sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CONSUMO DE ENERGIA


CONSUMO DE ENERGIA
Diante da crise energética anunciada pelo governo, passamos a ter interesse em conhecer como é feito o cálculo do consumo de energia elétrica dos diversos eletrodomésticos que possuímos em casa.

O cálculo do consumo de energia elétrica não é uma tarefa tão complicada quanto você pode estar imaginando. Este procedimento requer a aplicação de uma fórmula básica, definida pela seguinte expressão:
W=P.T, onde:

W - energia consumida;

P - potência do eletrodoméstico considerado;

T - tempo de utilização do eletrodoméstico.


Com a fórmula acima mencionada, fica claro que a energia consumida é diretamente proporcional à potência do aparelho e ao respectivo tempo em que o mesmo fica ligado. Resumindo: Quanto maior a potência e o tempo de utilização, maior será a energia consumida e, conseqüentemente, a conta para pagar no final do mês.
Quando você compra um eletrodoméstico, por exemplo, um telefone sem-fio, este aparelho traz uma etiqueta que informa a energia necessária para o funcionamento do mesmo. Esta energia é expressa pelo termo potência, cuja unidade é o Watt. Portanto, a potência é o valor que você precisa conhecer para calcular a energia consumida por um determinado aparelho que fica ligado em um período de tempo conhecido. Vamos ver dois exemplos para aplicar os conceitos vistos, considerando que a emissão da conta de luz ocorra a cada trintas dias.

Eletrodoméstico:     Telefone sem-fio

Potência do aparelho:    P=3,0 watts;
Observa sempre no aparelho o consumo em Watts.

Tempo de utilização do aparelho:

Como o telefone sem-fio fica ligado 24 horas por dia, o tempo em horas para trinta dias será: T=(24h/dia x 30dias) :: T=720 horas
Aplicando os valores encontrados em W=P.T, temos:
W=(3,0W x 720,0h) :: W=2.160,00Wh. Dividindo este valor por 1000, vamos obter W em kWh (quilo.watt.hora). Então, a energia consumida pelo telefone sem-fio no período considerado será de 2,16kWh.

Para saber o preço que você pagaria por este consumo, basta multiplicar pelo custo do kWh fornecido pela concessionária local. Para obter este valor pegue a sua conta de luz e divida o valor a ser pago pelo consumo de energia em kWh. Supondo que o preço do kWh seja de R$0,27 centavos de reais, o custo da energia consumida pelo telefone sem-fio será de: C=(2,16 x 0,27) :: C=R$0,58 centavos de reais.

É um valor bem pequeno, chegando mesmo a ser desprezível. No entanto, diante do pacote energético anunciado pelo governo, devemos nos esforçar em reduzir o consumo de energia. Logo, não é bom pensar somente no valor a ser pago, mas sim na redução em kWh.

Eletrodoméstico:   Ex.. Chuveiro elétrico

Potência do chuveiro:   P=5.400 watts

Tempo de utilização do chuveiro:

Vamos considerar que você gaste 10 minutos por dia.
Neste caso, o tempo em minutos acumulado no mês será: T=(10min/dia x 30 dias) :: T=300 minutos.
Convertendo este valor para horas, teremos: T=(300/60) :: T=5 horas

Aplicando os valores encontrados na fórmula   W=P.T,
Temos:
W=(5.400W x 5h) :: W=27.000Wh.
Dividindo este valor por 1000, encontramos 27 kWh, que é a energia consumida pelo chuveiro no período considerado.
Conforme você percebeu nos dois exemplos citados, o cálculo do consumo de energia elétrica é bem simples.
Você pode fazer isto para todos os eletrodomésticos (máquina de lavar, geladeira, forno de micro-ondas, aspirador de pó, etc.) que possuir em casa, ou seja, qualquer aparelho que precise de energia elétrica para funcionar.


Alguns eletrodomésticos apresentam ciclos automáticos de liga-desliga, mesmo estando o cabo de força conectado na tomada.
A geladeira é um exemplo, e neste caso, você não pode considerar 24 horas por dia no cálculo do consumo de energia.

Quando for comprar uma geladeira ou um outro eletrodoméstico, verifique se o mesmo possui o selo de aprovação do PROCEL (Programa de Combate ao Desperdício de Energia).
Este selo traz o consumo de energia em kWh e, além disso, você tem a certeza de estar comprando um produto que prima pelo baixo consumo de energia.

Para finalizar este assunto, é bom frisar que a utilização de eletrodomésticos de baixo consumo de energia, aliados a uma instalação elétrica bem projetada e executada, constituem um sistema eficiente no combate ao desperdício de energia.

"Economize energia! O seu bolso agradece, o Brasil também."

J.P.Gomes      Pu7imw@ibest.com.br

domingo, 19 de agosto de 2012

Economisando energia do Ar Condicionado

Aprendendo a calcular o consumo do Ar Condicionado


Consumo de ar condicionado é uma questão que podemos considerar uma lenda, uns dizem que consomem bastante outros dizem que consomem pouco, mas a questão é:
Você sabe como calcular quanto gasta de luz por mês?
Pode parecer difícil ou confuso, mas é um calculo simples.

Para saber quanto você gastará por mês com a utilização do seu ar condicionado é necessário:
Saber qual o consumo mensal de energia (KWh/mês) do seu condicionador de ar;
Esta informação você encontra em uma etiqueta adesiva no produto, no manual ou na tabela de eficiência energética PROCEL.COSERNE. ETC>>

O tempo que ficará ligado; 

Para calcular o tempo devemos ter o número de horas e dias que será utilizado por mês.
Ex: 1 hora por dia durante 30 dias.
O valor em reais de kW/h cobrado pela empresa de energia elétrica:  Ex. 0,40 a 0,43
Pode variar de acordo com o lugar que você estiver.
Para saber qual é o valor por kW/h, consulte a sua conta de luz ou entre em contato com a empresa.
Após, ter esses informações acompanhe nosso cálculo, alterando para os seus dados:

Qual o consumo de energia em kwh/mês do seu aparelho?

Exemplo: 17kw/h/mês.
Quantas horas você deixa ligado por dia?
Exemplo: 8 horas.
Quantos dias do mês você utiliza o ar condicionado?
Exemplo: 18 dias.

Faça as contas:

1) Quantidade de dias que ligará o ar X Quantidade de horas em funcionamento por dia
18 dias X 8 horas = 144horas mensais.
2) Resultado 1 dividido pelo total de dias do mês (30 dias)
144 horas mês / 30 dias = 4,8hrs/por dia.
3) Resultado 2 X o consumo de energia do produto
4,8h/dia X 17kwh/mês = 81,6 kwh/mês.
4) Resultado 3 X o valor do kWh
81,6kw/mês x R$0,40 = 32 reais.

Esse será o valor que o ar condicionado acrescentará na sua conta de luz:   R$32 reais.
Obs: Esse resultado é baseado nos exemplos citados, altere o consumo, as horas e dias de utilização pelas suas informações para obter o seu valor real.
Entenda a unidade kWh/mês: informação de quanto o seu aparelho consome no total de um mês, ligado durante uma hora por dia.

Outro Exemplo: 

Ar Condicionado 9000btus da GREE:
A tabela de eficiência energética deste modelo informa que o consumo é de 17kW h/mês.
Sendo assim, esse aparelho ligado 1 hora por dia, totalizando 30 horas em um mês, consumirá um total de 17kwh/mês.
O valor em reais que o aparelho de ar condicionado 9000 btus GREE acrescentará na sua conta de luz mensalmente (ligado 30 horas mensais) é o consumo total (kW) multiplicado pelo valor que a empresa cobra por kWh. Exemplo:
C =17,0kw/mês x R$0,40
C = 6,8 reais

Para chegar ao seu resultado, acompanhe o calculo realizado no inicio desta postagem

J.P.Gomes     pu7imw@ibest.com.br

Como instalar um ar condicionado split

Como instalar um ar condicionado split passo a passo

Instalar um ar condicionado split pode parecer difícil mas compreendendo os passos torna se muito mais simples e fácil para qualquer pessoa.
Normalmente, a parte mais difícil da instalação é perfurar o orifício que liga a unidade interior à unidade exterior.
Observado segundo este ponto de vista não parece ser assim tão difícil.
Uma unidade normal deverá incluir as seguintes peças:
Unidades interiores
Controlo remoto
Tubo para o escoamento da água
Cabos elétricos ligados à unidade interior
Unidade exterior
Dois canos
Um rolo de fita térmica
A cobertura de acabamento
Um saco de massa Phillip, ( Massa de Calafeta )
Um rolo de fita preta
Uma bica para o escoamento da água
A seguir apresentamos-lhe, passo a passo, as instruções para instalar o ar condicionado split.
Instalar um ar condicionado split.


Desempacote a caixa das peças e procure saber para que serve cada uma.
Isto permite-lhe um acesso mais fácil ao instalar o ar condicionado.
De momento procure apenas familiarizar-se com a unidade interior.
Encontre o local onde pretende instalar o ar condicionado split.
É aí que vai montar o suporte de parede.
Tire as medidas da unidade interior e marque-as na parede.
Deve incluir a medida da saída do cano e a distância entre o centro da unidade interior e o centro do cano. Estas sinalizações vão ajudá-lo a saber onde deve perfurar o orifício na parede, de modo a ligar a unidade interior à unidade exterior.
Depois de sinalizar os pontos corretos é tempo de perfurar o orifício no exterior.
Naõ deixe de medir 15 cm do teto a placa de fixação.
É importante que se lembre de fazer a perfuração num ângulo de trinta e cinco graus.
Agora é altura de passar todos os cabos através do orifício na parede, para o exterior.
Quando estiverem todos passados deve fixar a unidade interior ao suporte previamente montado na parede.
Quando a unidade interior estiver fixa ao suporte na parede deve atravessar os tubos, através do orifício, para o exterior.
Agora desempacote a caixa da unidade exterior e familiarize-se com esta parte do ar condicionado.
Instale os suportes de parede exteriores, necessários para esta unidade.
É importante assegurar-se que estes suportes se encontram alinhados, para que a unidade se encontre perfeitamente nivelada.
Utilize as buchas metálicas fornecidas para montar os suportes de parede exteriores.
Desenrole cuidadosamente os tubos do gás, unindo a parte que não desenrolou com a fita térmica, que deve estar incluída no conjunto.
Agora ligue os tubos de gás às saídas da unidade interior.
Coloque a unidade exterior nos suportes e fixe-a.
Depois de fixar a unidade exterior deve montar a bica para o escoamento da água na unidade exterior.
Deve agora ligar a unidade interior à unidade exterior.
O primeiro passo é desenroscar as tampas em cada extremidade dos tubos do aparelho e das saídas de gás. Quando isso estiver feito deve remover a porca de proteção e soltar a válvula superior, pressionando de forma rápida quatro vezes.
Isto permite-lhe fixar os tubos nos locais corretos.
Desaperte os parafusos da unidade elétrica e ligue os fios aos terminais com as cores correspondentes. Quanto terminar, envolva os fios e os tubos em fita térmica. ( PVC )
Encha o orifício entre os fios com a massa e fixe a cobertura.
O último passo é verificar se está tudo instalado de forma correta e segura.
Verifique se existem fugas vertendo água ensaboada sobre as válvulas.
Se existir uma fuga vão formar-se bolhas de sabão.
Depois desta verificação ligue a unidade.
Acione com o controlo remoto e disfrute de um trabalho bem feito.
Quando falamos em melhoramentos à casa, parecem existir várias tarefas que são difíceis de executar só por uma pessoa.
As pessoas acabam frequentemente por contratar quem faça estes trabalhos, mas não tem de ser assim. Instalar um ar condicionado split,  parece ser uma dessas tarefas intimidantes, mas  verá que é simples e fácil de fazer. o processo por trás da instalação do ar condicionado, passo por passo, de forma fácil para que toda a gente o possa seguir e fazer.
Seja num apartamento ou numa casa, estas instruções são muito fáceis de seguir.
Para muitas pessoas a instalação do ar condicionado split,  parece uma tarefa difícil, e elas sentem que devem contratar alguém para a fazer. esta tarefa pode ser feita por quase toda a gente,
Estas instruções são fáceis de compreender e de seguir, quando comparadas com as instruções fornecidas no manual de utilização.  todo o processo da instalação do ar condicionado split, e explica o que está a ser feito. Qualquer pessoa que queira aprender a instalar um ar condicionado split vai gostar de visualizar .
O espectador vai sentir que compreendeu a tarefa e ganhar confiança para a fazer.
Esta opção permite-lhe aprender a instalar de forma correta e eficiente o ar condicionado, e permite-lhe mesmo poupar dinheiro porque não tem de contratar ninguém para o fazer.
Transcrição.

