar o ciclo, o que pode ser feito pela inclusão de uma válvula ou outro dispositivo regulador, que será usado para injeção de líquido no evaporador.
Este é um componente essencial de uma instalação de refrigeração e é chamado de “válvula de expansão”.
 A geladeira doméstica: um exemplo de ciclo de compressão de vapor.
Válvulas de Expansão ou Expansores.
As válvulas de expansão são utilizadas nos sistemas de refrigeração mecânica por meio de vapores para provocar a expansão do fluido frigorígeno liquefeito, desde a pressão de condensação ate a pressão de vaporização do ciclo.
Esse dispositivo causa no sistema uma perda de carga, e justamente com o compressor divide o mesmo em duas zonas: a de alta pressão e a de baixa pressão.
Após a expansão na válvula, o liquido frigorígeno tem condições para vaporizar a baixas temperaturas, o que exige o isolamento do circuito de refrigeração na parte de baixa pressão.
A principal característica das válvulas de expansão é a sua capacidade, dada em kgf/h de fluido frigorígeno que pode laminar, a qual depende essencialmente do diâmetro do orifício de passagem, da diferença de pressão e do fluido de trabalho adotado.
As válvulas de expansão, usualmente adotadas nas instalações frigoríficas, são classificadas em:
  • Manuais
  • Tubos capilares
  • Automáticas:
  • De bóia:
  • Alta pressão
  • Baixa pressão
  • Pressostáticas
  • Termostáticas
Válvulas de expansão manuais
São registros tipo sede (globo), com obturador tipo agulha para permitir maior precisão de regulagem.
São restritas geralmente à substituição de válvulas de expansão automáticas, quando entram em reparo, para isso as válvulas de expansão manuais são instaladas em paralelo com as válvulas de expansão automáticas.
 
 Válvulas manuais tipo sede globo e tipo agulha.
Tubos Capilares
A laminagem provocada no fluido frigorígeno, pela passagem através de orifícios, pode ser substituída com vantagens, nas instalações de pequeno porte, por tubos capilares. Isto se deve ao fato de que nas instalações pequenas, onde o dispositivo de expansão é fixo, o diâmetro a adotar para o orifício de expansão, alem de ser pequeno, criando problemas de entupimento, está sujeito a desregulagem por desgaste.
O uso de capilares, para provocar a perda da carga necessária para a redução de pressão do sistema, elimina os inconvenientes apostados acima, pois, além do desgaste do conduto ser insignificante, seu diâmetro é bastante superior ao orifício de abertura equivalente.
Apesar disso, essas instalações devem ser perfeitamente limpas e isentas de umidade, para que não ocorra uma obstrução do tubo, porem a capacidade do tubo capilar varia de acordo com as condições de funcionamento da instalação, assim para evitar um aumento de pressão de condensação, a potência frigorífica é reduzida, a carga de fluido deve ser exata e as condições de funcionamento constantes.
A passagem do fluido por um capilar obedece a duas fases distintas: a inicial, a qual o fluido não foi ainda vaporizado e a final, onde começa a formação de vapor.
Na inicial a perde carga é praticamente linear, enquanto na fase final não acontece o mesmo, pois, com o aumento do titulo de vapor, o gradiente de pressão se torna cada vez maior.
Quando o liquido é sub-resfriado, a fase inicial torna-se maior, verificando-se um aumento da capacidade capilar, acontecendo o mesmo com o aumento da pressão de entrada.
Na pressão de saída a descarga é aumentada até uma pressão crítica, abaixo da qual o fluxo não mais se altera.
A pressão crítica depende essencialmente das condições do fluido à entrada do capilar caracterizada pela pressão, grau de sub-resfriamento e das trocas térmicas efetuadas no capilar dadas em função do diâmetro pelo comprimento.
Quando a pressão critica é superior a pressão de saída do capilar a capacidade do sistema torna-se independe da pressão do evaporador.
Neste caso, a perda de carga do capilar é dada pela diferença de pressão e a descarga de um capilar tomado para padrão pode ser calculada em função apenas da pressão de condensação e das condições do fluido frigorígeno.