Apresentação do produto.

Na primeira caixa vai encontrar a unidade interior do sistema de ar condicionado, bem como um controlo remoto, e um cano de escoamento para a água; todos os cabos elétricos já se encontram ligados à unidade interior.

Descrição da Unidade Interior

Deve desmontar o suporte para que o possa posicionar na parede.
Marque cinco centímetros entre a unidade interior e o teto da sua divisão.
Quando tiver decidido onde vai colocar a unidade interior, marque os pontos a perfurar. O sistema vai ficar perfeitamente nivelado.

Instalar a unidade interior

Perfure cuidadosamente os orifícios com um berbequim adequado.
Para montar o suporte vai precisar de buchas para a parede, parafusos e de uma chave de fendas.
Quando o suporte estiver fixado à parede retire os tubos com cuidado.
Tire as dimensões da saída do tubo e sinalize na parede o ponto onde os cabos elétricos, o tubo de escoamento da água e o tubo de circulação de gás vão passar.
Tire as medidas do centro da sua unidade interior e meça a distância entre o centro do tubo e o centro da unidade interior.
Meça o cento do suporte na parede e sinalize as medidas que acabou de tirar.
Agora, meça a distância entre o centro to tubo e o fundo do sistema e sinalize  é aqui que os orifícios dos tubos devem ser perfurados.

Fixar a unidade interior

Com um berbequim ou uma furadeira de baixa rotação, uma broca para campainhas, faça um buraco no ponto que mediu com antecedência.
É importante que faça a perfuração com um ângulo de trinta e cinco graus.
Fixe o tubo de escoamento da unidade interior no tubo branco de maiores dimensões e situado do lado direito da unidade, o lado oposto às entradas de gás.
De seguida, prepare-se para atravessar todos os cabos através do orifício que perfurou.
Recomendamos que una todos os cabos com uma fita colante para que seja mais fácil passá-los pelo buraco na parede.
De seguida, monte a unidade interior ao suporte da parede.
Passe os tubos para o exterior
.
Descrição da unidade exterior

Na segunda caixa vai encontrar a unidade exterior e dois canos, um rolo de fita térmica, uma cobertura de acabamento, um saco de massa Phillip, um rolo de fita preta e uma bica para o esvaziamento da água.

Instalar a unidade exterior

Antes de instalar a unidade em si, deve montar o suporte fornecido.
Depois deve montar o suporte na parede exterior, assegurando-se que se encontra nivelado.
Para assegurar o nivelamento é importante que verifique estes dois pontos: em primeiro lugar, que os suportes se encontram alinhados de forma precisa com o pé da unidade exterior; em segundo lugar, que eles se encontram alinhados entre si.
Se a parede for sólida utilize as buchas de metal, fornecidas.
Se a sua parede for oca, deve utilizar buchas quimicamente vedadas.
Depois, desenrole lenta e cuidadosamente os tubos de gás, com cuidado para não os apertar.
Segure com a fita térmica a parte que não vai desenrolar.
Por último, ligue estes tubos às saídas da unidade interior.
Assegure-se que os tubos se encontram bem apertados, recomendamos que os aperte o mais possível.
É importante que se lembre de colocar a cobertura antes de efetuar as ligações.
Quando a unidade exterior se encontrar montada, pode fixar a unidade e os suportes com os parafusos.
De seguida, monte a bica de drenagem ao depósito de recuperação de água.

Ligar a unidade interior à unidade exterior

Desenrosque as tampas em cada extremidade dos tubos do aparelho e das saídas de gás.
Retire as porcas de proteção, utilizando uma chave Alan.
Solte a válvula superior pressionando de forma rápida quatro vezes.
Solte a válvula inferior e coloque as porcas de proteção, apertadas com firmeza.
De seguida, desaparte a cobertura da cabine elétrica e ligue os fios de acordo com as cores.
Por exemplo, ligue o fio castanho ao terminal castanho.
Com a fita térmica envolva a restante secção dos tubos de gás e de água.
Utilize a massa para encher os orifícios em torno dos tubos.
Feche a área com a cobertura de acabamento, fornecida no conjunto.
Verifique a existência de fugas com água ensaboada, se existir uma fuga formar-se-ão bolas no ponto em questão.

Testar a unidade interior

A instalação está terminada.
Ligue a unidade interior à ficha elétrica e pressione o botão vermelho que diz “ON”.

 J.P.Gomes   Pu7imw@ibest.com.br

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As doenças respiratórias

As doenças respiratórias.

Que costumam receber atenção durante o inverno, mas a Secretaria de Saúde alerta que no verão, a população está propensa a sofrer com os efeitos da temperatura e umidade relativa do ar elevada, características dessa época do ano.
A maioria das pessoas quando entra em ambientes com climatização por meio de ar condicionado sente algum tipo de irritação, como tosse, crise de espirro e dor de cabeça.
Aqueles que têm rinite são os que mais se queixam, sofrendo de inflamação nas mucosas nasais e até nos olhos.
A residente de pneumologia do Hospital de Clínicas da Unicamp,  destaca, “o mofo causado pela temporada das chuvas faz piorar crises de tosse e chiado em quem tem predisposição”.
Nos ambientes climatizados, o ar frio paralisa os cílios (pêlos) que revestem as paredes do sistema respiratório e são encarregados de jogar para fora as impurezas que entram junto com o ar que respiramos. É o momento, diz, em que fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

Outro fator preocupante é o uso do ar condicionado, que causa o ressecamento do muco protetor nasal e pode contribuir para proliferação de doenças.
“O grande vilão realmente é o ar condicionado quando não há limpeza dos filtros”,.
A higienização dos aparelhos é fundamental, pois evita o acumulo de resíduos no filtro, que causa a proliferação de ácaros, fungos, mofo e bactérias, trazendo problemas a quem possui doenças respiratórias. Nesses casos, quem possui asma ou rinite pode ter crises alérgicas.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada pela dificuldade de respirar.
Já a rinite é uma inflamação da mucosa nasal com sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz.
A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) recomenda para quem tem asma, a limitação máxima do contato com poeira, animais e perfumes muito fortes. “Lembrando que os asmáticos principalmente tendem a ter crises de broncoespasmo por pararem de fazer uso da medicação diária.
 E há desencadeamento das crises com as mudanças bruscas de temperatura”,

Sobre a variação de temperatura, especialistas recomendam: “se em ambiente externo a temperatura estiver em torno de 38 ºC, o ideal é que a temperatura do ar condicionado seja regulada em torno de 24 ºC.
Além de agradável, evitará um contraste ainda maior em relação ao ambiente externo”.
As doenças do aparelho respiratório são, principalmente: sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados. Gripes, por exemplo, comprometem as defesas e favorecem infecções mais graves, como a pneumonia.

Além dos cuidados com o uso dos aparelhos de ar condicionado, para prevenir crises respiratórias, recomenda-se lavar diariamente as narinas com soro fisiológico, combatendo o ressecamento do muco nasal. E para pacientes que já fazem uso de medicação, é importante não interromper o tratamento e sempre viajar com a medicação de manutenção e os paliativos de crises alérgicas.

Para obter mais informações sobre doenças respiratórias, sintomas e tratamentos, a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) mantêm o site .. Pulmonar.. destinado à população.

J.P.Gomes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como funciona o inverter split

Se você está pensando em comprar um ar condicionado split, deve considerar seriamente em comprar um com a tecnologia inverter. Sua conta de luz pode ter uma boa economia com esses ar condicionados.

Como funciona o inverter no ar condicionado split

O funcionamento de um ar condicionado split sem inverter.
Todo ar condicionado, seja ele de janela ou split, conta com um compressor e um termostato. Quando ligamos o ar condicionado, o compressor começa a funcionar e vai reduzindo a temperatura do ambiente até que ela “atinja” a que foi regulada no termostato: quando elas se igualam, o termostato desliga o compressor, mantendo apenas a ventilação do ar condicionado.
Um ponto que deve ser esclarecido: o termostato mede a temperatura do ar que volta para o ar condicionado.
É possível, e na verdade sempre ocorre, que em outros pontos este ar esteja muito mais frio. Esse é um dos motivos das frequentes brigas de pessoas que reclamam que está muito frio enquanto outras dizem que não, porque o termostato do aparelho está em 22o. C…
Mas o calor continua penetrado e sendo produzido no ambiente e por isso a temperatura vai subindo pois apenas a ventilação do ar condicionado está funcionado.
Quando a temperatura do ar que volta para o ar condicionado atinge a que o termostato está regulado, o compressor volta a funcionar e começa novamente a refrigerar o ambiente.
Esse é um ciclo que se repete nos ar condicionados , com os seguintes problemas:
o compressor do ar condicionado liga e desliga gerando picos de voltagem, o que faz, por exemplo, que algumas lâmpadas oscilem e pode até mesmo queimar alguns aparelhos elétricos
o compressor sempre funciona na sua rotação máxima e com o consumo máximo.
Um ar condicionado não-inverter pode ser comparado ao ligar e desligar duma lâmpada.
Ligar um aparelho deste tipo significa que funcionará no máximo de sua capacidade.
a temperatura oscila acima e abaixo do termostato
O funcionamento de um ar condicionado com inverter
De modo a resolver os problemas que um ar condicionado apresenta no seu funcionamento, pesquisadores japoneses chegarem a conclusão que se eles conseguissem alterar a velocidade de rotação do compressor (cerca de 3.000 RPM na capacidade máxima) eles superariam todos os problemas.
Daí nasceu o inverter, que na prática é colocar um inversor de frequência para controlar a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado.
O inverter controla a velocidade de rotação do compressor do ar condicionado conforme a necessidade de refrigerar mais ou menos um ambiente.
Quando compramos um ar condicionado, a carga térmica é feita para a maior quantidade de calor (medido em BTU/h) que pode ser necessária retirar de um ambiente.
No dia a dia essa quantidade de BTU/h costuma ser menor (muitas vezes bem menor) do que a capacidade máxima do ar condicionado. A realidade é que pagamos mais BTUS do que geralmente usamos…
Quando uma menor quantidade de calor, BTU/h, precisa ser retirada do ambiente o inverter reduz a velocidade de rotação do compressor.
Quando é necessário retirar mais calor, o inverter aumenta a velocidade e assim sucessivamente
Com isso um ar condicionado split com inverter tem as seguintes vantagens:
o compressor nunca desliga evitando os picos de voltagem;
a velocidade de rotação do compressor é varável economizando energia
a temperatura praticamente não oscila no ambiente
Na prática, e no seu bolso, um ar condicionado split com inverter pode economizar entre 30 a 40% de energia que um modelo com a mesma capacidade mas sem inverter.
Inverter no ar condicionado janela?
Nada impede que seja feito um ar condicionado janela com inverter – ele tem o mesmo princípio de funcionamento (ciclo de refrigeração) que um ar condicionado split.
No entanto por motivos de marketing é improvável que venha a ser feito um.
As empresas fabricantes de ar condicionado apostam no split, seguindo uma tendência mundial (na China, por exemplo quase todos os ar condicionados vendidos são split).
Ou seja, o split vai conquistar uma fatia cada vez maior do mercado de ar condicionado e é provável que pouco avanço tecnológico ocorra com os aparelhos do tipo janela.
Comprar um ar condicionado split com inverter barato?
O inverter é uma tecnologia nova e nem todos os fabricantes de ar condicionado contam com aparelhos com ela.
Por isso o aparelho com inverter ainda tem uma diferença grande de preço (30 a 50%, dependendo do fabricante) do modelo sem ele. Felizmente essa diferença vai diminuir rápido com mais e mais fabricantes utilizando-a.
Assim, aconselhamos a calcular o consumo do ar condicionado, antes de comprar um.
Pode ser que você pague a diferença de preço do ar condicionado split com inverter em poucos meses…
Inverter, um inversor de frequência no ar condicionado
Mais e mais pessoas estão procurando comprar ar condicionado split com inverter pois isso representa uma economia de 30 a 40% no consumo de energia.
O interessante é que o inverter do ar condicionado na da mais é do que um inversor de frequência que controla a velocidade de rotação do compressor conforme a necessidade de retirar mais ou menos calor do ambiente.
O inversor de frequência não é uma tecnologia nova mas o seu uso em ar condicionado sim.
Cada vez mais o ar condicionado e a refrigeração como um todo irão incorporar conhecimento e tecnologia de comandos elétricos, eletrônica, CLP, etc em seu funcionamento.
Um técnico não pode pensar em parar de estudar nunca pois rapidamente se verá fora do mercado de trabalho.

O funcionamento de um inversor de frequência
Para você, que não conhece o funcionamento de um inversor de frequência e o funcionamento do inverter em ar condicionados do tipo split, colocamos o vídeo abaixo para você ter uma ideia e ver o que é possível se fazer com um inversor de frequência na refrigeração.

Vídeo de um invesor em funcionamento.
Fonte Senai.

J.P.Gomes

Você sabe o que ê Refrigeração



Refrigeração é a ação de resfriar determinado ambiente de forma controlada, tanto para viabilizar processos, processar e conservar produtos (refrigeração comercial e industrial) ou efetuar climatização para conforto térmico (veja ar-condicionado e ventilação).

Ciclos de refrigeração.

Para diminuir a temperatura é necessário retirar energia térmica de determinado corpo ou meio. Através de um ciclo termodinâmico, calor é extraído do ambiente a ser refrigerado e é enviado para o ambiente externo.
A refrigeração não destrói o calor, que é uma forma de energia.
Ela apenas o move de um lugar não desejado para outro que não faz diferença.
Entre os ciclos de refrigeração, os principais são o ciclo de refrigeração padrão por compressão, o ciclo de refrigeração por absorção e o ciclo de refrigeração por magnetismo.
Ciclo de refrigeração padrão por compressão.

Princípios.

Esquema básico de um sistema de refrigeração.
Em um ciclo de refrigeração padrão por compressão (refrigerador, ar-condicionado), existem basicamente quatro componentes:
Compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador.
O fluido refrigerante na forma de líquido saturado passa pelo dispositivo de expansão (restrição), onde é submetido a uma queda de pressão brusca, onde passa a ter dois estados, o líquido e o gasoso.
O fluido refrigerante, nesse ponto, é denominado de flash gás.
Então o fluido é conduzido pelo evaporador, onde absorverá calor do ar do ambiente a ser refrigerado, vaporizando-se.
Na saída do evaporador, na forma de gás ele é succionado pelo compressor, que eleva sua pressão (e temperatura) para que possa ser conduzido através do condensador, que cederá calor ao ambiente externo, condensando o fluido e completando o ciclo.
O ventilador ou fan, efetua a circulação de ar, fazendo com que o ar a ser resfriado entre em contato com a serpentina do evaporador.
Para determinar as condições de trabalho do ciclo, aplica-se a primeira lei da termodinâmica em cada volume de controle. Representa-se o ciclo no diagrama pressão-entalpia, aonde se indica o estado do refrigerante em cada etapa.
Etapas de um Ciclo Ideal de Refrigeração.

Evaporação

Representação no diagrama pxh.
A evaporação é a etapa aonde o fluido refrigerante entra na serpentina como uma mistura predominantemente líquida, e absorverá calor do ar forçado pelo ventilador que passa entre os tubos.
Ao receber calor, o fluido saturado vaporiza-se, utilizando-se do calor latente para poder maximizar a troca de calor.
A capacidade de refrigeração, em W, pode ser expressada através da equação:

Compressão.

Representação no diagrama pxh.
A função do compressor é comprimir o fluido refigerante, elevando a pressão do fluido.
Em um ciclo ideal, a compressão é considerada adiabática reversível (isoentrópica), ou seja, desprezam-se as perdas.
Na prática perde-se calor ao ambiente nessa etapa, porém não é significativo em relação à potência de compressão necessária.
A potência de compressão, em W, pode ser expressada pela seguinte equação:

Condensação.

Representação no diagrama pxh.
A condensação é a etapa aonde ocorre a rejeição de calor do ciclo.
No condensador, o fluido na forma de gás saturado é condensado ao longo do trocador de calor, que em contato com o ar cede calor ao meio ambiente.
O calor rejeitado pelo condensador, em W, pode ser expresso pela equação:

Expansão.

Representação no diagrama pxh.
A expansão é a etapa onde ocorre uma perda de pressão brusca, porém controlada que vai reduzir a pressão do fluido da pressão de condensação para a pressão de evaporação.
Em um ciclo ideal ela é considerada isoentálpica, despreza-se as variações de energia cinética e potencial.

Coeficiente de performance.

O coeficiente de performance, COP, é um parâmetro fundamental na análise de sistemas de refrigeração.
Mesmo sendo de um ciclo teórico, pode-se verificar os parâmetros que influenciam o desempenho do sistema.
A capacidade de retirar calor sobre a potência consumida pelo compressor deve ser a maior possível.

Define-se COP com a seguinte relação:

Variáveis
Vazão mássica de refrigerante em kg/s
Calor retirado pelo evaporador em W.
Calor cedido pelo condensador em W.
Trabalho realizado pelo compressor em W.
e Entalpia de estado J/kg.
Coeficiente de performance.
Refrigeração por absorção.

Os sistemas de refrigeração por absorção de vapores são ciclos de refrigeração operados a calor, onde um fluido secundário ou absorvente na fase líquida é responsável por absorver o fluido primário ou refrigerante, na forma de vapor.
Ciclos de refrigeração operados a calor são assim definidos, porque a energia responsável por operar o ciclo é majoritariamente térmica.
Descoberta pelo escocês Nairn em 1777, a refrigeração por absorção tem por "pai" o francês Ferdinand Carré (1824-1900), que em 1859 patenteou a primeira máquina de absorção de funcionamento contínuo, usando o par amônia-água.
Água quente, vapor (baixa pressão e alta presssão) e gases de combustão, são algumas das fontes de calor utilizadas para operar equipamentos de absorção, cuja energia térmica pode ser obtida a partir dos seguintes meios:
Aproveitamento de rejeitos de calor de processos industriais e comerciais;
Cogeração;
Energia solar; e
Queima direta (biomassa, biodiesel, gás natural, biogás).

Ciclo básico de refrigeração por absorção.

Ciclo básico de refrigeração por absorção e seus componentes principais.
O ciclo básico de refrigeração por absorção opera com dois níveis de pressão, estabelecidos pelas temperaturas de evaporação e condensação , respectivamente. pode observar que o ciclo contém dois circuitos, o circuito da solução e o circuito de refrigerante.
O sentido de escoamento do refrigerante e da solução, e também o sentido do fluxo de calor entrando ou saindo do ciclo.
No gerador, calor de uma fonte a alta de temperatura é adicionado ao ciclo a uma taxa , fazendo com que parte do refrigerante vaporize à temperatura de geração , e se separe da solução.
Esse vapor de refrigerante segue para o condensador, onde o calor de condensação é removido do ciclo, por meio de água ou ar, a uma taxa , fazendo com que o refrigerante retorne para a fase líquida à temperatura de condensação .
O refrigerante líquido, à alta pressão, passa por uma válvula de expansão - VEX, onde ocorre uma brusca queda de pressão associada com a evaporação de uma pequena parcela do refrigerante.
Esse fenômeno, conhecido como expansão, faz cair a temperatura do refrigerante, que segue então para o evaporador.
No evaporador, o refrigerante líquido, a uma baixa pressão e a uma baixa temperatura, retira calor do meio que se deseja resfriar a uma taxa , retornando novamente para a fase de vapor à temperatura de evaporação .
No gerador, após a separação de parte do refrigerante, a solução remanescente torna-se uma solução fraca ou pobre em refrigerante.
Essa solução pobre, a uma alta temperatura e a uma alta pressão, passa por uma válvula redutora de pressão - VRP, tem sua pressão reduzida ao nível da pressão de evaporação e segue para o absorvedor.
No absorvedor, a solução absorve vapor de refrigerante oriundo do evaporador, tornando-se uma solução forte ou rica em refrigerante.
O processo de absorção é exotérmico, e para que esse processo não sofra interrupção, o calor de absorção precisa ser removido do ciclo a uma taxa , de forma a manter constante a temperatura de absorção .
Uma bomba de recirculação de solução - BSC é responsável por, simultaneamente, elevar a pressão e retornar a solução rica para o gerador, garantindo assim a continuidade do ciclo.
Vale destacar que o condensador e gerador estão submetidos à uma mesma pressão, pressão de alta do sistema, e por isso, em alguns equipamentos comerciais, são abrigados em um mesmo vaso.
Da mesma forma, o evaporador e o absorvedor estão submetidos à mesma pressão, pressão de baixa do sistema, e eventualmente abrigados em um mesmo vaso.
Coeficiente de performance - COP
O coeficiente de performance - COP, também conhecido como coeficiente de eficácia, caracteriza o desempenho de um ciclo de refrigeração, relacionando o efeito desejado - refrigeração, com o que se paga por isso - energia consumida.
No caso de um ciclo de refrigeração por absorção, o COP é definido como a relação entre a taxa de refrigeração e a taxa de calor adicionada ao gerador:

A termodinâmica nos diz que um ciclo ideal é aquele em que todos os processo são reversíveis, ou seja, após terem ocorrido podem ser invertidos sem deixar vestígios no sistema e no meio. Também, define o ciclo de Carnot como sendo um ciclo ideal, de maior rendimento possível, operando entre dois reservatórios de temperatura constante.
Tendo como base o conceito do ciclo de Carnot, o COP do ciclo ideal de absorção pode ser representado pelas temperaturas em jogo no sistema, sendo usual desconsiderar-se o trabalho de bombeamento.

Onde.

Temperatura de absorção, ou temperatura da solução no absorvedor;
Temperatura de evaporação, ou temperatura do refrigerante no evaporador;
Temperatura de geração, ou temperatura da solução no gerador.
Considera-se que a temperatura da solução no absorvedor é aproximadamente igual à temperatura do refrigerante no condensador ou temperatura de condensação .

Classificação.

Os sistemas de refrigeração por absorção podem ser classificados segundo os fluidos de trabalho empregados.
São três as tecnologias comercialmente consagradas:
Amônia-água;
Amônia-água-hidrogênio; e
Água-brometo de lítio.

Os sistemas de refrigeração por absorção, utilizando a solução binária amônia-água, passaram a ser empregados comercialmente, a partir de 1859, com o intuito de produzir gêlo.
Nesses sistemas, a água faz o papel do fluido secundário, ou seja, é responsável por absorver os vapores de amônia.
Por utilizarem amônia como refrigerante, cuja temperatura de congelamento é de -77°C, tais sistemas são hoje normalmente empregados no campo da refrigeração, em grandes instalações industriais, que requeiram temperaturas inferiores a 0°C.
Contudo, o uso da solução amônia-água se estendeu, a partir das décadas de 1960 e 1970, para equipamentos de ar condicionado de pequeno a médio porte (10 a 90 kW), com condensação a ar, no resfriamento e na calefação de instalações residenciais e comerciais.
O sistema de refrigeração por absorção utilizando amônia-água-hidrogênio, também conhecido como sistema por difusão, foi desenvolvido em 1920 pelos suecos Baltazar von Platen e Carl Munters.
Tem como base o ciclo amônia-água, com a adição de hidrogênio para equalizar a pressão em todo o sistema. Empregado em refrigeradores residenciais e veiculares, o ciclo não possui bomba de recirculação de solução, fazendo com que esses equipamentos sejam extremamente silenciosos.
A utilização da absorção com solução de água-brometo de lítio, se deu a partir de 1946 com a disseminação do uso do condicionamento do ar para resfriamento e calefação de ambientes. Nesse sistema, a água desempenha o papel do refrigerante, enquanto uma solução de água-brometo de lítio é o agente absorvente.
Por utilizar água como refrigerante, cuja temperatura de congelamento é 0°C, sua utilização é restrita a aplicações com alta temperatura de evaporação, ar condicionado por exemplo. Atualmente, instalações centrais de ar condicionado em grandes edifícios, utilizam equipamentos de absorção, com condensação a água, fabricados nas capacidades de 352 a 5.275 kW.


J.P.Gomes

sábado, 10 de dezembro de 2011

CURSO DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL


CURSO DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Introdução.