Para a pressão de condensação mínima de funcionamento da instalação, verifica-se a descarga do capilar padrão para a condição mais favorável.
Calcula- se o coeficiente de correção da descarga, com o qual é determinado o comprimento do capilar a adotar.
Para garantir que a elevação da pressão de condensação não dê entrada de liquido no compressor, o enchimento da instalação deve ser feito à baixa pressão progressivamente até ser atingido exatamente o volume do evaporador com fluido em vaporização.
Os capilares assim calculados, alem de permitirem um melhor aproveitamento do evaporador possibilitam o funcionamento da instalação em ciclo reverso sem grandes inconvenientes.
 Válvula de expansão tipo tubo capilares
 Válvula de expansão automática tipo bóia baixa pressão
Trata-se de válvulas de bóia comum que controla o nível do liquido frigorígeno na baixa pressão.
A agulha obturadora, que é controlada pelo nível do liquido frigorígeno na baixa pressão, pode ser também comandada eletricamente por meio de um interruptor de mercúrio I. e válvula solenóide V.S.
Estas válvulas funcionam como evaporadores inundados e, por tanto, exigem o uso de separadores de liquido.
As válvulas de expansão tipo bóia de baixa pressão são usualmente adotadas em frigoríficos e instalações de refrigeração industriais onde o fluido frigorígeno é o NH3, graças as suas inúmeras vantagens, como:
  • Fácil regulagem da instalação;
  • Segurança quase absoluta contra golpes de líquidos no compressor, desde que o separador seja bem dimensionado;
  • Maior aproveitamento dos evaporadores que trabalham inundados, e dos compressores que aspiram vapor saturado seco;
  • Possibilidade da distribuição de líquido à baixa pressão por gravidade ou bomba, para diversos evaporadores, com separador com separador de líquido único centralizado.
Válvula de expansão automática tipo bóia alta pressão
São dispositivos parecidos ao do item anterior, ligados de modo a controlar o nível de líquido na alta pressão.
Seu funcionamento, que é semelhante ao de um tubo capilar bem dimensionado, caracteriza-se por manter o condensador isento de líquido e exigir uma carga de fluido frigorígeno mais ou menos exata.
Para tal, as válvulas de expansão tipo bóia de alta pressão devem ser instaladas em nível inferior ao do condensador e dispensam deposito de líquido.
Válvulas de expansão pressostáticas
São válvulas de expansão automáticas, que mantém constante a pressão de sucção, evitando que durante a parada de instalação o evaporador seja inundado.
Seu funcionamento é semelhante ao uma válvula de redução de pressão.
O uso desse tipo de válvula é bastante restrito, limitando-se a pequenas instalações de um único ponto de resfriamento, onde o compressor é controlado por meio de um termostato de evaporador.
 Válvula de expansão pressostática
Válvulas de expansão termostáticas
São válvulas de expansão automáticas, controladas simultaneamente pela pressão de sucção e pela temperatura do fluido à saída do evaporador, de modo a garantir leve superaquecimento, entre 5 a 8 ºC, do fluido que é aspirado pelo compressor.
O bulbo, que contem vapor saturado geralmente do mesmo fluido frigorígeno com que deve trabalhar a válvula, é montado à saída do evaporador, de modo a indicar a pressão correspondente à temperatura frigorígeno que abandona o mesmo.
Quando a pressão de saída difere muito da pressão de entrada do mesmo, torna-se recomendado o uso de válvula termostática com equalizador de pressão externa, na qual a temperatura e a pressão de saída do evaporador são tomadas praticamente no mesmo ponto.
O bulbo deve ser instalado antes da tomada de equalização de pressão e em local onde não haja possibilidade de deposição de líquido.
Sua fixação ao tubo deve ser feita por meio de braçadeira adequada, isolando-se do tubo, quando colocado em correntes de ar quente ou imerso em líquidos.
As válvulas de expansão termostáticas são usadas em instalações de refrigeração com um ou mais evaporadores secos, com qualquer tipo de fluido frigorígeno.