A palavra automação está diretamente ligada ao controle automático, ou seja açõesque não dependem da intervenção humana.
Este conceito é discutível pois a “mão do homem” sempre será necessária, pois sem ela não seria possível a construção e implementação dos processos automáticos.
Entretanto não é o objetivo deste trabalho este tipo de abordagem filosófica, ou sociológica.
Historicamente, o surgimento da automação está ligado com a mecanização, sendo muito antigo, remontando da época de 3500 e 3200 a.C., com a utilização da roda.
O objetivo era sempre o mesmo, o de simplificar o trabalho do homem, de forma a substituir o esforço braçal por outros meios e mecanismos, liberando o tempo disponível para outros afazeres, valorizando o tempo útil para as atividades do intelecto, das artes, lazer ou simplesmente entretenimento (Silveira & Santos, 1998). Enfim, nos tempos modernos,entende-se por automação qualquer sistema apoiado em microprocessadores que substituao trabalho humano.
Atualmente a automação industrial é muito aplicada para melhorar a produtividade e qualidade nos processos considerados repetitivos, estando presente no dia-a-dia dasempresas para apoiar conceitos de produção tais como os Sistemas Flexíveis de Manufatura e até mesmo o famoso Sistema Toytota de Produção.
Sob o ponto de vista produtivo, a automação industrial pode ser dividida em trêsclasses:
a rígida,
a flexível
e a programável, aplicadas a grandes, médios e pequenos lotes de fabricação, respectivamente (Rosário, 2005).
Ainda segundo Rosário (2005), a automação industrial pode ser entendida como uma tecnologia integradora de três áreas: a eletrônica responsável pelo hardware, a mecânica na forma de dispositivos mecânicos (atuadores) e a informática responsável pelo software que irá controlar todo o sistema.
Desse modo, para efetivar projetos nesta área exige-se uma grande gama de conhecimentos, impondo uma formação muito ampla e diversificada dos projetistas, ou então um trabalho de equipe muito bem coordenado com perfisinterdisciplinares.
Os grandes projetos neste campo envolvem uma infinidade de profissionais e os custos são suportados geralmente por grandes empresas.Recentemente, para formar profissionais aptos ao trabalho com automação, surgiu adisciplina “mecatrônica”.
Entretanto é uma tarefa muito difícil a absorção de forma completatodos os conhecimentos necessários, e este profissional com certeza se torna um “generalista” que eventualmente pode precisar da ajuda de especialistas de outras áreas.
Este ainda é um desafio didático a ser resolvido, mas ainda existe uma alternativa que é acriação de equipes multidisciplinares.

Os sistemas automatizados podem ser aplicados em simples máquina ou em toda indústria, como é o caso das usinas de cana e açúcar.
A diferença está no número deelementos monitorados e controlados, denominados de “pontos”.
Estes podem ser simplesválvulas ou servomotores, cuja eletrônica de controle é bem complexa.
De uma forma geral o processo sob controle tem o diagrama semelhante ao mostrado onde os citados pontos correspondem tanto aos atuadores quanto aos sensores.
Diagrama simplificado de um sistema de controle automático.
Os sensores são os elementos que fornecem informações sobre o sistema,correspondendo as entradas do controlador.
Esses podem indicar variáveis físicas, tais como pressão e temperatura, ou simples estados, tal como um fim-de-curso posicionado em um cilindro pneumático.
Os atuadores são os dispositivos responsáveis pela realização de trabalho no processo ao qual está se aplicando a automação.
Podem ser magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos, ou de acionamento misto.
O controlador é o elemento responsável pelo acionamento dos atuadores, levando em conta o estado das entradas (sensores) e as instruções do programa inserido em sua memória.
Neste curso esses elemento será denominado de Controlador Lógico Programável(CLP).
A completa automatização de um sistema envolve o estudo dos quatro elementos seja o sistema de pequeno, médio ou grande porte.
Estes últimos podem atingir uma a complexidade e tamanho tais que, para o seu controle, deve-se dividir o problema decontrole em camadas, onde a comunicação e “hierarquia” dos elementos é similar a uma estrutura organizacional do tipo funcional. mostra de forma simplificada este tipo de organização.
Como foi dito no capítulo anterior, para controlar um processo o CLP usa deinformações vindas de sensores.
Através das instruções gravadas em sua memória internaela comanda os atuadores, que exercem o trabalho sobre o sistema.
Conceitualmente designa-se o sensores de entradas e os atuadores de saídas,sendo que ambas podem ser representadas matematicamente por variáveis.
Em automação, estas podem ser dividias em analógicas e digitais.
As variáveis e analógicas são aquelas que variam continuamente com o tempo,
Elas são comumente encontradas em processos químicosadvindas de sensores de pressão, temperatura e outras variáveis físicas.
As variáveis discretas , ou digitais, são aquelas que variam discretamente com o tempo, como pode ser Variáveis analógicas e digitais.
Dessa forma podemos definir o Controle Analógico como aquele que se destina ao monitoramento das variáveis analógicas e ao controle discreto como sendo o monitoramento das variáveis discretas.
O primeiro tipo englobar variáveis discretas, consistindo assim emum conceito mais amplo.
Ainda no controle analógico podemos separar entradas convencionais, tais como comandos do operador, ou varáveis discretas gerais, das entradas analógicas a divindas desensores ligados diretamente as saídas do processo.
Estas últimas serão comparadas a uma referência que consiste no valor estável desejado para o controle.
Essareferência também é conhecida como “set-point
Neste tipo de controle, onde as saídas são medidas para cálculo da estratégia de controle dizemos que há uma “realimentação ”.
Esse sistema é conhecido como sistema em “malha fechada ”.
Se não há a medição das saídas dizemos que o sistema tem “malha aberta.
Estratégia de controle analógico com realimentação.
A automação, como a imaginamos, tem a ver mais com o comando seqüencial de ações que visam a fabricação, transporte ou inspeção de produtos.
Desse modo, trabalha-se muito mais com variáveis digitais, e por isso será as mesmas serão focalizadas no curso.
O tratamento das variáveis analógicas são tema da disciplina “Engenharia de Controle”.
Diferentes tipos de entradas e saídas
Como já dito antes, estaremos estudando o comportamento do controlador em um ambiente automatizado.
Mas está bem claro que este comportamento é definido através de um programa do usuário e do comportamento das entradas e em alguns casos também das saídas.
Assim neste tópico cita-se o exemplo de algumas entradas e saídas, que podem influenciar no comportamento do controlador.
Lembrando que algumas destas entradas serão vistas em maiores detalhes posteriormente.
Entradas discretas: são aquelas que fornecem apenas um pulso ao controlador, ou seja, elas têm apenas um estado ligado ou desligado, nível alto ou nível baixo, remontando a álgebra boolena que trabalha com uns e zeros.
Alguns exemplos são mostrados dentre elas: as botoeiras , válvulas eletro-pneumáticas os pressostatos e os termostatos;
Entradas multi-bits: são intermediárias as entradas discretas e as analógicas. Estas destinam-se a controles mais precisos como no caso do motor de passo ou servomotores.
Adiferença para as entradas analógicas é que estas não exigem um conversor analógico ou digital na entrada do controlador.
Um exemplo clássico é o dos Encoders, utilizados para medição de velocidade e posicionamento.
Exemplos de entradas multi-bits – Encoders
Entradas analógicas: como o próprio nome já diz elas medem as grandezas de forma analógica.
Para trabalhar com este tipo de entrada os controladores tem conversores
analógico-digitais (A/D).
Atualmente no mercado os conversores de 10 bits são os mais
populares.
As principais medidas feitas de forma analógica são a temperatura e pressão.
Exemplo de sensores de pressão ou termopares.
Exemplos de entradas analógicas – Termopares
Saídas discretas: são aquelas que exigem do controlador apenas um pulso que
determinará o seu acionamento ou desacionamento.
Como exemplo têm-se elementos mostrados.
Contatores que acionam os Motores de Indução e as Válvulas Eletro-pneumáticas.
Saídas multi-bits: têm o conceito de operação semelhante as entradas da mesma categoria.
Como principais exemplos têm-se os drivers dos Motores de Passo e os servomotores Exemplos de saídas multi-bits: Motor de Passo e Servomotor
Saídas analógicas: como dito anteriormente, de forma similar o controlador necessita de um conversor digital para analógico (D/A), para trabalhar com este tipo de saída. Osexemplos mais comuns são: válvula proporcional, acionamento de motores DC, displays gráficos, entre outras.

Revisão de comandos elétricos

Conceitualmente o estudo da eletricidade é divido em três grandes áreas: a geração,a distribuição e o uso.
Dentre elas a disciplina de comandos elétricos está direcionada ao uso desta energia, assim pressupõe-se neste texto que a energia já foi gerada, transportada a altas tensões e posteriormente reduzida aos valores de consumo, com o uso de transformadores apropriados.
Por definição os comandos elétricos tem por finalidade a manobra de motores elétricos que são os elementos finais de potência em um circuito automatizado.
Entende-sepor manobra o estabelecimento e condução, ou a interrupção de corrente elétrica em condições normais e de sobre-carga.
Os principais tipos de motores são:
Motor de Indução
Motor de corrente contínua
Motores síncronos
Servomotores

Motores de PassoEstima-se que 40% do consumo de energia no país é destinada ao acionamento dos motores elétricos (Filippo Filho, 2000).
No setor industrial, mais da metade da energia é consumida por motores.
Os Servomotores e Motores de Passo necessitam de um “driver” próprio para o seu acionamento, tais conceitos fogem do escopo deste curso.
Dentre os motores restantes, os que ainda têm a maior aplicação no âmbito industrial são os motores de indução trifásicos,pois em comparação com os motores de corrente contínua, de mesma potência, eles temmenor tamanho, menor peso e exigem menos manutenção.
A um motor deindução trifásico típico.
Existem diversas aplicações para os motores de indução, dentre elas pode-se citar:
O transporte de fluídos incompressíveis, onde se encontram as bombas de água e óleo;
O processamento de materiais metálicos, representado pelas furadeiras,prensas, tornos;
A manipulação de cargas feita pelos elevadores, pontes rolantes, talhas,guindastes, correias transportadoras, entre outros.

Havendo ressaltada a importância dos motores em sistemas automatizados,descreve-se nos próximos parágrafos, os conceitos de comandos, necessários a manobrados mesmos.
Um dos pontos fundamentais para o entendimento dos comandos elétricos é a noção de que
os objetivos principais dos elementos em um painel elétrico são: a) proteger o operador propiciar uma lógica de comando
Partindo do princípio da proteção do operador, uma seqüência genérica dos elementos necessários a partida e manobra de motores, onde são encontrados os seguintes elementos:
Seccionamento: só pode ser operado sem carga.
Usado durante a manutenção everificação do circuito.
Proteção contra correntes de curto-circuito:
destina-se a proteção doscondutores do circuito terminal.
Proteção contra correntes de sobrecarga: para proteger as bobinas do enrolamento do motor.
Dispositivos de manobra: destinam-se a ligar e desligar o motor de forma segura,ou seja, sem que haja o contato do operador no circuito de potência, onde circula a maior corrente.
Seqüência genérica para o acionamento de um motor.
É importante repetir que no estudo de comandos elétricos deve-se ter a seqüência em mente, pois ela consiste na orientação básica para o projeto dequalquer circuito.
Ainda falando em proteção, as manobras (ou partidas de motores) convencionais,são dividas em dois tipos, segundo a norma IEC 60947:I.

Coordenação do tipo 1:

Sem risco para as pessoas e instalações, ou seja, desligamento seguro da corrente de curto-circuito. Porém podem haver danosao
contator e ao relé de sobrecarga

Coordenação do tipo 2:

Sem risco para as pessoas e instalações.
Não pode haver danos ao relé de sobrecarga
ou em outras partes, com exceção de levefusão dos contatos do contator
e estes permitam uma fácil separação sem deformações significativas.
O relé de sobrecarga , os contatores e outros elementos em maiores detalhes nos capítulos posteriores, bem como a sua aplicação prática em circuitos reais.
Em comandos elétricos trabalhar-se-á bastante com um elemento simples que é o contacto.
A partir do mesmo é que se forma toda lógica de um circuito e também é ele quem dá ou não a condução de corrente.
Basicamente existem dois tipos de contatos, listados aseguir:i.
Contato Normalmente Aberto (NA): não há passagem de corrente elétricana posição de repouso.
Destaforma a carga não estará acionada.ii.
Contato Normalmente Fechado (NF): há passagem de corrente elétrica naposição de repouso,
Desta formaa carga estará acionada.
Representação dos contatos NA e NF
Os citados contatos podem ser associados para atingir uma determinada finalidade,como por exemplo, fazer com que uma carga seja acionada somente quando dois deles estiverem ligados.
As principais associações entre contatos são descritas a seguir.
Associação de contatos normalmente abertos
Basicamente existem dois tipos, a associação em série e a associação em paralelo.
Quando se fala em associação de contatos é comum montar uma tabela contendo todas as combinações possíveis entre os contatos, esta é denominada de “Tabela Verdade ”.
As tabelas referem-se as associações em série e paralelo.
Nota-se que na combinação em série a carga estará acionada somente quando os dois contatos estiverem acionados e por isso é denominada de “função E ”.
Já na combinação em paralelo qualquer um dos contatos ligados aciona a carga e por isso édenominada de “função OU ”.

Associação de contatos normalmente fechados
Os contatos NF da mesma forma podem ser associados em série e paralelo, as respectivas tabelas verdade.
Nota-se que é exatamente inversa e portanto a associação em série de contatos NF é denominada “função não OU ”.
Da mesma forma a associação emparalelo é chamada de “função não E ”

Botoeira ou Botão de comando.

Quando se fala em ligar um motor, o primeiro elemento que vem a mente é o de uma chave.
Entretanto, no caso de comandos elétricos a “chave” que liga os motores é diferente de uma chave usual, destas encontradas em residências, utilizadas para ligar a luz, por exemplo.
A diferença principal está no fato de que ao movimentar a “chave residencial” ela vai para uma posição e permanece nela, mesmo quando se retira a pressão do dedo.
Na “chave industrial” ou botoeira há o retorno para a posição de repouso através de uma mola.
O entendimento deste conceito é fundamental para compreender o porque da existência de um selo no circuito de comando.
Esquema de uma botoeira.
Exemplos de botoeiras comerciais.
A botoeira faz parte da classe de componentes denominada “ elementos de sinais ”.
Estes são dispositivos pilotos e nunca são aplicados no acionamento direto de motores
O caso de uma botoeira para comutação de 4 pólos. O contatoNA (Normalmente Aberto) pode ser utilizado como botão LIGA e o NF (NormalmenteFechado) como botão DESLIGA.
Esta é uma forma elementar de intertravamento
Note que o retorno é feito de forma automática através de mola.
Existem botoeiras com apenas um contato.
Estas últimas podem ser do tipo NA ou NF.
Ao substituir o botão manual por um rolete, tem-se a chave fim de curso, muitoutilizada em circuitos pneumáticos e hidráulicos.
Este é muito utilizado na movimentação decargas, acionado no esbarro de um caixote, engradado, ou qualquer outra carga.
Outros tipos de elementos de sinais são os Termostatos, Pressostatos, as Chaves de Nível e as chaves de fim de curso (que podem ser roletes).

Todos estes elementos exercem uma ação de controle discreta, ou seja, liga / desliga. Como por exemplo, se a pressão de um sistema atingir um valor máximo, a ação do Pressostato será o de mover os contatos desligando o sistema.
Caso a pressão atinjanovamente um valor mínimo atua-se re-ligando o mesmo.

relés

são os elementos fundamentais de manobra de cargas elétricas, pois permitem a combinação de lógicas no comando, bem como a separação dos circuitos depotência e comando.
Os mais simples constituem-se de uma carcaça com cinco terminais.
Os terminais (1) e (2) correspondem a bobina de excitação.
O terminal (3) é o de entrada, eos terminais (4) e (5) correspondem aos contatos normalmente fechado (NF) e normalmenteaberto (NA), respectivamente.
Uma característica importante dos relés, como pode ser observado é que a tensão nos terminais (1) e (2) pode ser 5 Vcc, 12 Vcc ou 24 Vcc, enquanto simultâneamente os terminais (3), (4) e (5) podem trabalhar com 110 Vca ou 220 Vca.
Ou seja não há contato físico entre os terminais de acionamento e os de trabalho. Este conceito permitiu o surgimento de dois circuitos em um painel elétrico:i.
Circuito de comando: neste encontra-se a interface com o operador da máquina ou dispositvo e portanto trabalha com baixas correntes (até 10A)e/ou baixas tensões.ii.
Circuito de Potência: é o circuito onde se encontram as cargas a serem acionadas, tais como motores, resistências de aquecimento, entre outras.
Neste podem circular correntes elétricas da ordem de 10 A ou mais, e atingirtensões de até 760 V.

Diagrama esquemático de um relé

Em um painel de comando, as botoeiras, sinaleiras e controladores diversos ficam no circuito de comando.
Do conceito de relés pode-se derivar o conceito de contatores, visto no próximo item.
Contatores
Para fins didáticos pode-se considerar os contatores como relés expandidos pois oprincipio de funcionamento é similar.
Conceituando de forma mais técnica, o
contator é um elemento eletro-mecânico de comando a distância , com uma única posição de repouso e sem travamento.
Como pode ser observado o contator consiste basicamente de um núcleo magnético excitado por uma bobina.
Uma parte do núcleo magnético é móvel, e é atraído por forças de ação magnética quando a bobina é percorrida por corrente e cria um fluxo magnético.
Quando não circula corrente pela bobina de excitação essa parte do núcleo é repelida por ação de molas.
Contatos elétricos são distribuídos solidariamente a esta partemóvel do núcleo, constituindo um conjunto de contatos móveis.
Solidário a carcaça do contator existe um conjunto de contatos fixos.
Cada jogo de contatos fixos e móveis podemser do tipo Normalmente aberto (NA), ou normalmente fechados (NF).
Os contatores podem ser classificados como principais (CW, CWM) ou auxiliares(CAW).
De forma simples pode-se afirmar que os contatores auxiliares tem corrente máximade 10A e possuem de 4a 8 contatos, podendo chegar a 12 contatos.
Os contatores principais tem corrente máxima de até 600A.
De uma maneira geral possuem 3 contatosprincipais do tipo NA, para manobra de cargas trifásicas a 3 fios.
Um fator importante a ser observando no uso dos contatores são as faíscas produzidas pelo impacto, durante a comutação dos contatos. Isso promove o desgaste natural dos mesmos, além de consistir em riscos a saúde humana.
A intensidade das faíscas pode se agravar em ambientes úmidos e também com a quantidade de corrente circulando no painel.
Dessa forma foram aplicadas diferentes formas de proteção,resultando em uma classificação destes elementos.
Basicamente existem 4 categorias d eemprego de contatores principais.a.

AC1: é aplicada em cargas ôhmicas ou pouco indutivas, como aquecedores e fornos a resistência.b.
AC2: é para acionamento de motores de indução com rotor bobinado.c.
AC3: é aplicação de motores com rotor de gaiola em cargas normais como bombas, ventiladores e compressores.d.AC4:
é para manobras pesadas, como acionar o motor de indução em plenacarga, reversão em plena marcha e operação intermitente.

Fusíveis

Os fusíveis são elementos bem conhecidos pois se encontram em instalações
residenciais, nos carros, em equipamentos eletrônicos, máquinas, entre outros.
Tecnicamente falando estes são elementos que destinam-se aproteção contra correntes de curto-circuito .
Entende-se por esta última aquela provocada pela falha de montagem do sistema, o que leva a impedância em determinado ponto a um valor quase nulo, causando assim um acréscimo significativo no valor da corrente.
Sua atuação deve-se a a fusão de um elemento pelo efeito Joule , provocado pela súbita elevação de corrente em determinado circuito.
O elemento fusível tem propriedades físicas tais que o seu ponto de fusão é inferior ao ponto de fusão do cobre.
Este último é omaterial mais utilizado em condutores de aplicação geral.

Disjuntores

Os disjuntores também estão presentes em algumas instalações residenciais, embora sejam menos comuns do que os fusíveis.
Sua aplicação determinadas vezesinterfere com a aplicação dos fusíveis, pois são elementos que também destinam-se a proteção do circuito contra correntes de curto-circuito.
Em alguns casos, quando há o elemento térmico os disjuntores também podem se destinar a proteção contra correntes de sobrecarga
A corrente de sobrecarga pode ser causada por uma súbita elevação na carga mecânica, ou mesmo pela operação do motor em determinados ambientes fabris, onde a temperatura é elevada.
A vantagem dos disjuntores é que permitem a re-ligação do sistema após a ocorrência da elevação da corrente, enquanto os fusíveis devem ser substituídos antes de uma nova operação.
Para a proteção contra a sobrecarga existe um elemento térmico (bi-metálico).
Para a proteção contra curto-circuito existe um elemento magnético.
O disjuntor precisa ser caracterizado, além dos valores nominais de tensão, correntee freqüência, ainda pela sua capacidade de interrupção, e pelas demais indicações detemperatura e altitude segundo a respectiva norma, e agrupamento de disjuntores, segundo informações do fabricante, e outros, que podem influir no seu dimensionamento.

Relé térmico ou de sobrecarga

Antigamente a proteção contra corrente de sobrecarga era feita por um elemento separado denominado de relé térmico.
Este elemento é composto por uma junta bimetálica que se dilatava na presença de uma corrente acima da nominal por um período de tempo longo.
Atualmente os disjuntores englobam esta função e sendo assim os relés desobrecarga caíram em desuso.

Simbologia gráfica

Até o presente momento mostrou-se a presença de diversos elementos constituintesde um painel elétrico.
Em um comando, para saber como estes elementos são ligados entresi é necessário consultar um desenho chamado de esquema elétrico.
No desenho elétrico cada um dos elementos é representado através de um símbolo.
A simbologia é padronizada através das normas NBR, DIN e IEC. apresenta-se alguns símbolos referentes aos elementos estudados nos parágrafos anteriores.
Manobras convencionais em motores elétricos:

Partida Direta

Os componentes e contatos, estudados no capítulo anterior, destinam-se ao acionamento seguro de cargas ou atuadores elétricos, ou seja, a manobra dos mesmos.
Dentre estes destacou-se os motores de indução por sua grande utilização no ambiente industrial.
Esses, por sua vez, apresentam particularidades no seu acionamento e estas devem ser consideradas nos circuitos automáticos.
A primeira particularidade em manobra de motores, como foi dito, é a divisão do circuito em comando e potência para proteção dos operadores.
No comando geralmente se encontra a bobina do contator principal de manobra do motor. Deve-se lembrar que os circuitos eletro-pneumáticos eletro-hidráulicos também apresentam a mesma divisão.
O circuito de comando também tem as funções de selo, intertravamento, sinalização,lógica e medição.
A tensão de comando pode ser contínua ou alternada.
Determinada atensão de comando, todos os elementos de acionamento devem ser comprados para esta tensão.
São elementos de acionamento: bobinas dos contatores principais e auxiliares, todos os relés, as lâmpadas de sinalização, sirenes, buzinas, temporizadores, entre outros.
A primeira e mais básica manobra apresentada é a partida direta.
Esta destina-se simplesmente ao acionamento e interrupção do funcionamento de um motor de indução trifásico, em um determinado sentido de rotação.
A seqüência de ligação dos elementos é mostrada onde pode-se notar a presença dos circuitos de potência e comando.
A partida direta funciona da seguinte forma: ao pressionar a botoeira S1 permite-se a passagem de corrente pela bobina do contator K1, ligando o motor.
Para que o mesmo não desligue, acrescentou-se um contato NA de K1 em paralelo com S1. Este contato é denominado de selo , sendo muito utilizado em manobras e portanto é de fundamental importância.
A botoeira S0 serve para o desligamento do motor.
A lâmpada H1 corresponde a cor verde e portanto deve ser ligada somente quando o motor estiver funcionando, por isso para seu acionamento utiliza-se um contato NA do contator K1.
A lâmpada H2 tem cor amarela, indicando “espera”, ou seja, a alimentação de energia está habilitada e o motor está pronto para ser ligado.
Utiliza-se um contato NF de K1 antes da mesma pois, ao acionar o motor, esta lâmpada deve desligar.
Finalmente, liga-se a lâmpada vermelha H3 no contato NA do relé térmico F1, paraindicar a atuação do mesmo.
É imporante notar que as sinaleiras H1 e H2 foram ligadas após o contato NF do relé F1, isso porque ao atuar a sobrecarga, ambas sinaleiras devem desligar.