A regulagem de temperatura, neste caso, pode ser feita por meio de termostato de ambiente ou pressostato para o caso de um único evaporador, e válvulas de pressão constante, reguladores termostáticos da pressão de aspiração e válvulas solenóides controladas por termostatos de ambiente, para o caso de mais um evaporador.
Excepcionalmente, uma válvula de expansão termostática pode ser usada também de controle de nível de evaporadores de evaporadores inundados.
Para tal, o bulbo é colocado de tal forma que a intensa transmissão de calor que se verifica entre ele e o líquido em vaporização mantém a válvula fechada, quando o nível desejado é atingido.
A capacidade das válvulas de expansão termostáticas depende essencialmente do tipo de construção, diâmetro do orifício, fluido e condições do mesmo à entrada da válvula e diferença de pressão a que estará submetida, quando em funcionamento.
Válvula de expansão termostática
Conclusão
Neste trabalho conseguimos aprimorar nossos conhecimentos sobre sistemas de refrigeração, passando um pouco pelo histórico desses equipamentos e distinguindo quais os principais conceitos como resfriamento e refrigeração, que comumente são confundidos.
Apresentamos também quais os mecanismos são necessários para que um ciclo de refrigeração por compressão de vapor seja construído de forma correta, dentre os quais podemos citar o compressor, o evaporador e a válvula de expansão.
Nossa principal fonte de estudo foi a válvula de expansão a qual estudamos os modelos disponíveis segundo fontes pesquisadas, partindo de válvulas manuais, passando por válvulas com tubos capilares e finalmente chegando as válvulas automáticas.
Estudamos e entendemos o principio de funcionamento e suas vantagens e defeitos de todos os tipos de válvulas. Porém pela sua complexidade e aplicação, detalhamos mais as válvulas automáticas, que são distintas em dispositivos de alta e baixa pressão.
Outro tipo de válvula melhor estudado foi o mecanismo que utiliza tubos capilares pela sua facilidade de instalação e manutenção, sendo que ele pode operar em ciclo reverso.
Finalmente conseguimos formar opinião sobre quais são as melhores válvulas dependendo da solicitação do equipamento, junto com a odeia do custo de tal equipamento visto o custo de instalação e manutenção.
Solução do exercício
Considere CFC 12 circulando através do sistema ilustrado na figura.
Suponha que a pressão do fluido refrigerante no ponto 2 de 868kPa.
O evaporador oferece uma perda de pressão de 50kPa. A válvula provoca uma perda de pressão de 600kPa. A pressão imposta pela mola é de 60kPa.
Qual o grau de superaquecimento na saída do evaporador quando se utiliza uma válvula de expansão termostática com equalizador interno de pressão?
Qual o grau de superaquecimento na saída do evaporador quando se utiliza uma válvula de expansão termostática com equalizador externo de pressão?
  • Podemos calcular a pressão 4 da forma:
  • P4= P2 – DP válvula – DP serpentina = 868 - 600 - 50= 218 kPa
  • Observe o balanço de pressões no diafragma da válvula com equalização interna de pressão. No equilíbrio temos:
  • PB=PM+P3
  • PB = PM + P3
  • PB = 60 + 268=328kPa
  • TB = Tsat (PB)=1,9°C (Tabela de propriedades para R12)
  • DT = T4 – Tsat(P4)
  • DT = 1,9 – Tsat(218kPa) = 1,9 – (-10,2°C)= 12,1°C
  • Podemos calcular a pressão 4 da forma:
  • PB= PM+P4
  • PB = PM + P4
  • PB = 60 + 218 = 278kPa
  • TB = Tsat (PB)= -3,1°C
  • Como T4 = TB tem-se:
  • DT = T4 – Tsat(P4)
  • DT = -3,1-(-10,2) =7,1°C
Nesse exemplo pode-se concluir que a válvula de expansão termostática com equalização externa é a mais adequada, uma vez que mantém o grau de superaquecimento dentro do que é considerado normal.

Resultado de imagem para valvula de expansão como funciona




Imagem relacionada



Gomes