Manobra de motores com reversão do sentido de giro

Esta manobra destina-se ao acionamento do motor com possibilidade de reversão do sentido de giro de seu eixo.
Para fazer isso deve-se trocar duas fases, de forma automática.
Por tanto utiliza-se dois contatores, um para o sentido horário e outro para o sentido anti-horário (K1 e K2).os circuitos de comando e potência para este tipo de partida.
Pode-se observar que no contator K1 as fases R, S e T entram nos terminais 3, 2 e 1 do motor, repectivamente. Já em K2 as fases R, S e T entram nos terminais 1, 2 e 3, ou se ja houve a inversão das fases R e T, provocando a mudança no sentido de rotação.
É importante observar que os fios passando pelos contatores K1 e K2 ligam as fases S e T diretamente sem haver passagem por uma carga.
Desse modo estes contatores não podem ser ligados simultaneamente, pois isso causaria um curto-circuito no sistema. Para evitar isso introduz-se no comando dois contatos NF, um de K1 antes da bobina de K2 e outro de K2 antes da bobina de K1.
Esse procedimento é denominado de “intertravamento sendo muito comum nos comandos elétricos.
Ao pressionar o botão S1 permite-se a passagem de corrente pela bobina de K1.
Automaticamente os contatos 1-2, 3-4 e 5-6 se fecham ligando o motor.
O contato 13-14 de K1 também se fecha “selando” a passagem de corrente.
O contato 21-22 de K1 se abre,impedindo a passagem de corrente pela bobina de K2, mesmo que o operador pressione a botoeira S2 tentando reverter a velocidade de rotação.
Desse modo é necessária a paradado motor para inverter o sentido de giro, por isso o circuito é denominado de “partida com reversão de parada obrigatória ”.
O funcionamento do circuito quando se liga o motor no outro sentido de rotaçãoatravés da botoeira S2 é similar e por isso não será descrito.
Em alguns casos, dependendo da carga manobrada, adiciona-se ainda temporizadores de modo a contar um tempo antes que a velocidade possa ser invertida.
Evita-se assim os famosos “trancos” extremamente prejudiciais ao sistema mecânico e elétrico.
A segurança também pode ser aumentada convenientemente através da adição demais dois contatos de intertravamento, garantido assim a inexistência de curtos, caso um dos contatos esteja danificado

Limitação da corrente de partida do motor de indução

Normalmente os motores de indução exigem, durante a partida, uma corrente maior que pode variar de cinco a sete vezes o valor de sua corrente nominal.
Esta característica é extremamente indesejável pois além de exigir um super dimensionamento dos cabos,ainda causa quedas no fator de potência da rede, provocando possíveis multas da concessionária de energia elétrica. Uma das estratégias para se evitar isso é a Partida Estrela-triângulo ( Υ / ∆ ), cujo princípio é o de ligar o motor na configuração estrela ( Υ),reduzindo a corrente e posteriormente comutá-lo para triângulo (∆) atingindo sua potência nominal.
Outra estratégia é o uso de Chaves compensadoras
A carga sobre a qual o motor está sujeito deve ser bem estudada para definir qual tipo de limitação de corrente é o mais adequado, entretanto este é um tópico da disciplina
Máquinas Elétricas
Modernamente, através do desenvolvimento da tecnologia do estado sólido, também são utilizados os Soft-starters e os Inversores de Freqüência , estudados na disciplina Eletrônica Industrial .

Para entender como a partida Υ/∆ reduz a corrente de partida basta analisar a onde Uf e UL são as tensões de fase e linha, respectivamente. Já Ife IL correspondemas correntes de fase e linha.
Na configuração Y é válida a relação dada na equação ou seja a U é 3 vezesmenor que UL.
Desse modo, se ambas configurações forem alimentadas coma mesmatensão de linha, a corrente de fase na configuração Y também será menor, promovendoassim a esperada redução na corrente de partida..

J.P.Gomes

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os principais tipos de compressores frigoríficos :

Os principais tipos de compressores frigoríficos :
Refrigeraço e Ar - Condicionado

Componentes Básicos do Sistema de Refrigeração
Compressores
O compressor é o coração do sistema de compressão de vapor.
É usado por uma única razão: recuperar o líquido expandido para que ele possa tornar a ser usado inúmeras vezes (fechando o ciclo).
Se um reservatório de amônia fosse expandido na serpentina de resfriamento e descarregado na atmosfera, o efeito refrigerante seria
o mesmo, mas:
1º) seria preciso repor o reservatório cada vez que se esgotasse;
2º) como a amônia é um refrigerante de alta toxidade e inflamabilidade, ocorreriam problemas de intoxicação de pessoas e/ou incêndios nas proximidades da instalação;
3º) o custo de funcionamento do sistema seria demasiadamente elevado.

Os principais tipos de compressores frigoríficos :

1. Compressor Alternativo (de êmbolo);
2. Compressor de Parafuso;
3. Compressor de Palheta ;
4. Compressor Centrífugo e
5. Compressor Scroll.

Compressor Alternativo
compreende uma combinação de um ou mais conjuntos de pistão e cilindro.
O pistão se desloca em movimento alternativo, aspirando o gás num curso, comprimindo e descarregando-o no curso de retorno.

Compressor Rotativo de Parafuso é um outro tipo de unidade de deslocamento positivo.
Foi usado pela primeira vez em refrigeração em fins da década de 1950, mas está ganhando terreno rapidamente, em virtude de sua relativa simplicidade. Basicamente ele consiste em duas engrenagens helicoidais ajustadas entre si, sendo uma delas macho e a outra fêmea, num invólucro estacionário com aberturas de sucção e descarga.
Para tornar estanques as roscas, na maioria dos projetos, é bombeado óleo através do compressor, junto com o refrigerante.

Compressor Rotativo de Palhetas Deslizantes é uma unidade de deslocamento positivo, i.e., aprisiona
o gás em volume determinado, comprime-o girando dentro de um cilindro, com palhetas deslizantes forçadas
contra a parede de cilindro.
Quando o espaço entre duas das paletas passa em frente à abertura de sucção, o volume de gás aprisionado é grande.
À medida que se desloca em torno do cilindro, este espaço vai se tornando menor, sendo assim o gás comprimido até a pressão máxima, quando é descarregado do cilindro pela tubulação
de descarga.
No Compressor Centrífugo , o gás passa sucessivamente por cilindros, conferindo-lhe estágios,
necessários para aumentos parciais de pressão até atingir a pressão de descarga requerida.
No Compressor Scroll , o gás passa por entre duas espirais, sendo uma fixa e outra móvel.
De acordo que a espiral se movimenta o gás aprisionado é levado para o centro das espirais, aumentando gradativamente a sua pressão até a saída.
Podem se divididos ainda pela Pressão de Evaporação:
1. Baixa Pressão;
2. Média/Alta Pressão;
3. Pressão Comercial.

Baixa Pressão de Evaporação (LBP) -34,4 a –12,2ºC
Média/Alta Pressão de Evaporação (MBP/HBP) -15,0 a +12,8ºC
-20,0 a +10,0ºC
Pressão Comercial de Evaporação (CBP) -17,8 a +10,0ºC
Alta Pressão de Evaporação/Condicionador de Ar
(HBP/AC) 0,0 a +12,8ºC
O uso de um compressor fora da sua faixa de aplicação pode resultar nas seguintes conseqüências:

Perda de rendimento; Superaquecimento; Alto consumo de energia; Redução drástica da vida útil e Perda da capacidade de partida.

Compressores Alternativos

Os compressores alternativos foram os primeiros a ser utilizados comercialmente em refrigeração
industrial.
Apesar disso, este tipo de compressor vem sendo aprimorado, e não se pode considerá-lo um tipo
antiquado de compressor.
Acompanhando as tendências apresentadas pelas máquinas rotativas, a rotação destes
têm aumentado durante os últimos 20 anos, a rotação variou de 120 a 180 rpm nos primeiros compressores até rotações da ordem de 3000 rpm nos compressores mais modernos.

Divididos em Compressores

Abertos, Semi-Herméticos e Herméticos , os compressores alternativos são o elemento fundamental na indústria de refrigeração.

Compressores Alternativos Abertos

São aqueles em que o eixo de acionamento sai da carcaça para se acoplar um motor de acionamento
(elétrico ou de combustão), São normalmente utilizados para altas potências de refrigeração.

Compressores Alternativos Semi-Herméticos

São compressores de potência intermediária.
Têm uma carcaça única mas apresentam o cabeçote removível, permitindo a manutenção das válvulas e dos êmbolos do compressor,
O motor elétrico não é externo, está acoplado dentro do compressor.
Como não tem ponta de eixo, também não possui volante.
Eliminando as correias de ligação com o motor externo (compressores abertos), proporciona uma
economia de 6% no consumo de energia, sendo que a condição de trabalho do compressor melhora pois o
mesmo é resfriado pelo próprio fluido do sistema.

Compressor Alternativo Semi-Hermético
Compressor Alternativo Semi-Hermético em Corte
Compressores Alternativos Herméticos

São normalmente de pequena capacidade e tanto o motor de acionamento (elétrico) como o compressor
são encerrados dentro de um único invólucro.
Tem como grande vantagem o não vazamento de refrigerante através da ponta de eixo, como pode ocorrer com os compressores abertos, pois não possuem parafusos.
Não existe assim a possibilidade de acesso aos componentes internos para o caso de manutenção, devido a isso, são descartáveis, ou seja, em caso de queima a única solução é a substituição total do equipamento.

Compressor Alternativo Hermético
O Processo de Compressão

Normalmente se entende por compressão as três fases pelas quais o refrigerante passa dentro do cilindro
do compressor.
São elas:
1. Admissão;
2. Compressão e
3. Descarga.

Admissão (ou Sucção)
Quando o pistão começa um movimento descendente, a válvula de sucção se abre.
O aumento do volume interno do cilindro cria uma “depressão” (a pressão interna do cilindro diminui), que faz com que o gás do lado de baixa preencha todo o cilindro.
A admissão acaba quando o pistão inicia o movimento ascendente.

Movimento do Pistão do Compressor

Compressão
Ao iniciar o movimento ascendente, o pistão faz com que a pressão suba ligeiramente, o que fará com
que a válvula de sucção se feche.
O gás dentro do cilindro ficará confinado e, com a subida do pistão, haverá um
aumento de pressão e temperatura devido à diminuição do volume do gás.
O pistão continuará a subir e a compressão só se encerrará no momento em que a pressão dentro do
cilindro atingir o ponto de abertura das molas que até então mantinham a válvula de descarga fechada.
Descarga
Com a pressão interna sendo maior que a das molas da válvula de descarga, esta se abre permitindo o
escoamento do gás (a alta pressão e temperatura) para a câmara de descarga do compressor.
Este processo tem início pouco antes do fim do movimento ascendente do pistão e termina quando se inicia o movimento descendente.
Volume Nocivo
Volume Nocivo ou Espaço Nocivo é o espaço entre a face do pistão e a placa da válvula de descarga no
ponto morto superior do curso.
Esta folga deve ser a menor possível, de modo a forçar o vapor de refrigerante comprimido a passar pela válvula de descarga.
Qualquer vapor remanescente irá se expandir novamente no curso de sucção, enchendo parcialmente o cilindro e reduzindo o seu volume efetivo, i.e., a eficiência volumétrica do compressor.
Eficiência Volumétrica ()V
A eficiência volumétrica é um parâmetro básico na análise do desempenho dos compressores
alternativos. A eficiência volumétrica devida ao volume nocivo é chamada “Eficiência Volumétrica Teórica” é
representada pelo símbolo
A eficiência volumétrica real é aquela que associa todos os efeitos e é V
representada pelo símbolo V R está representado um ciclo teórico completo de compressão.
Usando esta figura, pode-se deduzir uma expressão para a eficiência volumétrica teórica em função das propriedades termodinâmicas do refrigerante e das características construtivas do compressor.
A capacidade Frigorífica de um compressor depende da quantidade de fluido refrigerante que está
sendo deslocado.
Esta quantidade vai depender dos seguintes parâmetros:
1. Quantidade de Cilindros: os compressores alternativos normalmente são encontrados em 4, 6, 8, 12 e 16
cilindros; quanto mais, maior a capacidade.
2. Rotação: quanto maior a rotação a capacidade aumentará proporcionalmente.
Pode-se usar acoplamento
direto do compressor com o motor (no máximo 1800rpm) ou utilizar um sistema de redução de correias e
polias.
3. Dimensões do Cilindro: a cada volta do virabrequim, um determinado volume de refrigerante é deslocado.
Aumentando esse volume, é aumentada a capacidade do compressor.
Assim existem compressores com
diâmetros e cursos variados, para atender às diversas capacidades necessárias aos diferentes tipos de
instalações.
O compressor frigorífico, por si só, não possui qualquer capacidade frigorífica, mas sim uma capacidade
de deslocar uma dada massa de refrigerante.
Este fluxo de massa deslocado pelo compressor em um sistema frigorífico será convertido em capacidade frigorífica pelo evaporador do sistema.
Influência do Superaquecimento na Capacidade Frigorífica
A forma mais adequada para se mostrar a influência da temperatura de admissão na capacidade
frigorífica do compressor é considerar um exemplo.
Seja um compressor Coldex-Fligor 4P.
Faremos uma análise da capacidade variando a temperatura de sucção para um sistema que trabalha com temperatura de condensação de 40ºC e temperatura de vaporização de 0ºC Influência do superaquecimento na capacidade frigorífica do compressor
Acessórios para Compressores
Os principais acessórios para os compressores alternativos são:

1. Cabeçotes resfriados a água;
2. Cabeçotes de segurança;
3. Resfriador de Óleo e
4. Separador de Óleo.

Os cabeçotes resfriados a água são cabeçotes com camisas onde circula água para resfriar a descarga do
compressor.
É de uso comum em sistemas de temperatura abaixo de –30ºC, onde a temperatura de
descarga do compressor atinge temperaturas muito altas.
Nos cabeçotes de segurança a válvula de descarga é normalmente montada numa placa separada.
Esta placa é fixada por fortes molas que se apoiam na cabeça do cilindro.
No caso de o refrigerante líquido ou o óleo, que não são compressíveis, penetrarem no cilindro, esta placa se ergue, superando a pressão das molas, evitando-se danos sérios ao compressor.
Cabeçote resfriado a água (camisa de água).
A Cavidade de Alívio aumenta a folga do cilindro inserindo um Espaço Nocivo

Cabeçote de Segurança

O resfriador de óleo consiste em um trocador de calor a água ou a gás onde o óleo utilizado para a
lubrificação do compressor é resfriado.
O mesmo é necessário onde a temperatura de descarga é muito alta, causando um aquecimento excessivo do óleo.
O separador de óleo é um dispositivo instalado na descarga de compressor para evitar o arraste
excessivo do óleo para o sistema.
Existem os tipos com filtro coalescer e com filtro demister .

Separador de óleo com filtro coalescer
Separador de óleo com filtro demister
Dispositivos de Modulação de Capacidade

Um recurso interessante é a modulação de capacidade do compressor alternativo.
A modulação da capacidade pode ser feita pelas seguintes maneiras:

1. através de um mecanismo específico que impede que as válvulas de sucção se fechem .
2. através de uma cavidade de alívio e
3. através de bypass ;
4. através de motores de várias velocidades ou motores de anéis;
5. através do fechamento parcial do registro da tubulação de sucção e
6. através de retorno de parte do gás de descarga.

Na primeira, uma parte do gás não é comprimido, i.e., ele é sugado para dentro o compressor e, em
seguida, expulso para fora pelo lado de baixa pressão, diminuindo o deslocamento final do compressor.
Esse recurso permite que o compressor opere em condições de carga térmica parcial, proporcionalmente ao número de cilindros carregados,
Modulação da Capacidade do Compressor

Componentes Básicos do Compressor

Na segunda, utiliza-se de uma cavidade de alívio.
Essa cavidade é um espaço deixado propositadamente no cabeçote, a fim de aumentar a folga efetiva, possibilitando o controle da capacidade da máquina.
Quando a válvula da cavidade de alívio é aberta, manual ou automaticamente, a cavidade fica cheia de
gás, à alta pressão, ao fim de cada ciclo.
No curso de sucção, esse vapor de alta pressão retorna ao cilindro e se expande até a pressão de sucção antes que o vapor de baixa pressão possa entrar no cilindro, reduzindo então a capacidade do compressor sem ter que parar e partir a máquina constantemente.

Controle de capacidade por bypass

O controle de capacidade por bypass é uma abertura provida de válvula na parede lateral do cilindro.
Esta abertura permite que parte do vapor de refrigerante retorne diretamente à sução durante a primeira parte do curso de compressão.
A porcentagem de redução de capacidade é determinada pela posição da abertura de bypass em relação ao curso total do pistão.
Com a válvula de ajuste da capacidade aberta, o volume do cilindro abaixo da abertura é retornado diretamente à sucção.
O controle através de motores de várias velocidades é utilizado para variar a velocidade do compressor,
aumentando ou diminuindo sua capacidade.
A variação de rotação do motor pode ser feita através de inversores de freqüência. Ainda existem poucas instalações deste tipo, mas no futuro as possibilidades não deixam de ser promissoras.
O fechamento parcial do registro da tubulação de sucção faz com que, na realidade, o compressor
trabalhe a uma pressão de sucção menor que a da tubulação, reduzindo assim a sua capacidade.
Uma outra forma de controlar a capacidade do compressor é retornar parte do gás de descarga, na
tubulação de alta pressão, diretamente à tubulação de sucção.
É uma das piores maneiras pois, o compressor trabalha a plena carga, sem redução no consumo de energia e no seu desgaste.

Componentes Internos de um Compressor Hermético

Procura-se aqui mostrar alguns dos componentes de um compressor alternativo hermético, mais
comumente achado no mercado. Internamente, o compressor hermético é composto de duas partes fundamentais: o compressor propriamente dito (parte mecânica) e o motor (parte elétrica).
Esse conjunto permanece suspenso em três molas dentro da carcaça.

Componentes de um Compressor Hermético

Onde:

Corpo, Furos de Lubrificação, Eixo, Muflas de Descarga, Biela, Cano de Sucção, Pistão, Suporte Interno, Pino, Carcaça, Placa de Válvulas, Cano de Descarga, Válvula de Sucção, Molas de Suspensão, Válvula de Descarga, Solda, Cabeçote, Serpentina de Descarga, Pescador de Óleo, Aletas Rotor, Divisor, Terminal Hermético, Nível de Óleo, Cabos de Ligação, Resfriador de Óleo, Bobina de Partida, Mancal Principal, Bobina de Trabalho, Ranhura de Lubrificação, Isolação, Contrapeso, Estator, Rotor, Mancal.

Estator.

Formado por um conjunto de chapas magnéticas, contendo canais onde ficam alojadas a bobina de
trabalho (mais externamente) e a bobina auxiliar (mais internamente), Figura 18.
Estator e Bobinas,, Bobinas
Uma bobina é um fio contínuo de cobre isolado (geralmente por uma camada de verniz especial)
enrolado em forma de espiras (carretel).
Quando neste fio, assim enrolado, circular corrente elétrica, surgirá um forte campo magnético (eletroímã).
No caso do motor elétrico, o campo magnético é de tal forma produzido que atrai o rotor fazendo-0
girar.

Bobina de Trabalho (Bobina Principal)

Esta bobina gera um campo magnético que mantém o rotor em movimento, permanecendo ligada todo o
tempo em que o motor do compressor estiver energizado.
Bobina Auxiliar (Bobina de Partida)
Esta bobina gera um campo magnético que provoca o início e o sentido de giro do rotor, esta bobina
deve ser desligada pelo relé de partida quando o rotor do compressor estiver girando.

Rotor do Eixo

O rotor (parte giratória do motor) constitui-se de um cilindro formado por chapas magnéticas circulares,
Figura 19. Um eixo é fixado ao rotor para que ser movimento seja transmitido à biela que por sua vez o
transmitirá ao pistão.

Rotor

Conjunto Eixo/Biela(Cruzeta)/Pistão
O sistema de acionamento do pistão do compressor é feito pelos sistemas de biela ou de
cruzeta .
Em ambos os sistemas, o movimento de rotação do eixo é transformado em movimento
alternativo (vai e vem) transferindo-o para o pistão do compressor.
Na extremidade inferior do eixo existe um sistema de “bomba de óleo” (pescador )
responsável pela lubrificação das partes que estão em atrito no conjunto.

Conjunto Eixo/Biela/Pistão

Conjunto Eixo/Cruzeta/Pistão
Pescador
Placa de Válvulas

Na placa de válvulas estão fixadas as lâminas que formam a válvula de descarga e a válvula de sucção.
A função destas válvulas é promover a sucção do gás pelo tubo de sucção, comprimindo-o através do tubo de descarga

Placa de Válvulas.lâmina de sucção.
lâmina de descarga e seu limitador

Funcionamento da Válvulas
Quando o pistão estiver abaixando, a válvula de sucção ficará aberta e válvula de descarga permanecerá
fechada. Ao contrário, quando o pistão etiver subindo, a válvula de sucção ficará fechada e a válvula de
descarga permanecerá aberta.
Compressores de Parafuso
O compressor Rotativo de Parafuso (Screw Compressor) consiste de dois fusos, um macho e outro
fêmea (Figura 25 e Figura 26). Um destes fusos é acionado pelo motor e o “engrenamento” dos dois faz com
que haja uma rotação.
Os dois fusos estão montados dentro de uma carcaça e apoiados em mancais de rolamentos.
Uma vez aspirado para dentro do compressor o gás será comprimido pelo movimento dos dois fusos
até atingir a descarga. Ao longo deste percurso a pressão subirá.
Fusos de um Compressor de Parafuso
Há muito tempo que os projetistas vêm sonhando com um compressor que combine as melhores
características de deslocamento positivo da máquina de pistão com as de fluxo uniforme da máquina rotativa
centrífuga.
O compressor rotativo de parafuso helicoidal (helicoidal rotary screw compressor) também
conhecido como tipo Lysholm aproxima-se bastante destes requisitos.
Compressor de Parafusos explodido
O rotor (fuso) macho tem quatro saliências e o rotor fêmea, seis.
Assim, o rotor macho gira 50% mais rápido.
O rotor fêmea funciona principalmente como uma vedação girante para o gás que se move axialmente
através da máquina.
Geralmente a entrada é por cima, em uma das extremidades, e a descarga é por baixo, na extremidade oposta .
No lado da entrada, quando uma saliência do rotor macho se destaca da do rotor
fêmea, o vácuo que se forma faz com que o gás penetre pela abertura de sucção.
Quando o comprimento total do canal já aspirou uma carga de gás de entrada, a abertura de entrada é bloqueada. Isto ocorre em aproximadamente um terço de volta.
Um pouco depois, uma saliência do rotor macho começa o engrenamento com o canal do rotor fêmea, começando no lado da aspiração.
A extremidade oposta do canal é vedada, do lado da descarga, por uma placa.
À medida que a saliência do rotor macho comprime o gás, no interior do canal do rotor fêmea, realiza-se a compressão.
O gás aprisionado, à pressão desejada, é foçado através de uma abertura na placa de compressão,
quando ela é descoberta por uma saliência do rotor macho.
O mesmo ocorre com os canais subseqüentes do rotor fêmea.
Originalmente, o inventor deste tipo de compressor utilizou parafusos “secos”.
Os dois parafusos (saliências) eram mantidos separados (para evitar desgaste) por engrenagens nos dois eixos. Estas máquinas apresentavam aquecimento comparável a qualquer outro tipo de máquina de deslocamento positivo.
Além disso, havia vazamento de gás na folga entre as saliências e na folga entre os rotores e o cilindro, tanto nas paredes como nas extremidades.
Para que o vazamento fosse relativamente pequeno em relação ao deslocamento, utilizam-se altas velocidades, o que tornava as máquinas ruidosas.
A solução foi encontrada no uso do “parafuso molhado” aperfeiçoado.
O líquido injetado no cilindro é óleo lubrificante, mas sua função principal é o
resfriamento do gás por contato direto durante a compressão.
O óleo também veda as folgas e atua como lubrificante.
Nenhum outro tipo de compressor mecânico permite a introdução de grandes volumes de líquido
resfriador dentro do próprio compressor.
Este resfriamento interno teria as mesmas vantagens num compressor a pistão ou centrífugo mas, obviamente, isto não é possível.
O resfriamento interno significa não só um baixo aquecimento da máquina devido à compressão como, também, a possibilidade de se atingirem altas relações de compressão num só estágio, sem resfriadores intermediários.
Os compressores a seco são utilizados na refrigeração.
São especificados freqüentemente, porém apenas para aplicações especiais.
Por outro lado, os compressores rotativos de parafuso helicoidal imerso em óleo são projetados para funcionamento a altas pressões, para todas as aplicações, com todos os refrigerantes usuais: R-12, R-22, R-502 e amônia.
Modernamente, encontram-se máquinas padronizadas de 100 a 1000 toneladas de capacidade, funcionando a 3600 rpm.
Como os demais componentes do sistema de refrigeração não trabalham com grandes quantidades de
óleo em seu interior, é necessário fazer a separação do óleo e do fluido refrigerante, que são descarregados no compressor.
A separação se dá em dois estágios; o primeiro é mecânico e o segundo através de um filtro (tipo
coalescer ou demister),
Separador de Óleo de um compressor a parafuso
Controle da Capacidade
O controle da capacidade desse tipo de compressor é feito através de uma válvula de gaveta na
extremidade de entrada do compressor .
A válvula tem como finalidade principal retornar à entrada
uma parte variável do gás aspirado pelas saliências helicoidais.
Ela pode ser controlada continuamente desde a plena capacidade até quase zero.
A válvula em questão fica dentro do invólucro do rotor.
O movimento axial da válvula é programado por um dispositivo de controle com comando eletrônico de estado sólido e acionamento hidráulico .
Quando o compressor funciona à plena carga, a válvula de gaveta fica na posição fechada.
A diminuição da carga se inicia quando a válvula é deslocada para trás, afastando-se do batente.
O deslocamento da válvula cria uma abertura na parte inferior do invólucro do rotor, através da qual
passa o gás aspirado de volta à abertura de entrada, antes de ser comprimido.
Como não houve trabalho fornecido ao gás em quantidade significativa, não há perdas apreciáveis.
A capacidade reduzida do compressor é obtida do gás que permanece na parte interna dos rotores e que
é comprimida na maneira normal.
Reduções de capacidade até o valor de 10% da capacidade nominal são conseguidas pelo movimento gradual da válvula. Em princípio, o aumento da abertura na parte inferior do invólucro reduz o deslocamento do compressor.
Controle de Capacidade de um compressor a parafuso
Lógica de Controle de Capacidade do Compressor
Os compressores de parafuso podem ser fornecidos pelos fabricantes com um centro de comando
dotado de todos os controles necessários para funcionamento automático, além de uma série de dispositivos e controles de segurança para proteção do equipamento sob condições anormais de funcionamento.

Os principais controles incluem:
1. Controle limitador de carga;
2. Temporizador anti-reciclagem;
3. Controles de descarregamento para pressão baixa;
4. Chave de pressão de óleo;
5. Controle de temperatura do óleo;
6. Termostatos de proteção e
7. Chaves de limite de pressão.
Junto ao compressor funcionam, ainda, equipamentos como a bomba de óleo e o resfriador de óleo.
A bomba de óleo é do tipo de engrenagens que bombeia o óleo a ser injetado no compressor.
Normalmente a pressão de óleo deve ser de 03 a 01 bar mais alta que a pressão de descarga do compressor.
O resfriador de óleo é necessário porque, normalmente, o reservatório de óleo se encontra na descarga
do compressor, de forma que é necessário retirar o excesso de calor que o óleo adquiriu ao ser comprimido junto do gás.
Existem 03 tipos de sistema para se resfriar o óleo, a saber:
1. Resfriador de óleo a água: trata-se de um trocador de calor (shell & tube ou de placas) no qual o óleo é
resfriado por água oriunda de uma torre de resfriamento;
2. Termosifão: utiliza-se o próprio fluido refrigerante líquido para resfriar o óleo, através de um trocador de
calor (um “evaporador” com óleo).
O movimento do refrigerante é dado pela própria convecção do gás que
evapora ;
3. Injeção de líquido: trata-se de um sistema que permite que o fluido refrigerante líquido seja injetado na
própria descarga do compressor. O líquido evapora resfriando o gás descarregado e o óleo, que ainda não
foi separado.
Dispensa linhas hidráulicas e trocadores de calor. A quantidade de líquido a ser injetada é
controlada por uma válvula de expansão operada pela temperatura de descarga do compressor.
Resfriamento por Termosifão
Resfriamento por Injeção de Líquido
Compressores de Palhetas (Rotativos)
Existem dois tipos básicos de compressores de palhetas: o de palheta simples e o de múltiplas palhetas
Compressor de palheta simples
Compressor de múltiplas palhetas
Compressores de palhetas são usados principalmente em geladeiras domésticas, congeladores e
condicionadores de ar, embora possam ser usados como compressores auxiliares (boosters) de baixa pressão em sistemas com compressão de múltiplos estágios.
No compressor de palheta simples a linha de centro do eixo de acionamento coincide com a do cilindro, mas é excêntrica com relação ao rotor, de modo que este permanece em contato com o cilindro a medida que gira.
O compressor de palheta simples apresenta um divisor, atuado pormola, dividindo as câmaras de aspiração e descarga.

Para um compressor de palheta simples, a taxa de deslocamento é dada por: onde:

A – diâmetro do cilindro (m)
B – diâmetro do rotor (m)
L – comprimento do cilindro (m)
velocidade de rotação (rps)

No compressor de múltiplas palhetas o rotor gira em torno do seu próprio eixo, que não coincide com o
do cilindro. O rotor é provido de duas ou mais palhetas, mantidas permanentemente em contato com a superfície do cilindro pela força centrífuga.
Para o compressor de duas palhetas, o deslocamento em cada rotação é proporcional ao dobro da área
hachurada; para o de quatro palhetas, o deslocamento é proporcional a quatro vezes a área hachurada.
Até um certo ponto, o deslocamento cresce com o número de palhetas.

Compressores Centrífugos

O primeiro compressor centrífugo em instalações frigoríficas foi introduzido por Willis Carrier, em
1920. De lá para cá este tipo de compressor tornou-se o mais utilizado em grandes instalações.
Eles podem ser utilizados satisfatoriamente de 200 a 10.000kW (172.10³ a 8,6.10
kcal/h) de capacidade de refrigeração.
As temperaturas de evaporação podem atingir a faixa de –50 a –100ºC, em sistemas de estágios múltiplos , embora uma aplicação bastante generalizada do compressor centrífugo seja o resfriamento da água até 6 a 8ºC em instalações de ar condicionado.

Construtivamente, o compressor centrífugo se assemelha à bomba centrífuga. O fluido penetra pela
abertura central do rotor e, pela ação da força centrífuga, desloca-se para a periferia. Assim, as pás do rotor
imprimem uma grande velocidade ao gás e elevam sua pressão,
Do rotor o gás se dirige para as pás do difusor ou para uma voluta (concha formada por espiras muito curtas), onde parte da energia cinética é transformada em pressão.
Em casos onde a razão de pressão é baixa, o compressor pode ser construído com um só rotor, embora na maioria das máquinas se adote compressão em múltiplos estágios.
A eficiência de compressão adiabática dos compressores centrífugos varia entre 70 e 80%.
A utilização de compressores centrífugos em sistemas de refrigeração obriga que, na partida, alguns
passos fundamentais sejam seguidos, para que não ocorram problemas posteriormente, a saber:
1. Verificar o nível de óleo no compressor, motor, redutor e luva de acoplamento, certificando-se de que estão corretos.
2. Iniciar a vazão de água do condensador; certificar-se de que não ocorre golpe de aríete no sistema.
3. Iniciar a circulação de salmoura pelo resfriador de salmoura; verificar, também, se há golpe de aríete.
4. Verificar a pressão de ar nos controles pneumáticos, se houver.
5. Operar a unidade de purga até eliminar todo o ar do sistema; isto deve sempre ser feito antes da partida.
6. No caso de acionamento por motor síncrono, fechar o registro da sucção apenas o necessário.
7. No caso de acionamento por turbina, préaquecê-la.
8. Caso seja necessário para a partida, fechar o circuito de bloqueio dos dispositivos de segurança;
9. Acelerar a máquina até sua velocidade nominal e certificar-se de que a pressão de óleo nos selos de óleo está correta.
10. Abrir a alimentação de ar para os controles nas máquinas de controle pneumático automático.
11. Abrir a alimentação de água de resfriamento de óleo do motor e do redutor.
12. Operar à alta velocidade se a máquina ratear. Isto acelera a purga.
Ratear, nos compressores centrífugos, significa funcionar em surtos (“surging”).
A operação dos mesmos é normal, não sendo motivo para preocupação. Entretanto, com cargas baixas (10 a 20% da plena carga), o “surging” causa sobreaquecimento do compressor, aumentando a temperatura dos mancais.
Assim, o compressor não deve ser operado continuamente nestas condições. Se houver necessidade de operação prolongada com cartas baixas, poderá ser necessária a instalação de um “bypass” para o gás quente.
Logo depois da partida, pode ocorrer um período de “surging” até a eliminação de todo o ar do
condensador.
Enquanto isso, como dito anteriormente, a máquina deve ser acionada com alta velocidade.
Entretanto, a pressão no condensador não deve ultrapassar 1,05 kgf/cm² (relativa) para o Freon-11, por exemplo.
Além disso, a corrente do motor, no caso de acionamento elétrico, não deve passar de seu valor nominal de plena carga.
Deve-se observar, ainda, que o evaporador não seja resfriado demais pois o controle anticongelamento
pode desligar a máquina.
Após a estabilização da máquina e eliminação de todo o ar, deve-se ajustar a velocidade ou o registro
para atingir a temperatura adequada da salmoura.
Caso o compressor seja acionado por uma turbina, há a possibilidade de se automatizar as operações de
controle de velocidade ( controlando diretamente a capacidade do compressor).
Um sistema ajusta automaticamente a velocidade do compressor de modo a manter constante a temperatura da salmoura.
Um aumento ou diminuição na temperatura da salmoura é transmitido através dos controles para introduzir ou expelir o ar de uma válvula pneumática no sistema de regulação de velocidade da turbina (Figura 35 e Controle de variação automático para compressor centrífugo
Outro arranjo para o controle de variação automático de um compressor centrífugo

Compressores Scroll

Os compressores scroll (espiral), são um novo conceito de compressores para refrigeração.
São herméticos, i.e., não se tem acesso aos seus componentes e em caso de quebra ou “queima”, são
substituídos.
Trabalham de forma mais silenciosa e vibram menos que os seus concorrentes para uma mesma
potência.
Estão sendo largamente utilizados em sistemas de refrigeração de porte médio.
O compressor scroll tem o seguinte princípio de operação .
A sucção do gás é feita em (A).
O gás passa pela abertura entre o motor (C). Entrando na câmara em
(D) onde é preso pela espiral móvel.
O óleo vindo com o gás é separado por câmaras e jogado nas superfícies internas do compressor para lubrificação e retorna para o reservatório.
O gás preso pela espiral é “empurrado” pelo movimento da espiral móvel, movendo-se entre esta última
e a espiral fixa até o centro das espirais.
Ao concluir seu percurso, o gás já comprimido e em alta pressão é descarregado na cúpula (cabeçote) do compressor, sendo então descarregado (E).
Compressor Scroll Compressor Scroll em Corte
Funcionamento do Compressor Scroll
Compressores Automotivos
O compressor está localizado normalmente na parte dianteira do veículo, junto ao motor.
É acionado pela polia da árvore-de-manivelas, por intermédio de uma correia específica.
O compressor normalmente é do tipo alternativo, com êmbolos na posição horizontal.
O seu acionamento é feito através de um disco excêntrico integrado ao eixo.
Possui válvulas de entrada e de saída ou do tipo válvula de controle. O movimento é recebido através da polia acoplada com embreagem eletromagnética.
Vista em corte de um compressor automotivo
Embreagem Magnética
A embreagem magnética é usada para conectar e desconectar o compressor ao motor do veículo.
Seus principais componentes são: estator, rotor e cubo.
Princípio de Funcionamento
Quando a corrente elétrica flui através do enrolamento, como mostra a, uma força magnética
é gerada na parte II que atrai a parte I
Força Magnética
Construção
A embreagem magnética consiste de estator, rotor com polia e um cubo que tem a função de movimentar o compressor, utilizando a rotação proveniente do motor do veículo e acoplamento magnético para transmitir esta rotação do motor ao compressor .
Embreagem Magnética
O estator é montado na parte frontal do compressor e o cubo é fixado ao eixo do compressor.
O rolamento de esferas é usado entre a superfície interna do rotor e a tampa frontal do compressor.
Operação
Enquanto o motor está em funcionamento a polia está girando, desde que conectada à polia do motor
por uma correia tipo “V” ou “poli V”, mas o compressor não opera antes de ser energizado.
Quando o sistema de ar condicionado está ligado, o amplificador fornece corrente para o enrolamento
do estator.
Então a atração eletromagnética atrai o cubo contra a superfície de fricção da polia.
A fricção/atrito entre cubo e polia, permite a movimentação do compressor.
A embreagem eletromagnética é montada na polia, onde faz o compressor funcionar somente quando necessário, através da corrente elétrica de 12 volts da bateria.
Essa corrente é proveniente dos relés ou do termostato ou do termistor ou ainda dos interruptores de baixa e de alta pressão do sistema, que pode ser controlado pelo módulo de controle eletrônico do veículo.
Vista em corte da embreagem magnética...

J.P.Gomes

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